Dizem para sermos nós mesmos, mas eu sou eu mesmo o tempo inteiro e às vezes fico com vontade de ser outra pessoa. Outro dia eu cismei de ser Napoleão, mas passei perto de um mendigo e ele começou a me imitar. Fiquei triste e comecei a ser outra pessoa, o presidente Bush. Tentei mandar tropas para invadir o Brasil, mas logo descobriram que eu era eu e disseram para eu ser eu mesmo.
Me enfezei e quis ser outra pessoa. Virei Pereira Gomes, guarda de trânsito. Até tentei ficar parado e usar um apito para parar o trânsito, mas um cara me atropelou. Anotei a placa.
29 de dezembro de 2004
27 de dezembro de 2004
Matar
Quando quero provar a estupidez humana, cito o latrocínio. Das criações do homem - tirando talvez o uso de gatos como bichos de estimação - o latrocínio é a coisa mais burra. De longe. Assalto seguido de assassinato. Qual é a lógica disso? - pergunto colocando as mãos na cabeça e balançando-a aleatoriamente.
Não seria muito mais lógico o assassinato seguido de assalto? Ora, ora, é muito mais fácil roubar alguém morto, pelo menos eu acho. Dizem que ladrões são doentes sociais. Eu diria que eles são burros, pois dão margem a uma reação da vítima do assalto. Mas veja, não vá sair por aí matando ninguém, são apenas devaneios.
***
Falando em matar, os vegetarianos nos acusam, os carnívoros suados e fedorentos, de sermos assassinos que matam vaquinhas somente para comer. Pergunto-me qual a utilidade da vaca senão para ser comida. Pelo menos as plantinhas podem decorar nossos muros e jardinzinhos.
Quem colocaria uma vaca no próprio jardim? Ou na própria varanda? Uma visita chega e pergunta "Mas que bela vaca! Me dá uma muda para eu plantar e nascer uma bezerrinha no meu quintal?" Afirmo que assassinos são eles, vegetarianos, que comem as plantinhas que poderiam decorar as casas de todas as pessoas do mundo.
Não que eu tenha alguma planta aqui em casa, mas acho que é mais fácil regar uma planta que regar uma vaca. Ou colocar pasto pra ela, sei lá.
Não seria muito mais lógico o assassinato seguido de assalto? Ora, ora, é muito mais fácil roubar alguém morto, pelo menos eu acho. Dizem que ladrões são doentes sociais. Eu diria que eles são burros, pois dão margem a uma reação da vítima do assalto. Mas veja, não vá sair por aí matando ninguém, são apenas devaneios.
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Falando em matar, os vegetarianos nos acusam, os carnívoros suados e fedorentos, de sermos assassinos que matam vaquinhas somente para comer. Pergunto-me qual a utilidade da vaca senão para ser comida. Pelo menos as plantinhas podem decorar nossos muros e jardinzinhos.
Quem colocaria uma vaca no próprio jardim? Ou na própria varanda? Uma visita chega e pergunta "Mas que bela vaca! Me dá uma muda para eu plantar e nascer uma bezerrinha no meu quintal?" Afirmo que assassinos são eles, vegetarianos, que comem as plantinhas que poderiam decorar as casas de todas as pessoas do mundo.
Não que eu tenha alguma planta aqui em casa, mas acho que é mais fácil regar uma planta que regar uma vaca. Ou colocar pasto pra ela, sei lá.
24 de dezembro de 2004
O sentimento do Natal
Estávamos eu e um amigo no ônibus, quando sobe um rapaz. Ele se senta num banco à nossa frente e, em certa altura da viagem, eis que ele pede para passarmos o celular. Como não uso esse tipo de coisa moderna, o custo do assalto recaiu sobre meu amigo que passou seu Oi modelo 2002 para o ladrão. Este que olhou para o celular e disse:
- Não, cara. Tô vendo que você tá em pior situação que eu. Pode ficar com ele.
E devolveu o telefone de meu amigo.
Este é o sentimento de Natal: piedade. Espero que em todos os dias de suas vidas, leitores, os ladrões devolvam seus celulares por verem que, na verdade, vocês são apenas pobres à margem da sociedade.
(Na verdade, desejo-lhes muito dinheiro neste Natal. Mas, for God's sake, não comprem um celular muito novo.)
- Não, cara. Tô vendo que você tá em pior situação que eu. Pode ficar com ele.
E devolveu o telefone de meu amigo.
Este é o sentimento de Natal: piedade. Espero que em todos os dias de suas vidas, leitores, os ladrões devolvam seus celulares por verem que, na verdade, vocês são apenas pobres à margem da sociedade.
(Na verdade, desejo-lhes muito dinheiro neste Natal. Mas, for God's sake, não comprem um celular muito novo.)
19 de dezembro de 2004
Adestramento
O Santos foi campeão brasileiro, entretanto, o fato mais constrangedor do domingo foi a Família Lima tocando Kashmir (grande clássico do Led Zeppelin) no Domingão do Faustão. Coisa que muito me entristeceu, enchendo meu coração de desgosto.
***
Li no orkut uma pessoa dizendo que a cambada que lê Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi ou Bolsonaro são discípulos adestrados. Dos três, o único que leio é Diogo Mainardi. Olavo de Carvalho, não leio. Nunca ouvi falar de Bolsonaro.
A questão é: se eu fui adestrado por meu mestre Mainardi, por que eu nunca ganhei um osso ou um biscoito canino? Bem que eu mereceria. Ele pede para eu deitar, eu deito; ele pede para eu rolar, eu rolo; aí, eu ganho um osso ou carne na ração. Tenho esse direito, não?
Exijo que eu seja recompensado após fazer qualquer coisa. Um bife de vaca após um salto mortal. Um osso depois de rolar no chão. Quero, inclusive, minha coleirinha anti-pulgas e minha medalhinha de identificação.
***
Li no orkut uma pessoa dizendo que a cambada que lê Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi ou Bolsonaro são discípulos adestrados. Dos três, o único que leio é Diogo Mainardi. Olavo de Carvalho, não leio. Nunca ouvi falar de Bolsonaro.
A questão é: se eu fui adestrado por meu mestre Mainardi, por que eu nunca ganhei um osso ou um biscoito canino? Bem que eu mereceria. Ele pede para eu deitar, eu deito; ele pede para eu rolar, eu rolo; aí, eu ganho um osso ou carne na ração. Tenho esse direito, não?
Exijo que eu seja recompensado após fazer qualquer coisa. Um bife de vaca após um salto mortal. Um osso depois de rolar no chão. Quero, inclusive, minha coleirinha anti-pulgas e minha medalhinha de identificação.
18 de dezembro de 2004
O duelo contra a avenida
Tentei ir ao show Xuxa Circo no Classic Hall, aqui em Recife. Peguei meu velotrol, vesti minha camisa do Txutxucão e pus-me no caminho. Andei dez metros de velotrol e quase tive um ataque cardíaco. Caí no chão e quase morri de câncer no pâncreas. Decidi ir de ônibus mesmo, com o velocípede embaixo do braço.
Xuxa Circo é uma variante do Xuxa e os Baixinhos que rodeou o planeta há alguns anos, com a diferença de que Xuxa Circo tem paquitas com shortinhos pulando por entre bambolês.
Saltei do coletivo e tentei dirigir-me até o local da apresentação.
Em frente ao Classic Hall há uma avenida monstruosamente gigantesca que é impossível de ser atravessada - tanto por sua largura quanto pela velocidade dos veículos. Quando fui ao show do Offspring, tal rua também insistia em se postar entre mim e a casa de shows. Dessa vez, a avenida novamente me desafiava. Eu, honradamente, aceitei o desafio, pois dessa vez vencê-la seria mais fácil.
Eu contava com uma letal arma contra a velocidade dos carros, ônibus e caminhões de muamba: meu velotrol Bandeirante:

Velotrol Bandeirante 1.6 Flex Turbo
Especificações técnicas:
Velocidade Máxima: 2 Km/h
Cilindradas: 12 cc
Cilindros: 2 (uma perna ou duas simultâneas)
Potência: 1 Cv
Comprimento: 0,1 m
Peso: 2 Kg
Convicto estava eu: "Posso vencer!" E realmente, as chances pareciam grandes. Tão grandes que eu não percebi um erro crasso na estratégia. De fato, um erro primário para quem tanto entende de velotróis como eu: deixei de trocar os pneus de borracha por pneus de plástico. O atrito com o chão seria maior dessa forma. Este erro me custaria valiosos segundos na luta para atravesar a avenida - que, chutando por baixo, tinha uns 3 mil metros de largura.
Ainda assim, eu confiava em meu velotrol. Sentei-me sobre ele e preparei-me para ir. Girei o pedal furiosamente e andei 20 centímetros em 10 segundos. Praticamente um cometa. Minha velocidade continuou gigantesca até que um engraçadinho passou pela calçada dois segundos depois e chutou a traseira de meu veículo, o que me fez capotar para o meio da avenida. Foram três giros incríveis.
Depois disso não sei o que aconteceu, pois o câncer de pâncreas se manifestou de forma fulminante. Relatos de testemunhas confirmam a presença do câncer e de populares que roubaram meu velocípede. Um cara o pegou, colocou embaixo da blusa e saiu correndo.
Xuxa Circo é uma variante do Xuxa e os Baixinhos que rodeou o planeta há alguns anos, com a diferença de que Xuxa Circo tem paquitas com shortinhos pulando por entre bambolês.
Saltei do coletivo e tentei dirigir-me até o local da apresentação.
Em frente ao Classic Hall há uma avenida monstruosamente gigantesca que é impossível de ser atravessada - tanto por sua largura quanto pela velocidade dos veículos. Quando fui ao show do Offspring, tal rua também insistia em se postar entre mim e a casa de shows. Dessa vez, a avenida novamente me desafiava. Eu, honradamente, aceitei o desafio, pois dessa vez vencê-la seria mais fácil.
Eu contava com uma letal arma contra a velocidade dos carros, ônibus e caminhões de muamba: meu velotrol Bandeirante:
Velotrol Bandeirante 1.6 Flex Turbo
Especificações técnicas:
Velocidade Máxima: 2 Km/h
Cilindradas: 12 cc
Cilindros: 2 (uma perna ou duas simultâneas)
Potência: 1 Cv
Comprimento: 0,1 m
Peso: 2 Kg
Convicto estava eu: "Posso vencer!" E realmente, as chances pareciam grandes. Tão grandes que eu não percebi um erro crasso na estratégia. De fato, um erro primário para quem tanto entende de velotróis como eu: deixei de trocar os pneus de borracha por pneus de plástico. O atrito com o chão seria maior dessa forma. Este erro me custaria valiosos segundos na luta para atravesar a avenida - que, chutando por baixo, tinha uns 3 mil metros de largura.
Ainda assim, eu confiava em meu velotrol. Sentei-me sobre ele e preparei-me para ir. Girei o pedal furiosamente e andei 20 centímetros em 10 segundos. Praticamente um cometa. Minha velocidade continuou gigantesca até que um engraçadinho passou pela calçada dois segundos depois e chutou a traseira de meu veículo, o que me fez capotar para o meio da avenida. Foram três giros incríveis.
Depois disso não sei o que aconteceu, pois o câncer de pâncreas se manifestou de forma fulminante. Relatos de testemunhas confirmam a presença do câncer e de populares que roubaram meu velocípede. Um cara o pegou, colocou embaixo da blusa e saiu correndo.
17 de dezembro de 2004
Nordeste
Gente do sul pensa que o Nordeste como um todo é sertão. Estão certos. O Nordeste corresponde perfeitamente ao estigma que carrega. Não adianta dizerem o contrário. O chão aqui é rachado, tem árvore sem folha o ano todo, a vegetação é rasteira e há pessoas usando rapadura para adoçar o café. Nordeste é uma massa homogênea de calor e pessoas usando rapadura como açúcar.
Dentre os enormes defeitos do Nordeste (tais quais a pobreza e a fome, além de Graciliano Ramos, Rachel de Queirós, etc), o maior é a presença de meu tio Aristófanes. Sim, ele existe. Ele é um misto de pedreiro, encanador, eletricista e pinguço. Ou seja, faz bico. Tem cerca de 4 dentes na boca. Joga dominó todos os dias no boteco. Roubou todos os meus mangás, inclusive meus preferidos de Neon Genesis Evangelion. Gente como essa não tem o mínimo amor ao mundo em que vive.
É por causa dele que aqui é quente, que a economia é baseada em cana e que tubarões matam surfistas na orla de Pernambuco. Estou convicto. Se ele devolver minhas revistas, a pobreza acabará, o Nordeste deixará de ser monocultor e, fatalmente, tubarões serão extintos.
Eu costumava dizer que achava que esse lugar era o inferno. Depois percebi que assim estava depreciando o coitado do inferno. Lá não tem tio Arí. E, ora, deve ter uma temperatura mais agradável.
Dentre os enormes defeitos do Nordeste (tais quais a pobreza e a fome, além de Graciliano Ramos, Rachel de Queirós, etc), o maior é a presença de meu tio Aristófanes. Sim, ele existe. Ele é um misto de pedreiro, encanador, eletricista e pinguço. Ou seja, faz bico. Tem cerca de 4 dentes na boca. Joga dominó todos os dias no boteco. Roubou todos os meus mangás, inclusive meus preferidos de Neon Genesis Evangelion. Gente como essa não tem o mínimo amor ao mundo em que vive.
É por causa dele que aqui é quente, que a economia é baseada em cana e que tubarões matam surfistas na orla de Pernambuco. Estou convicto. Se ele devolver minhas revistas, a pobreza acabará, o Nordeste deixará de ser monocultor e, fatalmente, tubarões serão extintos.
Eu costumava dizer que achava que esse lugar era o inferno. Depois percebi que assim estava depreciando o coitado do inferno. Lá não tem tio Arí. E, ora, deve ter uma temperatura mais agradável.
16 de dezembro de 2004
Sobre o Jornalismo
Acabo de ver no Jornal do SBT a equipe do SBT do Rio Grande do Sul agradecendo pelo prêmio Esso que receberam por uma matéria que falava sobre mulheres presas, algo assim. "Estamos muito felizes com isso. Porque acreditamos no jornalismo. O jornalismo é, acima de tudo, contar histórias."
Um conceito novo de jornalismo. E eu aqui pensando que estava apenas contando histórias. Tolinho. Sempre fui um jornalista. Diploma é coisa para fracassados.
O jornalismo do SBT tem um estranho conceito de divulgação de notícias. Por exemplo, quando falaram do jogo beneficente dos amigos de Ronaldo contra os amigos de Zidane. "Jogo contra a fome termina empatado em 4 a 4." Ou seja, se eles não vencem a fome, pelo menos empatam, e assim fica tudo na mesma.
Para falar a verdade, até hoje eu nem sabia que SBT tinha jornalismo. Foi um baque tremendo. Para mim, o SBT apenas reprisava os programas de Ratinho e de Hebe Camargo repetidamente durante todo o dia. Daqui a pouco vão me dizer que eles têm novelas e artistas próprios.
***
Claro, claro, não posso me esquecer da TV Tribuna - a rede local da Record aqui em Pernambuco - que tem um programa de reportagens sobre morte. É o Jornal da Tribuna. Eles vão para os bairros miseráveis do Recife, tais quais o Cóque e Jordão Alto, e mostram na TV os defuntos das pessoas, dizendo que aquilo é uma falta de absurdo.
No entanto, outro dia, ao passear pelo shopping, vi um corpo que havia aparecido no Jornal da Tribuna e gritei de medo. Pensei que só aparecesse gente morta naquilo. Saí correndo e entrei no fraldário, porque acabei fazendo caquinha. Precisei me trocar, passar Hipoglós e um pouco de talquinho.
Um conceito novo de jornalismo. E eu aqui pensando que estava apenas contando histórias. Tolinho. Sempre fui um jornalista. Diploma é coisa para fracassados.
O jornalismo do SBT tem um estranho conceito de divulgação de notícias. Por exemplo, quando falaram do jogo beneficente dos amigos de Ronaldo contra os amigos de Zidane. "Jogo contra a fome termina empatado em 4 a 4." Ou seja, se eles não vencem a fome, pelo menos empatam, e assim fica tudo na mesma.
Para falar a verdade, até hoje eu nem sabia que SBT tinha jornalismo. Foi um baque tremendo. Para mim, o SBT apenas reprisava os programas de Ratinho e de Hebe Camargo repetidamente durante todo o dia. Daqui a pouco vão me dizer que eles têm novelas e artistas próprios.
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Claro, claro, não posso me esquecer da TV Tribuna - a rede local da Record aqui em Pernambuco - que tem um programa de reportagens sobre morte. É o Jornal da Tribuna. Eles vão para os bairros miseráveis do Recife, tais quais o Cóque e Jordão Alto, e mostram na TV os defuntos das pessoas, dizendo que aquilo é uma falta de absurdo.
No entanto, outro dia, ao passear pelo shopping, vi um corpo que havia aparecido no Jornal da Tribuna e gritei de medo. Pensei que só aparecesse gente morta naquilo. Saí correndo e entrei no fraldário, porque acabei fazendo caquinha. Precisei me trocar, passar Hipoglós e um pouco de talquinho.
15 de dezembro de 2004
Gilberto Barros
Oh, que preguiça de postar. Colhi votos de milhares de pessoas para saber se eu deveria. Bom, ninguém quis. Fui à janela - agora mesmo, às 4h00 da manhã - e gritei "posto ou não posto?". Um cara que gritou "Cala a boca, Seu Oreia!"
Desconheço o Seu Oreia.
***
Decidi postar para compartilhar minhas agruras com vocês, leitores. Pois sim, vi Gilberto Barros dançando na escola de samba Grande Rio. Não sei o que o levou a pensar que podia dançar de alguma forma sem ser ridículo. Não sei o que levou a pensar que ele podia se movimentar de alguma forma sem parecer ridículo.
Não sei o que o levou a se movimentar.
A UERJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é especialista em criar cotas para estudantes. Tem cota para preto, para índio, para careca, para desdentado, para gente com o pinto pequeno. Para vegetarianos. Para consumidores de Nova Schin.
Deveriam criar uma cota para Gilberto Barros no curso de Terapia Ocupacional. Pelo menos ele ficaria em casa fazendo crochê e não ia dançar em lugar nenhum. Ou ficava ensinando origami na universidade. Ou se ocupava terapeuticamente batendo a cabeça na parede. Eu agradeceria. A Grande Rio também. Poderia enfim, talvez com a ausência de Gilberto Barros, pensar em algum dia vencer o carnaval carioca.
Desconheço o Seu Oreia.
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Decidi postar para compartilhar minhas agruras com vocês, leitores. Pois sim, vi Gilberto Barros dançando na escola de samba Grande Rio. Não sei o que o levou a pensar que podia dançar de alguma forma sem ser ridículo. Não sei o que levou a pensar que ele podia se movimentar de alguma forma sem parecer ridículo.
Não sei o que o levou a se movimentar.
A UERJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é especialista em criar cotas para estudantes. Tem cota para preto, para índio, para careca, para desdentado, para gente com o pinto pequeno. Para vegetarianos. Para consumidores de Nova Schin.
Deveriam criar uma cota para Gilberto Barros no curso de Terapia Ocupacional. Pelo menos ele ficaria em casa fazendo crochê e não ia dançar em lugar nenhum. Ou ficava ensinando origami na universidade. Ou se ocupava terapeuticamente batendo a cabeça na parede. Eu agradeceria. A Grande Rio também. Poderia enfim, talvez com a ausência de Gilberto Barros, pensar em algum dia vencer o carnaval carioca.
10 de dezembro de 2004
Papai Noel
Turistas que estão em Fernando de Noronha anteciparam o ano novo. Já comemoraram e tudo, oh. E a gente aqui atrasado. Eles não agüentaram esperar. Queriam ter festa, álcool e fogos de artifício mais cedo. Os turistas de Fernando de Noronha inauguraram um novo jeito de encarar o tempo e a efemeridade da vida.
De hoje em diante, sou o senhor do meu tempo, igual aos turistas de Noronha. Quero adiantar o Natal. O Natal é hoje. E amanhã é o Natal do ano que vem. Quero todo mundo me dando presentinhos, lembrancinhas e Chester Perdigão. Oh, e depois de amanhã é o meu aniversário de 2005. E o de 2006 também. Serão dois aniversários no mesmo dia, por isso, exijo que vocês me presenteiem duplamente, amiguinhos.
***
Mamãe me contou muito tarde que Papai Noel não existe. Só quando eu completei 15 anos que ela revelou para mim que era meu pai que dispunha os presentes sob o pinheirinho em todos os Natais. Fiquei arrasado.
Meu pai tem uns 130 anos. Hoje em dia, sustenta uma parasita de 20 e poucos anos em sua casa. Não tenho nada contra. Mas me reservo ao direito de odiá-lo, claro. Deve ser por isso que ele não me telefona.
Pois anteontem atendi uma ligação peculiar aqui em casa. Atendi e ouvi Papai Noel dizendo "Hou, hou, hou, feliz Natal!". Depois entrou uma mulher dizendo que se eu quisesse falar com o bom velhinho, deveria ligar para 3207 20 20. E Papai Noel repetiu a fala anterior. Depois, desligaram. Uma propaganda telefônica. Foi a primeira vez que fui alvo de uma propaganda por telefone.
Estou revoltado com tal ligação. Irado. E até indignado. E tenho motivos para isso. Seguem:
1) Papai Noel, que é meu pai - minha mãe que disse, e ela não mente -, trocou o número do telefone e não me avisou. Nem para que pudéssemos trocar farpas demonstrando raiva mútua. Uma gigantesca falta de consideração.
2) Ele arranjou um trabalho: gravador de risadas natalinas para spam telefônico. Finalmente deve estar ganhando uns trocados. Dessa forma, para mim ainda é uma incógnita o motivo pelo qual ele não me dá nem um dinheirinho.
3) Ele nunca me mostrou sua fábrica de brinquedos, nem seu trenó, nem as renas, muito menos os anões.
Estou a um passo de entrar atirando num cinema, tamanha minha fúria. Mas vou deixar aqui um recado para meu pai:
Pai, estou disposto a um acordo. Eu deixo de ter raiva do senhor e você deixa eu dar um passeio pelo céu em cima de Rudolph, a rena do nariz vermelho.
De hoje em diante, sou o senhor do meu tempo, igual aos turistas de Noronha. Quero adiantar o Natal. O Natal é hoje. E amanhã é o Natal do ano que vem. Quero todo mundo me dando presentinhos, lembrancinhas e Chester Perdigão. Oh, e depois de amanhã é o meu aniversário de 2005. E o de 2006 também. Serão dois aniversários no mesmo dia, por isso, exijo que vocês me presenteiem duplamente, amiguinhos.
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Mamãe me contou muito tarde que Papai Noel não existe. Só quando eu completei 15 anos que ela revelou para mim que era meu pai que dispunha os presentes sob o pinheirinho em todos os Natais. Fiquei arrasado.
Meu pai tem uns 130 anos. Hoje em dia, sustenta uma parasita de 20 e poucos anos em sua casa. Não tenho nada contra. Mas me reservo ao direito de odiá-lo, claro. Deve ser por isso que ele não me telefona.
Pois anteontem atendi uma ligação peculiar aqui em casa. Atendi e ouvi Papai Noel dizendo "Hou, hou, hou, feliz Natal!". Depois entrou uma mulher dizendo que se eu quisesse falar com o bom velhinho, deveria ligar para 3207 20 20. E Papai Noel repetiu a fala anterior. Depois, desligaram. Uma propaganda telefônica. Foi a primeira vez que fui alvo de uma propaganda por telefone.
Estou revoltado com tal ligação. Irado. E até indignado. E tenho motivos para isso. Seguem:
1) Papai Noel, que é meu pai - minha mãe que disse, e ela não mente -, trocou o número do telefone e não me avisou. Nem para que pudéssemos trocar farpas demonstrando raiva mútua. Uma gigantesca falta de consideração.
2) Ele arranjou um trabalho: gravador de risadas natalinas para spam telefônico. Finalmente deve estar ganhando uns trocados. Dessa forma, para mim ainda é uma incógnita o motivo pelo qual ele não me dá nem um dinheirinho.
3) Ele nunca me mostrou sua fábrica de brinquedos, nem seu trenó, nem as renas, muito menos os anões.
Estou a um passo de entrar atirando num cinema, tamanha minha fúria. Mas vou deixar aqui um recado para meu pai:
Pai, estou disposto a um acordo. Eu deixo de ter raiva do senhor e você deixa eu dar um passeio pelo céu em cima de Rudolph, a rena do nariz vermelho.
8 de dezembro de 2004
Grande clássico da literatura infantil revisto para os tempos modernos
Eram três irmãs. Jovens. Uma pobre, uma de classe média e uma rica. Chamavam-se Neide, Gisneide e Marineide, respectivamente. As três muito atraentes, por sinal. As três casadas. Neide era muçulmana. Gisneide era católica - porém, não praticante. Marineide não tinha religião.
As três, apesar das diferenças de crenças, costumavam sair para passear juntas. Ficavam andando pelo perímetro urbano de sua cidade - Dois Córregos, no interior de São Paulo. Andavam pela pracinha. Compravam pipoca. Ficavam tricotando sobre as amigas. O único fato intrigante sobre o passeio das três, no entanto, era que elas sempre eram cantadas por Paulão - um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. E sempre gostavam, nutrindo grande afeto pelo nobre negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante.
Eis que, por um acaso do destino, os maridos das três moças viajam ao mesmo tempo, a negócios. O marido de Neide foi catar latinha em um lugar melhor. O de Gisneide foi visitar os pais. Já o cônjuge de Marineide viajou à Europa, buscando novas alianças comerciais.
Os três decidiram colocar cintos de castidade em suas esposas antes de irem. O mais rico colocou em Marineide um cinto de palha. Confiava na esposa. Gisneide ganhou de seu marido um cinto de madeira. Confiava medianamente em sua mulher. O marido de Neide deu a ela um cinto de cimento e tijolos. Embora fosse pobre, era esforçado. Não queria saber de sua mulher se enrabichando para o lado de ninguém - até porque sua religião era muito contundente nesse ponto.
Os maridos se ausentaram e as esposas, como normalmente faziam, foram passear na praça. Depararam-se com Paulão e acabaram cedendo à antiga atração que tinham por ele. Combinaram de se encontrar com Paulão cada uma em um dia, cada uma em sua própria casa.
Paulão foi primeiro à casa da rica Marineide. Ela não teve a mínima preocupação. Só queria prazer. Paulão não teve dificuldades em romper o cinto de castidade de palha, afinal, era um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. Foi uma noite de sexo selvagem.
No outro dia, Paulão foi à casa de Gisneide. Marineide também foi para lá. Gisneide teve até um pouco de medo de ir para o inferno. Mas desejava Paulão. Este que teve alguma resistência por parte do cinto de madeira quando tentou rompê-lo. Mas conseguiu, afinal, era um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. Foi uma noite de orgia selvagem.
Paulão, no dia seguinte, foi até a humilde casa da muçulmana hesitante Neide, que temia queimar no fogo do inferno. Mas também desejava Paulão. Suas irmãs foram para a casa dela também. Paulão tentou quebrar o cinto da moça. Pensou que ia conseguir facilmente, porque, afinal, era um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. Foi com tudo.
Fraturou o pênis.
O cinto de castidade de cimento e tijolos era mais resistente do que ele pensava. Nunca mais se relacionou com nenhuma mulher. O marido mais pobre preservou a integridade de sua esposa.
Moral da história: é dando que se recebe.
Não, não é essa. Ah, é essa: o mais esforçado sempre se dá bem em contos de fada. Relapsos se fodem. Mas normalmente os relapsos são ricos, como agora. Eles podem pagar por sexo e não perdem nada.
As três, apesar das diferenças de crenças, costumavam sair para passear juntas. Ficavam andando pelo perímetro urbano de sua cidade - Dois Córregos, no interior de São Paulo. Andavam pela pracinha. Compravam pipoca. Ficavam tricotando sobre as amigas. O único fato intrigante sobre o passeio das três, no entanto, era que elas sempre eram cantadas por Paulão - um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. E sempre gostavam, nutrindo grande afeto pelo nobre negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante.
Eis que, por um acaso do destino, os maridos das três moças viajam ao mesmo tempo, a negócios. O marido de Neide foi catar latinha em um lugar melhor. O de Gisneide foi visitar os pais. Já o cônjuge de Marineide viajou à Europa, buscando novas alianças comerciais.
Os três decidiram colocar cintos de castidade em suas esposas antes de irem. O mais rico colocou em Marineide um cinto de palha. Confiava na esposa. Gisneide ganhou de seu marido um cinto de madeira. Confiava medianamente em sua mulher. O marido de Neide deu a ela um cinto de cimento e tijolos. Embora fosse pobre, era esforçado. Não queria saber de sua mulher se enrabichando para o lado de ninguém - até porque sua religião era muito contundente nesse ponto.
Os maridos se ausentaram e as esposas, como normalmente faziam, foram passear na praça. Depararam-se com Paulão e acabaram cedendo à antiga atração que tinham por ele. Combinaram de se encontrar com Paulão cada uma em um dia, cada uma em sua própria casa.
Paulão foi primeiro à casa da rica Marineide. Ela não teve a mínima preocupação. Só queria prazer. Paulão não teve dificuldades em romper o cinto de castidade de palha, afinal, era um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. Foi uma noite de sexo selvagem.
No outro dia, Paulão foi à casa de Gisneide. Marineide também foi para lá. Gisneide teve até um pouco de medo de ir para o inferno. Mas desejava Paulão. Este que teve alguma resistência por parte do cinto de madeira quando tentou rompê-lo. Mas conseguiu, afinal, era um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. Foi uma noite de orgia selvagem.
Paulão, no dia seguinte, foi até a humilde casa da muçulmana hesitante Neide, que temia queimar no fogo do inferno. Mas também desejava Paulão. Suas irmãs foram para a casa dela também. Paulão tentou quebrar o cinto da moça. Pensou que ia conseguir facilmente, porque, afinal, era um negão de 2,17m, forte e, curiosamente, galante. Foi com tudo.
Fraturou o pênis.
O cinto de castidade de cimento e tijolos era mais resistente do que ele pensava. Nunca mais se relacionou com nenhuma mulher. O marido mais pobre preservou a integridade de sua esposa.
Moral da história: é dando que se recebe.
Não, não é essa. Ah, é essa: o mais esforçado sempre se dá bem em contos de fada. Relapsos se fodem. Mas normalmente os relapsos são ricos, como agora. Eles podem pagar por sexo e não perdem nada.
7 de dezembro de 2004
Financiem meu avestruz
Jô Soares acabou de entrevistar um criador de avestruzes. Não sei se ele é dono da Avestruz Master. Talvez seja. Não averigüei por preguiça. A Avestruz Master faz umas propagandas dizendo que temos que investir nosso rico dinheirinho na empresa. Dizem que é um negócio rentável e que nem precisamos de terras. Entramos com o dinheiro, eles criam.
Sinceramente, para que eu quereria financiar uma criação de avestruz e nem poder dar uma olhadinha nos meus avestruzes? Qual a vantagem de criar avestruzes e nem vê-los? Duvido que eles não ficam estressados naquela criação, só vendo a cara de outros avestruzes. Mande-os para meu apartamento. Pelo menos pelo fim de semana, para eles me fazerem companhia. Podem dormir no quarto de hóspedes. A cozinha tem comida para os pobres avestruzes. Devo até ter umas bermudas que caibam neles.
Disponho de uma acomodação confortável aqui em casa. Se não tenho ar condicionado, tenho ventilador. O único inconveniente seria o banho dos avestruzes. Acho que eles não cabem no box do banheiro. Teriam que tomar banho de mangueira.
***
Desde que aprendi webdesign, nunca ganhei um centavo com os layouts que faço. Talvez eles não mereçam pagamento mesmo. Provavelmente são ruins. Se são ruins, por favor, não me peçam para fazer. No mundo que eu sonho, ninguém quer um design ruim para o próprio site.
Agora, se quiserem que eu faça um layout para vocês, que estejam dispostos a pagar. Não responderei a nenhuma requisição de template até que falem em dinheiro. Se a conversa começar com cifras altas em dólar, responderei instantaneamente. Não sejam avarentos e paguem bem. É o mínimo que peço.
Afinal, quero começar uma criação de avestruzes. É um motivo nobre.
Ps.: Só não sei porque diabos criam avestruzes. Nunca vi alguém andando com botas de couro de avestruz pela rua. Nem querendo comer carne de avestruz no almoço. Para mim, o único motivo plausível para criar esses bichinhos seria para companhia. Se alguém me pagar por um layout algum dia, compro até uma coleira para meu avestruz - que se chamaria Totó.
Sinceramente, para que eu quereria financiar uma criação de avestruz e nem poder dar uma olhadinha nos meus avestruzes? Qual a vantagem de criar avestruzes e nem vê-los? Duvido que eles não ficam estressados naquela criação, só vendo a cara de outros avestruzes. Mande-os para meu apartamento. Pelo menos pelo fim de semana, para eles me fazerem companhia. Podem dormir no quarto de hóspedes. A cozinha tem comida para os pobres avestruzes. Devo até ter umas bermudas que caibam neles.
Disponho de uma acomodação confortável aqui em casa. Se não tenho ar condicionado, tenho ventilador. O único inconveniente seria o banho dos avestruzes. Acho que eles não cabem no box do banheiro. Teriam que tomar banho de mangueira.
***
Desde que aprendi webdesign, nunca ganhei um centavo com os layouts que faço. Talvez eles não mereçam pagamento mesmo. Provavelmente são ruins. Se são ruins, por favor, não me peçam para fazer. No mundo que eu sonho, ninguém quer um design ruim para o próprio site.
Agora, se quiserem que eu faça um layout para vocês, que estejam dispostos a pagar. Não responderei a nenhuma requisição de template até que falem em dinheiro. Se a conversa começar com cifras altas em dólar, responderei instantaneamente. Não sejam avarentos e paguem bem. É o mínimo que peço.
Afinal, quero começar uma criação de avestruzes. É um motivo nobre.
Ps.: Só não sei porque diabos criam avestruzes. Nunca vi alguém andando com botas de couro de avestruz pela rua. Nem querendo comer carne de avestruz no almoço. Para mim, o único motivo plausível para criar esses bichinhos seria para companhia. Se alguém me pagar por um layout algum dia, compro até uma coleira para meu avestruz - que se chamaria Totó.
5 de dezembro de 2004
O triste fim do Cinema Guararapes
Eu estava voltando para casa outro dia, como normalmente faço, quando um travesti passou uma cantada em mim. "Gatcinhô!" Saí correndo para evitar contato com tal pessoa. Temi por minha vida. Esses travestis são maiores e mais fortes que eu. Formam um paredão de prostituição na avenida Domingos Ferreira, por onde eu ando. Saí correndo do primeiro travesti. Rapidamente, mais cinco organizaram um paredão à frente. Passei a rasteira no da esquerda. Dei uma voadora no que estava ao lado.
Os três que eu ainda não havia nocauteado ficaram à minha volta. Protegi a traseira do meu corpinho imaculado. Percebi que estava sem saída. Só restou uma saída: desenhei a constelação de Pégaso no ar e usei os meteoros.
Corri para o aconchego do meu lar. Mais 136 travestis se organizaram em posição de ataque atrás de mim. Mas não sou louco. Meu cosmo ainda não era capaz de enfrentá-los. Fugi.
No caminho para casa, pensei no que fazer naquele dia. Decidi ir ao Cinema Guararapes, curiosamente localizado no Shopping Guararapes. Algo que não fosse danoso à minha integridade física.
Pensei em chamar alguém para ir. Mas o Cinema Guararapes é muito legal e eu não gosto de dividir minha felicidade com ninguém. Gosto apenas de fazer inveja nas outras pessoas. Fui pegar o ônibus. Como o ônibus vai direto ao Shopping Guararapes, percebi que, saltando lá, alguém poderia me seguir até o cinema e eu não mais poderia me divertir sozinho. Fui a pé.
Umas cinco horas se passaram e eu cheguei ao shopping. Dirigi-me diretamente ao cinema. Não me lembro do filme que passava. Isso não faz a mínima diferença, no entanto. Comprei o bilhete da única película em cartaz e fui dá-lo ao lanterninha que estava na entrada da sala.
Não havia ninguém perto do cinema. Todos mantinham uma distância segura de 150 metros do local. Talvez fosse por isso que o lanterninha me olhava de forma tão desconfiada. Estendeu a mão e disse:
- Dai-me teu passe e guiarei-te pelo caminho tortuoso e sombrio para que possas chegar a seu assento.
Abriu a cortina na entrada do cinema. Entrei, pá, bati na parede, virei e sentei.

Começou o filme. Eu não sabia qual era. Estava sozinho no cinema. Só me restou uma alternativa. Levantei o braço e minhas mãos ficaram refletidas na tela. Fiz um coelhinho com as mãos. Fiquei brincando até o filme terminar. O Cinema Guararapes era o único cinema com o projetor no mesmo plano do espectador.
Acabou o filme. Fui embora para casa. No dia seguinte, o Cinema Guararapes foi demolido. Colocaram uma filial do Box Cinemas no lugar.
E foi assim que tristemente acabou o melhor cinema do mundo. Alguns desalmados tiraram minha diversão.
Malditos.
Os três que eu ainda não havia nocauteado ficaram à minha volta. Protegi a traseira do meu corpinho imaculado. Percebi que estava sem saída. Só restou uma saída: desenhei a constelação de Pégaso no ar e usei os meteoros.
Corri para o aconchego do meu lar. Mais 136 travestis se organizaram em posição de ataque atrás de mim. Mas não sou louco. Meu cosmo ainda não era capaz de enfrentá-los. Fugi.
No caminho para casa, pensei no que fazer naquele dia. Decidi ir ao Cinema Guararapes, curiosamente localizado no Shopping Guararapes. Algo que não fosse danoso à minha integridade física.
Pensei em chamar alguém para ir. Mas o Cinema Guararapes é muito legal e eu não gosto de dividir minha felicidade com ninguém. Gosto apenas de fazer inveja nas outras pessoas. Fui pegar o ônibus. Como o ônibus vai direto ao Shopping Guararapes, percebi que, saltando lá, alguém poderia me seguir até o cinema e eu não mais poderia me divertir sozinho. Fui a pé.
Umas cinco horas se passaram e eu cheguei ao shopping. Dirigi-me diretamente ao cinema. Não me lembro do filme que passava. Isso não faz a mínima diferença, no entanto. Comprei o bilhete da única película em cartaz e fui dá-lo ao lanterninha que estava na entrada da sala.
Não havia ninguém perto do cinema. Todos mantinham uma distância segura de 150 metros do local. Talvez fosse por isso que o lanterninha me olhava de forma tão desconfiada. Estendeu a mão e disse:
- Dai-me teu passe e guiarei-te pelo caminho tortuoso e sombrio para que possas chegar a seu assento.
Abriu a cortina na entrada do cinema. Entrei, pá, bati na parede, virei e sentei.
Começou o filme. Eu não sabia qual era. Estava sozinho no cinema. Só me restou uma alternativa. Levantei o braço e minhas mãos ficaram refletidas na tela. Fiz um coelhinho com as mãos. Fiquei brincando até o filme terminar. O Cinema Guararapes era o único cinema com o projetor no mesmo plano do espectador.
Acabou o filme. Fui embora para casa. No dia seguinte, o Cinema Guararapes foi demolido. Colocaram uma filial do Box Cinemas no lugar.
E foi assim que tristemente acabou o melhor cinema do mundo. Alguns desalmados tiraram minha diversão.
Malditos.
2 de dezembro de 2004
Fome
Vejo várias pessoas ouvindo barulhos de coisas caindo nas suas cozinhas e ficando com medo. Invejo-as. Na minha cozinha não há o que cair e fazer barulho. Nem comida. O Fome Zero não atingiu minha residência.
Devido à falta de alimento em minha casa, procurei um número qualquer de fast-food, pizzaria, restaurante chinês, floricultura ou borracharia. Não encontrei nada. Cheguei, então, à conclusão de que essas coisas não mais existem e que eu terei que ficar aqui, parado, faminto.
Ah, é claro que chegar a conclusão de que as floriculturas desapareceram da face da Terra foi algo aterrorizante. Agora vou ter que comer flores de plástico.
Ao contrário da minha cozinha, meu quarto é um local cheio de coisas. Na verdade, é cheio de fios espalhados pelo chão. Se eu me mover um milimetro, pá!, morro eletrocutado. Infelizmente, fios não são comestíveis.
Mas isso não era o que eu pensava quando era criança. Comi muitos fios na infância. O cobre tinha um gosto agradável. Sério mesmo. Depois me ensinaram que metais não são digeríveis. E na oitava série, meu professor de Química disse que a sigla do cobre é Cu. Eu falava sem hesitar "Hoje, comi um Cu". "De quem?", perguntavam meus amiguinhos. "Da Geladeira", eu falava. "Nome estranho o dela, hein?", diziam. "É de origem austríaca."
***
Descobri que tenho fama de mau. Não sei o motivo. Sou uma pessoa tão afável. Quem me conhece sabe. Quem não me conhece também sabe, porque eu sou igual aos Ursinhos Carinhosos, espalhando a bondade pelo mundo. É de conhecimento geral que sou um amor.
Talvez eu tenha ganhado essa reputação de perverso por causa de minhas aventuras comendo o Cu da Geladeira. Admito que foi sem lubrificante, mas ela bem que gostou.
Devido à falta de alimento em minha casa, procurei um número qualquer de fast-food, pizzaria, restaurante chinês, floricultura ou borracharia. Não encontrei nada. Cheguei, então, à conclusão de que essas coisas não mais existem e que eu terei que ficar aqui, parado, faminto.
Ah, é claro que chegar a conclusão de que as floriculturas desapareceram da face da Terra foi algo aterrorizante. Agora vou ter que comer flores de plástico.
Ao contrário da minha cozinha, meu quarto é um local cheio de coisas. Na verdade, é cheio de fios espalhados pelo chão. Se eu me mover um milimetro, pá!, morro eletrocutado. Infelizmente, fios não são comestíveis.
Mas isso não era o que eu pensava quando era criança. Comi muitos fios na infância. O cobre tinha um gosto agradável. Sério mesmo. Depois me ensinaram que metais não são digeríveis. E na oitava série, meu professor de Química disse que a sigla do cobre é Cu. Eu falava sem hesitar "Hoje, comi um Cu". "De quem?", perguntavam meus amiguinhos. "Da Geladeira", eu falava. "Nome estranho o dela, hein?", diziam. "É de origem austríaca."
***
Descobri que tenho fama de mau. Não sei o motivo. Sou uma pessoa tão afável. Quem me conhece sabe. Quem não me conhece também sabe, porque eu sou igual aos Ursinhos Carinhosos, espalhando a bondade pelo mundo. É de conhecimento geral que sou um amor.
Talvez eu tenha ganhado essa reputação de perverso por causa de minhas aventuras comendo o Cu da Geladeira. Admito que foi sem lubrificante, mas ela bem que gostou.
1 de dezembro de 2004
Manipulação psicológica
Faz anos que me esforço para vos divertir, leitores queridos e amorosos deste blogucho fofo e virtual. E hoje, eu só gostaria de pedir uma coisinha para vocês. Algo ínfimo que não tomará muito tempo e nenhum dinheiro:
Votem em mim no Big Blogger Brasil para que eu ganhe o incrível domínio .com e para que assim vocês economizem nove letras na hora de digitar o endereço de meu diarinho.
Este é meu último desejo antes de morrer, pois tenho tuberculose e estou em estado terminal.
Ps.: Votem no post intitulado "Decisão", senão o voto não vale. Tenho perdido vários votos de pessoas que comentaram no post errado.
Por via das dúvidas, vote no post que já tem trocentos comentários.
Votem em mim no Big Blogger Brasil para que eu ganhe o incrível domínio .com e para que assim vocês economizem nove letras na hora de digitar o endereço de meu diarinho.
Este é meu último desejo antes de morrer, pois tenho tuberculose e estou em estado terminal.
Ps.: Votem no post intitulado "Decisão", senão o voto não vale. Tenho perdido vários votos de pessoas que comentaram no post errado.
Por via das dúvidas, vote no post que já tem trocentos comentários.
27 de novembro de 2004
Bilôla
Parece-me bastante claro que os debates políticos deveriam ser como a relação com as nossas tias quando tínhamos quatro anos de idade. Elas mal nos viam. E quando viam, as titias disparavam uma pergunta padrão, sem cerimônias:
- Cadê a bilôla, hein? Tá grande?
Nos debates, cada candidato deveria perguntar como está a bilôla dos adversários. O político que demonstrasse menos segurança após o "Tá grande?" seria derrotado. Votaríamos no candidato mais confiante em sua própria bilôla.
A imagem de alguns candidatos perguntando sobre a bilôla alheia seria bastante interessante, já que tornaria o voto mais consciente. Não precisaríamos ouvir proposta de governo nenhuma, conseqüentemente, prestaríamos mais atenção no debate (já que este seria mais engraçado) e escolheríamos o melhor.
E para as mulheres, perguntaria-se se os peitinhos delas já enchem uma mão. Como uma boa tia de criança de quatro anos de idade.
- Cadê a bilôla, hein? Tá grande?
Nos debates, cada candidato deveria perguntar como está a bilôla dos adversários. O político que demonstrasse menos segurança após o "Tá grande?" seria derrotado. Votaríamos no candidato mais confiante em sua própria bilôla.
A imagem de alguns candidatos perguntando sobre a bilôla alheia seria bastante interessante, já que tornaria o voto mais consciente. Não precisaríamos ouvir proposta de governo nenhuma, conseqüentemente, prestaríamos mais atenção no debate (já que este seria mais engraçado) e escolheríamos o melhor.
E para as mulheres, perguntaria-se se os peitinhos delas já enchem uma mão. Como uma boa tia de criança de quatro anos de idade.
26 de novembro de 2004
"A verdadeira amizade resiste à fugacidade do tempo e do espaço"
Que bonita frase é essa. Olhe o título.
Até tentei imaginar um espaço fugaz, mas não consegui. Já pensou? Você está lá, sendo amigo de alguém, mas então percebe que sua amizade não é verdadeira. Aí, o espaço foge. Pense. O chão desaparece e você começa a cair indefinidamente.
Um espaço que eu gostaria que fosse fugaz é esse espaço no meu estômago. Está vazio há 12 horas. Ah, como gostaria de tomar um cafézinho com torrada.
O mais próximo que eu cheguei de uma fugacidade de espaço foi quando eu estava andando de ônibus e entrou uma mulher (provavelmente chamada Marluce. Marluces tendem a ser imensas), que, depois de desentalar-se da roleta, sentou ao meu lado e, dessa forma, afugentou todo o espaço disponível.
Quem escreveu tal frase do começo do título foi uma garota se despedindo do ano de 2004 e dos amigos. Ela fez um texto falando de amizade e amor cheio de frases de efeito e palavras profundas. E eu estava na sala quando ela - com cerca de 40 amigos com amizades resistentes à fugacidade do espaço-tempo. Juro que não era amigo dela. Tenho um código de ética para textos falando de amizade e amor. Eu não presto atenção neles. Fico constrangido. Principalmente neste caso, em que a garota encerrou o texto com um "brinde à amizade".
Pena que foi um brinde imaginário. Ninguém bebeu nada. Se eu tivesse um copo na mão, juro que jogava na cabeça da menina.
Aí sim ela veria o espaço fugindo.
Até tentei imaginar um espaço fugaz, mas não consegui. Já pensou? Você está lá, sendo amigo de alguém, mas então percebe que sua amizade não é verdadeira. Aí, o espaço foge. Pense. O chão desaparece e você começa a cair indefinidamente.
Um espaço que eu gostaria que fosse fugaz é esse espaço no meu estômago. Está vazio há 12 horas. Ah, como gostaria de tomar um cafézinho com torrada.
O mais próximo que eu cheguei de uma fugacidade de espaço foi quando eu estava andando de ônibus e entrou uma mulher (provavelmente chamada Marluce. Marluces tendem a ser imensas), que, depois de desentalar-se da roleta, sentou ao meu lado e, dessa forma, afugentou todo o espaço disponível.
Quem escreveu tal frase do começo do título foi uma garota se despedindo do ano de 2004 e dos amigos. Ela fez um texto falando de amizade e amor cheio de frases de efeito e palavras profundas. E eu estava na sala quando ela - com cerca de 40 amigos com amizades resistentes à fugacidade do espaço-tempo. Juro que não era amigo dela. Tenho um código de ética para textos falando de amizade e amor. Eu não presto atenção neles. Fico constrangido. Principalmente neste caso, em que a garota encerrou o texto com um "brinde à amizade".
Pena que foi um brinde imaginário. Ninguém bebeu nada. Se eu tivesse um copo na mão, juro que jogava na cabeça da menina.
Aí sim ela veria o espaço fugindo.
21 de novembro de 2004
Alleys of Bronx
Tento nunca falar de política aqui no blog. E é por isso que não vou falar.
Contarei a história de Aluísio, adolescente nerd, pobre e preto que morava no Bronx, Nova York, nos anos 70.
Muitas coisas Aluísio fazia por dia, como por exemplo, estudar. E ler bulas de remédio. Ser nerd pobre e preto no Bronx na década de 70 era uma tarefa árdua, mas Aluísio não se entregava; ele era americano e não desistia nunca.
Porém, em certo dia do ano de 1973, Aluísio - que não tinha amigos, por ser nerd - estava ouvindo o programa do Polishop no seu radinho de pilha. Neste programa estavam vendendo aquelas canetas de ponta indestrutível que hoje aparecem na RedeTV. Daquelas que você pode bater a ponta numa mesa de madeira que a caneta furará a mesa e atravessará até o outro lado. Uma caneta potente.
Aluísio pensou nas grandes possibilidades que teria ao comprar uma caneta desse porte. Gastou todas as economias de uma vida no jogo de canetas do Polishop e pensou que nunca mais teria que se preocupar com Jones Batuta, líder de uma gangue de delinqüentes destruidores de canetas. Jamais deixaram Aluísio escrever uma página sem antes quebrar a caneta do pobre nerd.
No mesmo dia, Aluísio foi estrear o jogo de canetas no colégio. Jones Batuta se aproximou e tentou destruir as recentes aquisições do jovem, mas ele reagiu e apontou a maior das canetas da coleção para o atacante. Jones não se intimidou e tentou esbofetear o coitado nerd preto pobre, que atacou a mão de Batuta com a sua caneta-arma e a furou - deixando um buraco horrível que fez Jones desmaiar e acabar com sua gangue, por medo.
Aluísio ficou confiante e começou a furar as mãos de todo mundo com sua poderosa caneta. E depois passou a furar os abdomes das pessoas. Em pouco tempo começou a furar testas.
Começou a ser chamado nos becos do Bronx de Black Kamen Raider. Todos tremiam ao ouvir tal nome e logo perguntavam se era ele o "maldito caneteiro". Kamen Raider não ficava 2 minutos sem uma caneta em cada orelha. As canetas na orelha não o deixavam ser preso, pois ele conservava um bigodinho ridículo, o que fazia a polícia confundir Aluísio com um padeiro com canetas sobre a orelha.
O ex-nerd fundou a gangue dos caneteiros, que aterrorizava o Bronx. Havia diversas patentes nessa gangue. O posto mais baixo só possuia uma Bic; os generais ganhavam uma MontBlanc. Mas somente Black Kamen Raider tinha as canetas Polishop.
Passou-se um ano e a gangue já contava com 10 mil membros. Foi então que Jones Batuta pediu para entrar no grupo. Kamen Raider pensou um pouco e decidiu dar um voto de confiança ao antigo inimigo - que se mostrou um eficiente soldado no grupo e logo tornou-se o braço direito de Black.
Isso até um certo dia em 1975, quando Black Kamen Raider foi tomar banho e deixou suas canetas sagradas sobre uma mesa. Jones Batuta, desejoso de vingança há tempos, posicionou o conjunto de canetas do líder numa cadeira. Quando Kamen Raider saiu do banho, sentou na cadeira e gritou de dor.
A maior caneta havia adentrado sua bunda - atravessando o osso do baço e deixando impossível para Black Kamen Raider sentar pelo resto da vida. Perdeu o respeito e voltou a ser só Aluísio.
Contarei a história de Aluísio, adolescente nerd, pobre e preto que morava no Bronx, Nova York, nos anos 70.
Muitas coisas Aluísio fazia por dia, como por exemplo, estudar. E ler bulas de remédio. Ser nerd pobre e preto no Bronx na década de 70 era uma tarefa árdua, mas Aluísio não se entregava; ele era americano e não desistia nunca.
Porém, em certo dia do ano de 1973, Aluísio - que não tinha amigos, por ser nerd - estava ouvindo o programa do Polishop no seu radinho de pilha. Neste programa estavam vendendo aquelas canetas de ponta indestrutível que hoje aparecem na RedeTV. Daquelas que você pode bater a ponta numa mesa de madeira que a caneta furará a mesa e atravessará até o outro lado. Uma caneta potente.
Aluísio pensou nas grandes possibilidades que teria ao comprar uma caneta desse porte. Gastou todas as economias de uma vida no jogo de canetas do Polishop e pensou que nunca mais teria que se preocupar com Jones Batuta, líder de uma gangue de delinqüentes destruidores de canetas. Jamais deixaram Aluísio escrever uma página sem antes quebrar a caneta do pobre nerd.
No mesmo dia, Aluísio foi estrear o jogo de canetas no colégio. Jones Batuta se aproximou e tentou destruir as recentes aquisições do jovem, mas ele reagiu e apontou a maior das canetas da coleção para o atacante. Jones não se intimidou e tentou esbofetear o coitado nerd preto pobre, que atacou a mão de Batuta com a sua caneta-arma e a furou - deixando um buraco horrível que fez Jones desmaiar e acabar com sua gangue, por medo.
Aluísio ficou confiante e começou a furar as mãos de todo mundo com sua poderosa caneta. E depois passou a furar os abdomes das pessoas. Em pouco tempo começou a furar testas.
Começou a ser chamado nos becos do Bronx de Black Kamen Raider. Todos tremiam ao ouvir tal nome e logo perguntavam se era ele o "maldito caneteiro". Kamen Raider não ficava 2 minutos sem uma caneta em cada orelha. As canetas na orelha não o deixavam ser preso, pois ele conservava um bigodinho ridículo, o que fazia a polícia confundir Aluísio com um padeiro com canetas sobre a orelha.
O ex-nerd fundou a gangue dos caneteiros, que aterrorizava o Bronx. Havia diversas patentes nessa gangue. O posto mais baixo só possuia uma Bic; os generais ganhavam uma MontBlanc. Mas somente Black Kamen Raider tinha as canetas Polishop.
Passou-se um ano e a gangue já contava com 10 mil membros. Foi então que Jones Batuta pediu para entrar no grupo. Kamen Raider pensou um pouco e decidiu dar um voto de confiança ao antigo inimigo - que se mostrou um eficiente soldado no grupo e logo tornou-se o braço direito de Black.
Isso até um certo dia em 1975, quando Black Kamen Raider foi tomar banho e deixou suas canetas sagradas sobre uma mesa. Jones Batuta, desejoso de vingança há tempos, posicionou o conjunto de canetas do líder numa cadeira. Quando Kamen Raider saiu do banho, sentou na cadeira e gritou de dor.
A maior caneta havia adentrado sua bunda - atravessando o osso do baço e deixando impossível para Black Kamen Raider sentar pelo resto da vida. Perdeu o respeito e voltou a ser só Aluísio.
17 de novembro de 2004
Mãos-leves
Um rapaz de Uberlândia me plagiou. Este aqui, rapaz! Ah, ele postou meus textos neste outro blog também. Uma lástima. Já pensou? Você esta lá, cantarolando feliz enquanto escreve seus textos e quando vê, uma alma inescrupulosa do tipo vai lá e copia tudo para colocar no UOL Blog.
Só não quero imaginar como é o horror de alguém que foi plagiado e seus textos postados no Blig ou Weblogger. É o tipo de coisa que me chocaria mesmo que acontecesse com um desconhecido.
Mas sobre o ladrãozinho que me plagiou, gostaria de passar uma mensagem cifrada, para que só ele, o Brenno, entenda:
Seu mãos-leves d'uma figa, eu queria mijar na sua cara!
***
Perceberam como fui malévolo ao jogar na cara dele a verdade incontestável? Foi como um tapa na cara. Livrei-me do fardo do mundo mas minhas costas e finalmente chamei-o de ladrão, cuspindo a verdade no rosto dele como se fosse ácido. Pensa, você. Acorda, toma café e pá!, uma verdade é arremessada contra você e nem dá tempo de se esquivar. Eu não quero viver num mundo cheio de gente que diz a verdade.
Daqui a pouco estarão me chamando de ladrão, vê só.
Se eu fosse estapeado com tal verdade tão subitamente, desligaria as luzes e dormiria por três dias. Seria traumático. Mas tenho esse defeito. Não consigo poupar ninguém que me apunhala de tal forma pelas costas. Quem me plagia tem que ouvir umas poucas e boas.
Se não quiserem ouvir eu resmungando como um velho novamente, não copiem, não, certo? Senão eu jogarei verdades destruidoras na sua cara e será tão doloroso quanto um cofre caindo sobre o Primo Desossado.

Só não quero imaginar como é o horror de alguém que foi plagiado e seus textos postados no Blig ou Weblogger. É o tipo de coisa que me chocaria mesmo que acontecesse com um desconhecido.
Mas sobre o ladrãozinho que me plagiou, gostaria de passar uma mensagem cifrada, para que só ele, o Brenno, entenda:
Seu mãos-leves d'uma figa, eu queria mijar na sua cara!
***
Perceberam como fui malévolo ao jogar na cara dele a verdade incontestável? Foi como um tapa na cara. Livrei-me do fardo do mundo mas minhas costas e finalmente chamei-o de ladrão, cuspindo a verdade no rosto dele como se fosse ácido. Pensa, você. Acorda, toma café e pá!, uma verdade é arremessada contra você e nem dá tempo de se esquivar. Eu não quero viver num mundo cheio de gente que diz a verdade.
Daqui a pouco estarão me chamando de ladrão, vê só.
Se eu fosse estapeado com tal verdade tão subitamente, desligaria as luzes e dormiria por três dias. Seria traumático. Mas tenho esse defeito. Não consigo poupar ninguém que me apunhala de tal forma pelas costas. Quem me plagia tem que ouvir umas poucas e boas.
Se não quiserem ouvir eu resmungando como um velho novamente, não copiem, não, certo? Senão eu jogarei verdades destruidoras na sua cara e será tão doloroso quanto um cofre caindo sobre o Primo Desossado.
16 de novembro de 2004
O riso é como um peido
Só é possível suportar uma certa quantidade de peido dentro do corpo. Assim, quando há gases demais no organismo, peidamos; o mesmo ocorre com o riso: você suporta certa quantidade de riso dentro do corpo, mas chega uma hora que não é possível agüentar mais e dá a gargalhada.
Quanto maior o espaço disponível, mais peido pode-se guardar. O mesmo acontece com o riso.
Conclusões:
1) Pedro Cardoso é uma espécie de metralhadora de gás metano;
2) E é por isso que Jô Soares tanto ri por dentro.
Quanto maior o espaço disponível, mais peido pode-se guardar. O mesmo acontece com o riso.
Conclusões:
1) Pedro Cardoso é uma espécie de metralhadora de gás metano;
2) E é por isso que Jô Soares tanto ri por dentro.
15 de novembro de 2004
Acerca do show do Offspring...
Este post é parte de uma saga interminável que acaba hoje, portanto, o post anterior deve ser lido para que este seja entendido.
Pois atravessamos eu e minha namorada a avenida gigante e chegamos ao Classic Hall, onde pensávamos estar seguros. Durante a travessia da rua, nos sentimos como no clássico jogo Frogger do Atari, só que éramos nós no lugar do sapo e os carros parecendo mamutes furiosos. Mais ou menos assim:

Mas conseguimos nos safar dos perigosos mamutes loucos e entramos para ver o show. Primeiro tocou a banda Democratas, daqui de Recife. As pessoas não se importaram muito com eles, até que o público pediu a música Blitzkrieg Bop (hey, ho, let's go) dos Ramones e eles tocaram Pet Sematary.
Então, passaram-se umas 4 horas e iniciou-se o show do Offspring. Começaram a tocar e quando acenderam as luzes do local eu gritei tão alto que todas as quinze mil pessoas presentes olharam para mim, fazendo o show parar. Gritei de medo pois o vocalista da banda, Dexter Holland, havia engordado tanto que me pareceu um mamute daqueles que nos perseguiram na entrada e me traumatizaram. Compare:

Dexter, de verdade, parecia uma vaca, uma bola, e precisava de uma lipo. Uma falta de consideração com os fãs da banda traumatizados com mamutes.
Depois do susto inicial, o Offspring soube contornar a situação fazendo um grande show, tocando maravilhas musicais como Come Out And Play, Preety Fly (For A White Guy) e Self Steem. Assim, eu e minha namorada nos divertimos na platéia, remexendo o esqueleto, e Dexter se divertiu cantando, como na figura abaixo:

E fomos felizes.
Pois atravessamos eu e minha namorada a avenida gigante e chegamos ao Classic Hall, onde pensávamos estar seguros. Durante a travessia da rua, nos sentimos como no clássico jogo Frogger do Atari, só que éramos nós no lugar do sapo e os carros parecendo mamutes furiosos. Mais ou menos assim:
Mas conseguimos nos safar dos perigosos mamutes loucos e entramos para ver o show. Primeiro tocou a banda Democratas, daqui de Recife. As pessoas não se importaram muito com eles, até que o público pediu a música Blitzkrieg Bop (hey, ho, let's go) dos Ramones e eles tocaram Pet Sematary.
Então, passaram-se umas 4 horas e iniciou-se o show do Offspring. Começaram a tocar e quando acenderam as luzes do local eu gritei tão alto que todas as quinze mil pessoas presentes olharam para mim, fazendo o show parar. Gritei de medo pois o vocalista da banda, Dexter Holland, havia engordado tanto que me pareceu um mamute daqueles que nos perseguiram na entrada e me traumatizaram. Compare:
Dexter, de verdade, parecia uma vaca, uma bola, e precisava de uma lipo. Uma falta de consideração com os fãs da banda traumatizados com mamutes.
Depois do susto inicial, o Offspring soube contornar a situação fazendo um grande show, tocando maravilhas musicais como Come Out And Play, Preety Fly (For A White Guy) e Self Steem. Assim, eu e minha namorada nos divertimos na platéia, remexendo o esqueleto, e Dexter se divertiu cantando, como na figura abaixo:
E fomos felizes.
13 de novembro de 2004
Quando o mundo conspira contra nós
Dia 24 de outubro passado, fui com minha namorada ao show do Offspring aqui no Recife; e utilizamos o serviço de transporte coletivo, onde fomos obrigados a inalar perfumes de empregada. Daqueles que ficam trinta horas no ar após a moça passar no ambiente. E, creio eu, que os únicos seres imunes aos efeitos alucinógenos desses Avons são as próprias empregadas. No dia, quase que não saio do ônibus, asfixiado.
Descemos no devido ponto e andamos por ambientes assustadores para conseguirmos chegar no Classic Hall. Tivemos que andar ao lado de uma favela até conseguir chegar ao local do evento. Foi relativamente fácil passar por este trecho e alcançamos o local do show. Só havia um porém: tínhamos que atravessar a avenida.
De fato, uma larga avenida. Chutando por baixo, 28 corredores de carros e limite de velocidade de 540 quilômetros por hora. Ou seja, eu e minha namorada teríamos que usar de toda nossa ginga e desenvoltura para passar para o outro lado da rua e assistir ao show. Não imaginamos que seria uma tarefa tão árdua, já que nossa especialidade é atravessar avenidas. Mas nossos superpoderes foram requisitados.

Transformamo-nos os dois em super-heróis de quadrinhos e tentamos transpor a insuperável barreira de carros, ônibus, caminhões, motos, bicicletas e ovnis. Em vão - nem mesmo a super velocidade e o Laço da Verdade eram capazes de parar a manada de veículos. Percebemos que nunca conseguiríamos ver o show da banda americana se uma atitude drástica não fosse tomada.
Chamei Taty para andarmos até o ponto de ônibus. Foi quando sentimos aquele odor de perfume de empregada que estava impregnado no ar desde que havíamos descido e ficamos anestesiados. Completamente dormentes. Tentamos atravessar a rua, um carro se chocou conosco e não sentimos nada; levantamos do chão e continuamos andando. No caminho, levamos mais porrada de um caminhão de gasolina e uma Hilux. Não sentimos nada.
Meia hora se passa enquanto estamos no meio da rua e finalmente atravessamos a gigantesca avenida. O efeito de dormência de Avon passou e fomos ver o Offspring, num show onde fomos mais espancados e percebemos que deveríamos carregar esses perfumes pavorosos no bolso.
Questão de proteção pessoal.
Descemos no devido ponto e andamos por ambientes assustadores para conseguirmos chegar no Classic Hall. Tivemos que andar ao lado de uma favela até conseguir chegar ao local do evento. Foi relativamente fácil passar por este trecho e alcançamos o local do show. Só havia um porém: tínhamos que atravessar a avenida.
De fato, uma larga avenida. Chutando por baixo, 28 corredores de carros e limite de velocidade de 540 quilômetros por hora. Ou seja, eu e minha namorada teríamos que usar de toda nossa ginga e desenvoltura para passar para o outro lado da rua e assistir ao show. Não imaginamos que seria uma tarefa tão árdua, já que nossa especialidade é atravessar avenidas. Mas nossos superpoderes foram requisitados.
Transformamo-nos os dois em super-heróis de quadrinhos e tentamos transpor a insuperável barreira de carros, ônibus, caminhões, motos, bicicletas e ovnis. Em vão - nem mesmo a super velocidade e o Laço da Verdade eram capazes de parar a manada de veículos. Percebemos que nunca conseguiríamos ver o show da banda americana se uma atitude drástica não fosse tomada.
Chamei Taty para andarmos até o ponto de ônibus. Foi quando sentimos aquele odor de perfume de empregada que estava impregnado no ar desde que havíamos descido e ficamos anestesiados. Completamente dormentes. Tentamos atravessar a rua, um carro se chocou conosco e não sentimos nada; levantamos do chão e continuamos andando. No caminho, levamos mais porrada de um caminhão de gasolina e uma Hilux. Não sentimos nada.
Meia hora se passa enquanto estamos no meio da rua e finalmente atravessamos a gigantesca avenida. O efeito de dormência de Avon passou e fomos ver o Offspring, num show onde fomos mais espancados e percebemos que deveríamos carregar esses perfumes pavorosos no bolso.
Questão de proteção pessoal.
12 de novembro de 2004
O dia em que eu tomei tenência
Presentes só devem ser dados quando você tem dinheiro e não por consideração. Constrangedor dar "uma lembrancinha" e eu juro que nunca mais darei um presente em vida enquanto não ganhar um salário de 250 mil reais anuais.
Minha mesquinhez de alma permite até que eu aceite dinheiro como forma de presente. Te dou algo no seu aniversário, você me dá dinheiro no meu e todos ficam alegres saltitantes a cantar no bosque.
Somente seres rasteiros não retribuem presentes; por sinal, foram esses mesmos seres rasteiros que inventaram que não pode pedir presente em retribuição a algo que tenha sido dado anteriormente. É feio. Então, quando eu te der um presente, sinta-se na obrigação de dar algo de volta ou devolva, porque eu não gosto de perder dinheiro sem alguma compensação.
Lembro-me de um tio-avô meu falando há algum tempo quando eu não queria dar um presente para uma pessoa que havia me agraciado com uma camisa da C&A:
- Tome tenência, hômi!
Então eu comprei um par de meias para dar de presente. E fiquei esperando que a pessoa enfiasse as meias na cabeça até aprender a comprar coisas de verdade.
Minha mesquinhez de alma permite até que eu aceite dinheiro como forma de presente. Te dou algo no seu aniversário, você me dá dinheiro no meu e todos ficam alegres saltitantes a cantar no bosque.
Somente seres rasteiros não retribuem presentes; por sinal, foram esses mesmos seres rasteiros que inventaram que não pode pedir presente em retribuição a algo que tenha sido dado anteriormente. É feio. Então, quando eu te der um presente, sinta-se na obrigação de dar algo de volta ou devolva, porque eu não gosto de perder dinheiro sem alguma compensação.
Lembro-me de um tio-avô meu falando há algum tempo quando eu não queria dar um presente para uma pessoa que havia me agraciado com uma camisa da C&A:
- Tome tenência, hômi!
Então eu comprei um par de meias para dar de presente. E fiquei esperando que a pessoa enfiasse as meias na cabeça até aprender a comprar coisas de verdade.
10 de novembro de 2004
Dona Elésia
Todo mundo deveria andar com uma Dona Elésia embaixo do braço. Cada pessoa deveria carregar uma a qualquer canto. Seria uma espécie de talismã. Como uma bíblia para os crentes, uma prancha de surfe para os surfistas ou uma alcatra para meu tio Ary. Dona Elésia é um amuleto que resolveria qualquer problema.
Não, eu não inventei a Dona Elésia. Ela é uma senhora que vive numa ruela próxima a meu prédio e que usa maravilhosos métodos de persuasão. Qualquer argumento exaurido contra Dona Elésia pode ser facilmente destroçado pela simpática velhinha.
Certa vez minha avó estava falando com ela quando eu cheguei para cumprimentar ambas. Bastou eu virar para que D. Elésia visse minha bermuda modernosa abaixo do joelho e disparasse:

Certamente fiquei sem reação. Pois então, abaixei a cabeça e me recolhi. Num outro dia, discutindo sobre o fim de uma novela do SBT que ninguém assiste com minha tia, Dona Elésia disse:
- Eu acho que o Marcos Henrique vai se casar com Maria Cláudia!
- Tu vire gente, sua cabiçuda!
Imbatível. Até testei o modus operandi da simpática velhinha.
Fui discutir sobre caminhos para o Brasil, crise econômica e política internacional numa roda de amigos certa vez. Falavam bem do governo de Lula. Não tive dúvidas. Saquei minha Dona Elésia do bolso e ela bradou para todos: "Virem gente, seus cabiçudos!"
Levantei vitorioso e fui embora. Quando falarem bem do governo, não hesite, puxe sua Dona Elésia e vença a discussão antes que o ambiente se torne perigoso para o convívio.
Não, eu não inventei a Dona Elésia. Ela é uma senhora que vive numa ruela próxima a meu prédio e que usa maravilhosos métodos de persuasão. Qualquer argumento exaurido contra Dona Elésia pode ser facilmente destroçado pela simpática velhinha.
Certa vez minha avó estava falando com ela quando eu cheguei para cumprimentar ambas. Bastou eu virar para que D. Elésia visse minha bermuda modernosa abaixo do joelho e disparasse:
Certamente fiquei sem reação. Pois então, abaixei a cabeça e me recolhi. Num outro dia, discutindo sobre o fim de uma novela do SBT que ninguém assiste com minha tia, Dona Elésia disse:
- Eu acho que o Marcos Henrique vai se casar com Maria Cláudia!
- Tu vire gente, sua cabiçuda!
Imbatível. Até testei o modus operandi da simpática velhinha.
Fui discutir sobre caminhos para o Brasil, crise econômica e política internacional numa roda de amigos certa vez. Falavam bem do governo de Lula. Não tive dúvidas. Saquei minha Dona Elésia do bolso e ela bradou para todos: "Virem gente, seus cabiçudos!"
Levantei vitorioso e fui embora. Quando falarem bem do governo, não hesite, puxe sua Dona Elésia e vença a discussão antes que o ambiente se torne perigoso para o convívio.
9 de novembro de 2004
Fade to green
Meu sonho é atravessar de pônei o Brasil. E quando chegasse em casa, meu pônei teria a alfafa servida na mesa. Seria uma flecha andando pelo cerrado brasileiro. Como Silver, o cavalo de Zorro. Ou Corcel Negro, o indomável, de Alec Ramsay. Meu pônei seria o melhor pônei do mundo.
Montado no meu pônei, voltei ao mundo dos blogs anos depois de ter sido deliberadamente expulso deste mundinho pelo mblog que destruiu para sempre o meu querido blog Lixão. Tenho certeza que ele viverá para sempre em seus corações.
Lixones, como era popularmente conhecido, já havia ressurgido das cinzas uma vez, quando fomos expulsos da Globo, mas desta vez a morte foi definitiva. Acreditem, foi como perder um filho para mim. Uma cena tão comovente quanto um pônei tendo que escolher apenas um filhote-pônei para amamentar. Realizem.
Pois é, foi assim mesmo, jovens. Pois é.
Montado no meu pônei, voltei ao mundo dos blogs anos depois de ter sido deliberadamente expulso deste mundinho pelo mblog que destruiu para sempre o meu querido blog Lixão. Tenho certeza que ele viverá para sempre em seus corações.
Lixones, como era popularmente conhecido, já havia ressurgido das cinzas uma vez, quando fomos expulsos da Globo, mas desta vez a morte foi definitiva. Acreditem, foi como perder um filho para mim. Uma cena tão comovente quanto um pônei tendo que escolher apenas um filhote-pônei para amamentar. Realizem.
Pois é, foi assim mesmo, jovens. Pois é.
8 de outubro de 2004
Christine, o carro
Cultivo manias desagradáveis somente para irritar outras pessoas, como por exemplo, julgar um livro pela capa. Sério. Tenho dificuldade em ler o livro antes de comprar. Por isso julgo pela capa, compro, leio e julgo novamente.
Ontem de madrugada, eu vi Christine - O carro assassino no Intercine. O filme, baseado num best-seller de Stephen King, conta a história de Arnie Cunningham, um adolescente que é zoado pela cidade inteira, inclusive pela própria mãe. Isso até ele comprar um carro pelo qual se apaixona, um Plymouth Fury 1958 que é chamado de Christine pelo dono. Arnie começa a ter mudanças de comportamento depois de comprar o veículo e, assim, todos começam a odiar o carro - que, por sua vez, mata todo mundo. Verdade. Além de ter um espírito maligno, o carro também é imortal. Por mais que todos o quebrem, Christine se reconstruirá.
Fiquei imaginando como tal trama pôde vender tantos livros. Certamente, se eu julgasse esse livro pela capa, não compraria. Provavelmente de tão aterrorizante que seria ler uma história de carro psicopata. King é um gênio do horror, oras!
Imagino que o autor tenha visto demasiadamente o clássico Se o meu fusca falasse da Disney e se inspirou nele. Não consigo parar de pensar como seria um duelo entre o simpático Fusca 53 Herbie e Christine. Se por um lado o Plymouth é imortal, por outro, Herbie é um carro legal que tem muitos amigos - é possivel que tenha um amigo caminhão para passar por cima de Christine. Ademais, Herbie já derrotou numa ocasião anterior o temível Fusca Negro trapaceiro, então, nada impede que ele repita o feito.

Sobre o livro que planejo escrever, após este filme, pensando num bom tema para escrever, cheguei a alguns títulos que posso desenvolver. Ei-los:
- Babaloo, a goma de mascar com um melzinho do mal
- Afonso, a cadeira franco-atiradora
- Lula, o presidente-porta
Entretanto, o título que mais me agradou foi "Amanda, a urna eletrônica que só votava no PFL". Neste livro, Amanda seria uma urna apaixonada por uma seção eleitoral em que havia sido usada uma vez e não aceitava ser alocada em qualquer outra região. Quando era colocada em um local estranho, Amanda, a urna, só votava no PFL.
Terror.
Fiquei imaginando como tal trama pôde vender tantos livros. Certamente, se eu julgasse esse livro pela capa, não compraria. Provavelmente de tão aterrorizante que seria ler uma história de carro psicopata. King é um gênio do horror, oras!
Imagino que o autor tenha visto demasiadamente o clássico Se o meu fusca falasse da Disney e se inspirou nele. Não consigo parar de pensar como seria um duelo entre o simpático Fusca 53 Herbie e Christine. Se por um lado o Plymouth é imortal, por outro, Herbie é um carro legal que tem muitos amigos - é possivel que tenha um amigo caminhão para passar por cima de Christine. Ademais, Herbie já derrotou numa ocasião anterior o temível Fusca Negro trapaceiro, então, nada impede que ele repita o feito.
Sobre o livro que planejo escrever, após este filme, pensando num bom tema para escrever, cheguei a alguns títulos que posso desenvolver. Ei-los:
- Babaloo, a goma de mascar com um melzinho do mal
- Afonso, a cadeira franco-atiradora
- Lula, o presidente-porta
Entretanto, o título que mais me agradou foi "Amanda, a urna eletrônica que só votava no PFL". Neste livro, Amanda seria uma urna apaixonada por uma seção eleitoral em que havia sido usada uma vez e não aceitava ser alocada em qualquer outra região. Quando era colocada em um local estranho, Amanda, a urna, só votava no PFL.
Terror.
6 de outubro de 2004
Estilo zen
Ressaltaram o fato de João Paulo meditar porque isso "caracteriza o estilo zen do prefeito". E vocês sabem, meditar é a arte de ficar parado, sentado, durante muito tempo, fazendo nada. Depois disso, finalmente entendi como o petista trabalha: ele fica parado, fazendo nada.
Faz tempo, mas já fui num mosteiro zen budista. Ficava sobre uma montanha. E, ao contrário do que todos pensam, lá não é um local de meditação eterna. Havia só umas casas, um bebedouro natural (numa fonte de água mineral), um templo e uma casa de projeção de filmes. Uma casa para ver filmes. Muito me perguntei por que monges zen budistas tinham uma casa de projeção de filmes naquele ambiente espiritual e silencioso, onde ninguém faz nada e todos ficam parados em posição de lótus. Talvez eles ficassem vendo filmes de um monge superstar tibetano fazendo moonwalk.
Pois é, João Paulo é estilo zen. O estilo dele é ficar parado sem fazer coisa alguma enquanto vê um filme qualquer. Baseado nisso, cheguei a uma conclusão bombástica e avassaladora. Se prepara porque agora é babado forte:
O prefeito de Recife vê Sessão da Tarde.
5 de outubro de 2004
Uma triste história amorosa para os tempos modernos
Agora que o povo brasileiro já fez seu papel de idiota bianual (inclusive beijando, abraçando e bolinando os ladrões que desviarão dinheiro nos próximos quatro anos), poderei contar uma história de amor e tragicomédia que abalará seu coração e depois te fará ir embora como se nada tivesse acontecido.
Há alguns anos, tive dois cachorros muito especiais. Um deles era um cãozinho da raça daschund (também conhecida como salsicha, linguiça ou cachorro desproporcional) chamado Ananias. O outro era uma cadela boxer, que, não obstante ser fêmea, se chamava Antônio Fagundes.

Em certa época de minha vida, quando eu era endinheirado e tinha uma casa de praia, Ananias e Antônio Fagundes ficavam passeando pelo local como quem nada queriam além de sexo; e, Ananias mal podia disfarçar sua atração pelo traseiro empinado e pelo rabinho de cotoco de Antônio Fagundes. Inclusive, acrescento que o salsichinha era bem gordo e, quando eu o chutava e fazia o pobre ficar de barriga para cima, ele não conseguia desvirar.

O daschund flertava a todos os momentos com a cadela, que demonstrava interesse, embora fosse cinco vezes maior que o bichinho. Antônio Fagundes ficava deitada, e o(a) salsicha chegava por trás dela - que não deixava, apesar de hesitar.
Mesmo assim, o sagaz cãozinho não desistia de conquistar sua Antônio Fagundes e bolava vários estratagemas para conseguir fecundar a moça. Certa vez ele tentou chegar por trás da cadela se escondendo por detrás de outro cão. Em outra ocasião, Ananias fez uma armadilha no chão que prendeu o pé de Antônio Fagundes e quase permitiu o relacionamento; o problema foi que a armadilha não impediu a mordida da boxer no pequeno daschund.
Mas no derradeiro esforço de Ananias, ele subiu numa mesa e se jogou em cima de seu amor, e por lá trepou nela e com ela - que se rendeu, pois já morria de vontade. O problema é que nem Antônio Fagundes, muito menos Ananias se preocuparam com algo crucial: o preservativo.
Alguns meses depois, a cachorra se inclinava para, aparentemente, cagar. Mas daquela vez, havia algo diferente: em vez de pelotas marrons, saíam grandes bolinhas pretas. Ananias percebeu que Antônio Fagundes estava tendo um parto e fugiu para caçar sapos. Nunca mais voltou.
Antônio Fagundes foi obrigada a cuidar dos filhotes mutantes e a comer Pedigree Champ para o resto da vida. Fim.
Há alguns anos, tive dois cachorros muito especiais. Um deles era um cãozinho da raça daschund (também conhecida como salsicha, linguiça ou cachorro desproporcional) chamado Ananias. O outro era uma cadela boxer, que, não obstante ser fêmea, se chamava Antônio Fagundes.
Em certa época de minha vida, quando eu era endinheirado e tinha uma casa de praia, Ananias e Antônio Fagundes ficavam passeando pelo local como quem nada queriam além de sexo; e, Ananias mal podia disfarçar sua atração pelo traseiro empinado e pelo rabinho de cotoco de Antônio Fagundes. Inclusive, acrescento que o salsichinha era bem gordo e, quando eu o chutava e fazia o pobre ficar de barriga para cima, ele não conseguia desvirar.
O daschund flertava a todos os momentos com a cadela, que demonstrava interesse, embora fosse cinco vezes maior que o bichinho. Antônio Fagundes ficava deitada, e o(a) salsicha chegava por trás dela - que não deixava, apesar de hesitar.
Mesmo assim, o sagaz cãozinho não desistia de conquistar sua Antônio Fagundes e bolava vários estratagemas para conseguir fecundar a moça. Certa vez ele tentou chegar por trás da cadela se escondendo por detrás de outro cão. Em outra ocasião, Ananias fez uma armadilha no chão que prendeu o pé de Antônio Fagundes e quase permitiu o relacionamento; o problema foi que a armadilha não impediu a mordida da boxer no pequeno daschund.
Mas no derradeiro esforço de Ananias, ele subiu numa mesa e se jogou em cima de seu amor, e por lá trepou nela e com ela - que se rendeu, pois já morria de vontade. O problema é que nem Antônio Fagundes, muito menos Ananias se preocuparam com algo crucial: o preservativo.
Alguns meses depois, a cachorra se inclinava para, aparentemente, cagar. Mas daquela vez, havia algo diferente: em vez de pelotas marrons, saíam grandes bolinhas pretas. Ananias percebeu que Antônio Fagundes estava tendo um parto e fugiu para caçar sapos. Nunca mais voltou.
Antônio Fagundes foi obrigada a cuidar dos filhotes mutantes e a comer Pedigree Champ para o resto da vida. Fim.
30 de setembro de 2004
Assaltos
Há três horas atrás minha campainha tocou e eu rapidamente me joguei embaixo da mesa, tremendo. Sabem, não é muito comum a campainha tocar às 11h30 da noite numa quarta-feira de Lua cheia com Saturno alinhado com a Terra, ajudando os assaltantes de todos os tipos.
Então, enquanto eu estava embaixo da mesa, gritei "Quem é?". Quem estava do lado de fora não respondeu. Perguntei de novo e nada. Aí começaram a forçar a porta com um pé-de-cabra e eu saí de debaixo da mesa tranqüilo, porque ao menos eu já sabia que estavam tentando assaltar a minha casa. Ufa, um alívio!
Vim para o computador e deixei aquele estranho tentando arrombar a porta. Decidi então contar para vocês como foram minhas primeiras experiências em assaltos, ou seja, como eu me desgracei fodidamente nas duas primeiras vezes.
1º assalto
Estava eu andando na rua feliz a cantar, levando uns 130 mil reais em dinheiro na cueca - dinheiro conseguido com anúncios subliminares no meio dos posts. Aliás, neste post há zilhares de mensagens subliminares e vocês nunca saberão onde eles estão! Lero-lero!
Mas enfim, voltando ao assalto. Pois bem, eu andava com milhares de reais na cueca (fazendo um volume irreal) quando ouvi um cara gritando:
- Perdeu, perdeu!
Me joguei no chão tremendo, com as mãos na cabeça e falando "Perdi, perdi". O marginal me abordou com uma faca e já foi falando "Aê, sagaz, só quero o celular!", como mostrado abaixo:
Beba Coca-Cola
Na verdade, o assaltante tinha a cara do Charlton Heston, o que me deixou com ainda mais medo. Charlton Heston tem uma cara muito ameaçadora. Portanto, foi mais ou menos assim:
Windows não trava
Comecei a dizer desesperadamente "Eu não tenho celular, eu não tenho celular, só tenho 130 mil reais em dinheiro!" enquanto rolava na calçada. O Heston-cover falou "Seu inútil!" e começou a me chutar a cabeça. E também a barriga. Mas não me levou nada, apenas fiquei desmaiado na calçada por dois dias.
E assim foi minha primeira experiência sendo assaltado.
2º assalto
Depois do primeiro assalto, dois dias passaram e eu estava na calçada ainda. Fui acordado por três caras dando tapinhas na minha cara, o que muito me recordou os Irmãos Metralha do desenho do Tio Patinhas, o Ducktales. Perguntaram se eu tinha cinqüenta centavos, porque eles estavam morrendo de fome.
Fui levantando e dizendo "Tenho algum dinheiro aqui", mas isso só fez com que os três me empurrassem de volta para o chão e gritassem:
- Perdeu, perdeu!
Um dos três falando rapidamente, dizia "Passa cinqüenta centavos, sagaz, passa, passa!". De súbito, comecei a rolar no chão tremendo e falando "Perdi, perdi", e depois "Não tenho trocado, só tenho 130 mil reais em dinheiro vivo!". Me chamaram de inútil e começaram a chutar a minha cabeça. E também a barriga.
Então, enquanto eu estava embaixo da mesa, gritei "Quem é?". Quem estava do lado de fora não respondeu. Perguntei de novo e nada. Aí começaram a forçar a porta com um pé-de-cabra e eu saí de debaixo da mesa tranqüilo, porque ao menos eu já sabia que estavam tentando assaltar a minha casa. Ufa, um alívio!
Vim para o computador e deixei aquele estranho tentando arrombar a porta. Decidi então contar para vocês como foram minhas primeiras experiências em assaltos, ou seja, como eu me desgracei fodidamente nas duas primeiras vezes.
1º assalto
Estava eu andando na rua feliz a cantar, levando uns 130 mil reais em dinheiro na cueca - dinheiro conseguido com anúncios subliminares no meio dos posts. Aliás, neste post há zilhares de mensagens subliminares e vocês nunca saberão onde eles estão! Lero-lero!
Mas enfim, voltando ao assalto. Pois bem, eu andava com milhares de reais na cueca (fazendo um volume irreal) quando ouvi um cara gritando:
- Perdeu, perdeu!
Me joguei no chão tremendo, com as mãos na cabeça e falando "Perdi, perdi". O marginal me abordou com uma faca e já foi falando "Aê, sagaz, só quero o celular!", como mostrado abaixo:
Beba Coca-Cola
Na verdade, o assaltante tinha a cara do Charlton Heston, o que me deixou com ainda mais medo. Charlton Heston tem uma cara muito ameaçadora. Portanto, foi mais ou menos assim:
Windows não trava
Comecei a dizer desesperadamente "Eu não tenho celular, eu não tenho celular, só tenho 130 mil reais em dinheiro!" enquanto rolava na calçada. O Heston-cover falou "Seu inútil!" e começou a me chutar a cabeça. E também a barriga. Mas não me levou nada, apenas fiquei desmaiado na calçada por dois dias.
E assim foi minha primeira experiência sendo assaltado.
2º assalto
Depois do primeiro assalto, dois dias passaram e eu estava na calçada ainda. Fui acordado por três caras dando tapinhas na minha cara, o que muito me recordou os Irmãos Metralha do desenho do Tio Patinhas, o Ducktales. Perguntaram se eu tinha cinqüenta centavos, porque eles estavam morrendo de fome.
Fui levantando e dizendo "Tenho algum dinheiro aqui", mas isso só fez com que os três me empurrassem de volta para o chão e gritassem:
- Perdeu, perdeu!
Um dos três falando rapidamente, dizia "Passa cinqüenta centavos, sagaz, passa, passa!". De súbito, comecei a rolar no chão tremendo e falando "Perdi, perdi", e depois "Não tenho trocado, só tenho 130 mil reais em dinheiro vivo!". Me chamaram de inútil e começaram a chutar a minha cabeça. E também a barriga.
26 de setembro de 2004
Lula lá!
O Homem Torrada está pedindo para ser meu amigo novamente no orkut e eu temo que ele nunca vá desistir disso. Acredito que já neguei a amizade dele umas 97 vezes, porém ele persiste firme no objetivo de me colocar em seu álbum de figurinhas. Ele nunca desistirá... Provavelmente, ele me ama. Se não for isso, deve me odiar muito.

Ele deve também ter fotos minhas espalhadas por seu quarto e acorda pensando em um meio de me torturar. Depois de comer sua torrada matinal, ele senta em sua cadeira confortável e atira um dardo numa imagem da minha cara pregada na parede. Acerta no olho. Então, ele abre meu profile e pede minha amizade.
Vou mudar de assunto porque esse me deixa muito triste; saber que você é odiado por uma torrada é horrível.
Quinta-feira eu vi uma palestra com o tema Era Bush e Terrorismo. Um tema pomposo desses merecia alguma grande personalidade palestrando. No caso, foram dois professores de história. Um deles chamava-se Serafim e o outro era o Professor Charles Xavier, tutor dos X-Men. Tá certo, era alguém muito parecido. Inclusive ele se chamava Lula.
Imaginem o líder dos X-men chamado Lula falando de Bush e Terror. O melhor é que ele falou coisas nada óbvias. Posso citar algumas frases dele, algo que eu dificilmente deduziria só, sozinho e sem ajuda. Abre aspas:
"Os Estados Unidos eram aliados de Osama Bin Laden e Sadam Hussein!"
"A Guerra Fria acabou em 1989!"

Rapidamente comecei a pensar em coisas menos óbvias para ele dizer como:
"O Brasil é pobre."
"O Terrorismo mata pessoas."
"Eu não tenho tranças."
Depois de falar coisas inusitadas, Lula deixou paralisadas todas as pessoas com seus poderes psíquicos, coisa e tal, até que a palestra acabasse.
Falando nisso, nada a ver, neste momento que eu escrevo, acabou de passar o Altas Horas com a senhorita dre mostrando sua carinha de cabocla na platéia. Inclusive, a câmera a pegou por uns 2 segundos, enquanto dre dava uma gingadinha de estilo durante a apresentação do Capital Inicial. Gingadinha esta que demonstrou toda a empolgação da moça quanto à banda.
O Capital Inicial tem 97,6% do seu orçamento advindo de cachês do programa do Serginho Groissman, não sei se vocês sabem. Todo dia eles estão lá. Provavelmente o grupo tem algum contrato de exclusividade, eu sei lá.
Neste momento meu dedão do pé direito está tendo uma hemorragia e eu suspeito que vou secar em alguns momentos, pois já se formou uma imensa poça de sangue no chão. Rasguei o dedo há mais ou menos uma semana quando um caco de vidro enorme de uns 5 nanômetros perfurou minha derme e me infectou com tétano, hepatite-C e, talvez, câncer de fígado. Problema é que eu sempre acabo chutando a quina das paredes, fazendo o ferimento do dedão jamais cicatrizar.
Passei duas horas no parágrafo acima e a Formula 1 já terminou. Com certeza meu óbito é questão de tempo. Pelo menos vou tentar dormir antes que meu cérebro compute o fato de o Rubinho ter ganho a corrida e faça eu me sentir ainda mais ridículo. Ridículo como o post aí abaixo.
Ele deve também ter fotos minhas espalhadas por seu quarto e acorda pensando em um meio de me torturar. Depois de comer sua torrada matinal, ele senta em sua cadeira confortável e atira um dardo numa imagem da minha cara pregada na parede. Acerta no olho. Então, ele abre meu profile e pede minha amizade.
Vou mudar de assunto porque esse me deixa muito triste; saber que você é odiado por uma torrada é horrível.
Quinta-feira eu vi uma palestra com o tema Era Bush e Terrorismo. Um tema pomposo desses merecia alguma grande personalidade palestrando. No caso, foram dois professores de história. Um deles chamava-se Serafim e o outro era o Professor Charles Xavier, tutor dos X-Men. Tá certo, era alguém muito parecido. Inclusive ele se chamava Lula.
Imaginem o líder dos X-men chamado Lula falando de Bush e Terror. O melhor é que ele falou coisas nada óbvias. Posso citar algumas frases dele, algo que eu dificilmente deduziria só, sozinho e sem ajuda. Abre aspas:
"Os Estados Unidos eram aliados de Osama Bin Laden e Sadam Hussein!"
"A Guerra Fria acabou em 1989!"
Rapidamente comecei a pensar em coisas menos óbvias para ele dizer como:
"O Brasil é pobre."
"O Terrorismo mata pessoas."
"Eu não tenho tranças."
Depois de falar coisas inusitadas, Lula deixou paralisadas todas as pessoas com seus poderes psíquicos, coisa e tal, até que a palestra acabasse.
Falando nisso, nada a ver, neste momento que eu escrevo, acabou de passar o Altas Horas com a senhorita dre mostrando sua carinha de cabocla na platéia. Inclusive, a câmera a pegou por uns 2 segundos, enquanto dre dava uma gingadinha de estilo durante a apresentação do Capital Inicial. Gingadinha esta que demonstrou toda a empolgação da moça quanto à banda.
O Capital Inicial tem 97,6% do seu orçamento advindo de cachês do programa do Serginho Groissman, não sei se vocês sabem. Todo dia eles estão lá. Provavelmente o grupo tem algum contrato de exclusividade, eu sei lá.
Neste momento meu dedão do pé direito está tendo uma hemorragia e eu suspeito que vou secar em alguns momentos, pois já se formou uma imensa poça de sangue no chão. Rasguei o dedo há mais ou menos uma semana quando um caco de vidro enorme de uns 5 nanômetros perfurou minha derme e me infectou com tétano, hepatite-C e, talvez, câncer de fígado. Problema é que eu sempre acabo chutando a quina das paredes, fazendo o ferimento do dedão jamais cicatrizar.
Passei duas horas no parágrafo acima e a Formula 1 já terminou. Com certeza meu óbito é questão de tempo. Pelo menos vou tentar dormir antes que meu cérebro compute o fato de o Rubinho ter ganho a corrida e faça eu me sentir ainda mais ridículo. Ridículo como o post aí abaixo.
24 de setembro de 2004
Greve
Todos os setores da sociedade estão em greve, ao menos aqui no Recife, o que me faz acreditar que o espetáculo do crescimento não acontecerá, a menos que todos tenham sido enganados até hoje e que seus empregos não sirvam para porcaria nenhuma.
É aquela coisa, suponha que os ascensoristas entrem em greve. Não me imagino batendo a cabeça na parede e gritando "Oh, não! Quem apertará os botões do elevador para mim? Por que isso tinha que acontecer? Por quê? Por quê?".
Ah, mas sim, eu tinha que completar o raciocínio. Como dito anteriormente, todos os setores da sociedade estão em greve, ou estavam, não sei - mas isso não faz a mínima diferença, já que mesmo que eles não estejam em greve, é como se estivessem. Estão paralisados os bancários, os metroviários, os ascensoristas, as grávidas e até os governadores do Estado.
As grávidas disseram que não teriam nenhum filho até terem melhores travesseiros redondos para se encostarem em todos os bancos das praças do Recife. Os obstetras ficaram com inveja e começaram a grevear também, querendo sessões de bronzeamento três vezes por semana. O PSTU sai distribuindo santinhos onde está escrito "Entre em greve você também".
Por acaso, ontem eu acabei recebendo um desses santinhos e recebi paralisar minhas atividades também. De hoje em diante, não farei mais nada até ter melhores condições de trabalho, salário e teto. Exijo ser remunerado pelos meus serviços e ter direito a todos os meus benefícios. Não farei nada enquanto minhas reivindicações não forem ouvidas. Ficarei apenas aqui, sentado, parado.
E, como eu sei que paralisações totais são ilegais em setores básicos da sociedade (eu sou muito importante para o andamento da cidade), manterei 30% da capacidade de operação, ou seja, continuarei indo ao banheiro e, se a situação estiver muito periclitante, tomarei banho. Espero que vocês sejam solidários a mim e façam pressões para que as autoridades ouçam minha voz oprimida!
Agora, com licença, porque esperarei alguém vir aqui me oferecer comida. Vejam que, em virtude de meus ideais grevistas, fatalmente acabarei morrendo =(. Só espero que se lembrem de mim como um homem que realmente lutou por seus direitos. Porque em tempos de capitalismo selvagem, vocês precisam de um mártir, alguém que sonhe com um mundo melhor e fique sentado esperando esse mundo chegar. \o/
É aquela coisa, suponha que os ascensoristas entrem em greve. Não me imagino batendo a cabeça na parede e gritando "Oh, não! Quem apertará os botões do elevador para mim? Por que isso tinha que acontecer? Por quê? Por quê?".
Ah, mas sim, eu tinha que completar o raciocínio. Como dito anteriormente, todos os setores da sociedade estão em greve, ou estavam, não sei - mas isso não faz a mínima diferença, já que mesmo que eles não estejam em greve, é como se estivessem. Estão paralisados os bancários, os metroviários, os ascensoristas, as grávidas e até os governadores do Estado.
As grávidas disseram que não teriam nenhum filho até terem melhores travesseiros redondos para se encostarem em todos os bancos das praças do Recife. Os obstetras ficaram com inveja e começaram a grevear também, querendo sessões de bronzeamento três vezes por semana. O PSTU sai distribuindo santinhos onde está escrito "Entre em greve você também".
Por acaso, ontem eu acabei recebendo um desses santinhos e recebi paralisar minhas atividades também. De hoje em diante, não farei mais nada até ter melhores condições de trabalho, salário e teto. Exijo ser remunerado pelos meus serviços e ter direito a todos os meus benefícios. Não farei nada enquanto minhas reivindicações não forem ouvidas. Ficarei apenas aqui, sentado, parado.
E, como eu sei que paralisações totais são ilegais em setores básicos da sociedade (eu sou muito importante para o andamento da cidade), manterei 30% da capacidade de operação, ou seja, continuarei indo ao banheiro e, se a situação estiver muito periclitante, tomarei banho. Espero que vocês sejam solidários a mim e façam pressões para que as autoridades ouçam minha voz oprimida!
Agora, com licença, porque esperarei alguém vir aqui me oferecer comida. Vejam que, em virtude de meus ideais grevistas, fatalmente acabarei morrendo =(. Só espero que se lembrem de mim como um homem que realmente lutou por seus direitos. Porque em tempos de capitalismo selvagem, vocês precisam de um mártir, alguém que sonhe com um mundo melhor e fique sentado esperando esse mundo chegar. \o/
22 de setembro de 2004
Conzinha Maravilhosa da Dona Geralda
Não sei se vocês acreditarão, mas contarei, para que assim vocês reflitam e decidam se acreditarão ou não, depois que eu conte, não antes, depois, porque antes é difícil acreditar.
Vejam bem, MEUS TRÊS IRMÕES SÃO COZINHEIROS e eu não. Quando alguma coisa desse estilo acontece, geralmente há uma anomalia, e eu a sou. Os três sabem manipular alimentos eximiamente enquanto o pobre diabo aqui, na única vez que tentou fritar um ovo, teve óleo espirrado em seu cabelo, que pegou fogo e causou uma dor de cabeça danada. Sério.
Mas isso irá mudar. Mudar! Tentei mostrar ao mundo minhas maravilhosíssimas habilidades adquiridas num novo talk-show de dicas culinárias chamado Conzinha Maravilhosa da Dona Geralda. Dona Geralda que no caso, seria eu mesmo.
Mas a Globo não sabe o que é bom e o que tem potencial (que sou eu fazendo minhas estripulias no fogão) e não me contratou, apesar de o programa-piloto ser uma maravilha. Eles só contratam a Xuxa para fazer um programa com 0,2 ponto de audiência, como o Xuxa no Mundo da Imaginação. Conclusão: resolvi mostrar meus dotes comidísticos aqui no lixao mesmo, apresentando uma grande receita logo de cara!
Como preparar a Charque do Sertão pendurada a sereno

Ingredientes:
- charque
- sal
- açúcar
- pão francês
- varal
- martelo
- sereno
- fogo, vento, terra, água, coração
Modo de Preparo:
Pegue o fogo, o vento, a terra, a água e o coração e jogue fora. Você não vai precisar dessas coisas. Então, certifique-se de que você está na Caatinga nordestina e espere chegar a noite.
Use o martelo e bata com todas as suas energias na charque para que ela fique amaciada. Depois de deixá-la macia, hasteie o varal na rua e pendure a charque lá, deixando a carne exposta ao sereno da noite sertaneja.
A carne deve ficar exposta ao ar frio do sereno do Sertão por duas noites. Você tira a carne, joga sal e açúcar e coloca a charque dentro do pão francês.
Agora é só servir, o prato está pronto para o consumo.
Água na boca, hein?
Vejam bem, MEUS TRÊS IRMÕES SÃO COZINHEIROS e eu não. Quando alguma coisa desse estilo acontece, geralmente há uma anomalia, e eu a sou. Os três sabem manipular alimentos eximiamente enquanto o pobre diabo aqui, na única vez que tentou fritar um ovo, teve óleo espirrado em seu cabelo, que pegou fogo e causou uma dor de cabeça danada. Sério.
Mas isso irá mudar. Mudar! Tentei mostrar ao mundo minhas maravilhosíssimas habilidades adquiridas num novo talk-show de dicas culinárias chamado Conzinha Maravilhosa da Dona Geralda. Dona Geralda que no caso, seria eu mesmo.
Mas a Globo não sabe o que é bom e o que tem potencial (que sou eu fazendo minhas estripulias no fogão) e não me contratou, apesar de o programa-piloto ser uma maravilha. Eles só contratam a Xuxa para fazer um programa com 0,2 ponto de audiência, como o Xuxa no Mundo da Imaginação. Conclusão: resolvi mostrar meus dotes comidísticos aqui no lixao mesmo, apresentando uma grande receita logo de cara!
Como preparar a Charque do Sertão pendurada a sereno
Ingredientes:
- charque
- sal
- açúcar
- pão francês
- varal
- martelo
- sereno
- fogo, vento, terra, água, coração
Modo de Preparo:
Pegue o fogo, o vento, a terra, a água e o coração e jogue fora. Você não vai precisar dessas coisas. Então, certifique-se de que você está na Caatinga nordestina e espere chegar a noite.
Use o martelo e bata com todas as suas energias na charque para que ela fique amaciada. Depois de deixá-la macia, hasteie o varal na rua e pendure a charque lá, deixando a carne exposta ao sereno da noite sertaneja.
A carne deve ficar exposta ao ar frio do sereno do Sertão por duas noites. Você tira a carne, joga sal e açúcar e coloca a charque dentro do pão francês.
Agora é só servir, o prato está pronto para o consumo.
Água na boca, hein?
21 de setembro de 2004
Bullet in the head
Estão perdendo balas loucamente na minha cidade e é meu dever de cidadão denunciar isso, já que, hoje, encontrei uma bala cravada num buraco no chão e com muita astúcia pensei "Oh! Algum atirador deve ter deixado sua munição cair do bolso, portanto deixarei esta bala no chão para o caso de ele vir procurá-la."
Ainda bem que onde eu vivo não se atira em ninguém com o objetivo único e exclusivo de assassinar pessoas, acertando suas cabeças e espalhando cérebros pela rua.
São muitas denúncias a se fazer e pouco espaço, portanto devo escolher os tópicos mais importantes para publicar e fazer as mulheres sentirem ódio de mim. Quero dizer, não assistam filmes pornôs americanos. Nem brasileiros. Na verdade, não assistam filmes pornôs de lugar nenhum. As mulheres desses filmes, além de serem bonecas inexistentes, têm a auréola do peito (a parte intermediária entre o peito propriamente dito e o bico) excessivamente grande.
Leitoras, me desculpem, mas se torna algo estranho a auréola gigante. Ela parece que dominará o peito. Talvez domine o peito inteiro de verdade. É vitiligo ao contrário. E essas esquisitas atrizes pornôs têm coisas do tipo.
Fazendo uma analogia, uma auréola grande no peito é algo desproporcional, você sabe. Parece que o Brasil se tornou maior que a Rússia, que a Terra se tornou maior que o Sol ou que Zenom Barriga e Pesado (o Sr. Barriga) ficou mais alto que o Professor Girafalles. Total falta de absurdo.
Não me levem a mal, meninas. Denúncias são denúncias e alguém pode acabar morrendo se todos se abstiverem de temas de tão alta relevância. Daqui a pouco morre outro Ramone e fica todo mundo se perguntando por que.
Ainda bem que onde eu vivo não se atira em ninguém com o objetivo único e exclusivo de assassinar pessoas, acertando suas cabeças e espalhando cérebros pela rua.
São muitas denúncias a se fazer e pouco espaço, portanto devo escolher os tópicos mais importantes para publicar e fazer as mulheres sentirem ódio de mim. Quero dizer, não assistam filmes pornôs americanos. Nem brasileiros. Na verdade, não assistam filmes pornôs de lugar nenhum. As mulheres desses filmes, além de serem bonecas inexistentes, têm a auréola do peito (a parte intermediária entre o peito propriamente dito e o bico) excessivamente grande.
Leitoras, me desculpem, mas se torna algo estranho a auréola gigante. Ela parece que dominará o peito. Talvez domine o peito inteiro de verdade. É vitiligo ao contrário. E essas esquisitas atrizes pornôs têm coisas do tipo.
Fazendo uma analogia, uma auréola grande no peito é algo desproporcional, você sabe. Parece que o Brasil se tornou maior que a Rússia, que a Terra se tornou maior que o Sol ou que Zenom Barriga e Pesado (o Sr. Barriga) ficou mais alto que o Professor Girafalles. Total falta de absurdo.
Não me levem a mal, meninas. Denúncias são denúncias e alguém pode acabar morrendo se todos se abstiverem de temas de tão alta relevância. Daqui a pouco morre outro Ramone e fica todo mundo se perguntando por que.
19 de setembro de 2004
No meu aniversário...
Tão bonito o calendário ali ao lado com os números grandes. Devia haver uma lei que proibisse dias sem posts para que todos os calendários do mundo fossem elegantes e cheios de dias linkados.
...
No meu aniversário, não se trabalha. Estão todos em casa aproveitando o feriado. Diria mais! Não apenas é um feriado, mas hoje é um dia santo! Ontem aqui em casa houve uma super festa para mais de 250 milhões de convidados comemorando os 67 anos de frost, aquele menino loirinho de olhos acinzentados da Baixada que, com muita luta, venceu na vida.
Ontem, houve até uma contagem regressiva para a chegada de meu aniversário. Às 23h59m55s, amigos e familiares de todos os cantos da Terra começaram a contar:
- 5... 4... 3... 2... 1...
E, à meia-noite, explodiram fogos nos quatro cantos do nosso planetinha, numa data que ficará marcada na história do Cosmo. Após isso, todos vestidos de branco, abriram as garrafas de champanhe para comemorar a data especial e jogaram ao mar outras garrafas contendo flores para Iemanjá.
Abaixo você pode conferir uma foto da noite de ontem:

Inesquecível.
...
Sim, amigozinhos, hoje, dia 19 de setembro é o dia mais especial do ano para o frostizinho aqui. E para minha irmã, que estranhamente nasceu uns 30 anos antes, porém, no mesmo dia. Maldita, tirou o meu dia especial de mim, oh, mundo injusto.
Ao contrário de outros blogueiros espalhados por esse Brasilzão, eu não fiz uma longa lista no Submarino com presentes que ninguém vai comprar. Peço-lhes, leitores, apenas uma torradeira. Sonho todas as noites com uma crocante torrada e finalmente arranjei um bom pretexto para pedir a torradeira. E também peço bastante trigo e fermento para fazer pão para torrar. Aí sim minha vida será completa.
...
Sabem, hoje também é terminantemente permitido que vocês digam que me amam nos comentários deste blog. Façam meu ego inflar, digam que não podem viver sem mim e exaltem o tamanho do meu pinto. Mintam mesmo.
Preciso que vocês se importem comigo, sério, cara, no duro. Sou mais simpático até que o Reinaldo Gianechinni. Tá certo, apesar de ser bonito, ele tem tanto carisma quanto uma pedra, mas estou apenas tentando lhes convencer a me puxar o saco.
Então, aí vocês dizem que me amam e puxam uma briga com a dona taty, o que fará bombar meus comentários. Menina braba, rapá.
...
Numa festa de 250 milhões de convidados, imagine quantas cuecas eu ganhei. Nunca mais vou precisar lavar minhas roupas íntimas, ficarei só trocando-as para sempre até formar uma enorme pilha fedorenta de cuecas sujas para lavar com apenas uma caixa de Omo Multi-Ação.
Não entendo por que as pessoas insistem em dar roupas de baixo como presente. Quando se dá uma camisa para alguém, você pode ver a pessoa usando o presente depois. Mas pense só numa pessoa checando se a outra está usando a cueca que ela havia lhe dado:
- E aí, cara? Tá usando o meu presente?
- Dia sim, dia não!
...
No meu aniversário, não se trabalha. Estão todos em casa aproveitando o feriado. Diria mais! Não apenas é um feriado, mas hoje é um dia santo! Ontem aqui em casa houve uma super festa para mais de 250 milhões de convidados comemorando os 67 anos de frost, aquele menino loirinho de olhos acinzentados da Baixada que, com muita luta, venceu na vida.
Ontem, houve até uma contagem regressiva para a chegada de meu aniversário. Às 23h59m55s, amigos e familiares de todos os cantos da Terra começaram a contar:
- 5... 4... 3... 2... 1...
E, à meia-noite, explodiram fogos nos quatro cantos do nosso planetinha, numa data que ficará marcada na história do Cosmo. Após isso, todos vestidos de branco, abriram as garrafas de champanhe para comemorar a data especial e jogaram ao mar outras garrafas contendo flores para Iemanjá.
Abaixo você pode conferir uma foto da noite de ontem:
Inesquecível.
...
Sim, amigozinhos, hoje, dia 19 de setembro é o dia mais especial do ano para o frostizinho aqui. E para minha irmã, que estranhamente nasceu uns 30 anos antes, porém, no mesmo dia. Maldita, tirou o meu dia especial de mim, oh, mundo injusto.
Ao contrário de outros blogueiros espalhados por esse Brasilzão, eu não fiz uma longa lista no Submarino com presentes que ninguém vai comprar. Peço-lhes, leitores, apenas uma torradeira. Sonho todas as noites com uma crocante torrada e finalmente arranjei um bom pretexto para pedir a torradeira. E também peço bastante trigo e fermento para fazer pão para torrar. Aí sim minha vida será completa.
...
Sabem, hoje também é terminantemente permitido que vocês digam que me amam nos comentários deste blog. Façam meu ego inflar, digam que não podem viver sem mim e exaltem o tamanho do meu pinto. Mintam mesmo.
Preciso que vocês se importem comigo, sério, cara, no duro. Sou mais simpático até que o Reinaldo Gianechinni. Tá certo, apesar de ser bonito, ele tem tanto carisma quanto uma pedra, mas estou apenas tentando lhes convencer a me puxar o saco.
Então, aí vocês dizem que me amam e puxam uma briga com a dona taty, o que fará bombar meus comentários. Menina braba, rapá.
...
Numa festa de 250 milhões de convidados, imagine quantas cuecas eu ganhei. Nunca mais vou precisar lavar minhas roupas íntimas, ficarei só trocando-as para sempre até formar uma enorme pilha fedorenta de cuecas sujas para lavar com apenas uma caixa de Omo Multi-Ação.
Não entendo por que as pessoas insistem em dar roupas de baixo como presente. Quando se dá uma camisa para alguém, você pode ver a pessoa usando o presente depois. Mas pense só numa pessoa checando se a outra está usando a cueca que ela havia lhe dado:
- E aí, cara? Tá usando o meu presente?
- Dia sim, dia não!
17 de setembro de 2004
I'm afraid of strangers
A rua abriga muitos seres estranhos, os quais, se provocados, atacam. Neste ambiente hostil, podemos encontrar pessoas com a camisa do PT com bandeiras pontiagudas que viram para cima de você com voracidade. E se estiveres com a guarda baixa, teu abdome será perfurado e, já morto, tua carne será comida por corvos. É verdade, pode crer.
Pessoas que fazem campanha vociferam em minha direção e isso faz com que eu tenha medo e me esconda.
Os transportes coletivos em geral são casa de muitos outros bichos estranhos, pouco adaptados à falta de espaço. Normalmente a área disponível para esses organismos num ônibus é de uns 30 centímetros quadrados, desta forma, mulheres gordas - cujas bundas poderiam matar por asfixia um homem adulto sadio de 1,80m - que não sabem se equilibrar, ficam caindo na sua direção e só o que te resta fazer é gritar com toda a força "Oh, meu deus! Alguma coisa com a bunda mais pesada do que eu está tentando COITAR comigo!"
Pessoas gordas e grandes tentam copular comigo e isso faz com que eu corra e me esconda.
Amigo, o que você chama de medo eu chamo de instinto de sobrevivência.
Pessoas que fazem campanha vociferam em minha direção e isso faz com que eu tenha medo e me esconda.
Os transportes coletivos em geral são casa de muitos outros bichos estranhos, pouco adaptados à falta de espaço. Normalmente a área disponível para esses organismos num ônibus é de uns 30 centímetros quadrados, desta forma, mulheres gordas - cujas bundas poderiam matar por asfixia um homem adulto sadio de 1,80m - que não sabem se equilibrar, ficam caindo na sua direção e só o que te resta fazer é gritar com toda a força "Oh, meu deus! Alguma coisa com a bunda mais pesada do que eu está tentando COITAR comigo!"
Pessoas gordas e grandes tentam copular comigo e isso faz com que eu corra e me esconda.
Amigo, o que você chama de medo eu chamo de instinto de sobrevivência.
15 de setembro de 2004
Cadoca 15
Aqui no Recife, há um candidato do PMDB à prefeitura, o Cadoca que, em seu guia eleitoral, ele mostra uma das pessoas que supostamente já ajudou quando era Secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco.
O cara diz que arranjou o emprego por causa de Cadoca, mais ou menos assim:

Depois mostram a excelente residença que o rapaz adquiriu, algo como a figura abaixo:

Isso é uma falta de absurdo.
O cara diz que arranjou o emprego por causa de Cadoca, mais ou menos assim:
Depois mostram a excelente residença que o rapaz adquiriu, algo como a figura abaixo:
Isso é uma falta de absurdo.
Comitês pertinentes para o Brasil
Um horror a quantidade de comissões gestoras que o governo quer criar. É Conselho de Jornalismo, de Cinema e Audiovisual, da Vaquejada de Bauru. O Estado Brasileiro não sabe aplicar o nosso suado dinheiro e fica criando esses comitês supérfluos para gerenciar áreas ainda mais supérfluas da sociedade.
Quem está no poder é uma corja de incompetentes que, se tivessem um mínimo de bom senso, criariam comitês gestores muito mais úteis. E, como eu estou concorrendo neste ano para a Presidência da República, vou publicar neste espaço virtual minhas propostas de criação de novos conselhos gestores. Segue abaixo.
Comitê Gestor dos Indicados ao VMB
Alguém da MTV indicou a banda Ludov para as categorias Clipe Independente, Revelação e Escolha da Audiência no Video Music Brasil pelo clipe "Princesa":
E eu tenho uma forte suspeita de que quem indicou este clipe para alguma categoria comeu cocô. Cocô do ruim. Porque você sabe, existem muitos tipos de cocô. Cocô de cabra, cocô de vaca. Se eu fosse comer cocô, comeria o de cabra que é todo arrumadinho, bonitinho. Quem apontou este clipe comeu o de vaca, que é todo esparramado e ruim. Com certeza.
Por este motivo, devemos ter algum tipo de regulação no setor de indicações ao VMB. E também para assegurar que Dogão jamais ganhe algo nesta era.
Conselho de Gerência de Materiais Orgânicos Grudados embaixo de Carteiras Escolares e Universitárias
Tem muito chiclete e carne de segunda grudados embaixo das carteiras das instituições de ensino e é tarefa do setor público fazer com que não mais você encontre nenhum tipo de comida na cadeira que estiver sentando no colégio.

Dessa maneira, criaremos este Conselho de Gestão de Carteiras e nunca mais nenhum tipo de comida vai grudar na sua perna quando você estiver fazendo qualquer tipo de prova ou adjacências. Chiclete grudado na roupa? No more.
Comitê de Tabelamento dos Poderes de Super Heróis e Vilões de Videogame
Este comitê será criado para que não reste mais dúvidas sobre qual personagem de jogo eletrônico é mais poderoso, ainda que seus games não sejam os mesmos.
Será elaborada uma tabela com os vilões por ordem de poder, por exemplo. Assim, não haverá mais uma discussão absurda sobre qual chefão é mais poderoso que os outros. Por sinal, nesta lista, quem encabeçaria seria, obviamente, M. Bison. Depois viriam os outros patinhos.

Espero que tenham gostado das minhas propostas e me elejam para a Presidência, companheiros. Meus comitês são melhores que os da concorrência, e, dia 3 de outubro, conto com vocês!
Quem está no poder é uma corja de incompetentes que, se tivessem um mínimo de bom senso, criariam comitês gestores muito mais úteis. E, como eu estou concorrendo neste ano para a Presidência da República, vou publicar neste espaço virtual minhas propostas de criação de novos conselhos gestores. Segue abaixo.
Comitê Gestor dos Indicados ao VMB
E eu tenho uma forte suspeita de que quem indicou este clipe para alguma categoria comeu cocô. Cocô do ruim. Porque você sabe, existem muitos tipos de cocô. Cocô de cabra, cocô de vaca. Se eu fosse comer cocô, comeria o de cabra que é todo arrumadinho, bonitinho. Quem apontou este clipe comeu o de vaca, que é todo esparramado e ruim. Com certeza.
Por este motivo, devemos ter algum tipo de regulação no setor de indicações ao VMB. E também para assegurar que Dogão jamais ganhe algo nesta era.
Conselho de Gerência de Materiais Orgânicos Grudados embaixo de Carteiras Escolares e Universitárias
Tem muito chiclete e carne de segunda grudados embaixo das carteiras das instituições de ensino e é tarefa do setor público fazer com que não mais você encontre nenhum tipo de comida na cadeira que estiver sentando no colégio.
Dessa maneira, criaremos este Conselho de Gestão de Carteiras e nunca mais nenhum tipo de comida vai grudar na sua perna quando você estiver fazendo qualquer tipo de prova ou adjacências. Chiclete grudado na roupa? No more.
Comitê de Tabelamento dos Poderes de Super Heróis e Vilões de Videogame
Este comitê será criado para que não reste mais dúvidas sobre qual personagem de jogo eletrônico é mais poderoso, ainda que seus games não sejam os mesmos.
Será elaborada uma tabela com os vilões por ordem de poder, por exemplo. Assim, não haverá mais uma discussão absurda sobre qual chefão é mais poderoso que os outros. Por sinal, nesta lista, quem encabeçaria seria, obviamente, M. Bison. Depois viriam os outros patinhos.
Espero que tenham gostado das minhas propostas e me elejam para a Presidência, companheiros. Meus comitês são melhores que os da concorrência, e, dia 3 de outubro, conto com vocês!
13 de setembro de 2004
Cinema por quem não vai ao cinema

Há algum tempo atrás, pessoas estranhas estavam conversando sobre Spider-Man 2 próximo a mim enquanto eu estava tentando acertar lagartixas no muro com um estilingue. E isso me deixou bastante irritado porque, apesar de acertar lagartixas no muro com um estilingue ser uma das coisas mais legais da Terra, eu não podia conversar sobre o filme com aquela desenvoltura e samba no pé que me é característica.
Então, percebi também que nunca havia visto vários filmes famosos, tais quais Senhores dos Anéis, Harry Potters, Poderosos Chefões e Amor Estranho Amor. Com base nessa minha deficiência de filmes famosos, desenvolvi uma técnica que permite que você nunca fique boiando nas conversas sobre filmes. Invente, inove, seja original!
Dessa forma, agora estarei publicando a sinopse do Poderoso Chefão criada por mim, estarei analisando o filme e até estarei dando nota para a película. Por consegüinte, você estará lendo e se divertindo para depois estar ficando com raiva.
E também depois para poder estar conversando sobre o filme mesmo sem tê-lo visto. Como eu faço.

Sinopse: M. Bison comanda uma organização criminosa internacional chamada Shadowloo e ambiciona governar o mundo. Contra Bison e seus fortes comparsas emergem Ryu e Ken viajando de país em país para destruir as bases da Shadowloo até chegar ao Poderoso Chefão Bison. Agora os dois devem lutar com todas as forças para salvar o planeta e para isso eles contam com uma poderosa arma, o Hadouken (êîè + soco).
Conceitos Técnicos
Fotografia: Muito boa.
Roteiro: Muito bom.
Elenco: Muito bom.
Produção: Muito boa.
Som: Muito bom.
Efeitos especiais: Muito bons.
Malemolência e jogo de cintura: Muito bons.
Cotação final:





Cotação do café: Arábica tipo 6 bebida dura: R$ 205,00; Arábica tipo 6 bebida riada: R$ 186,00; Arábica tipo 6 bebida rio: R$ 162,00; Arábica tipo 7 bebida rio zona: R$ 157,00.
Essa crítica de filmes é uma droga. Odiei O Poderoso Chefão.
12 de setembro de 2004
Orkut analisado e comparado
As revistas Superinteressante, Época e Info trazem na capa o orkut destacando-o como uma grande rede social, patatí, patatá. Os cadernos de informática de todo o país descobriram a fenomenalidade dessa comunidade e fizeram grandes matérias sobre ela. E a Revista da MTV também traz sobre isso uma reportagem gigante e de letras gigantes (imagino que essa revista seja feita para pessoas gigantes, como o Milton Neves, que tem a cabeça gigante). Não sei como eles conseguem falar tanta coisa sobre um site sobre nada. No orkut há um monte de nada sem graça. E destacam isso.
O pior é que o chamam de fênomeno. A Super até traz na chamada: "Como entender esse fenômeno?" Eu te digo que o orkut não é fenômeno. O Ronaldo é fenômeno. O orkut é uma merda. E para estabelecer uma analogia convincente sobre a fenomenalidade da rede de relacionamentos, pensei em algo realmente fenomenal e coloquei lado a lado com o orkut. Assim:
Logo:
Concluí que o orkut tem 102% de probabilidade de não ser fenômeno e 678% de probabilidade de ser uma bosta.
11 de setembro de 2004
Padrão qualitativo da televisão nacional
Amiguinhos e amiguinhas, não sei se vocês têm notado, mas um inacreditável número de programas de alta qualidade surgiram na tevê nos últimos tempos e é meu dever fazer propaganda grátis deles para que assim vocês fiquem mais alienados dentro de casa, assistindo à TV e acessando este blog.
No domingo, o lendário Programa Silvio Santos melhorou muito. Agora ele conta com um jogo de roletas do qual não faço a mínima idéia do nome, mas espero que seja um nome à altura da qualidade apresentada. O programa consiste em fazer as pessoas que pagaram o carnê de mensalidades do Baú girarem cinco roletas. Se as cinco celebridades que aparecerem forem diferentes umas das outras, o participante ganha 200 mil reais! Então, Silvio Santos chama um robô para entregar o dinheiro. Um robô de última geração criado nos estúdios Senor Abravanel.
Tal robô só não é tão legal quanto o da Tele-Sena. Aquele que falava "Silvio Santos, chega de tirar bolas. Já fizeram 25 pontos."
Mas isso não importa, o que importa é a discussão sobre a sucessão municipal que atinge a todos os moradores do Recife. Estes que discutem fervorosamente o futuro da cidade e para qual candidato votarão, se será João Paulo ou Cadoca.
Isso nos leva a outro excelente programa da televisão nacional, o horário político eleitoral gratuito. Mas não o de João Paulo ou Cadoca, porque eles são candidatos ricos com efeitos especiais modernos em seus guias. Boa mesmo é a propaganda de Conde do Partido Humanista da Solidariedade, que tem o número 31.
Ele tem aproximadamente 38 segundos de programa eleitoral, o que só permite dizer: "Nós não temos dinheiro, mas temos vontade de mudar. Quer mudar? Quer mudar mesmo? Faz um 31!". Então, ele faz o 31 com os dedos. Só que para o lado dele.

(2 minutos se passam...)
Droga, fiquei a contemplar como Conde é bonito e quase esqueço do fim do texto. Deixe-me completar. É assim que ele desenha o 31 na tela:

Se quiserem um videotape do horário eleitoral gratuito, posso gravá-lo mediante uma grande quantia de dinheiro. Inclusive, aceito todos os cartões de crédito. Envie-os pelo correio e me dê a senha deles.
No domingo, o lendário Programa Silvio Santos melhorou muito. Agora ele conta com um jogo de roletas do qual não faço a mínima idéia do nome, mas espero que seja um nome à altura da qualidade apresentada. O programa consiste em fazer as pessoas que pagaram o carnê de mensalidades do Baú girarem cinco roletas. Se as cinco celebridades que aparecerem forem diferentes umas das outras, o participante ganha 200 mil reais! Então, Silvio Santos chama um robô para entregar o dinheiro. Um robô de última geração criado nos estúdios Senor Abravanel.
Tal robô só não é tão legal quanto o da Tele-Sena. Aquele que falava "Silvio Santos, chega de tirar bolas. Já fizeram 25 pontos."
Mas isso não importa, o que importa é a discussão sobre a sucessão municipal que atinge a todos os moradores do Recife. Estes que discutem fervorosamente o futuro da cidade e para qual candidato votarão, se será João Paulo ou Cadoca.
Isso nos leva a outro excelente programa da televisão nacional, o horário político eleitoral gratuito. Mas não o de João Paulo ou Cadoca, porque eles são candidatos ricos com efeitos especiais modernos em seus guias. Boa mesmo é a propaganda de Conde do Partido Humanista da Solidariedade, que tem o número 31.
Ele tem aproximadamente 38 segundos de programa eleitoral, o que só permite dizer: "Nós não temos dinheiro, mas temos vontade de mudar. Quer mudar? Quer mudar mesmo? Faz um 31!". Então, ele faz o 31 com os dedos. Só que para o lado dele.
(2 minutos se passam...)
Droga, fiquei a contemplar como Conde é bonito e quase esqueço do fim do texto. Deixe-me completar. É assim que ele desenha o 31 na tela:
Se quiserem um videotape do horário eleitoral gratuito, posso gravá-lo mediante uma grande quantia de dinheiro. Inclusive, aceito todos os cartões de crédito. Envie-os pelo correio e me dê a senha deles.
10 de setembro de 2004
Minigarrafas
Finalmente, depois de um imenso feriado de uns 20 dias, terminarei o grandioso post do bats que aprendi pelos comentários que se chama bets, provavelmente em homenagem a quem criou, a qual imagino que fosse uma mulher chamada Bete.
Bom, começando o joguinho, com os times formados e tal. Tirem par ou ímpar e decidam qual time ficará nos tacos, ele terá a vantagem inicial e poderá ganhar o jogo em segundos:

E aí está o grande-maravilhoso-formidável uso para as minigarrafas Coca-Cola. Elas ficarão no lugar das latinhas e servirão para os realmente profissionais jogarem. Somente amadores usam latas de refrigerante!
O jogo consiste em o time que está atrás das linhas com a bola tentar acertar a minigarrafa do outro para que ela caia e eles ocupem os tacos. Quem está nos tacos deve acertar a bola e jogá-la para longe para ter tempo de trocar de lado para marcar pontos sem que o time adversário derrube a lata - pode ser até chutando, algo que é permitido, se os mesmo tirarem o taco de dentro do círculo e algum membro da equipe tiver a bola em mãos. O primeiro time que fizer 100 pontos (trocando de lado 10 vezes enquanto no taco), vence. Muito simples:
Bino arremessa a bola e vai acertar a minigarrafa com sua pontaria de caminhoneiro.
Mas Batman protege seu lado e taca para longe a bola, obrigando Bino a sair correndo atrás dela, o que dá tempo para Batman e Robin trocarem de lado, marcando pontos.
Mas aí que entra a super-estratégia Pedro & Bino Salafrarations:
Pedro discretamente empurra a minigarrafa de seu lado e alega que Robin ao chegar esbarrou nela, fazendo com que ela caísse. Os caminhoneiros assumem os tacos e a torcida vibra.
Robin se prepara para recomeçar o jogo. Ele aremessa a bola.
E Bino a isola para o meio dos matos. O que faz Batman ter que ir ajudar Robin na procura pela esférica.
Então eles começam a trocar de lado e usam o incrível método de contar pontos patenteado. Pedro & Bino vencem. Delirio geral. Batman & Robin são derrotados mesmo com o cinto de utilidades.
Pedro e Bino vencem merecidamente usando sua astúcia de vários anos em rodovias federais. Assim, espero ter ensinado a vencer no bats com o exemplo dessas grandes personalidades. Acho que agora vocês são pessoas muito melhores e com muito mais auto-estima. Sendo discretos, sempre vencerão.
A não ser que se desenhe um cenário caótico no meio da partida quando os caminhoneiros partem para a vitória:
Dois fanáticos religiosos irlandeses usando kilt e colete verde invadem o jogo e param Pedro e Bino, tirando-lhes o ritmo e a concentração. Batman volta com a bola e derruba a minigarrafa ouro. Seu time volta para o taco.
E amanhã tem post para tirar este o mais rápido possível do topo.
Bom, começando o joguinho, com os times formados e tal. Tirem par ou ímpar e decidam qual time ficará nos tacos, ele terá a vantagem inicial e poderá ganhar o jogo em segundos:
E aí está o grande-maravilhoso-formidável uso para as minigarrafas Coca-Cola. Elas ficarão no lugar das latinhas e servirão para os realmente profissionais jogarem. Somente amadores usam latas de refrigerante!
O jogo consiste em o time que está atrás das linhas com a bola tentar acertar a minigarrafa do outro para que ela caia e eles ocupem os tacos. Quem está nos tacos deve acertar a bola e jogá-la para longe para ter tempo de trocar de lado para marcar pontos sem que o time adversário derrube a lata - pode ser até chutando, algo que é permitido, se os mesmo tirarem o taco de dentro do círculo e algum membro da equipe tiver a bola em mãos. O primeiro time que fizer 100 pontos (trocando de lado 10 vezes enquanto no taco), vence. Muito simples:
Bino arremessa a bola e vai acertar a minigarrafa com sua pontaria de caminhoneiro.
Mas Batman protege seu lado e taca para longe a bola, obrigando Bino a sair correndo atrás dela, o que dá tempo para Batman e Robin trocarem de lado, marcando pontos.
Mas aí que entra a super-estratégia Pedro & Bino Salafrarations:
Pedro discretamente empurra a minigarrafa de seu lado e alega que Robin ao chegar esbarrou nela, fazendo com que ela caísse. Os caminhoneiros assumem os tacos e a torcida vibra.
Robin se prepara para recomeçar o jogo. Ele aremessa a bola.
E Bino a isola para o meio dos matos. O que faz Batman ter que ir ajudar Robin na procura pela esférica.
Então eles começam a trocar de lado e usam o incrível método de contar pontos patenteado. Pedro & Bino vencem. Delirio geral. Batman & Robin são derrotados mesmo com o cinto de utilidades.
Pedro e Bino vencem merecidamente usando sua astúcia de vários anos em rodovias federais. Assim, espero ter ensinado a vencer no bats com o exemplo dessas grandes personalidades. Acho que agora vocês são pessoas muito melhores e com muito mais auto-estima. Sendo discretos, sempre vencerão.
A não ser que se desenhe um cenário caótico no meio da partida quando os caminhoneiros partem para a vitória:
Dois fanáticos religiosos irlandeses usando kilt e colete verde invadem o jogo e param Pedro e Bino, tirando-lhes o ritmo e a concentração. Batman volta com a bola e derruba a minigarrafa ouro. Seu time volta para o taco.
E amanhã tem post para tirar este o mais rápido possível do topo.
23 de agosto de 2004
Pátria olímpica
E agora, fiquem vocês com os resultados olímpicos do Brasil, uma bela apresentação do nosso país.
Atletismo: Perdeu em tudo.
Boxe: Perdeu.
Canoagem: Perdeu.
Handebol: Perdeu.
Judô: Perdeu.
Nado sincronizado: Perdeu.
Natação: Perdeu.
Pentatlo: Perdeu.
Remo: Perdeu.
Saltos Ornamentais: Perdeu.
Tênis: Perdeu.
Tênis de mesa: Perdeu.
Tiro: Perdeu.
Vela: Ganhou! Uhul, bicampeão!
Agora, como sou um comentarista isento, tecerei meus comentários comprados pela Globo e que não têm nenhum compromisso com a verdade.
100 metros rasos
Ótima participação de Vicente Lenílson na corrida. Chegou em sétimo na final, excepcional. Quase chega em oitavo! Exemplo de raça e determinação do atletismo brasileiro. Deve ser difícil você sair da sua favela aqui no Nordeste para ser humilhado por atletas mutantes americanos.
É possível que Lenílson tenha alguma outra vocação. Para servente de pedreiro, quem sabe. Também né, imagine só, deve ser difícil você encontrar algum Lenílson que não seja um servente de pedreiro ou, com sorte, um pedreiro. Talvez você encontre um Lenílson vereador. Quer dizer, ele pode ser vereador atualmente, mas ele deve ter conseguido ser eleito graças à simpatia que conseguiu com anos ajudando a levantar lajes para a comunidade. Então, quando acabar o mandato de quatro anos, Lenílson voltará a ser servente de pedreiro. Ou pedreiro, graças ao prestígio.
Ginástica artística
Hoje, infelizmente a gauchinha Daiane dos Santos perdeu a final do solo, graças a Deus. Mas vocês sabem que não foi culpa dela a derrota. Foi culpa da romena que ganhou.
Ficou em quinto, mas poderia ter ficado em sexto, claro. Olha, gente, tenho certeza que a Daiane poderia ter ganho se não houvesse dado uma sambadinha do lado de fora da linha. Aliás, uma sambadinha bem sem atitude, a de Daiane. Ela tem que tomar aulas com um profissional como eu. Mas, alegria, a romena gostosa Catalina Pornô venceu:

E, dados os resultados brasileiros nos Jogos, pensei numa camisa para a delegação brasileira vestir na abertura das Olimpíadas de Pequim em 2008:

E já superamos a marca de duas pratas e quatro bronzes de Sidney! Pra frente, Brasil! Vai ganhar todas no vôlei, no outro vôlei e também no vôlei!
Atletismo: Perdeu em tudo.
Boxe: Perdeu.
Canoagem: Perdeu.
Handebol: Perdeu.
Judô: Perdeu.
Nado sincronizado: Perdeu.
Natação: Perdeu.
Pentatlo: Perdeu.
Remo: Perdeu.
Saltos Ornamentais: Perdeu.
Tênis: Perdeu.
Tênis de mesa: Perdeu.
Tiro: Perdeu.
Vela: Ganhou! Uhul, bicampeão!
Agora, como sou um comentarista isento, tecerei meus comentários comprados pela Globo e que não têm nenhum compromisso com a verdade.
100 metros rasos
Ótima participação de Vicente Lenílson na corrida. Chegou em sétimo na final, excepcional. Quase chega em oitavo! Exemplo de raça e determinação do atletismo brasileiro. Deve ser difícil você sair da sua favela aqui no Nordeste para ser humilhado por atletas mutantes americanos.
É possível que Lenílson tenha alguma outra vocação. Para servente de pedreiro, quem sabe. Também né, imagine só, deve ser difícil você encontrar algum Lenílson que não seja um servente de pedreiro ou, com sorte, um pedreiro. Talvez você encontre um Lenílson vereador. Quer dizer, ele pode ser vereador atualmente, mas ele deve ter conseguido ser eleito graças à simpatia que conseguiu com anos ajudando a levantar lajes para a comunidade. Então, quando acabar o mandato de quatro anos, Lenílson voltará a ser servente de pedreiro. Ou pedreiro, graças ao prestígio.
Ginástica artística
Hoje, infelizmente a gauchinha Daiane dos Santos perdeu a final do solo, graças a Deus. Mas vocês sabem que não foi culpa dela a derrota. Foi culpa da romena que ganhou.
Ficou em quinto, mas poderia ter ficado em sexto, claro. Olha, gente, tenho certeza que a Daiane poderia ter ganho se não houvesse dado uma sambadinha do lado de fora da linha. Aliás, uma sambadinha bem sem atitude, a de Daiane. Ela tem que tomar aulas com um profissional como eu. Mas, alegria, a romena gostosa Catalina Pornô venceu:
E, dados os resultados brasileiros nos Jogos, pensei numa camisa para a delegação brasileira vestir na abertura das Olimpíadas de Pequim em 2008:
E já superamos a marca de duas pratas e quatro bronzes de Sidney! Pra frente, Brasil! Vai ganhar todas no vôlei, no outro vôlei e também no vôlei!
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