Vejo várias pessoas ouvindo barulhos de coisas caindo nas suas cozinhas e ficando com medo. Invejo-as. Na minha cozinha não há o que cair e fazer barulho. Nem comida. O Fome Zero não atingiu minha residência.
Devido à falta de alimento em minha casa, procurei um número qualquer de fast-food, pizzaria, restaurante chinês, floricultura ou borracharia. Não encontrei nada. Cheguei, então, à conclusão de que essas coisas não mais existem e que eu terei que ficar aqui, parado, faminto.
Ah, é claro que chegar a conclusão de que as floriculturas desapareceram da face da Terra foi algo aterrorizante. Agora vou ter que comer flores de plástico.
Ao contrário da minha cozinha, meu quarto é um local cheio de coisas. Na verdade, é cheio de fios espalhados pelo chão. Se eu me mover um milimetro, pá!, morro eletrocutado. Infelizmente, fios não são comestíveis.
Mas isso não era o que eu pensava quando era criança. Comi muitos fios na infância. O cobre tinha um gosto agradável. Sério mesmo. Depois me ensinaram que metais não são digeríveis. E na oitava série, meu professor de Química disse que a sigla do cobre é Cu. Eu falava sem hesitar "Hoje, comi um Cu". "De quem?", perguntavam meus amiguinhos. "Da Geladeira", eu falava. "Nome estranho o dela, hein?", diziam. "É de origem austríaca."
***
Descobri que tenho fama de mau. Não sei o motivo. Sou uma pessoa tão afável. Quem me conhece sabe. Quem não me conhece também sabe, porque eu sou igual aos Ursinhos Carinhosos, espalhando a bondade pelo mundo. É de conhecimento geral que sou um amor.
Talvez eu tenha ganhado essa reputação de perverso por causa de minhas aventuras comendo o Cu da Geladeira. Admito que foi sem lubrificante, mas ela bem que gostou.
2 de dezembro de 2004
1 de dezembro de 2004
Manipulação psicológica
Faz anos que me esforço para vos divertir, leitores queridos e amorosos deste blogucho fofo e virtual. E hoje, eu só gostaria de pedir uma coisinha para vocês. Algo ínfimo que não tomará muito tempo e nenhum dinheiro:
Votem em mim no Big Blogger Brasil para que eu ganhe o incrível domínio .com e para que assim vocês economizem nove letras na hora de digitar o endereço de meu diarinho.
Este é meu último desejo antes de morrer, pois tenho tuberculose e estou em estado terminal.
Ps.: Votem no post intitulado "Decisão", senão o voto não vale. Tenho perdido vários votos de pessoas que comentaram no post errado.
Por via das dúvidas, vote no post que já tem trocentos comentários.
Votem em mim no Big Blogger Brasil para que eu ganhe o incrível domínio .com e para que assim vocês economizem nove letras na hora de digitar o endereço de meu diarinho.
Este é meu último desejo antes de morrer, pois tenho tuberculose e estou em estado terminal.
Ps.: Votem no post intitulado "Decisão", senão o voto não vale. Tenho perdido vários votos de pessoas que comentaram no post errado.
Por via das dúvidas, vote no post que já tem trocentos comentários.
27 de novembro de 2004
Bilôla
Parece-me bastante claro que os debates políticos deveriam ser como a relação com as nossas tias quando tínhamos quatro anos de idade. Elas mal nos viam. E quando viam, as titias disparavam uma pergunta padrão, sem cerimônias:
- Cadê a bilôla, hein? Tá grande?
Nos debates, cada candidato deveria perguntar como está a bilôla dos adversários. O político que demonstrasse menos segurança após o "Tá grande?" seria derrotado. Votaríamos no candidato mais confiante em sua própria bilôla.
A imagem de alguns candidatos perguntando sobre a bilôla alheia seria bastante interessante, já que tornaria o voto mais consciente. Não precisaríamos ouvir proposta de governo nenhuma, conseqüentemente, prestaríamos mais atenção no debate (já que este seria mais engraçado) e escolheríamos o melhor.
E para as mulheres, perguntaria-se se os peitinhos delas já enchem uma mão. Como uma boa tia de criança de quatro anos de idade.
- Cadê a bilôla, hein? Tá grande?
Nos debates, cada candidato deveria perguntar como está a bilôla dos adversários. O político que demonstrasse menos segurança após o "Tá grande?" seria derrotado. Votaríamos no candidato mais confiante em sua própria bilôla.
A imagem de alguns candidatos perguntando sobre a bilôla alheia seria bastante interessante, já que tornaria o voto mais consciente. Não precisaríamos ouvir proposta de governo nenhuma, conseqüentemente, prestaríamos mais atenção no debate (já que este seria mais engraçado) e escolheríamos o melhor.
E para as mulheres, perguntaria-se se os peitinhos delas já enchem uma mão. Como uma boa tia de criança de quatro anos de idade.
26 de novembro de 2004
"A verdadeira amizade resiste à fugacidade do tempo e do espaço"
Que bonita frase é essa. Olhe o título.
Até tentei imaginar um espaço fugaz, mas não consegui. Já pensou? Você está lá, sendo amigo de alguém, mas então percebe que sua amizade não é verdadeira. Aí, o espaço foge. Pense. O chão desaparece e você começa a cair indefinidamente.
Um espaço que eu gostaria que fosse fugaz é esse espaço no meu estômago. Está vazio há 12 horas. Ah, como gostaria de tomar um cafézinho com torrada.
O mais próximo que eu cheguei de uma fugacidade de espaço foi quando eu estava andando de ônibus e entrou uma mulher (provavelmente chamada Marluce. Marluces tendem a ser imensas), que, depois de desentalar-se da roleta, sentou ao meu lado e, dessa forma, afugentou todo o espaço disponível.
Quem escreveu tal frase do começo do título foi uma garota se despedindo do ano de 2004 e dos amigos. Ela fez um texto falando de amizade e amor cheio de frases de efeito e palavras profundas. E eu estava na sala quando ela - com cerca de 40 amigos com amizades resistentes à fugacidade do espaço-tempo. Juro que não era amigo dela. Tenho um código de ética para textos falando de amizade e amor. Eu não presto atenção neles. Fico constrangido. Principalmente neste caso, em que a garota encerrou o texto com um "brinde à amizade".
Pena que foi um brinde imaginário. Ninguém bebeu nada. Se eu tivesse um copo na mão, juro que jogava na cabeça da menina.
Aí sim ela veria o espaço fugindo.
Até tentei imaginar um espaço fugaz, mas não consegui. Já pensou? Você está lá, sendo amigo de alguém, mas então percebe que sua amizade não é verdadeira. Aí, o espaço foge. Pense. O chão desaparece e você começa a cair indefinidamente.
Um espaço que eu gostaria que fosse fugaz é esse espaço no meu estômago. Está vazio há 12 horas. Ah, como gostaria de tomar um cafézinho com torrada.
O mais próximo que eu cheguei de uma fugacidade de espaço foi quando eu estava andando de ônibus e entrou uma mulher (provavelmente chamada Marluce. Marluces tendem a ser imensas), que, depois de desentalar-se da roleta, sentou ao meu lado e, dessa forma, afugentou todo o espaço disponível.
Quem escreveu tal frase do começo do título foi uma garota se despedindo do ano de 2004 e dos amigos. Ela fez um texto falando de amizade e amor cheio de frases de efeito e palavras profundas. E eu estava na sala quando ela - com cerca de 40 amigos com amizades resistentes à fugacidade do espaço-tempo. Juro que não era amigo dela. Tenho um código de ética para textos falando de amizade e amor. Eu não presto atenção neles. Fico constrangido. Principalmente neste caso, em que a garota encerrou o texto com um "brinde à amizade".
Pena que foi um brinde imaginário. Ninguém bebeu nada. Se eu tivesse um copo na mão, juro que jogava na cabeça da menina.
Aí sim ela veria o espaço fugindo.
21 de novembro de 2004
Alleys of Bronx
Tento nunca falar de política aqui no blog. E é por isso que não vou falar.
Contarei a história de Aluísio, adolescente nerd, pobre e preto que morava no Bronx, Nova York, nos anos 70.
Muitas coisas Aluísio fazia por dia, como por exemplo, estudar. E ler bulas de remédio. Ser nerd pobre e preto no Bronx na década de 70 era uma tarefa árdua, mas Aluísio não se entregava; ele era americano e não desistia nunca.
Porém, em certo dia do ano de 1973, Aluísio - que não tinha amigos, por ser nerd - estava ouvindo o programa do Polishop no seu radinho de pilha. Neste programa estavam vendendo aquelas canetas de ponta indestrutível que hoje aparecem na RedeTV. Daquelas que você pode bater a ponta numa mesa de madeira que a caneta furará a mesa e atravessará até o outro lado. Uma caneta potente.
Aluísio pensou nas grandes possibilidades que teria ao comprar uma caneta desse porte. Gastou todas as economias de uma vida no jogo de canetas do Polishop e pensou que nunca mais teria que se preocupar com Jones Batuta, líder de uma gangue de delinqüentes destruidores de canetas. Jamais deixaram Aluísio escrever uma página sem antes quebrar a caneta do pobre nerd.
No mesmo dia, Aluísio foi estrear o jogo de canetas no colégio. Jones Batuta se aproximou e tentou destruir as recentes aquisições do jovem, mas ele reagiu e apontou a maior das canetas da coleção para o atacante. Jones não se intimidou e tentou esbofetear o coitado nerd preto pobre, que atacou a mão de Batuta com a sua caneta-arma e a furou - deixando um buraco horrível que fez Jones desmaiar e acabar com sua gangue, por medo.
Aluísio ficou confiante e começou a furar as mãos de todo mundo com sua poderosa caneta. E depois passou a furar os abdomes das pessoas. Em pouco tempo começou a furar testas.
Começou a ser chamado nos becos do Bronx de Black Kamen Raider. Todos tremiam ao ouvir tal nome e logo perguntavam se era ele o "maldito caneteiro". Kamen Raider não ficava 2 minutos sem uma caneta em cada orelha. As canetas na orelha não o deixavam ser preso, pois ele conservava um bigodinho ridículo, o que fazia a polícia confundir Aluísio com um padeiro com canetas sobre a orelha.
O ex-nerd fundou a gangue dos caneteiros, que aterrorizava o Bronx. Havia diversas patentes nessa gangue. O posto mais baixo só possuia uma Bic; os generais ganhavam uma MontBlanc. Mas somente Black Kamen Raider tinha as canetas Polishop.
Passou-se um ano e a gangue já contava com 10 mil membros. Foi então que Jones Batuta pediu para entrar no grupo. Kamen Raider pensou um pouco e decidiu dar um voto de confiança ao antigo inimigo - que se mostrou um eficiente soldado no grupo e logo tornou-se o braço direito de Black.
Isso até um certo dia em 1975, quando Black Kamen Raider foi tomar banho e deixou suas canetas sagradas sobre uma mesa. Jones Batuta, desejoso de vingança há tempos, posicionou o conjunto de canetas do líder numa cadeira. Quando Kamen Raider saiu do banho, sentou na cadeira e gritou de dor.
A maior caneta havia adentrado sua bunda - atravessando o osso do baço e deixando impossível para Black Kamen Raider sentar pelo resto da vida. Perdeu o respeito e voltou a ser só Aluísio.
Contarei a história de Aluísio, adolescente nerd, pobre e preto que morava no Bronx, Nova York, nos anos 70.
Muitas coisas Aluísio fazia por dia, como por exemplo, estudar. E ler bulas de remédio. Ser nerd pobre e preto no Bronx na década de 70 era uma tarefa árdua, mas Aluísio não se entregava; ele era americano e não desistia nunca.
Porém, em certo dia do ano de 1973, Aluísio - que não tinha amigos, por ser nerd - estava ouvindo o programa do Polishop no seu radinho de pilha. Neste programa estavam vendendo aquelas canetas de ponta indestrutível que hoje aparecem na RedeTV. Daquelas que você pode bater a ponta numa mesa de madeira que a caneta furará a mesa e atravessará até o outro lado. Uma caneta potente.
Aluísio pensou nas grandes possibilidades que teria ao comprar uma caneta desse porte. Gastou todas as economias de uma vida no jogo de canetas do Polishop e pensou que nunca mais teria que se preocupar com Jones Batuta, líder de uma gangue de delinqüentes destruidores de canetas. Jamais deixaram Aluísio escrever uma página sem antes quebrar a caneta do pobre nerd.
No mesmo dia, Aluísio foi estrear o jogo de canetas no colégio. Jones Batuta se aproximou e tentou destruir as recentes aquisições do jovem, mas ele reagiu e apontou a maior das canetas da coleção para o atacante. Jones não se intimidou e tentou esbofetear o coitado nerd preto pobre, que atacou a mão de Batuta com a sua caneta-arma e a furou - deixando um buraco horrível que fez Jones desmaiar e acabar com sua gangue, por medo.
Aluísio ficou confiante e começou a furar as mãos de todo mundo com sua poderosa caneta. E depois passou a furar os abdomes das pessoas. Em pouco tempo começou a furar testas.
Começou a ser chamado nos becos do Bronx de Black Kamen Raider. Todos tremiam ao ouvir tal nome e logo perguntavam se era ele o "maldito caneteiro". Kamen Raider não ficava 2 minutos sem uma caneta em cada orelha. As canetas na orelha não o deixavam ser preso, pois ele conservava um bigodinho ridículo, o que fazia a polícia confundir Aluísio com um padeiro com canetas sobre a orelha.
O ex-nerd fundou a gangue dos caneteiros, que aterrorizava o Bronx. Havia diversas patentes nessa gangue. O posto mais baixo só possuia uma Bic; os generais ganhavam uma MontBlanc. Mas somente Black Kamen Raider tinha as canetas Polishop.
Passou-se um ano e a gangue já contava com 10 mil membros. Foi então que Jones Batuta pediu para entrar no grupo. Kamen Raider pensou um pouco e decidiu dar um voto de confiança ao antigo inimigo - que se mostrou um eficiente soldado no grupo e logo tornou-se o braço direito de Black.
Isso até um certo dia em 1975, quando Black Kamen Raider foi tomar banho e deixou suas canetas sagradas sobre uma mesa. Jones Batuta, desejoso de vingança há tempos, posicionou o conjunto de canetas do líder numa cadeira. Quando Kamen Raider saiu do banho, sentou na cadeira e gritou de dor.
A maior caneta havia adentrado sua bunda - atravessando o osso do baço e deixando impossível para Black Kamen Raider sentar pelo resto da vida. Perdeu o respeito e voltou a ser só Aluísio.
17 de novembro de 2004
Mãos-leves
Um rapaz de Uberlândia me plagiou. Este aqui, rapaz! Ah, ele postou meus textos neste outro blog também. Uma lástima. Já pensou? Você esta lá, cantarolando feliz enquanto escreve seus textos e quando vê, uma alma inescrupulosa do tipo vai lá e copia tudo para colocar no UOL Blog.
Só não quero imaginar como é o horror de alguém que foi plagiado e seus textos postados no Blig ou Weblogger. É o tipo de coisa que me chocaria mesmo que acontecesse com um desconhecido.
Mas sobre o ladrãozinho que me plagiou, gostaria de passar uma mensagem cifrada, para que só ele, o Brenno, entenda:
Seu mãos-leves d'uma figa, eu queria mijar na sua cara!
***
Perceberam como fui malévolo ao jogar na cara dele a verdade incontestável? Foi como um tapa na cara. Livrei-me do fardo do mundo mas minhas costas e finalmente chamei-o de ladrão, cuspindo a verdade no rosto dele como se fosse ácido. Pensa, você. Acorda, toma café e pá!, uma verdade é arremessada contra você e nem dá tempo de se esquivar. Eu não quero viver num mundo cheio de gente que diz a verdade.
Daqui a pouco estarão me chamando de ladrão, vê só.
Se eu fosse estapeado com tal verdade tão subitamente, desligaria as luzes e dormiria por três dias. Seria traumático. Mas tenho esse defeito. Não consigo poupar ninguém que me apunhala de tal forma pelas costas. Quem me plagia tem que ouvir umas poucas e boas.
Se não quiserem ouvir eu resmungando como um velho novamente, não copiem, não, certo? Senão eu jogarei verdades destruidoras na sua cara e será tão doloroso quanto um cofre caindo sobre o Primo Desossado.

Só não quero imaginar como é o horror de alguém que foi plagiado e seus textos postados no Blig ou Weblogger. É o tipo de coisa que me chocaria mesmo que acontecesse com um desconhecido.
Mas sobre o ladrãozinho que me plagiou, gostaria de passar uma mensagem cifrada, para que só ele, o Brenno, entenda:
Seu mãos-leves d'uma figa, eu queria mijar na sua cara!
***
Perceberam como fui malévolo ao jogar na cara dele a verdade incontestável? Foi como um tapa na cara. Livrei-me do fardo do mundo mas minhas costas e finalmente chamei-o de ladrão, cuspindo a verdade no rosto dele como se fosse ácido. Pensa, você. Acorda, toma café e pá!, uma verdade é arremessada contra você e nem dá tempo de se esquivar. Eu não quero viver num mundo cheio de gente que diz a verdade.
Daqui a pouco estarão me chamando de ladrão, vê só.
Se eu fosse estapeado com tal verdade tão subitamente, desligaria as luzes e dormiria por três dias. Seria traumático. Mas tenho esse defeito. Não consigo poupar ninguém que me apunhala de tal forma pelas costas. Quem me plagia tem que ouvir umas poucas e boas.
Se não quiserem ouvir eu resmungando como um velho novamente, não copiem, não, certo? Senão eu jogarei verdades destruidoras na sua cara e será tão doloroso quanto um cofre caindo sobre o Primo Desossado.
16 de novembro de 2004
O riso é como um peido
Só é possível suportar uma certa quantidade de peido dentro do corpo. Assim, quando há gases demais no organismo, peidamos; o mesmo ocorre com o riso: você suporta certa quantidade de riso dentro do corpo, mas chega uma hora que não é possível agüentar mais e dá a gargalhada.
Quanto maior o espaço disponível, mais peido pode-se guardar. O mesmo acontece com o riso.
Conclusões:
1) Pedro Cardoso é uma espécie de metralhadora de gás metano;
2) E é por isso que Jô Soares tanto ri por dentro.
Quanto maior o espaço disponível, mais peido pode-se guardar. O mesmo acontece com o riso.
Conclusões:
1) Pedro Cardoso é uma espécie de metralhadora de gás metano;
2) E é por isso que Jô Soares tanto ri por dentro.
15 de novembro de 2004
Acerca do show do Offspring...
Este post é parte de uma saga interminável que acaba hoje, portanto, o post anterior deve ser lido para que este seja entendido.
Pois atravessamos eu e minha namorada a avenida gigante e chegamos ao Classic Hall, onde pensávamos estar seguros. Durante a travessia da rua, nos sentimos como no clássico jogo Frogger do Atari, só que éramos nós no lugar do sapo e os carros parecendo mamutes furiosos. Mais ou menos assim:

Mas conseguimos nos safar dos perigosos mamutes loucos e entramos para ver o show. Primeiro tocou a banda Democratas, daqui de Recife. As pessoas não se importaram muito com eles, até que o público pediu a música Blitzkrieg Bop (hey, ho, let's go) dos Ramones e eles tocaram Pet Sematary.
Então, passaram-se umas 4 horas e iniciou-se o show do Offspring. Começaram a tocar e quando acenderam as luzes do local eu gritei tão alto que todas as quinze mil pessoas presentes olharam para mim, fazendo o show parar. Gritei de medo pois o vocalista da banda, Dexter Holland, havia engordado tanto que me pareceu um mamute daqueles que nos perseguiram na entrada e me traumatizaram. Compare:

Dexter, de verdade, parecia uma vaca, uma bola, e precisava de uma lipo. Uma falta de consideração com os fãs da banda traumatizados com mamutes.
Depois do susto inicial, o Offspring soube contornar a situação fazendo um grande show, tocando maravilhas musicais como Come Out And Play, Preety Fly (For A White Guy) e Self Steem. Assim, eu e minha namorada nos divertimos na platéia, remexendo o esqueleto, e Dexter se divertiu cantando, como na figura abaixo:

E fomos felizes.
Pois atravessamos eu e minha namorada a avenida gigante e chegamos ao Classic Hall, onde pensávamos estar seguros. Durante a travessia da rua, nos sentimos como no clássico jogo Frogger do Atari, só que éramos nós no lugar do sapo e os carros parecendo mamutes furiosos. Mais ou menos assim:
Mas conseguimos nos safar dos perigosos mamutes loucos e entramos para ver o show. Primeiro tocou a banda Democratas, daqui de Recife. As pessoas não se importaram muito com eles, até que o público pediu a música Blitzkrieg Bop (hey, ho, let's go) dos Ramones e eles tocaram Pet Sematary.
Então, passaram-se umas 4 horas e iniciou-se o show do Offspring. Começaram a tocar e quando acenderam as luzes do local eu gritei tão alto que todas as quinze mil pessoas presentes olharam para mim, fazendo o show parar. Gritei de medo pois o vocalista da banda, Dexter Holland, havia engordado tanto que me pareceu um mamute daqueles que nos perseguiram na entrada e me traumatizaram. Compare:
Dexter, de verdade, parecia uma vaca, uma bola, e precisava de uma lipo. Uma falta de consideração com os fãs da banda traumatizados com mamutes.
Depois do susto inicial, o Offspring soube contornar a situação fazendo um grande show, tocando maravilhas musicais como Come Out And Play, Preety Fly (For A White Guy) e Self Steem. Assim, eu e minha namorada nos divertimos na platéia, remexendo o esqueleto, e Dexter se divertiu cantando, como na figura abaixo:
E fomos felizes.
13 de novembro de 2004
Quando o mundo conspira contra nós
Dia 24 de outubro passado, fui com minha namorada ao show do Offspring aqui no Recife; e utilizamos o serviço de transporte coletivo, onde fomos obrigados a inalar perfumes de empregada. Daqueles que ficam trinta horas no ar após a moça passar no ambiente. E, creio eu, que os únicos seres imunes aos efeitos alucinógenos desses Avons são as próprias empregadas. No dia, quase que não saio do ônibus, asfixiado.
Descemos no devido ponto e andamos por ambientes assustadores para conseguirmos chegar no Classic Hall. Tivemos que andar ao lado de uma favela até conseguir chegar ao local do evento. Foi relativamente fácil passar por este trecho e alcançamos o local do show. Só havia um porém: tínhamos que atravessar a avenida.
De fato, uma larga avenida. Chutando por baixo, 28 corredores de carros e limite de velocidade de 540 quilômetros por hora. Ou seja, eu e minha namorada teríamos que usar de toda nossa ginga e desenvoltura para passar para o outro lado da rua e assistir ao show. Não imaginamos que seria uma tarefa tão árdua, já que nossa especialidade é atravessar avenidas. Mas nossos superpoderes foram requisitados.

Transformamo-nos os dois em super-heróis de quadrinhos e tentamos transpor a insuperável barreira de carros, ônibus, caminhões, motos, bicicletas e ovnis. Em vão - nem mesmo a super velocidade e o Laço da Verdade eram capazes de parar a manada de veículos. Percebemos que nunca conseguiríamos ver o show da banda americana se uma atitude drástica não fosse tomada.
Chamei Taty para andarmos até o ponto de ônibus. Foi quando sentimos aquele odor de perfume de empregada que estava impregnado no ar desde que havíamos descido e ficamos anestesiados. Completamente dormentes. Tentamos atravessar a rua, um carro se chocou conosco e não sentimos nada; levantamos do chão e continuamos andando. No caminho, levamos mais porrada de um caminhão de gasolina e uma Hilux. Não sentimos nada.
Meia hora se passa enquanto estamos no meio da rua e finalmente atravessamos a gigantesca avenida. O efeito de dormência de Avon passou e fomos ver o Offspring, num show onde fomos mais espancados e percebemos que deveríamos carregar esses perfumes pavorosos no bolso.
Questão de proteção pessoal.
Descemos no devido ponto e andamos por ambientes assustadores para conseguirmos chegar no Classic Hall. Tivemos que andar ao lado de uma favela até conseguir chegar ao local do evento. Foi relativamente fácil passar por este trecho e alcançamos o local do show. Só havia um porém: tínhamos que atravessar a avenida.
De fato, uma larga avenida. Chutando por baixo, 28 corredores de carros e limite de velocidade de 540 quilômetros por hora. Ou seja, eu e minha namorada teríamos que usar de toda nossa ginga e desenvoltura para passar para o outro lado da rua e assistir ao show. Não imaginamos que seria uma tarefa tão árdua, já que nossa especialidade é atravessar avenidas. Mas nossos superpoderes foram requisitados.
Transformamo-nos os dois em super-heróis de quadrinhos e tentamos transpor a insuperável barreira de carros, ônibus, caminhões, motos, bicicletas e ovnis. Em vão - nem mesmo a super velocidade e o Laço da Verdade eram capazes de parar a manada de veículos. Percebemos que nunca conseguiríamos ver o show da banda americana se uma atitude drástica não fosse tomada.
Chamei Taty para andarmos até o ponto de ônibus. Foi quando sentimos aquele odor de perfume de empregada que estava impregnado no ar desde que havíamos descido e ficamos anestesiados. Completamente dormentes. Tentamos atravessar a rua, um carro se chocou conosco e não sentimos nada; levantamos do chão e continuamos andando. No caminho, levamos mais porrada de um caminhão de gasolina e uma Hilux. Não sentimos nada.
Meia hora se passa enquanto estamos no meio da rua e finalmente atravessamos a gigantesca avenida. O efeito de dormência de Avon passou e fomos ver o Offspring, num show onde fomos mais espancados e percebemos que deveríamos carregar esses perfumes pavorosos no bolso.
Questão de proteção pessoal.
12 de novembro de 2004
O dia em que eu tomei tenência
Presentes só devem ser dados quando você tem dinheiro e não por consideração. Constrangedor dar "uma lembrancinha" e eu juro que nunca mais darei um presente em vida enquanto não ganhar um salário de 250 mil reais anuais.
Minha mesquinhez de alma permite até que eu aceite dinheiro como forma de presente. Te dou algo no seu aniversário, você me dá dinheiro no meu e todos ficam alegres saltitantes a cantar no bosque.
Somente seres rasteiros não retribuem presentes; por sinal, foram esses mesmos seres rasteiros que inventaram que não pode pedir presente em retribuição a algo que tenha sido dado anteriormente. É feio. Então, quando eu te der um presente, sinta-se na obrigação de dar algo de volta ou devolva, porque eu não gosto de perder dinheiro sem alguma compensação.
Lembro-me de um tio-avô meu falando há algum tempo quando eu não queria dar um presente para uma pessoa que havia me agraciado com uma camisa da C&A:
- Tome tenência, hômi!
Então eu comprei um par de meias para dar de presente. E fiquei esperando que a pessoa enfiasse as meias na cabeça até aprender a comprar coisas de verdade.
Minha mesquinhez de alma permite até que eu aceite dinheiro como forma de presente. Te dou algo no seu aniversário, você me dá dinheiro no meu e todos ficam alegres saltitantes a cantar no bosque.
Somente seres rasteiros não retribuem presentes; por sinal, foram esses mesmos seres rasteiros que inventaram que não pode pedir presente em retribuição a algo que tenha sido dado anteriormente. É feio. Então, quando eu te der um presente, sinta-se na obrigação de dar algo de volta ou devolva, porque eu não gosto de perder dinheiro sem alguma compensação.
Lembro-me de um tio-avô meu falando há algum tempo quando eu não queria dar um presente para uma pessoa que havia me agraciado com uma camisa da C&A:
- Tome tenência, hômi!
Então eu comprei um par de meias para dar de presente. E fiquei esperando que a pessoa enfiasse as meias na cabeça até aprender a comprar coisas de verdade.
10 de novembro de 2004
Dona Elésia
Todo mundo deveria andar com uma Dona Elésia embaixo do braço. Cada pessoa deveria carregar uma a qualquer canto. Seria uma espécie de talismã. Como uma bíblia para os crentes, uma prancha de surfe para os surfistas ou uma alcatra para meu tio Ary. Dona Elésia é um amuleto que resolveria qualquer problema.
Não, eu não inventei a Dona Elésia. Ela é uma senhora que vive numa ruela próxima a meu prédio e que usa maravilhosos métodos de persuasão. Qualquer argumento exaurido contra Dona Elésia pode ser facilmente destroçado pela simpática velhinha.
Certa vez minha avó estava falando com ela quando eu cheguei para cumprimentar ambas. Bastou eu virar para que D. Elésia visse minha bermuda modernosa abaixo do joelho e disparasse:

Certamente fiquei sem reação. Pois então, abaixei a cabeça e me recolhi. Num outro dia, discutindo sobre o fim de uma novela do SBT que ninguém assiste com minha tia, Dona Elésia disse:
- Eu acho que o Marcos Henrique vai se casar com Maria Cláudia!
- Tu vire gente, sua cabiçuda!
Imbatível. Até testei o modus operandi da simpática velhinha.
Fui discutir sobre caminhos para o Brasil, crise econômica e política internacional numa roda de amigos certa vez. Falavam bem do governo de Lula. Não tive dúvidas. Saquei minha Dona Elésia do bolso e ela bradou para todos: "Virem gente, seus cabiçudos!"
Levantei vitorioso e fui embora. Quando falarem bem do governo, não hesite, puxe sua Dona Elésia e vença a discussão antes que o ambiente se torne perigoso para o convívio.
Não, eu não inventei a Dona Elésia. Ela é uma senhora que vive numa ruela próxima a meu prédio e que usa maravilhosos métodos de persuasão. Qualquer argumento exaurido contra Dona Elésia pode ser facilmente destroçado pela simpática velhinha.
Certa vez minha avó estava falando com ela quando eu cheguei para cumprimentar ambas. Bastou eu virar para que D. Elésia visse minha bermuda modernosa abaixo do joelho e disparasse:
Certamente fiquei sem reação. Pois então, abaixei a cabeça e me recolhi. Num outro dia, discutindo sobre o fim de uma novela do SBT que ninguém assiste com minha tia, Dona Elésia disse:
- Eu acho que o Marcos Henrique vai se casar com Maria Cláudia!
- Tu vire gente, sua cabiçuda!
Imbatível. Até testei o modus operandi da simpática velhinha.
Fui discutir sobre caminhos para o Brasil, crise econômica e política internacional numa roda de amigos certa vez. Falavam bem do governo de Lula. Não tive dúvidas. Saquei minha Dona Elésia do bolso e ela bradou para todos: "Virem gente, seus cabiçudos!"
Levantei vitorioso e fui embora. Quando falarem bem do governo, não hesite, puxe sua Dona Elésia e vença a discussão antes que o ambiente se torne perigoso para o convívio.
9 de novembro de 2004
Fade to green
Meu sonho é atravessar de pônei o Brasil. E quando chegasse em casa, meu pônei teria a alfafa servida na mesa. Seria uma flecha andando pelo cerrado brasileiro. Como Silver, o cavalo de Zorro. Ou Corcel Negro, o indomável, de Alec Ramsay. Meu pônei seria o melhor pônei do mundo.
Montado no meu pônei, voltei ao mundo dos blogs anos depois de ter sido deliberadamente expulso deste mundinho pelo mblog que destruiu para sempre o meu querido blog Lixão. Tenho certeza que ele viverá para sempre em seus corações.
Lixones, como era popularmente conhecido, já havia ressurgido das cinzas uma vez, quando fomos expulsos da Globo, mas desta vez a morte foi definitiva. Acreditem, foi como perder um filho para mim. Uma cena tão comovente quanto um pônei tendo que escolher apenas um filhote-pônei para amamentar. Realizem.
Pois é, foi assim mesmo, jovens. Pois é.
Montado no meu pônei, voltei ao mundo dos blogs anos depois de ter sido deliberadamente expulso deste mundinho pelo mblog que destruiu para sempre o meu querido blog Lixão. Tenho certeza que ele viverá para sempre em seus corações.
Lixones, como era popularmente conhecido, já havia ressurgido das cinzas uma vez, quando fomos expulsos da Globo, mas desta vez a morte foi definitiva. Acreditem, foi como perder um filho para mim. Uma cena tão comovente quanto um pônei tendo que escolher apenas um filhote-pônei para amamentar. Realizem.
Pois é, foi assim mesmo, jovens. Pois é.
8 de outubro de 2004
Christine, o carro
Cultivo manias desagradáveis somente para irritar outras pessoas, como por exemplo, julgar um livro pela capa. Sério. Tenho dificuldade em ler o livro antes de comprar. Por isso julgo pela capa, compro, leio e julgo novamente.
Ontem de madrugada, eu vi Christine - O carro assassino no Intercine. O filme, baseado num best-seller de Stephen King, conta a história de Arnie Cunningham, um adolescente que é zoado pela cidade inteira, inclusive pela própria mãe. Isso até ele comprar um carro pelo qual se apaixona, um Plymouth Fury 1958 que é chamado de Christine pelo dono. Arnie começa a ter mudanças de comportamento depois de comprar o veículo e, assim, todos começam a odiar o carro - que, por sua vez, mata todo mundo. Verdade. Além de ter um espírito maligno, o carro também é imortal. Por mais que todos o quebrem, Christine se reconstruirá.
Fiquei imaginando como tal trama pôde vender tantos livros. Certamente, se eu julgasse esse livro pela capa, não compraria. Provavelmente de tão aterrorizante que seria ler uma história de carro psicopata. King é um gênio do horror, oras!
Imagino que o autor tenha visto demasiadamente o clássico Se o meu fusca falasse da Disney e se inspirou nele. Não consigo parar de pensar como seria um duelo entre o simpático Fusca 53 Herbie e Christine. Se por um lado o Plymouth é imortal, por outro, Herbie é um carro legal que tem muitos amigos - é possivel que tenha um amigo caminhão para passar por cima de Christine. Ademais, Herbie já derrotou numa ocasião anterior o temível Fusca Negro trapaceiro, então, nada impede que ele repita o feito.

Sobre o livro que planejo escrever, após este filme, pensando num bom tema para escrever, cheguei a alguns títulos que posso desenvolver. Ei-los:
- Babaloo, a goma de mascar com um melzinho do mal
- Afonso, a cadeira franco-atiradora
- Lula, o presidente-porta
Entretanto, o título que mais me agradou foi "Amanda, a urna eletrônica que só votava no PFL". Neste livro, Amanda seria uma urna apaixonada por uma seção eleitoral em que havia sido usada uma vez e não aceitava ser alocada em qualquer outra região. Quando era colocada em um local estranho, Amanda, a urna, só votava no PFL.
Terror.
Fiquei imaginando como tal trama pôde vender tantos livros. Certamente, se eu julgasse esse livro pela capa, não compraria. Provavelmente de tão aterrorizante que seria ler uma história de carro psicopata. King é um gênio do horror, oras!
Imagino que o autor tenha visto demasiadamente o clássico Se o meu fusca falasse da Disney e se inspirou nele. Não consigo parar de pensar como seria um duelo entre o simpático Fusca 53 Herbie e Christine. Se por um lado o Plymouth é imortal, por outro, Herbie é um carro legal que tem muitos amigos - é possivel que tenha um amigo caminhão para passar por cima de Christine. Ademais, Herbie já derrotou numa ocasião anterior o temível Fusca Negro trapaceiro, então, nada impede que ele repita o feito.
Sobre o livro que planejo escrever, após este filme, pensando num bom tema para escrever, cheguei a alguns títulos que posso desenvolver. Ei-los:
- Babaloo, a goma de mascar com um melzinho do mal
- Afonso, a cadeira franco-atiradora
- Lula, o presidente-porta
Entretanto, o título que mais me agradou foi "Amanda, a urna eletrônica que só votava no PFL". Neste livro, Amanda seria uma urna apaixonada por uma seção eleitoral em que havia sido usada uma vez e não aceitava ser alocada em qualquer outra região. Quando era colocada em um local estranho, Amanda, a urna, só votava no PFL.
Terror.
6 de outubro de 2004
Estilo zen
Ressaltaram o fato de João Paulo meditar porque isso "caracteriza o estilo zen do prefeito". E vocês sabem, meditar é a arte de ficar parado, sentado, durante muito tempo, fazendo nada. Depois disso, finalmente entendi como o petista trabalha: ele fica parado, fazendo nada.
Faz tempo, mas já fui num mosteiro zen budista. Ficava sobre uma montanha. E, ao contrário do que todos pensam, lá não é um local de meditação eterna. Havia só umas casas, um bebedouro natural (numa fonte de água mineral), um templo e uma casa de projeção de filmes. Uma casa para ver filmes. Muito me perguntei por que monges zen budistas tinham uma casa de projeção de filmes naquele ambiente espiritual e silencioso, onde ninguém faz nada e todos ficam parados em posição de lótus. Talvez eles ficassem vendo filmes de um monge superstar tibetano fazendo moonwalk.
Pois é, João Paulo é estilo zen. O estilo dele é ficar parado sem fazer coisa alguma enquanto vê um filme qualquer. Baseado nisso, cheguei a uma conclusão bombástica e avassaladora. Se prepara porque agora é babado forte:
O prefeito de Recife vê Sessão da Tarde.
5 de outubro de 2004
Uma triste história amorosa para os tempos modernos
Agora que o povo brasileiro já fez seu papel de idiota bianual (inclusive beijando, abraçando e bolinando os ladrões que desviarão dinheiro nos próximos quatro anos), poderei contar uma história de amor e tragicomédia que abalará seu coração e depois te fará ir embora como se nada tivesse acontecido.
Há alguns anos, tive dois cachorros muito especiais. Um deles era um cãozinho da raça daschund (também conhecida como salsicha, linguiça ou cachorro desproporcional) chamado Ananias. O outro era uma cadela boxer, que, não obstante ser fêmea, se chamava Antônio Fagundes.

Em certa época de minha vida, quando eu era endinheirado e tinha uma casa de praia, Ananias e Antônio Fagundes ficavam passeando pelo local como quem nada queriam além de sexo; e, Ananias mal podia disfarçar sua atração pelo traseiro empinado e pelo rabinho de cotoco de Antônio Fagundes. Inclusive, acrescento que o salsichinha era bem gordo e, quando eu o chutava e fazia o pobre ficar de barriga para cima, ele não conseguia desvirar.

O daschund flertava a todos os momentos com a cadela, que demonstrava interesse, embora fosse cinco vezes maior que o bichinho. Antônio Fagundes ficava deitada, e o(a) salsicha chegava por trás dela - que não deixava, apesar de hesitar.
Mesmo assim, o sagaz cãozinho não desistia de conquistar sua Antônio Fagundes e bolava vários estratagemas para conseguir fecundar a moça. Certa vez ele tentou chegar por trás da cadela se escondendo por detrás de outro cão. Em outra ocasião, Ananias fez uma armadilha no chão que prendeu o pé de Antônio Fagundes e quase permitiu o relacionamento; o problema foi que a armadilha não impediu a mordida da boxer no pequeno daschund.
Mas no derradeiro esforço de Ananias, ele subiu numa mesa e se jogou em cima de seu amor, e por lá trepou nela e com ela - que se rendeu, pois já morria de vontade. O problema é que nem Antônio Fagundes, muito menos Ananias se preocuparam com algo crucial: o preservativo.
Alguns meses depois, a cachorra se inclinava para, aparentemente, cagar. Mas daquela vez, havia algo diferente: em vez de pelotas marrons, saíam grandes bolinhas pretas. Ananias percebeu que Antônio Fagundes estava tendo um parto e fugiu para caçar sapos. Nunca mais voltou.
Antônio Fagundes foi obrigada a cuidar dos filhotes mutantes e a comer Pedigree Champ para o resto da vida. Fim.
Há alguns anos, tive dois cachorros muito especiais. Um deles era um cãozinho da raça daschund (também conhecida como salsicha, linguiça ou cachorro desproporcional) chamado Ananias. O outro era uma cadela boxer, que, não obstante ser fêmea, se chamava Antônio Fagundes.
Em certa época de minha vida, quando eu era endinheirado e tinha uma casa de praia, Ananias e Antônio Fagundes ficavam passeando pelo local como quem nada queriam além de sexo; e, Ananias mal podia disfarçar sua atração pelo traseiro empinado e pelo rabinho de cotoco de Antônio Fagundes. Inclusive, acrescento que o salsichinha era bem gordo e, quando eu o chutava e fazia o pobre ficar de barriga para cima, ele não conseguia desvirar.
O daschund flertava a todos os momentos com a cadela, que demonstrava interesse, embora fosse cinco vezes maior que o bichinho. Antônio Fagundes ficava deitada, e o(a) salsicha chegava por trás dela - que não deixava, apesar de hesitar.
Mesmo assim, o sagaz cãozinho não desistia de conquistar sua Antônio Fagundes e bolava vários estratagemas para conseguir fecundar a moça. Certa vez ele tentou chegar por trás da cadela se escondendo por detrás de outro cão. Em outra ocasião, Ananias fez uma armadilha no chão que prendeu o pé de Antônio Fagundes e quase permitiu o relacionamento; o problema foi que a armadilha não impediu a mordida da boxer no pequeno daschund.
Mas no derradeiro esforço de Ananias, ele subiu numa mesa e se jogou em cima de seu amor, e por lá trepou nela e com ela - que se rendeu, pois já morria de vontade. O problema é que nem Antônio Fagundes, muito menos Ananias se preocuparam com algo crucial: o preservativo.
Alguns meses depois, a cachorra se inclinava para, aparentemente, cagar. Mas daquela vez, havia algo diferente: em vez de pelotas marrons, saíam grandes bolinhas pretas. Ananias percebeu que Antônio Fagundes estava tendo um parto e fugiu para caçar sapos. Nunca mais voltou.
Antônio Fagundes foi obrigada a cuidar dos filhotes mutantes e a comer Pedigree Champ para o resto da vida. Fim.
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