4 de dezembro de 2013

Quando as pessoas ainda "montavam" computadores



Sinto pena de meus amigos nerds que sonhavam com um futuro de hardware modular e foram recebidos pelo mundo Apple de aparelhos prontos e sistemas fechados. É nostálgico pensar em, sei lá, 2006, quando eu não podia dividir meus planos de comprar um computador sem ter alguém pra me dizer que conseguiria uma máquina com 3 vezes a performance por metade do preço. "1500 reais? Bota seiscentão na minha mão que te faço uma máquina que rode Crysis no máximo fácil."

Era uma época mais simples em que Crysis era benchmark de performance.

A popularização de laptops e tablets e o declínio das torres que tomavam espaço pra caralho na nossa mesa significa que não mais temos que nos submeter à tirania da compatibilidade das placas-mãe nem dos gênios da otimização tecnológica com sérias restrições orçamentárias.

Imagina se caboclo soubesse otimizar a pegação de mulher sem grana do mesmo jeito que sabe comprar computador barato? Infelizmente, parece que a habilidade de economizar em PCs não é transponível para outras áreas da vida em que esse pessoal realmente se beneficiaria. E, hoje em dia, como ninguém liga pra computador desktop, ficaram sem habilidade nenhuma :(

Sinceramente cretino



Coisas que nunca foram ditas sobre pessoas educadas ou simpáticas ou reservadas: "Não tem papas na língua!"; "Fala o que pensa!"; "Não se pauta pelo politicamente correto!"; "Sinceridade em pessoa!".

O que todo mundo presume é que o único jeito de ser honesto e verdadeiro é sendo babaca. Nem adianta, se você achar alguém gente fina e externar sua opinião, ninguém vai dizer: "Nuss, que real, que atitude", embora possa ser verdade, é realmente possível que você seja muito sincero ao ser agradável.

Mas ninguém acredita, educação meio que deixou de ser marca civilizatória e passou a ser chapa-branquice. O que é meio nada a ver, e desvaloriza a honestidade, torna mais difícil que as pessoas acreditem em elogios sinceros, sempre parece baba-ovismo.

E véi, na boa, eu posso realmente ser a fucking asshole, mas não é algo de que eu me orgulhe nem é uma coisa que eu use como medalha, porque não existe valor em ser sincero se você é sinceramente desprezível.

Lição valiosa, talvez alguns comediantes HUEHUE BRBR pudessem aprender.

20 de novembro de 2013

Por que gordos, além de serem gordos, também têm que se achar geneticamente inferiores?



Alimentação balanceada e exercícios já me renderam a perda de uma boa quantidade de massa adipo-obesa e, com o meu emagrecimento e meu consequente corpo sexyhot, surgem perguntas sobre como eu consegui resultados tão animadores.

No começo, quando chegavam perguntando como eu consegui perder peso, eu respondia naquela vibe de "Ah, alimentação adequada e exercícios", "Não tem fórmula mágica", "Muita esteira e fechar a boca", mas notei que o poder de convencimento da verdade é limitado. Toda vez que eu falava uma parada dessas, tinha algum neguinho pra falar "Ah, mas sua genética é boa, né?".

O que é meio palha, porque você se mata que nem um hamster na roda diariamente na porra da esteira e vem um cretino assim pra tirar seu crédito e botar tudo na conta do meu DNA irado. Por isso, tô mudando minha abordagem. A partir de agora, eu confirmo que tenho genes melhores que você.

"Ah, mas você tem genética boa, né?"

Sim, é uma genética impressionante, me sinto tão superior que quero mandar pra câmara de gás seres tão inferiores quanto vosmicê.

Veja esse rapaz, não consegue perder meio quilo, obviamente não é parte da weight losing master race. Não dá pra mandar essa gente pra uns guetos? Marcá-los e ostracizá-los, talvez colocar algumas placas nas empresas em todo o país dizendo "No fatties need apply".

"Como você fez pra perder tanto peso?"

Nasci melhor. Simples assim. Se queria perder peso, jovem, desiste logo aí e reencarna. Só quem consegue é o papai aqui, porque eu, mano, sou melhor do que você. Eu, inclusive, até manipulo meu peso à vontade, emagreço e fico maneiraço, nice beach muscles e tudo, e às vezes engordo de novo pra dar uma chance pra quem não foi tão agraciado pela seleção natural.

15 de novembro de 2013

Quando eu quero reclamar de algo, escrevo no meu blog, não no Facebook



Quando vou a cabeleireiros, eles tendem a ter imagens incríveis de cabelos nas paredes, umas franjas absurdas, umas cores idiossincráticas, penteados ousados. Então decidi que de agora em diante toda vez que eu observar um quadro de um cabelo impressionante, vou perguntar quem é aquela pessoa e quando foi feito o corte.

"Ah, a gente não conhece essa pessoa, é só um quadro decorat..." Trata-se, portanto, de fraude. Já pensou se fôssemos em tatuadores que mostram o portfólio não de tatuagens que eles fizeram, mas de outros caras? "Ah, nesse livro não tem minhas tatuagens, só são umas imagens de que eu gosto e coloquei aí."

Eu honestamente não sei ainda como a Globo não fez alguma reportagem investigativa com essa fraude abjeta que ocorre quotidianamente em toda a pátria; sempre que chego em casa espero gravações com imagem granulada e áudio inconclusivo com legendas no Jornal Nacional de cabeleireiros admitindo que nunca fizeram nenhum dos penteados que adornam suas paredes.

Isso num país que passou a semana inteira investigando se o Rei do Camarote era real ou não.

22 de agosto de 2013

Vasco, 115 anos



/+/

Quando eu era moleque, meu pai fazia questão de me levar e levar minha mãe para a casa de praia todo fim de semana. Mesmo quando não tinha ninguém na praia, fora das temporadas de férias, a gente ia pra lá ficar boiando sem fazer nada.

E lá tinha uma mesa de futebol de botão que tinha sido do meu irmão e que eu jogava absolutamente o dia todo. Autistão lá, forever alone, eu ficava trocando de um lado pro outro jogando botão comigo mesmo.

Como meu pai era Vasco e meu irmão também eram Vasco, naturalmente eu iria gravitar para o Vasco na minha vida. Principalmente considerando que um pouco mais tarde, lá pro final dos anos 90, o Vasco seria uma máquina de ganhar título, era zueragem o dia todo na escola com a torcida rival, nonstop. Mas acho que a maior influência no meu vascainismo foi o futebol de botão.

As pecinhas pretas com a faixa diagonal branca e a cruz vermelha eram as mais iradas do set. Os outros times, pelo menos os que eu tinha, tinham os adesivos palhões lá. Cores sólidas ou uns listrados nada a ver. O Vasco era puro estilo em peças de resina e caixinhas de fósforo para o gol.

15 anos depois, ainda continuo Vasco. O clube em si até tentou fazer com que o seu jogo de botão ficasse mais feio, assinando uns fornecimentos de uniforme suspeitos com umas Champs da vida nesse meio tempo, mas é impossível. As pecinhas do Vasco vão ser sempre as mais iradas.

29 de julho de 2013

É por isso que vamos às ruas



Saindo do Brasil, uma placa do governo avisava o que a gente não poderia trazer de volta. Então tomei nota de que eu não poderia trazer carne, leite, mel, sêmen.

Opa, vai ser difícil eu não trazer sêmen.

Tô sempre fully loaded de sêmen, complicado, sou fértil assim. Na revista internacional, os funcionários do aeroporto americano onde eu aterrissei atestaram esse fato. "Erick is packing heat, if you catch my drift", lembro de eles terem falado mais de uma vez.

Estou preocupado com o retorno a meu país. O Brasil dificultou minha vida com esse banimento a sêmen. Talvez eu nunca mais seja capaz de aproveitar as benesses do carnaval, das mulatas e da caipirinha por conta de minha produção prolífica de sêmen (pun intended).

Será que essa medida levou a uma fila pra punheta no banheiro do avião pré-chegada no Brasil? Tô achando que é a única forma de escapar dessa opressão inaceitável. Tomara que eu pegue um avião com wifi, a American Airlines tem feito muita propaganda deles, provavelmente tendo em mente quem se destina ao Brasil, que precisa de uma liberação emergencial de sêmen e quer levar o iPad com o Xvideos pro WC.

22 de julho de 2013

A laughing matter


Uma das coisas que contribuíam para o clima de tensão de Crime e Castigo de Dostoiévski eram as risadas.

Marmieládov fala:

— E hoje estive em casa de Sônia e fui pedir-lhe dinheiro para beber. Ah, ah, ah!

No final a gente pode pensar que o cara está engasgando, próximo do óbito, mas na real ele só estava rindo daquele jeito cachaceiro russo típico. Ah, ah, ah! E eu me confundi várias vezes durante a leitura, mas aí 20 segundos depois eu notava que na verdade "ah, ah, ah" era uma risada e a situação toda ficava menos depressiva. Mas não muito menos, os russos só riem nos momentos errados.

Acho que esse é o maior problema da literatura brasileira, a impossibilidade de aliterar uma risada no português. "Hahahaha" faz a gente parecer colonizado, "rarará" é trademark Serginho Mallandro. Estamos sem alternativas, e não é à toa que viramos referência mundial em risadas retardadas, usando desde AEUHUEAHUEAHUAE até sakopksaopksapo.

Fiz um teste em Crime e Castigo pra ver se a gente conseguia melhorar a fluidez da leitura e acho que foi um sucesso:

— Mas por que ficas assim, tão atrapalhado! Romeu! Deixa estar que ainda hoje o hei de dizer num certo lugar. HuhaUHAUEhaeuhEHUaehuaehuaehUAE Vou fazer com que mámienhka se ria, e outra pessoa também.

Acho que vale um estudo ainda sobre o uso textual do rsrsrs, alô pós-graduações em humanas!

O autor de One Piece, mangá mais popular do mundo, teve consciência dessa dificuldade localizatória dos brasileiros e ajudou os tradutores pindoramenhos ao dar uma risada completamente sem sentido para um monte de personagem. O principal ri com "shishishi", tem um vilão que ri "shulololololo" e um cara chamado Vasco Shot que ri singelamente com "toputoputopu".

Tradutores brasileiros se beneficiariam de uma onda mais rapper e freestyle no quesito risada.

2 de maio de 2013

Ruminações sobre o papel social dos nomes humanos


A graça divina em sua infinita sabedoria impediu que eu tivesse filhos até hoje, mas isso não parou meus pensamentos. Pensei bastante em quais nomes eu generosamente daria à minha prole (offspring; spawn).

Nome feminino é mole, nome de menina é o que mais tem, e tem um monte bonito. Só sendo muito alma sebosa pra dar uns nomes tipo Creuza ou Raimunda. Talvez uma taxa para desencorajar fosse adequada e civilizatória. Contemplar sua filha com um Alice ou Beatriz não custa nada.

Mas nome de homem é mais difícil, tem menos disponíveis e acho que a psicologia masculina requer um approach diverso. Não dá para considerar o nome masculino tão só pela sua atratividade.

Acho que o ideal é darmos um nome para os filhos varões completamente inadequado para criança.

Imagina aquele pivete lá, chamado Sebastião, Belardim, Otávio, Aníbal, Adelino, Gaspar. Acho uma excelente ideia porque o moleque vê desde cedo que a vida é dura e respeito se conquista com o suor de nossas testas. É bom pra não ficar de palhaçadinha quando crescer.

Parando pra pensar direito, daí a gente vê quanto poder os pais têm sobre a vida da próxima geração. Parece um tanto injusto que não tenhamos nenhum controle sobre um aspecto tão presente de nossas vidas quanto um nome.

Na real, acho que os bebês, como os Unsullied (acabei de ver no Google que são chamados de "Imaculados" em pt-br, tradução surpreendentemente massa) em Game of Thrones, não devessem ter nomes. Eles podiam ter um placeholder até o guri poder escolher como ele vai querer se chamar.

Com quatro anos, o moleque pode querer se chamar Megazord, mas e daí? Deixa ele se chamar Megazord. Por que mudar de nome tem que ser tão burocrático? Abrir uma igreja demora só um dia, eu vi no Facebook. É por isso que esse país não vai pra frente.

Quando ele quiser, ele deixa de se chamar Megazord. E passa a se chamar Beyblade com 10 anos. Ou sei lá qual é a nova moda da molecada, mas devo estar perto.

Quando o cara estiver à beira da morte, muda o nome pra Aníbal, uma alcunha cronologicamente adequada para alguém que se despede da vida.

20 de abril de 2013

Shit pro-lifers say



Sempre gosto de argumentos ruins em defesa de qualquer posição, porque me dão desculpas para posts. Recentemente um dos argumentos que usaram contra mim foi o de que é muito fácil ser a favor do aborto depois de se ter nascido.

O que me pareceu um truísmo, já que é literalmente impossível ser a favor do aborto antes de nascer. Na verdade, é bastante difícil também ser a favor do aborto logo depois de nascer, porque falta aquela capacidade intelectual para tanto. Tem que esperar uns anos para ser possível formular alguma posição.

Surpreende, pois, que usem esse argumento para provar o ponto de que deveríamos ser contra o aborto.

Claro que é fácil ser a favor do aborto depois de nascer. Também é fácil ser contra. Na verdade, é fácil ter qualquer posição depois de nascer, até porque só é possível assumir qualquer posicionamento ideológico após o nascimento.

Desde quando a gente mede a verdade de argumentos pela facilidade de se acreditar neles?

Tem gente por aí que acredita em unicórnios, na terra oca, no Projeto Vênus, no mormonismo. É muito fácil acreditar. A melhor parte das crenças é que nem fatos precisam nos afastar delas.

Notem que não dá pra acreditar em nada disso antes de nascer, o que logicamente deve provar que unicórnios existem, que a terra é oca com aberturas nas calotas polares, que uma economia boa é "baseada em recursos" e que Jesus viajou do Oriente Médio até Utah, onde enterrou umas placas de ouro descobertas séculos depois por Joseph Smith.

11 de março de 2013

Coca-Cola: mitos & verdades



Sempre achei que aquela coisa de que a Coca-Cola desentope pia fosse excelente notícia para os constipados. Se estamos com prisão de ventre, basta mandar um refri que ele abre o caminho. Se consegue desentupir até pia, descongestionar entranhas são problema menor, obviamente. Se você estiver aflito e Activia não resolver, já sabe o que fazer.

Outra história legal é a de que a Coca-Cola acaba com seus dentes se os deixarmos embebidos nela por muito tempo. Ficam pretos e tudo.

Gostei muito de ouvir essa notícia, porque aí parei com meu hábito de 3 horas seguidas diárias de bochecho com Coca. Finalmente entendi o que estava amarelando minha dentição! Pensei até em processar a Coca-Cola Company por não colocar avisos claros em seus produtos dizendo aos consumidores para evitar manter refrigerantes por horas e horas na boca em contato com os dentes.

Tenho certeza, por exemplo, de que nada aconteceria de ruim com um dente meu se por um acaso ele ficasse mergulhado numa bebida saudável como o suco de laranja. Toda aquela acidez só pode fazer bem ao nosso sorriso.

Pena que eu acho que não desentope pias ou funciona como laxativo, porque seria uma mão na roda.

Humor urbano e engajado

Dizem que no Brasil a ruas são esburacadas, mas se a gente for rigoroso e comparar com a calçadas, dá pra ver pelo contraste que nossos asfaltos são planos como o planeta Terra.

Há anos creio na - e faço campanha pela - inversão de papéis nas nossas vias públicas. Carros deveriam andar nas calçadas e pedestres ocupariam as ruas. Faz todo o sentido: estamos desperdiçando terrenos de rally perfeitamente bons em pedestres - cuja única habilidade necessária para sobreviver nas calçadas é ter menos de 60 anos e não ter deficiência física grave.

Imagine os carros andando nas calçadas de Pindorama, com seus desníveis, buracos, crateras, aclives & declives, árvores, raízes, bueiros afundados, sua variedade de chãos, sua variável largura, seus postes em locais exóticos? Finalmente dirigir um carro voltaria a requerer habilidade, porque hoje em dia é mole demais.

Essa troca ainda teria a vantagem da acessibilidade. Cadeiras de rodas poderiam circular nas ruas nacionais, ao contrário do que ora acontece, que é basicamente um fuck you pra quem tem qualquer dificuldade locomotora, né. Já os carros só teriam que fazer um acerto na suspensão pra ficar num estilo mais off-road.

Pequeno preço a se pagar por uma diminuição de pés torcidos e uma viagem de carro mais emocionante para o trabalho.

5 de março de 2013

Vegetarianos, vocês também não precisam estar dispostos a pessoalmente tirar da terra tudo que vocês comem

Não tenho nada contra vegetarianos, tenho vários amigos que são. Só acho que eles não devem poder se casar entre si nem adotar crianças, standard stuff. Também não devem possuir propriedades, acho que até aí todo mundo concorda.

Apesar dessa minha atitude amigável e respeitosa com todos os vegetarianos, eles insistem naquela belicosidade totalmente nada a ver pra cima de mim.

Exemplo: direto vem um evangelista anti-carne afirmar que eu nunca seria capaz de matar uma galinha ou uma vaca para comer, ficaria com nojo e repulsa moral, e que por isso eu sou um hipócrita.

A premissa implícita é que ser hipócrita é palha.

Mas esse é um argumento difícil de entender. A ideia é a de que o instinto basilar que eu sinto contra a ideia de matar um animal com minhas próprias mões seria uma prova cabal de que animais devem ficar vivos.

Uai, mas existem várias coisas que eu não quero fazer e que eu tô muito feliz que sejam feitas. Limpar banheiro químico, por exemplo. Jamais faria isso, mas tem gente que faz e eu agradeço ao universo pela minha boa fortuna de não ter que chegar nem perto desse serviço.

Outra coisa que eu nunca faria: ser urologista. Mas tem que ter alguém pra mexer na piroca perebenta da turma por aí, né?

Então, eu não faço nada disso. E também não corto pescoço de galinha nem fatio vacas nos pastos desse meu Brasil. Até porque eu provavelmente cortaria errado as pobres das vacas e todo mundo sabe que grande parte do bom sabor da carne vem de um corte bem executado.

Tô feliz de viver num mundo em que eu não tenha estômago pra ser limpador de banheiro, urologista ou abatedor de galinha, mas que tem gente capaz e disposta a fazer tudo isso.

É a divisão do trabalho, vegetarianos. Embrace it.

4 de março de 2013

Imagine se você tivesse parâmetros incrivelmente baixos pra gostar de um texto

A gente se gaba de ter padrões altos e não se juntar à ralé. Uns amigos chegam pra mim mandando que "nunca pegariam" fulana de tal, ou sicrana, ou que beltrana é feiaça e não dá pra se rebaixar a esse nível. E rola um desprezo por quem tá nesse nível baixo pegando fulana, sicrana ou beltrana.

Só que às vezes eu penso que seria muito irado ter padrões incrivelmente baixos.

Imagina lá, ninguém está abaixo da sua consideração sexual.

Você não discrimina por idade, nem aparência, nem sexo. Sim, imagina se você fosse bissexual e pegasse qualquer coisa. A tia da tapioca? Massa, tô pegando. O coroa da oficina? Beleza.

Eu não conseguiria viver assim, mas hipoteticamente eu consigo conceber que seria um padrão de vida muito bom, mais feliz do que neguinho cheio de dedos e pudores.

Me parece que pedófilos são meio assim, eles só têm padrões tão baixos que estão pegando até criança. A gente acha revoltante, mas o fato é que são pessoas com tão pouco amor próprio que não estão nem aí pra coisas como consentimento e reciprocidade. Sem ter essas coisas já tá valendo.

Pois é, então tirando essas situações moral e legalmente suspeitas (quer dizer, pelo menos vamos nos preocupar em não fazer vítimas, hein?), ter padrões baixos seria maneiro.

Todo dia podendo chegar em casa e se jactar de ter literalmente pegado todo mundo da sua rua porque ninguém estaria fora do seu radar.

Not too shabby.