10 de dezembro de 2018

Marketing singularity



Vendo anúncios de produtos como o FreeCô, dá pra presumir que nós estamos vivendo numa realidade totalmente moldada por Nathan For You, onde todo aspecto da existência é perfeitamente saturado de marketing; um mascote pra uma parada que você borrifa no vaso parece algo exaustivamente colocado à prova em A/B testing; o site do produto é perfeitamente moderno, amplamente ilustrado; você pode comprar caixas com dezenas de frascos, existe um programa de assinatura, há um kit com uma necessaire que vem com um cocô mascote de pelúcia.

A certo ponto, a sátira perde totalmente o sentido. A Amazon já casualmente reportou que empregou os preceitos de The Movement para uma de suas entregadoras.

Se os recursos do design servem para instrumentalizar os impulsos humanos generalizados, o marketing parece viver sob a ilusão de que, se perfeitamente manicurar uma marca, não um produto, ela realmente vai dizer algo. Departamentos de marketing ficam obcecados com cores, com palavras proibidas, em inspirar os consumidores. Produtos sequer entram na equação.

Acomete-me o sentimento de que, chegando a dezembro, eu já assisti à 15ª revolução tecnologica, uma completa destruição criativa, uma disruption que reorganizou os dados do mercado. Sim, um novo aplicativo entrou no mercado e, com ele, as pessoas podem conversar umas com as outras através de uma interface de chat. Uma singularidade do marketing. Imagine as oportunidades.

Em 2019, nada pode parar a carreata de inovações através de novos aplicativos de chat.

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