FHC recebe Tasso Jereissati em Brasília
O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu nesta terça-feira, 30/07, o ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), no Palácio da Alvorada.
O tema da reunião não foi revelado, mas é possível que FHC e Tasso estejam discutindo a sucessão presidencial e a posição do governador quanto ao candidato governista José Serra nas eleições de outubro próximo.
Tasso Jereissati é amigo pessoal e padrinho político do candidato do PPS Ciro Gomes e já declarou que seu apoio à candidatura do conterrâneo é mais do que natural.
Essa e outras informações sobre as Eleições 2002 estão na Folha Online.
31 de julho de 2004
30 de julho de 2004
Amarelo-manga
Não uso celulares. Não sei usá-los. Se eu tivesse um com visor com uma luz amarela, certamente saberia usar. Todo mundo gosta de uma reluzente luz amarela. Eu sacaria meu celular na rua e pá!, todos estariam instantâneamente hipnotizados por aquela cor chamativa e cool. Eu seria uma espécie de rato de laboratório geneticamente alterado querendo dominar o mundo.
Me imagino exercendo meu poder com meu celular super cool. Destruiria opositores e qualquer pessoa que fizesse algo de meu desagrado. Afinal, quem tem um celular com uma luz amarela, tem todo o poder do mundo em mãos. Acredito que não existe um modelo com o visor amarelo. Se existisse, seu poder já teria sido deflagrado e o mundo não seria mais livre.
Domingo eu estava andando pelas ruas do Recife Antigo. E isso não é bom. Conheço tanto de Recife quanto das matas fechadas do Vietnã. Para conseguir me localizar lá, pedi ajuda à estranhos andando na rua. Aliás, muito estranhos. Ninguém anda sozinho pelo Recife Antigo numa tarde de chuva, com as ruas desertas, sem conhecer o local. Só eu e minha namorada. Pois bem que aí peço ajuda para duas pessoas. Eles só respondem "non, non, non". Quando alguém responde nononons é mau sinal. Talvez fossem índios canibais ou ETs ou paraibanos ou japoneses ou visigodos ou meu pai. Eram peruanos.
Em que mundo vivemos? Num mundo onde não podemos mais pedir informações na rua sem parecermos idiotas falando com peruanos? Num mundo onde peruanos não sabem falar português? Num mundo onde peruanos não sabem dar informações? Num mundo onde não há celulares com visores amarelos?
Naquele momento, quando eles ficaram me olhando com aquela cara asiática de peruano, eu me vislumbrei com um celular de visor amarelo. Usaria para destruí-los. A luz os atordoaria e começaríamos uma feroz batalha. Lutaríamos com fervor até que eu usaria minha Power Bazooka de Raios Amarelos no melhor estilo Changeman, e quando o peruano maldito caísse, Gyodaai usaria seu poder de aumentar os monstros para tornar meu inimigo gigante. Isso me forçaria a me tornar igualmente grande e iniciar uma nova batalha. Desta vez eu apanharia feito uma vadia até usar meu Super Raio Laser Invencível Amarelo, a la Ultraman.
A cena cortaria. Surgiriam colunas amarelas e eu apareceria dando uma risada malévola na banheira de meu palácio intergalático, onde estaria jogando Snake II em meu maravilhoso celular.
Talvez isso acontecesse, ou talvez eu usasse o telefone para chamar um táxi.
Me imagino exercendo meu poder com meu celular super cool. Destruiria opositores e qualquer pessoa que fizesse algo de meu desagrado. Afinal, quem tem um celular com uma luz amarela, tem todo o poder do mundo em mãos. Acredito que não existe um modelo com o visor amarelo. Se existisse, seu poder já teria sido deflagrado e o mundo não seria mais livre.
Domingo eu estava andando pelas ruas do Recife Antigo. E isso não é bom. Conheço tanto de Recife quanto das matas fechadas do Vietnã. Para conseguir me localizar lá, pedi ajuda à estranhos andando na rua. Aliás, muito estranhos. Ninguém anda sozinho pelo Recife Antigo numa tarde de chuva, com as ruas desertas, sem conhecer o local. Só eu e minha namorada. Pois bem que aí peço ajuda para duas pessoas. Eles só respondem "non, non, non". Quando alguém responde nononons é mau sinal. Talvez fossem índios canibais ou ETs ou paraibanos ou japoneses ou visigodos ou meu pai. Eram peruanos.
Em que mundo vivemos? Num mundo onde não podemos mais pedir informações na rua sem parecermos idiotas falando com peruanos? Num mundo onde peruanos não sabem falar português? Num mundo onde peruanos não sabem dar informações? Num mundo onde não há celulares com visores amarelos?
Naquele momento, quando eles ficaram me olhando com aquela cara asiática de peruano, eu me vislumbrei com um celular de visor amarelo. Usaria para destruí-los. A luz os atordoaria e começaríamos uma feroz batalha. Lutaríamos com fervor até que eu usaria minha Power Bazooka de Raios Amarelos no melhor estilo Changeman, e quando o peruano maldito caísse, Gyodaai usaria seu poder de aumentar os monstros para tornar meu inimigo gigante. Isso me forçaria a me tornar igualmente grande e iniciar uma nova batalha. Desta vez eu apanharia feito uma vadia até usar meu Super Raio Laser Invencível Amarelo, a la Ultraman.
A cena cortaria. Surgiriam colunas amarelas e eu apareceria dando uma risada malévola na banheira de meu palácio intergalático, onde estaria jogando Snake II em meu maravilhoso celular.
Talvez isso acontecesse, ou talvez eu usasse o telefone para chamar um táxi.
28 de julho de 2004
Júlio César do Brasil!
42 minutos do segundo tempo...
Galvão: Pois é, amigo, temos que saber perder. O brasileiro ainda não aprendeu que não se pode ganhar todas. Inclusive, outro dia, eu estava no banheiro divagando sobre o comportamento do povo brasileiro que sempre cobra vitórias de sua seleção e não sabe que não se pode vencer todas. Só acontece isso no vôlei. E a Argentina foi muito melhor durante todo o jogo, não é mesmo, Casa?
Casagrande: Não, além de mostrar muita técnica, tática, garra, raça, sabedoria, genialidade e mortes por armas de fogo, a Argentina soube administrar muito bem seu jogo. Veio com o time principal e tinha a obrigação de vencer. O Brasil não veio aqui pra vencer, veio jogar amarelinha, como frisamos sempre ao longo da competição.
Galvão: Diga lá, Falcão!
Falcão: Mas então, como bem disse o Casa, a Argentina mereceu a vitória por mostrar uma marcação individual mais forte, uma pegada mais concisa e um time mais coeso. A presença de jogo de Kily Gonzalez somada à habilidade de Tévez com o rebolado do popozão de Marcelo Bielsa tornaram o time argentino muito melhor ao longo de não só esta partida, mas como em todas as outras nos últimos 468 anos.
...
Galvão: Mas olha lá, quem sabe é agora! Goooool! Era o que nós vinhamos dizendo: o time do Brasil pode se tiver garra e determinação. Nisso, o Brasil é insuperável. Diga lá, Casão!
Casagrande: Ah, isso eu venho dizendo desde o mês passado, que se tivesse uma final entre Brasil e Argentina, o Brasil venceria por sua garra e raça muito maiores que dos hermanos. Acho inclusive que eles deveriam se suicidar para não continuar poluindo o planeta com tamanha ridicularidade.
Falcão: Não há, em todo o planeta, seleção que se compare à do Brasil. Veja a técnica. A tática. O poder. A concentração. A habilidade de levitar no ar em slow-motion. O Brasil é insuperável em todos os aspectos.
Galvão: Agora, amigo, haja coração porque é disputa de pênaltis!
...
Galvão: Pééééga Júúúlio Césáááár! Nós dizíamos, amigo. Júlio César é o melhor goleiro do universo. Ele poderia agarrar asteróides que viessem a se chocar com a atmosfera terrestre se quisesse ou julgasse necessário!
Falcão: Veja a técnica. A tática. É um exímio pegador de bolas.
Galvão: Júlio César é o novo fenômeno mundial, amigo! Será que ele tem compromisso para hoje à noite?
Galvão: Pois é, amigo, temos que saber perder. O brasileiro ainda não aprendeu que não se pode ganhar todas. Inclusive, outro dia, eu estava no banheiro divagando sobre o comportamento do povo brasileiro que sempre cobra vitórias de sua seleção e não sabe que não se pode vencer todas. Só acontece isso no vôlei. E a Argentina foi muito melhor durante todo o jogo, não é mesmo, Casa?
Casagrande: Não, além de mostrar muita técnica, tática, garra, raça, sabedoria, genialidade e mortes por armas de fogo, a Argentina soube administrar muito bem seu jogo. Veio com o time principal e tinha a obrigação de vencer. O Brasil não veio aqui pra vencer, veio jogar amarelinha, como frisamos sempre ao longo da competição.
Galvão: Diga lá, Falcão!
Falcão: Mas então, como bem disse o Casa, a Argentina mereceu a vitória por mostrar uma marcação individual mais forte, uma pegada mais concisa e um time mais coeso. A presença de jogo de Kily Gonzalez somada à habilidade de Tévez com o rebolado do popozão de Marcelo Bielsa tornaram o time argentino muito melhor ao longo de não só esta partida, mas como em todas as outras nos últimos 468 anos.
...
Galvão: Mas olha lá, quem sabe é agora! Goooool! Era o que nós vinhamos dizendo: o time do Brasil pode se tiver garra e determinação. Nisso, o Brasil é insuperável. Diga lá, Casão!
Casagrande: Ah, isso eu venho dizendo desde o mês passado, que se tivesse uma final entre Brasil e Argentina, o Brasil venceria por sua garra e raça muito maiores que dos hermanos. Acho inclusive que eles deveriam se suicidar para não continuar poluindo o planeta com tamanha ridicularidade.
Falcão: Não há, em todo o planeta, seleção que se compare à do Brasil. Veja a técnica. A tática. O poder. A concentração. A habilidade de levitar no ar em slow-motion. O Brasil é insuperável em todos os aspectos.
Galvão: Agora, amigo, haja coração porque é disputa de pênaltis!
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Galvão: Pééééga Júúúlio Césáááár! Nós dizíamos, amigo. Júlio César é o melhor goleiro do universo. Ele poderia agarrar asteróides que viessem a se chocar com a atmosfera terrestre se quisesse ou julgasse necessário!
Falcão: Veja a técnica. A tática. É um exímio pegador de bolas.
Galvão: Júlio César é o novo fenômeno mundial, amigo! Será que ele tem compromisso para hoje à noite?
23 de julho de 2004
Quem é guerreiro
A Rita Cadillac falou que ela foi uma mulher guerreira que sempre lutou na vida. O Chorão também disse que sempre lutou para vencer na vida. Eu só vi o Chorão lutando contra o Marcelo Camelo. Mas ele disse que sempre foi um guerreiro, então quem não acredita leva uma cabeçada.
Até minha avó disse que sempre lutou na vida. E eu te digo, minha avó foi a pessoa que menos lutou para vencer desde que nasceu. Mas todo mundo acha que teve uma vida sofrida. Vovó Débora sofreu quando teve que tirar um tumor de mama. Foi o auge do sofrimento dela em oitenta e tantos anos. Antes ela nunca tinha sofrido, sempre foi rica. Imagino uma passagem da autobiografia dela:
"Eu sempre fui uma mulher muito lutadora. Todo dia eu acordava, fazia a comida e ia dormir. Uma rotina muito desgastante. Sempre sofri muito com isso. Foi um sofrimento infindável, até que 50 anos depois eu tive um tumor no peito e sofri mais."
Quando eu escrever minha autobiografia, contarei dezenas de mentiras para parecer que sou um cara interessante. Vou dizer que já parei na UTI por causa de Ecstasy e que engraxei sapatos na rua para comprar pó. Vou dizer que já apanhei dos pulíça sem motivo.
Digo a você que nunca sofri na minha vida. Aliás, minha vida sempre foi bem desinteressante. Não daria um bom livro. Não sou um herói. Sou fraco, feio e antipático. Sempre andei com pessoas melhores que eu e isso é um golpe e tanto para o ego. Quem é esperto anda com caras mais feios e mais idiotas para parecer mais legal, pelo contraste.
Todo mundo diz que a vida não foi fácil. Minha vida sempre foi fácil. Parem de ter vontade de sofrer. Sofrer é um saco. Eu não quero ser um desses heróis. Heróis acabam fazendo filmes pornôs, igual à Rita Cadillac.
Até minha avó disse que sempre lutou na vida. E eu te digo, minha avó foi a pessoa que menos lutou para vencer desde que nasceu. Mas todo mundo acha que teve uma vida sofrida. Vovó Débora sofreu quando teve que tirar um tumor de mama. Foi o auge do sofrimento dela em oitenta e tantos anos. Antes ela nunca tinha sofrido, sempre foi rica. Imagino uma passagem da autobiografia dela:
"Eu sempre fui uma mulher muito lutadora. Todo dia eu acordava, fazia a comida e ia dormir. Uma rotina muito desgastante. Sempre sofri muito com isso. Foi um sofrimento infindável, até que 50 anos depois eu tive um tumor no peito e sofri mais."
Quando eu escrever minha autobiografia, contarei dezenas de mentiras para parecer que sou um cara interessante. Vou dizer que já parei na UTI por causa de Ecstasy e que engraxei sapatos na rua para comprar pó. Vou dizer que já apanhei dos pulíça sem motivo.
Digo a você que nunca sofri na minha vida. Aliás, minha vida sempre foi bem desinteressante. Não daria um bom livro. Não sou um herói. Sou fraco, feio e antipático. Sempre andei com pessoas melhores que eu e isso é um golpe e tanto para o ego. Quem é esperto anda com caras mais feios e mais idiotas para parecer mais legal, pelo contraste.
Todo mundo diz que a vida não foi fácil. Minha vida sempre foi fácil. Parem de ter vontade de sofrer. Sofrer é um saco. Eu não quero ser um desses heróis. Heróis acabam fazendo filmes pornôs, igual à Rita Cadillac.
22 de julho de 2004
Minha vida passada
Em meados de 1998, no auge das boy bands, eu fiz parte dos Backstreet Boys, não sei se lhes contei. Se não contei, talvez estivesse esperando alguém descobrir, ou queria que alguém perguntasse, ou talvez estivesse guardando esta história para contar para meus netos, ou provavelmente queria fazer orgulho para mamãe. Enfim, foi uma curta passagem, marcada pelas coreografias ruins, mortes, sangue e lipoaspiração. Um período feliz da minha vida.
Fui chamado pelo produtor da banda para ser o rebelde sem causa com 3 piercings no olho. Eu seria Stephenson Mathias, abreviadamente Ste, o brigão que deveria bater de frente com Justin Timberlake, dizendo que ele era "sem qualidade musical", era "sem moral para dar opinião" e chamando-o de "boboquinha". Ou seja, eu fui contratado para ser processado e demitido. E para fazer parte dos BSB, fiz uma série de plásticas. Fiquei assim:
Este era eu na época dos Backstreet Boys
Percebam que meu estilo se adaptava muito bem ao dos meus companheiros. Isso foi bom para garantir um gordo fundo de garantia. Naquela época, mal sabia eu que me tornaria um carpinteiro de renome internacional. Foi um período de mais ou menos três meses que permaneci no BSB. Abaixo vocês podem conferir duas fotos deste momento histórico. Com certeza os fãs mais fervorosos lembram-se de minha passada pelo grupo, que nunca teria feito sucesso sem minha contribuição.
Aqui estão AJ, Howie, Kevin, Ste (eu), Brian e Nick. Era a gloriosa época dos Backstreet
Aí sou eu cagando feliz da vida na minha época de Backstreet Boys
Enfim, agora contar-lhes-ei como eu fui demitido da banda. Num certo sábado à tarde, estávamos eu, AJ, Howie, Kevin, Brian, Nick e Ozzy Osbourne em minha casa na Califórnia. Estávamos fazendo um churrasco e vendo o jogo Bangu e Olaria pelo campeonato carioca. Estávamos ouvindo sambinha de qualidade: Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Noel Rosa, Cartola...
Após o jogo, o resto da banda quis mostrar a mim e a Ozzy Osbourne sua nova composição. Eles não quiseram que eu participasse da criação desta dança pois alegavam que estragaria tudo. Achei isso uma afronta e os desafiei para ver quem fazia os melhores passos.
Logicamente, minha dança era melhor. Eles apresentaram uma droga de musiquinha, chamada Everybody e eu mostrei minha genialíssima composição, o Samba Of The Crazy Crioulo. Comparem:

Então, eles não aceitaram meus passos inovadores e puxaram uma discussão comigo:
Ozzy Osbourne: Você é louco? Não sabe nada de música!
Ste: Como assim?
Nick: Veja estes passos desconexos!
Ste: Oh! Como ousa ofender assim minha dança?
AJ: Você não sabe de nada, boboquinha!
Ste: Calem-se! Sua girafas feias! Sua girafas feias! (neste ponto, eu fiquei bem nervoso)
Brian: Do que você nos chamou???
Ste: Girafas feias! Girafas feias!
E eles me chutaram da minha casa. Aparentemente meu xingamento os ofendeu muito. Quem não se ofenderia? Até o Ozzy, que eu pensei que era meu amigo os ajudou. Não se pode confiar em boy bands. Eles não tem o mínimo senso crítico. Fui embora para um lugar que aceitasse minha dança e cheguei onde estou. A vingança é um prato que se come frio.
Fui chamado pelo produtor da banda para ser o rebelde sem causa com 3 piercings no olho. Eu seria Stephenson Mathias, abreviadamente Ste, o brigão que deveria bater de frente com Justin Timberlake, dizendo que ele era "sem qualidade musical", era "sem moral para dar opinião" e chamando-o de "boboquinha". Ou seja, eu fui contratado para ser processado e demitido. E para fazer parte dos BSB, fiz uma série de plásticas. Fiquei assim:
Este era eu na época dos Backstreet Boys
Percebam que meu estilo se adaptava muito bem ao dos meus companheiros. Isso foi bom para garantir um gordo fundo de garantia. Naquela época, mal sabia eu que me tornaria um carpinteiro de renome internacional. Foi um período de mais ou menos três meses que permaneci no BSB. Abaixo vocês podem conferir duas fotos deste momento histórico. Com certeza os fãs mais fervorosos lembram-se de minha passada pelo grupo, que nunca teria feito sucesso sem minha contribuição.
Aqui estão AJ, Howie, Kevin, Ste (eu), Brian e Nick. Era a gloriosa época dos Backstreet
Aí sou eu cagando feliz da vida na minha época de Backstreet Boys
Enfim, agora contar-lhes-ei como eu fui demitido da banda. Num certo sábado à tarde, estávamos eu, AJ, Howie, Kevin, Brian, Nick e Ozzy Osbourne em minha casa na Califórnia. Estávamos fazendo um churrasco e vendo o jogo Bangu e Olaria pelo campeonato carioca. Estávamos ouvindo sambinha de qualidade: Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Noel Rosa, Cartola...
Após o jogo, o resto da banda quis mostrar a mim e a Ozzy Osbourne sua nova composição. Eles não quiseram que eu participasse da criação desta dança pois alegavam que estragaria tudo. Achei isso uma afronta e os desafiei para ver quem fazia os melhores passos.
Logicamente, minha dança era melhor. Eles apresentaram uma droga de musiquinha, chamada Everybody e eu mostrei minha genialíssima composição, o Samba Of The Crazy Crioulo. Comparem:
Então, eles não aceitaram meus passos inovadores e puxaram uma discussão comigo:
Ozzy Osbourne: Você é louco? Não sabe nada de música!
Ste: Como assim?
Nick: Veja estes passos desconexos!
Ste: Oh! Como ousa ofender assim minha dança?
AJ: Você não sabe de nada, boboquinha!
Ste: Calem-se! Sua girafas feias! Sua girafas feias! (neste ponto, eu fiquei bem nervoso)
Brian: Do que você nos chamou???
Ste: Girafas feias! Girafas feias!
E eles me chutaram da minha casa. Aparentemente meu xingamento os ofendeu muito. Quem não se ofenderia? Até o Ozzy, que eu pensei que era meu amigo os ajudou. Não se pode confiar em boy bands. Eles não tem o mínimo senso crítico. Fui embora para um lugar que aceitasse minha dança e cheguei onde estou. A vingança é um prato que se come frio.
17 de julho de 2004
Cozinha by Dummies
Sempre carreguei uma frustração imensa por não saber cozinhar. Passo dias e mais dias sozinho em casa sofrendo sem comer, como usual, treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro) apesar de haver um fogão aqui. Mas eu não sei usá-lo. Não sei nem ligá-lo. Também tem um microondas, mas também não sei manuseá-lo, ou seja, vou acabar doando esses equipamentos modernos para o Teleton. É como celular, impossível de ser manejado sem curso técnico.
Há algum tempo atrás, era um dia comum, eu estava como usual, treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro), quando a fome bateu. Percebi que não havia ninguém em casa, então eu mesmo teria que me alimentar, sem ajuda externa, auxílio de ninguém e nem mesmo amparo alheio.
Pensei em utilizar o fogão, mas me lembrei de um dia anterior a esse no qual eu explodi a cozinha. Explico. Era um dia comum, eu estava como usual, treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro), quando a fome bateu. Então eu fui até a cozinha e tentei usar o fogão, lembrando das instruções da minha mãe:
- Abra o gás e acenda um fósforo.
Eu fiz aquilo que ela falou. Abri o gás, cortando aquela mangueira que o fechava e acendi um fósforo.
Enfim, voltando ao dia que eu estava contando. Era um dia comum, eu estava como usual, treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro), quando a fome bateu e eu fui até a cozinha. Foi onde percebi que não poderia usar o microondas para o preparo dos alimentos. O teclado do microondas traz uma combinação de números extremamente difícil:

Então, desisti de usar o microondas e fui tomar chá com minha tia-avó. Até tentei utilizar o fogão, mas já queimei o pé ao tentar ligá-lo. E, acreditem, queimar o pé quando se liga o fogão não é fácil.
Algum dia alguém vai me ensinar a usar esses maquinários destrutivos da minha cozinha. Mas por enquanto eu continuo apenas treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro).
Há algum tempo atrás, era um dia comum, eu estava como usual, treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro), quando a fome bateu. Percebi que não havia ninguém em casa, então eu mesmo teria que me alimentar, sem ajuda externa, auxílio de ninguém e nem mesmo amparo alheio.
Pensei em utilizar o fogão, mas me lembrei de um dia anterior a esse no qual eu explodi a cozinha. Explico. Era um dia comum, eu estava como usual, treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro), quando a fome bateu. Então eu fui até a cozinha e tentei usar o fogão, lembrando das instruções da minha mãe:
- Abra o gás e acenda um fósforo.
Eu fiz aquilo que ela falou. Abri o gás, cortando aquela mangueira que o fechava e acendi um fósforo.
Enfim, voltando ao dia que eu estava contando. Era um dia comum, eu estava como usual, treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro), quando a fome bateu e eu fui até a cozinha. Foi onde percebi que não poderia usar o microondas para o preparo dos alimentos. O teclado do microondas traz uma combinação de números extremamente difícil:
Então, desisti de usar o microondas e fui tomar chá com minha tia-avó. Até tentei utilizar o fogão, mas já queimei o pé ao tentar ligá-lo. E, acreditem, queimar o pé quando se liga o fogão não é fácil.
Algum dia alguém vai me ensinar a usar esses maquinários destrutivos da minha cozinha. Mas por enquanto eu continuo apenas treinando uns passos de samba (já que sou sambista) e consertando o pé de uma mesa (já que sou carpinteiro).
13 de julho de 2004
Sobre atores e Xuxas
Há uns 47 anos, quando eu era apenas um menino feliz, morando no interior do Amapá, onde brincava na ruela de terra com os pés descalços, eu já apresentava minha inerente vocação para o teatro. Um ator nato. Todos os domingos, Dona Juracy, a vendedora de quitutes, ia para minha modesta casa de dois quartos e cozinha para ver com meus pais o teatrinho que fazia junto com dois amiguinhos meus, o Zeca e o Tonho. Dona Juracy sempre me incentivou a ser o grande ator global que sou hoje. "Um dia vais ser figurante em Tieta, meu filho!", ela dizia com a autoridade de quem vendia doces há mais de 32 anos e cinco meses para a comunidade.
Então eu virei um retirante nordestino do Amapá e fui para o Sudeste fazer testes no Prozac, a Central Globo de Produção. Eu tinha 4 aninhos e o primeiro papel que interpretei foi uma pedra. Ele não tinha muitas falas, mas uma expressão corporal incrível. Tanto que atuei mais outras vezes como pedra.
Abaixo eu listo os papéis que já interpretei, com qual idade e qual o nome da peça a qual participei:
1) Pedra - aos 4 anos - "A mosca".
2) Árvore - aos 4 anos - "Os bichos da floresta contra a poluição"
3) Rã perneta mutante - aos 4 anos - "Mutant Ninja Turtles"
4) Remake da atuação da pedra - aos 4 anos - "A mosca 3½"
5) Substituto de uma árvore que ficou doente - aos 4 anos - "Paixão de Cristo"
Depois dessa minha passagem prolífica pelo teatro carioca, percebi que num futuro próximo teria grandes possibilidades de ser um ator de sucesso. Foi quando eu aprendi a fazer filmes da Xuxa e por isso hoje em dia sou um grande latifundiário milionário que faz parte de uma dupla sertaneja.
Querem fazer um filme da Xuxa? Eu lhes ensino!

- Eu sou a rainha dos baixinhos!
A outra Xuxa, amiga.

- Está falando de mim?
Sim, exato, a quase-Carmen Elektra brasileira.
Elenco: Em primeiro lugar, a Xuxa que vai interpretar uma debilóide de mentalidade adolescente. Didi pode fazer um empregado idiota e sem graça. Todos os artistas do Brasil devem ser convidados. Leonardo e Daniel não podem faltar, e Xuxa fará par romântico com um dos dois. Sandy e Júnior podem participar sem uma função no roteiro, eles aparecerão gratuitamente. Alexandre Pires terá sua deixa no filme, onde ele aparecerá no escuro e a luz virá aos poucos iluminando sua lustrosa careca enquanto começa uma música depressiva qualquer. Aliás, todos os pagodeiros do mundo farão parte do filme. E o KLB também. Quer dizer, o filme não precisa de atores.
Roteiro: Não há. O filme ressaltará a burrice de Xuxa, e terá flashes inúteis das bandas de pagode e o KLB tocando. Isso tornará o filme completamente desconexo. Diálogos serão vazios e sempre feitos entre a personagem de Xuxa e Leonardo/Daniel, mesmo porque não há roteiro. O filme acabará num beijo. Atente para o fato de que o filme não dificulta a relação dos mocinhos em nenhum momento. Eles são apaixonados desde o começo e vão continuar apaixonados até o fim, sem que haja ao menos um vilão ou um fator de complicação para dificultar a relação.
Bam! Seja apadrinhado pela Globo e pronto! Você tem mais um sucesso de bilheteria. Agora, se você quiser fazer um filme da Xuxa e os Duendes, este tutorial não vale. E se você quer fazer um filme decente, saia deste site agora mesmo, porque já tinha que ter alguém disposto a dignificar o cinema do Brasil.
Mas se você quer ser um grande ator de sucesso de verdade, não faça um filme da Xuxa e compre um quitute da Dona Juracy lá do Amapá. Rapaz, ela fazia um pé-de-moleque daqui, ó! (segura o lóbulo da orelha com a ponta dos dedos)
Então eu virei um retirante nordestino do Amapá e fui para o Sudeste fazer testes no Prozac, a Central Globo de Produção. Eu tinha 4 aninhos e o primeiro papel que interpretei foi uma pedra. Ele não tinha muitas falas, mas uma expressão corporal incrível. Tanto que atuei mais outras vezes como pedra.
Abaixo eu listo os papéis que já interpretei, com qual idade e qual o nome da peça a qual participei:
1) Pedra - aos 4 anos - "A mosca".
2) Árvore - aos 4 anos - "Os bichos da floresta contra a poluição"
3) Rã perneta mutante - aos 4 anos - "Mutant Ninja Turtles"
4) Remake da atuação da pedra - aos 4 anos - "A mosca 3½"
5) Substituto de uma árvore que ficou doente - aos 4 anos - "Paixão de Cristo"
Depois dessa minha passagem prolífica pelo teatro carioca, percebi que num futuro próximo teria grandes possibilidades de ser um ator de sucesso. Foi quando eu aprendi a fazer filmes da Xuxa e por isso hoje em dia sou um grande latifundiário milionário que faz parte de uma dupla sertaneja.
Querem fazer um filme da Xuxa? Eu lhes ensino!
- Eu sou a rainha dos baixinhos!
A outra Xuxa, amiga.
- Está falando de mim?
Sim, exato, a quase-Carmen Elektra brasileira.
Elenco: Em primeiro lugar, a Xuxa que vai interpretar uma debilóide de mentalidade adolescente. Didi pode fazer um empregado idiota e sem graça. Todos os artistas do Brasil devem ser convidados. Leonardo e Daniel não podem faltar, e Xuxa fará par romântico com um dos dois. Sandy e Júnior podem participar sem uma função no roteiro, eles aparecerão gratuitamente. Alexandre Pires terá sua deixa no filme, onde ele aparecerá no escuro e a luz virá aos poucos iluminando sua lustrosa careca enquanto começa uma música depressiva qualquer. Aliás, todos os pagodeiros do mundo farão parte do filme. E o KLB também. Quer dizer, o filme não precisa de atores.
Roteiro: Não há. O filme ressaltará a burrice de Xuxa, e terá flashes inúteis das bandas de pagode e o KLB tocando. Isso tornará o filme completamente desconexo. Diálogos serão vazios e sempre feitos entre a personagem de Xuxa e Leonardo/Daniel, mesmo porque não há roteiro. O filme acabará num beijo. Atente para o fato de que o filme não dificulta a relação dos mocinhos em nenhum momento. Eles são apaixonados desde o começo e vão continuar apaixonados até o fim, sem que haja ao menos um vilão ou um fator de complicação para dificultar a relação.
Bam! Seja apadrinhado pela Globo e pronto! Você tem mais um sucesso de bilheteria. Agora, se você quiser fazer um filme da Xuxa e os Duendes, este tutorial não vale. E se você quer fazer um filme decente, saia deste site agora mesmo, porque já tinha que ter alguém disposto a dignificar o cinema do Brasil.
Mas se você quer ser um grande ator de sucesso de verdade, não faça um filme da Xuxa e compre um quitute da Dona Juracy lá do Amapá. Rapaz, ela fazia um pé-de-moleque daqui, ó! (segura o lóbulo da orelha com a ponta dos dedos)
12 de julho de 2004
I'm Punk
Meu irmão já foi punk. Quando eu era pequeno, achava que punk era uma dessas doenças que você pega pelo ar. Você fica muito perto de um punk e pá!, seu cabelo se torna um moicano azul, seus punhos são envoltos por uma pulseira cheia de espetos, você começa a cheirar benzina e tomar sopa com garfo.
Disseram-me para não ridicularizar esses tipinhos - punks, metaleiros, drag-queens, Jota Quest - porque eles podem ficar nervosos e juntar o seu seletíssimo grupo para me destruir. Mal posso ouvir a palavra "underground", causa um frio na espinha.
As coisas mais doidas que o meu irmão já fez aconteceram quando ele deixou de ser punk. Ou seja, punks não podem nem ser chamados de loucos. Não temos nenhum estereótipo aplicável aos punks, o que os torna obsoletos. Quando meu irmão era punk, ele sugeriu à minha mãe que doássemos uma TV de casa aos pobres porque tinhamos duas, desnecessariamente. Quando ele deixou de ser punk, pegou o carro de papai às escondidas, bateu a fronte num carro parado no semáforo e levou uma cacetada na traseira que deixou o carro um caco. Saiu correndo e deixou o carro no meio da rua.
Quando ele deixou de ser punk, também começou a se preocupar com sua dentição. Tirou os sisos e deliberadamente foi a um show punk, apesar de não ser mais dessa etnia. Então, os pontos dos sisos abriram e a boca dele encheu de sangue. Foi quando ele fez a coisa mais louca de sua vida, foi ao Hospital São Lucas para costurar os pontos de volta. O Hospital São Lucas é tão higiênico quanto um aterro sanitário. Guarda lixo hospitalar e lixo radioativo nas suas dependências. Lembro que a boca do meu irmão voltou brilhando verde para casa. Acho que ele tinha comido urânio naquele hospital. Atualmente, creio que ele tenha mutado num ser estranho diferente dos humanos, um réptil ou algo parecido. Sinto falta do meu irmão punk.
Não sei se isso prova que punks não passam de menininhos querendo se rotular, mas com certeza poderíamos substituí-los sem perdas por anões-de-circo. Não acredita? Abaixo há um diálogo que tive algum tempo atrás com um amigo:
- Punks são loucos!
- Não são!
- Claro que são! Eles tomam sopa com garfo!
- Anões-de-circo são mais doidos! Você acredita que eles são capazes de andar sobre um monociclo de 2 metros de altura?
- Sério!?
- No duro!
E foi assim que convenci meu amigo de que poderíamos substituir punks por anões-de-circo. Essa minha implicância deve ser algum trauma por não ter sido aceito entre eles. Eu preciso de um rótulo. É por isso que hoje em dia eu sou comunista, afinal, sonho em ser escritor. Pensavam que eu acreditava nesse papo de igualdade?
Disseram-me para não ridicularizar esses tipinhos - punks, metaleiros, drag-queens, Jota Quest - porque eles podem ficar nervosos e juntar o seu seletíssimo grupo para me destruir. Mal posso ouvir a palavra "underground", causa um frio na espinha.
As coisas mais doidas que o meu irmão já fez aconteceram quando ele deixou de ser punk. Ou seja, punks não podem nem ser chamados de loucos. Não temos nenhum estereótipo aplicável aos punks, o que os torna obsoletos. Quando meu irmão era punk, ele sugeriu à minha mãe que doássemos uma TV de casa aos pobres porque tinhamos duas, desnecessariamente. Quando ele deixou de ser punk, pegou o carro de papai às escondidas, bateu a fronte num carro parado no semáforo e levou uma cacetada na traseira que deixou o carro um caco. Saiu correndo e deixou o carro no meio da rua.
Quando ele deixou de ser punk, também começou a se preocupar com sua dentição. Tirou os sisos e deliberadamente foi a um show punk, apesar de não ser mais dessa etnia. Então, os pontos dos sisos abriram e a boca dele encheu de sangue. Foi quando ele fez a coisa mais louca de sua vida, foi ao Hospital São Lucas para costurar os pontos de volta. O Hospital São Lucas é tão higiênico quanto um aterro sanitário. Guarda lixo hospitalar e lixo radioativo nas suas dependências. Lembro que a boca do meu irmão voltou brilhando verde para casa. Acho que ele tinha comido urânio naquele hospital. Atualmente, creio que ele tenha mutado num ser estranho diferente dos humanos, um réptil ou algo parecido. Sinto falta do meu irmão punk.
Não sei se isso prova que punks não passam de menininhos querendo se rotular, mas com certeza poderíamos substituí-los sem perdas por anões-de-circo. Não acredita? Abaixo há um diálogo que tive algum tempo atrás com um amigo:
- Punks são loucos!
- Não são!
- Claro que são! Eles tomam sopa com garfo!
- Anões-de-circo são mais doidos! Você acredita que eles são capazes de andar sobre um monociclo de 2 metros de altura?
- Sério!?
- No duro!
E foi assim que convenci meu amigo de que poderíamos substituir punks por anões-de-circo. Essa minha implicância deve ser algum trauma por não ter sido aceito entre eles. Eu preciso de um rótulo. É por isso que hoje em dia eu sou comunista, afinal, sonho em ser escritor. Pensavam que eu acreditava nesse papo de igualdade?
10 de julho de 2004
Horta-Brasil
O Brasil está se tornando o pior jardim do mundo. Todo mês nossa produção de soja aumenta 28% e devo dizer que este não é o país que eu quero. Teremos um bocado de grãos de soja modificados geneticamente, detergentes de soja, quibes de soja, óleos de soja, hambúrgueres de soja, cachaças de soja, chicletes de soja, aviões de soja e armas nucleares de soja.
Apesar disso, ainda não sei se soja é comestível. Eu tenho certeza que outro dia nasceu soja naquela parte inóspita do box do banheiro, o ralo. Ninguém nunca limpou aquilo. Acho que é cheio de bolor, cogumelos, plantas carnívoras, restos de pizza, soja, ou coisa que o valha. Por outro lado, acho que isso é bom, já que serve como uma espécie de filtro do cano, enfim.
Não sei qual é a vantagem de se produzir um monte de soja. Já produzimos um monte de café e ninguém queria também. Teve uma época que produzíamos um monte de algodão e recusaram. Fico com uma raiva realmente grande quando tentam transformar o Brasil numa horta.
Na 2ª série eu fazia uma horta na escola junto com três amiguinhos. Lembro que a professora sempre nos parabenizava porque nossa plantação era muito diversificada. Ela tinha alface, couve, couve-flor, coentro, pimenta-do-reino, araucárias e um pouco de Mata Atlântica desmatada. Era uma boa horta. Mas o Brasil não. O Brasil está virando uma monocultura. Uma monocultura bem sem graça. Depois reclamam que eu palpito em economia! Não sabem nem fazer um jardim legal!
Se eu fosse o presidente ou vereador, incentivaria os pecuaristas a criarem ovelhas. Certo que elas não são tão úteis quanto a soja, mas quem se importa? Elas são tão legais! Ilustram histórias do Lobo Mau, até. Eu nunca vi um lobo querendo comer soja, que merda de alimento.
A propósito, para que eu não perca o post, se algum de vocês for uma empregada que goste de ser mal paga e de adrenalina, entre em contato, porque eu preciso de alguém para limpar o ralo do banheiro. Já perdi três tias minhas tentando limpar aquilo e você sabe como é quando isso acontece: os primos ficam ligando, pedindo uma mãe nova e é uma chateação danada.
Apesar disso, ainda não sei se soja é comestível. Eu tenho certeza que outro dia nasceu soja naquela parte inóspita do box do banheiro, o ralo. Ninguém nunca limpou aquilo. Acho que é cheio de bolor, cogumelos, plantas carnívoras, restos de pizza, soja, ou coisa que o valha. Por outro lado, acho que isso é bom, já que serve como uma espécie de filtro do cano, enfim.
Não sei qual é a vantagem de se produzir um monte de soja. Já produzimos um monte de café e ninguém queria também. Teve uma época que produzíamos um monte de algodão e recusaram. Fico com uma raiva realmente grande quando tentam transformar o Brasil numa horta.
Na 2ª série eu fazia uma horta na escola junto com três amiguinhos. Lembro que a professora sempre nos parabenizava porque nossa plantação era muito diversificada. Ela tinha alface, couve, couve-flor, coentro, pimenta-do-reino, araucárias e um pouco de Mata Atlântica desmatada. Era uma boa horta. Mas o Brasil não. O Brasil está virando uma monocultura. Uma monocultura bem sem graça. Depois reclamam que eu palpito em economia! Não sabem nem fazer um jardim legal!
Se eu fosse o presidente ou vereador, incentivaria os pecuaristas a criarem ovelhas. Certo que elas não são tão úteis quanto a soja, mas quem se importa? Elas são tão legais! Ilustram histórias do Lobo Mau, até. Eu nunca vi um lobo querendo comer soja, que merda de alimento.
A propósito, para que eu não perca o post, se algum de vocês for uma empregada que goste de ser mal paga e de adrenalina, entre em contato, porque eu preciso de alguém para limpar o ralo do banheiro. Já perdi três tias minhas tentando limpar aquilo e você sabe como é quando isso acontece: os primos ficam ligando, pedindo uma mãe nova e é uma chateação danada.
7 de julho de 2004
Roda, roda, roda, rodou!
Odeio rodas. Esses objetos circulares nunca me agradaram muito. Se movimentam com uma facilidade grande demais e podem me machucar. Uma vez eu já tive o meu pé esmagado por um carro - por suas malditas rodas, lógico. Numa outra ocasião, uma bicicleta ficou com sua roda enganchada na corrente da coleira de meu cachorro. Certo dia estava um navio andando pela rua e ele também esmagou meus pés com suas rodas. Tenho motivos relevantes para não gostar de rodas.
Os egípcios construíram aquelas pirâmides colossais sem conhecer a roda. A engenharia atual não é capaz de construir pirâmides como aquelas. Percebam que poderíamos ser prósperos mesmo sem as nossas amiguinhas sem vértices.
Mas eu não questiono a importância da roda para a espécie humana. Creio que estaríamos ainda muito atrasados sem elas. Apesar de podermos fazer pirâmides imensas com blocos de 20 toneladas, não construiríamos um computador e não poderíamos entrar numa comunidade de Adoradores da Grande Abóbora - para quem ora cinco vezes ao dia na direção da Grande Abóbora - no Orkut.
O que ocorre é que toda boa invenção acaba com seu propósito subvertido. Criaram outros usos para a roda que removeram toda a sua essência e magia. Duvida?
As piores rodas do mundo são:
a) Bóias feitas com pneus de trator: Pneus de trator não foram feitos para serem bóias. Isso é errado. Os pobres pneumáticos lá em suas linhas de produção nunca quereriam ser usados em nossas praias poluídas ou piscinas clorificadas. Câmaras de ar têm sentimentos. Deixe-as em suas obras ou plantações, pobrezinhas. Pense nisso.
b) Senor Abravanel usando a roda em seu favor: Pague as mensalidades em dia e você terá a chance de ter uma chance de ter uma chance de ganhar prêmios e barras de ouro que valem mais do que dinheiro! A roda está sendo empregada nos programas de Silvio Santos de uma forma malévola e ludibriadora com seu bordão "Roda, roda, roda, rodou!" distorcendo completamente o propósito da nossa colega.
c) Rodas de pagode: Era uma boa idéia. Porém, as rodas de pagode se distorceram tanto que nesses ambientes só se encontra gente bêbada, pagode de baixa qualidade, partidas de dominó, barangas dando mole e, pasmem, gente comendo TOUCINHO DE PORCO. Não estou brincando. Tem gente realmente comendo porco lá. E a roda contribuiu para isso. Uma lástima.
d) Rodas Punk: Não, não acredite quando te disserem que estes são ambientes amigáveis. Eu já peguei tétano numa roda dessas. Sempre tem gente barrada com cacos de vidro, facas, espadas, adagas e outras antes de um show de Hardcore. Só é permitido entrar com granadas, armas de fogo e pirulitos. Se entrar, a morte é iminente. Não devíamos chamar isso de roda.
e) Todas as anteriores.
E são essas cinco as piores rodas do mundo. Se algum leitor puder banir alguma dessas de sua vida, faça-o. A humanidade agradece. E o meu pé também. Esse negócio de navio atropelando meu pé não dá certo, não.
Os egípcios construíram aquelas pirâmides colossais sem conhecer a roda. A engenharia atual não é capaz de construir pirâmides como aquelas. Percebam que poderíamos ser prósperos mesmo sem as nossas amiguinhas sem vértices.
Mas eu não questiono a importância da roda para a espécie humana. Creio que estaríamos ainda muito atrasados sem elas. Apesar de podermos fazer pirâmides imensas com blocos de 20 toneladas, não construiríamos um computador e não poderíamos entrar numa comunidade de Adoradores da Grande Abóbora - para quem ora cinco vezes ao dia na direção da Grande Abóbora - no Orkut.
O que ocorre é que toda boa invenção acaba com seu propósito subvertido. Criaram outros usos para a roda que removeram toda a sua essência e magia. Duvida?
As piores rodas do mundo são:
a) Bóias feitas com pneus de trator: Pneus de trator não foram feitos para serem bóias. Isso é errado. Os pobres pneumáticos lá em suas linhas de produção nunca quereriam ser usados em nossas praias poluídas ou piscinas clorificadas. Câmaras de ar têm sentimentos. Deixe-as em suas obras ou plantações, pobrezinhas. Pense nisso.
b) Senor Abravanel usando a roda em seu favor: Pague as mensalidades em dia e você terá a chance de ter uma chance de ter uma chance de ganhar prêmios e barras de ouro que valem mais do que dinheiro! A roda está sendo empregada nos programas de Silvio Santos de uma forma malévola e ludibriadora com seu bordão "Roda, roda, roda, rodou!" distorcendo completamente o propósito da nossa colega.
c) Rodas de pagode: Era uma boa idéia. Porém, as rodas de pagode se distorceram tanto que nesses ambientes só se encontra gente bêbada, pagode de baixa qualidade, partidas de dominó, barangas dando mole e, pasmem, gente comendo TOUCINHO DE PORCO. Não estou brincando. Tem gente realmente comendo porco lá. E a roda contribuiu para isso. Uma lástima.
d) Rodas Punk: Não, não acredite quando te disserem que estes são ambientes amigáveis. Eu já peguei tétano numa roda dessas. Sempre tem gente barrada com cacos de vidro, facas, espadas, adagas e outras antes de um show de Hardcore. Só é permitido entrar com granadas, armas de fogo e pirulitos. Se entrar, a morte é iminente. Não devíamos chamar isso de roda.
e) Todas as anteriores.
E são essas cinco as piores rodas do mundo. Se algum leitor puder banir alguma dessas de sua vida, faça-o. A humanidade agradece. E o meu pé também. Esse negócio de navio atropelando meu pé não dá certo, não.
5 de julho de 2004
Cabeçada-atitude
Todos sabem que esse é um blog capitalista. E como um blog capitalista, sobrevive de anúncios no meio dos posts. Portanto, agora tenho que fazer uma pausa para os nossos comerciais:

Novo lançamento para o seu Super Nintendo!
O Lixao Grupo de Axé juntamente com a TecToy estarão lançando em breve no mercado para a plataforma Super Nintendo, um dos melhores jogos de luta deste milênio! X-men Vs. Street Fighter Reedition contando com a participação de Chorão do grupo musical Charles Brown Júnior e de Marcelo Camelo do conjunto Los Hermanos. Chorão estará no lugar da personagem Chun Li, a mulherzinha raivosa; já Marcelo estará numa das fases bônus, assim como em Street Fighter 2, onde ele substituirá o pedaço de madeira que serve para ser socado. Este game promete!
Pronto, agora que já vendi o meu peixe, posso continuar o post.
Ontem eu estava no show do Los Hermanos aqui no Hellcife. Apesar de não ter prestado a mínima atenção, tenho certeza que foi um ótimo show. O d'O Rappa também deve ter sido uma maravilha. Algum dia eu pagarei para prestar atenção nos shows a que vou. Algum dia.
Mas dava para perceber a cara deformada de Camelo no palco. Vocês deviam ter visto. A massa encefálica dele jorrava pelo recinto. Ficaram sabendo? Ele levou uma bordoada de Chorão, o adiposo.
Aparentemente eles discutiram pois Marcelo Camelo criticou a postura anticapitalista de Chorão ao fazer o comercial da Coca Cola. Marcelo, como bom camelo, é contra esse tipo de atitude, já que camelos viajam pelo deserto comerciando e não fazem propaganda, a não ser no momento da venda.
E como o Lixao é uma agência de notícias com mais de 107 anos de credibilidade - muito mais que a Reuters ou a Contigo - ele traz com exclusividade um compacto com os melhores momentos da briga destes dois grandes músicos brasileiros. Na verdade, grande mesmo é o Chorão.

Chorão, o revolucionário
Chorão: Coé, mermão? Tá me tirando? Fala mal das minhas propagandas não, falou?
Camelo: Você fez a propaganda daquele refrigerante, seu hipócrita maldito!
Chorão: Brother, todo mundo gosta de Coca-Cola!
Camelo: Eu não respeito quem propagandeia a Coca-Cola! Todo mundo sabe que a melhor bebida do mundo é a Sprite. Obedeça a sua sede!
Chorão: Meu irmão, tu tá me chamando de marginal? Num sou playboy não, falô?
Camelo: Todos sabem que a Sprite é a melhor bebida já criada desde que inventaram a água.
(Chorão esmurra e dá uma cabeçada em Marcelo)

Cara de Marcelo Camelo depois de ser espancado
E foi assim que tudo se sucedeu. Amarante logo depois deu uma voadora em Chorão para defender o amiguinho. Nada demais. Só foi um pouco estranho aquela pessoa com um aparente tumor na face tocando Cara Estranho durante a apresentação. Acho que era uma música em homenagem a ele mesmo.
Agora, elogiável mesmo foi a atitude de Chorão. Para quem dava coice no capitalismo, dar uma cabeçada em quem está certo deve ser recompensador.
Novo lançamento para o seu Super Nintendo!
O Lixao Grupo de Axé juntamente com a TecToy estarão lançando em breve no mercado para a plataforma Super Nintendo, um dos melhores jogos de luta deste milênio! X-men Vs. Street Fighter Reedition contando com a participação de Chorão do grupo musical Charles Brown Júnior e de Marcelo Camelo do conjunto Los Hermanos. Chorão estará no lugar da personagem Chun Li, a mulherzinha raivosa; já Marcelo estará numa das fases bônus, assim como em Street Fighter 2, onde ele substituirá o pedaço de madeira que serve para ser socado. Este game promete!
Pronto, agora que já vendi o meu peixe, posso continuar o post.
Ontem eu estava no show do Los Hermanos aqui no Hellcife. Apesar de não ter prestado a mínima atenção, tenho certeza que foi um ótimo show. O d'O Rappa também deve ter sido uma maravilha. Algum dia eu pagarei para prestar atenção nos shows a que vou. Algum dia.
Mas dava para perceber a cara deformada de Camelo no palco. Vocês deviam ter visto. A massa encefálica dele jorrava pelo recinto. Ficaram sabendo? Ele levou uma bordoada de Chorão, o adiposo.
Aparentemente eles discutiram pois Marcelo Camelo criticou a postura anticapitalista de Chorão ao fazer o comercial da Coca Cola. Marcelo, como bom camelo, é contra esse tipo de atitude, já que camelos viajam pelo deserto comerciando e não fazem propaganda, a não ser no momento da venda.
E como o Lixao é uma agência de notícias com mais de 107 anos de credibilidade - muito mais que a Reuters ou a Contigo - ele traz com exclusividade um compacto com os melhores momentos da briga destes dois grandes músicos brasileiros. Na verdade, grande mesmo é o Chorão.
Chorão, o revolucionário
Chorão: Coé, mermão? Tá me tirando? Fala mal das minhas propagandas não, falou?
Camelo: Você fez a propaganda daquele refrigerante, seu hipócrita maldito!
Chorão: Brother, todo mundo gosta de Coca-Cola!
Camelo: Eu não respeito quem propagandeia a Coca-Cola! Todo mundo sabe que a melhor bebida do mundo é a Sprite. Obedeça a sua sede!
Chorão: Meu irmão, tu tá me chamando de marginal? Num sou playboy não, falô?
Camelo: Todos sabem que a Sprite é a melhor bebida já criada desde que inventaram a água.
(Chorão esmurra e dá uma cabeçada em Marcelo)
Cara de Marcelo Camelo depois de ser espancado
E foi assim que tudo se sucedeu. Amarante logo depois deu uma voadora em Chorão para defender o amiguinho. Nada demais. Só foi um pouco estranho aquela pessoa com um aparente tumor na face tocando Cara Estranho durante a apresentação. Acho que era uma música em homenagem a ele mesmo.
Agora, elogiável mesmo foi a atitude de Chorão. Para quem dava coice no capitalismo, dar uma cabeçada em quem está certo deve ser recompensador.
1 de julho de 2004
Felicidade
HAHAHAHAHA! Thousands of dumbasses have just stared at their lost against a ridiculous soccer team. Talking about that, today I woke up, had lunch and had sex. It was a nice day!
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