Vi um jovem uma vez fazendo um manifesto pelo amor no mundo, escrevendo coisas bonitas e recitando-as, daquele jeito pacífico de ser, sabe? Daquele jeitinho indigno, totalmente indigno. Jovens também adoram se manifestar a favor da paz, do afeto, do carinho, da misericórdia, da caridade. E não pensam pequeno, é tudo em escala global, não querem apenas a paz no bairro, querem a paz no mundo, a união entre os povos, e talvez a união entre humanos, animais e extraterrestres, "por um universo melhor".
Pergunto: por que os jovens têm tantos sentimentos bonitos? E por que eles não escondem esses sentimentos bonitos? Uma falta de pudor terrível. Um jovem que não esconde seus sentimentos bonitos e sai falando sobre amor por aí é como uma menina que não esconde suas vergonhas e aparece na rua desse jeito.
Qualquer sentimento bonito exposto em público é um estupro, acredite em mim. Não deixe que ninguém invada sua privacidade: esconda seus sentimentos bonitos.
29 de janeiro de 2005
28 de janeiro de 2005
Campanha pela Moralização dos Nicks do MSN
Uma leitora pediu autorização no meu MSN e isso alertou-me para um problema nacional, algo que devemos combater, uma guerra silenciosa que a cada dia derrota mais e mais pessoas e mal nos damos conta de como isso é deletério para nossa sociedade. Refiro-me ao Problema do Nick Assexuado, que, ouso dizer, é pior que o Problema da Escrita Feiosinha, e mata mais que a leptospirose.
Tal leitora tinha o nick de The Dreamer, o que dava margem a toda uma gama de possibilidades de sexo da pessoa, porque seu nick não era masculino, nem feminino, talvez nem se encaixe em hermafrodita, e eu poderia pensar que a leitora era um alien, uma minhoca, ou um carrinho de rolimã até o fim da vida, ignorando seu real gênero.
Quando ela me disse que era uma menina, senti-me um tanto aliviado, a imagem de conversar com um carrinho de rolimã pareceu-me ruim, e é nisso que consiste a minha luta, não uma luta particular, uma luta para o bem comum, e acho que devemos ser sensíveis a esse tipo de problema. Um problema que deixa bilhões de pessoas constrangidas mundo a fora diariamente, que é não saber o sexo da pessoa com quem se conversa e o motivo por que seu nick não especifica esse tipo de coisa.
É sob esse espectro que lanço a Campanha pela Moralização dos Nicks do MSN, para que estes especifiquem o nome ou pseudônimo da pessoa, que estes especifiquem o sexo da pessoa, para que não haja qualquer tipo de antipatia ou animosidade entre as partes que conversam. Sabem, aquele provérbio chinês pode ser bonitinho, catito, mas você não se chama Uma bela flor é incompleta sem suas folhas, e, acredito eu, isso nem especifica se você é uma pessoa ou uma goma-de-mascar.
Nossa juventude precisa de limites, modos, e devemos começar a nos preocupar com essas coisas pequenas, mas que formam o caráter da pessoa. Já há gente demais preocupando-se com a fome e a peste, essas coisas podem ser relegadas a segundo plano. Pode até parecer risível para você, mas é muito importante para o futuro da nossa nação. Nossos jovens já são comunistas, já ficam pelados publicamente, suspeito que até falem com estranhos. Precisam de um freio. O nick assexuado é um problema nacional e não adianta mais fingir que não existe. Junte-se a mim - a nós, a quem acredita num mundo melhor - nessa luta.

Ajude-nos nesta batalha, publicando este gif em seu blog sem nenhum ônus adicional.
Update: Fiz mais alguns gifs promocionais para melhor adequar as cores ao blog das pessoas de bem que querem contribuir nesta cruzada. Agora, além do verde escuro, vocês têm à disposição um gif verde-vômito (que na verdade fiz para combinar com o Manipulação), um vermelho, um azul, um cor-de-rosa com estrelinhas e um laranja. Peço que se colocarem o gif, linkem este post, para que as pessoas entendam as motivações da nossa luta. Grato.
Tal leitora tinha o nick de The Dreamer, o que dava margem a toda uma gama de possibilidades de sexo da pessoa, porque seu nick não era masculino, nem feminino, talvez nem se encaixe em hermafrodita, e eu poderia pensar que a leitora era um alien, uma minhoca, ou um carrinho de rolimã até o fim da vida, ignorando seu real gênero.
Quando ela me disse que era uma menina, senti-me um tanto aliviado, a imagem de conversar com um carrinho de rolimã pareceu-me ruim, e é nisso que consiste a minha luta, não uma luta particular, uma luta para o bem comum, e acho que devemos ser sensíveis a esse tipo de problema. Um problema que deixa bilhões de pessoas constrangidas mundo a fora diariamente, que é não saber o sexo da pessoa com quem se conversa e o motivo por que seu nick não especifica esse tipo de coisa.
É sob esse espectro que lanço a Campanha pela Moralização dos Nicks do MSN, para que estes especifiquem o nome ou pseudônimo da pessoa, que estes especifiquem o sexo da pessoa, para que não haja qualquer tipo de antipatia ou animosidade entre as partes que conversam. Sabem, aquele provérbio chinês pode ser bonitinho, catito, mas você não se chama Uma bela flor é incompleta sem suas folhas, e, acredito eu, isso nem especifica se você é uma pessoa ou uma goma-de-mascar.
Nossa juventude precisa de limites, modos, e devemos começar a nos preocupar com essas coisas pequenas, mas que formam o caráter da pessoa. Já há gente demais preocupando-se com a fome e a peste, essas coisas podem ser relegadas a segundo plano. Pode até parecer risível para você, mas é muito importante para o futuro da nossa nação. Nossos jovens já são comunistas, já ficam pelados publicamente, suspeito que até falem com estranhos. Precisam de um freio. O nick assexuado é um problema nacional e não adianta mais fingir que não existe. Junte-se a mim - a nós, a quem acredita num mundo melhor - nessa luta.
Ajude-nos nesta batalha, publicando este gif em seu blog sem nenhum ônus adicional.
Update: Fiz mais alguns gifs promocionais para melhor adequar as cores ao blog das pessoas de bem que querem contribuir nesta cruzada. Agora, além do verde escuro, vocês têm à disposição um gif verde-vômito (que na verdade fiz para combinar com o Manipulação), um vermelho, um azul, um cor-de-rosa com estrelinhas e um laranja. Peço que se colocarem o gif, linkem este post, para que as pessoas entendam as motivações da nossa luta. Grato.
27 de janeiro de 2005
João e o pé de Petit Gateau*
*Petit Gateau é uma sobremesa francesa que mistura bolo e sorvete. Eis uma foto.
Há muito tempo atrás, quando o Rei Alfredo ainda reinava, no interior da Inglaterra vivia uma pobre viúva, que tinha um filho rebelde e perdulário, o João, também chamado de Pereira, embora seu sobrenome seja Fitzgerald e ninguém saiba de onde vinha seu apelido. João gastou todo o dinheiro de sua mãe em Petit Gateau e deixou-a furiosa, pois a viúva sempre tentou iniciá-lo no mundo da boa culinária. Bastava ele comprar um Petit Gateau e a mãe subia na mesa, chutava o prato onde o filho comia a iguaria francesa para o lado, pegava um panelão de feijão e colocava na frente de João. "Ora, mas que diabos! Tem que comer feijão! FEI-JÃO!", ela sempre dizia.
Mas o vício do filho acabou com a fortuna da mãe e eles empobreceram, restando à viúva somente uma velha vaca. João amolou muito sua mãe para que eles vendessem o animal e ela acabou concordando, embora não soubesse como sobreviveriam depois. João levou a vaca para a vila e encontrou um açougueiro que propôs-lhe trocar a vaca por uma pequena porção de Petit Gateau mágico que ele levava no chapéu. Iludido, João aceitou a proposta, voltou pra casa e colocou o Petit Gateau na mesa para comer, não obstante não ter visto nada de mágico na sobremesa. Aquele Petit Gateau quase em nada diferia dos Petit Gateaus comuns - se não fosse a presença de alguns piolhinhos, umas caspas e fios de cabelo (provavelmente porque o açougueiro carregava o Petit Gateau em seu chapéu), João nunca perceberia que aquele era mágico.
Quando havia comido metade do Petit Gateau, sua mãe percebeu, subiu na mesa e chutou o Petit Gateau pela janela para o quintal de casa, gritando "Raios, filho, raios! Você trocou nossa última riqueza por um Petit Gateau cheio de piolhos? E o feijão? E o feijão? O que comeremos nos dias que seguem?" Colocou as mãos na cintura e bateu a cabeça duas vezes na parede, enquanto dava uma reboladinha. João ficou muito envergonhado e prometeu vender suas louças que comprara exatamente para comer Petit Gateau. Foram os dois dormir.
No dia seguinte, ao acordar, João percebeu uma sombra em sua janela, e viu que o Petit Gateau que sua mãe havia chutado pela janela para o quintal germinou e nasceu um enorme pé de Petit Gateau, que, pensou ele, ia até as nuvens, com suas hastes espessas. João começou a subir no pé de Petit Gateau para ver até onde ele levava, mas quando chegou no topo da planta, nada havia lá, e as nuvens ainda ficavam uns 15 metros acima de sua cabeça. Ficou desapontado por ter se cansado à toa, até que viu outra planta crescendo e ficando maior seu pé de Petit Gateau, trespassando as nuvens, ao lado do pé onde estava, a uns oito metros de distância.
Um jovem foi subindo na outra planta rapidamente e quando estava quase chegando nas nuvens, olhou para João com desprezo e perguntou "Esse não é um pé de feijão, certo?" "Certo, veja os Petit Gateaus nascendo às hastes deste pé, com uma doce calda de chocolate!", respondeu João. "Pois o meu é! Imagino que tenha comprado um Petit Gateau mágico na vila!", disse o jovem. "Troquei por uma velha vaca que era de posse de minha mãe." "E não vai alcançar as nuvens com isso! Se tivesse trocado por feijão, estaria chegando à casa do Gigante cheia de ouro, como eu! Veja este pé de feijão, tão mais alto e mais forte! Da próxima vez, compre feijão! FEI-JÃO!", disse o jovem, desaparecendo nas nuvens, apontando para João e rindo da sua desgraça.
João arrependeu-se por nunca ter escutado sua mãe, desceu do pé e morreu de fome. Nunca mais teve a oportunidade de comer um belo prato de feijão preto. Conta-se que o outro rapaz jamais colocou na boca um Petit Gateau.
Há muito tempo atrás, quando o Rei Alfredo ainda reinava, no interior da Inglaterra vivia uma pobre viúva, que tinha um filho rebelde e perdulário, o João, também chamado de Pereira, embora seu sobrenome seja Fitzgerald e ninguém saiba de onde vinha seu apelido. João gastou todo o dinheiro de sua mãe em Petit Gateau e deixou-a furiosa, pois a viúva sempre tentou iniciá-lo no mundo da boa culinária. Bastava ele comprar um Petit Gateau e a mãe subia na mesa, chutava o prato onde o filho comia a iguaria francesa para o lado, pegava um panelão de feijão e colocava na frente de João. "Ora, mas que diabos! Tem que comer feijão! FEI-JÃO!", ela sempre dizia.
Mas o vício do filho acabou com a fortuna da mãe e eles empobreceram, restando à viúva somente uma velha vaca. João amolou muito sua mãe para que eles vendessem o animal e ela acabou concordando, embora não soubesse como sobreviveriam depois. João levou a vaca para a vila e encontrou um açougueiro que propôs-lhe trocar a vaca por uma pequena porção de Petit Gateau mágico que ele levava no chapéu. Iludido, João aceitou a proposta, voltou pra casa e colocou o Petit Gateau na mesa para comer, não obstante não ter visto nada de mágico na sobremesa. Aquele Petit Gateau quase em nada diferia dos Petit Gateaus comuns - se não fosse a presença de alguns piolhinhos, umas caspas e fios de cabelo (provavelmente porque o açougueiro carregava o Petit Gateau em seu chapéu), João nunca perceberia que aquele era mágico.
Quando havia comido metade do Petit Gateau, sua mãe percebeu, subiu na mesa e chutou o Petit Gateau pela janela para o quintal de casa, gritando "Raios, filho, raios! Você trocou nossa última riqueza por um Petit Gateau cheio de piolhos? E o feijão? E o feijão? O que comeremos nos dias que seguem?" Colocou as mãos na cintura e bateu a cabeça duas vezes na parede, enquanto dava uma reboladinha. João ficou muito envergonhado e prometeu vender suas louças que comprara exatamente para comer Petit Gateau. Foram os dois dormir.
No dia seguinte, ao acordar, João percebeu uma sombra em sua janela, e viu que o Petit Gateau que sua mãe havia chutado pela janela para o quintal germinou e nasceu um enorme pé de Petit Gateau, que, pensou ele, ia até as nuvens, com suas hastes espessas. João começou a subir no pé de Petit Gateau para ver até onde ele levava, mas quando chegou no topo da planta, nada havia lá, e as nuvens ainda ficavam uns 15 metros acima de sua cabeça. Ficou desapontado por ter se cansado à toa, até que viu outra planta crescendo e ficando maior seu pé de Petit Gateau, trespassando as nuvens, ao lado do pé onde estava, a uns oito metros de distância.
Um jovem foi subindo na outra planta rapidamente e quando estava quase chegando nas nuvens, olhou para João com desprezo e perguntou "Esse não é um pé de feijão, certo?" "Certo, veja os Petit Gateaus nascendo às hastes deste pé, com uma doce calda de chocolate!", respondeu João. "Pois o meu é! Imagino que tenha comprado um Petit Gateau mágico na vila!", disse o jovem. "Troquei por uma velha vaca que era de posse de minha mãe." "E não vai alcançar as nuvens com isso! Se tivesse trocado por feijão, estaria chegando à casa do Gigante cheia de ouro, como eu! Veja este pé de feijão, tão mais alto e mais forte! Da próxima vez, compre feijão! FEI-JÃO!", disse o jovem, desaparecendo nas nuvens, apontando para João e rindo da sua desgraça.
João arrependeu-se por nunca ter escutado sua mãe, desceu do pé e morreu de fome. Nunca mais teve a oportunidade de comer um belo prato de feijão preto. Conta-se que o outro rapaz jamais colocou na boca um Petit Gateau.
24 de janeiro de 2005
AVC
Detesto postar de novo sobre Big Brother, amigos, mas vocês me perdoam, é pelo bem da piada. Não sei se vocês viram, mas se não viram, conto-lhes: a pobre teve um AVC dentro do programa. Vocês já pensaram o que aconteceria se tivesse ocorrido o mesmo na casa dela?
Lembro da última vez em que vi um pobre ferido na rua. Ele tinha um corte no braço, que era uma coisa horrível de se ver (mas ninguém se preocupava, até porque era impossível de ver qualquer coisa, já que formou-se um ajuntamento enorme de gente em volta do pobre). Começaram a jogar café no machucado do rapaz, muito café. Não sei se eles queriam tomar uma xícara, mas receio que uma ferida aberta em carne viva não seja lá o melhor lugar para se passar um cafezinho, e antes que começassem a jogar leite em pó, fui embora.
Espero nunca descobrir quanto café obrigariam a tal do BBB a comer se ela tivesse AVC em casa.
Lembro da última vez em que vi um pobre ferido na rua. Ele tinha um corte no braço, que era uma coisa horrível de se ver (mas ninguém se preocupava, até porque era impossível de ver qualquer coisa, já que formou-se um ajuntamento enorme de gente em volta do pobre). Começaram a jogar café no machucado do rapaz, muito café. Não sei se eles queriam tomar uma xícara, mas receio que uma ferida aberta em carne viva não seja lá o melhor lugar para se passar um cafezinho, e antes que começassem a jogar leite em pó, fui embora.
Espero nunca descobrir quanto café obrigariam a tal do BBB a comer se ela tivesse AVC em casa.
20 de janeiro de 2005
Contra o stress
Todas as técnicas de combate ao stress estão erradas. É contraproducente combater o excesso de trabalho com mais trabalho. As pessoas que estão estressadas normalmente procuram academias para descarregar sua raiva batendo em bonecos de plástico, ou vão a um terapeuta, ou cortam os pulsos.
Não adianta querer combater o stress com medicamentos, porque, bem, você tem que estar acordado para tomar remédio, e o melhor tratamento contra o stress é dormir, óbvio. Pagar uma consulta no médico é duplamente nocivo: você não é curado e ainda perde dinheiro para um terapeuta carequinha, provavelmente mal vestido, chamado Mário.
Certas pessoas tentam se desestressar fazendo yoga ou Tai Chi Chuan, mas eu nunca vi alguém desestressado por causa disso, e me arrisco a dizer que as pessoas ficam mais idiotas com essas coisas. Outro dia, assisti a uma palestra de um professor de yoga. Defendendo a yoga, ele disse que tudo é relativo, e que nem sempre 1 mais 1 é 2, e exemplificou, dizendo que pode haver uma caixas com uma laranja e outra com duas, aí 1 mais 1 seria igual a 3. Isso prova que quem faz yoga é idiota e que vocês não deviam estar meditando, mas dormindo, que é muito mais produtivo e desestressante. O Tai Chi Chuan também é malévolo para as pessoas, porque deixam-nas mais lentas. Ora, se eu quero mover o meu braço, eu movo o meu braço, pois, acredite, aulas de como mover o braço devagar vão te deixar mais estafado.
Portanto, para relaxar as tensões, vá dormir, ou vá gastar dinheiro com algo útil, alguma coisa que não tenha a ver com yoga. E não experimente esses métodos heterodoxos anti-stress, principalmente os que envolvem comida, porque invariavelmente vão te fazer comer coisas que eram destinados ao uso industrial, como granola, salada ou sabão em barra.
***
Update: Para desestressar: a melhor tirinha do mundo! Vi aqui.
Não adianta querer combater o stress com medicamentos, porque, bem, você tem que estar acordado para tomar remédio, e o melhor tratamento contra o stress é dormir, óbvio. Pagar uma consulta no médico é duplamente nocivo: você não é curado e ainda perde dinheiro para um terapeuta carequinha, provavelmente mal vestido, chamado Mário.
Certas pessoas tentam se desestressar fazendo yoga ou Tai Chi Chuan, mas eu nunca vi alguém desestressado por causa disso, e me arrisco a dizer que as pessoas ficam mais idiotas com essas coisas. Outro dia, assisti a uma palestra de um professor de yoga. Defendendo a yoga, ele disse que tudo é relativo, e que nem sempre 1 mais 1 é 2, e exemplificou, dizendo que pode haver uma caixas com uma laranja e outra com duas, aí 1 mais 1 seria igual a 3. Isso prova que quem faz yoga é idiota e que vocês não deviam estar meditando, mas dormindo, que é muito mais produtivo e desestressante. O Tai Chi Chuan também é malévolo para as pessoas, porque deixam-nas mais lentas. Ora, se eu quero mover o meu braço, eu movo o meu braço, pois, acredite, aulas de como mover o braço devagar vão te deixar mais estafado.
Portanto, para relaxar as tensões, vá dormir, ou vá gastar dinheiro com algo útil, alguma coisa que não tenha a ver com yoga. E não experimente esses métodos heterodoxos anti-stress, principalmente os que envolvem comida, porque invariavelmente vão te fazer comer coisas que eram destinados ao uso industrial, como granola, salada ou sabão em barra.
***
Update: Para desestressar: a melhor tirinha do mundo! Vi aqui.
18 de janeiro de 2005
Teclado
Usei por três dias o Tecladinho Virtual do Windows. Foi uma coisa pavorosa que não desejo nem ao meu pior inimigo. (Não, peraí, desejo sim.) Meu teclado real quebrou. Tentei reanimá-lo usando, bem, técnicas de reanimação de teclados, como o eletrochoque. Mas não funcionou e o teclado faleceu. Segue uma figura do teclado e uma foto demonstrando meu estupor:

À esquerda, o teclado, moribundo. Na foto da direita, eu, condescendente.
Pois eis que ontem eu comprei um magnífico teclado novo. Por somente 700 reais, levei para casa um daqueles cheios de botões cujas finalidades desconheço por completo. Tem centenas deles. Meu novo teclado é um espetáculo de luzes, cores e sons. Às vezes fico em dúvida se estou utilizando um teclado de computador ou uma estação espacial.
Morro de medo de apertar qualquer um dos botões desta belezinha, mas eles devem ter alguma serventia. O botão chamado "Nuclear Holocaust", por exemplo, deve servir para algo, só que infelizmente eu não sei o que é esse algo e acho que terei que conviver com essa dúvida para sempre. Porque eu não sei inglês, né. Se eu soubesse, minha situação melhoraria muito, talvez eu até deduzisse qual a utilidade de certas teclas. O Instituto Rio Branco acha que nem os diplomatas precisam saber inglês, então para que um mero carpinteiro como eu precisaria?
Meu teclado novo teclado é incrível, mas é meio frustrante não poder desfrutar de todas as suas funções. Disseram-me que ele, se manuseado corretamente, poderia cozinhar e lavar roupa. Sugiro aos fabricantes que insiram nas próximas versões dos teclados botões chamados "Oxente" e "Diacho!" para facilitar a minha vida e a dos diplomatas brasileiros.
À esquerda, o teclado, moribundo. Na foto da direita, eu, condescendente.
Pois eis que ontem eu comprei um magnífico teclado novo. Por somente 700 reais, levei para casa um daqueles cheios de botões cujas finalidades desconheço por completo. Tem centenas deles. Meu novo teclado é um espetáculo de luzes, cores e sons. Às vezes fico em dúvida se estou utilizando um teclado de computador ou uma estação espacial.
Morro de medo de apertar qualquer um dos botões desta belezinha, mas eles devem ter alguma serventia. O botão chamado "Nuclear Holocaust", por exemplo, deve servir para algo, só que infelizmente eu não sei o que é esse algo e acho que terei que conviver com essa dúvida para sempre. Porque eu não sei inglês, né. Se eu soubesse, minha situação melhoraria muito, talvez eu até deduzisse qual a utilidade de certas teclas. O Instituto Rio Branco acha que nem os diplomatas precisam saber inglês, então para que um mero carpinteiro como eu precisaria?
Meu teclado novo teclado é incrível, mas é meio frustrante não poder desfrutar de todas as suas funções. Disseram-me que ele, se manuseado corretamente, poderia cozinhar e lavar roupa. Sugiro aos fabricantes que insiram nas próximas versões dos teclados botões chamados "Oxente" e "Diacho!" para facilitar a minha vida e a dos diplomatas brasileiros.
14 de janeiro de 2005
Los Hermanos
No post anterior, um leitor disse que é errado associar Anna Julia a Los Hermanos. Eles não são Anna Julia, são muito mais que ela, e é ofensivo associar uma música de uma banda à própria banda. Cocei a cabeça perguntando-me por quê. Assim, eu até concordo um pouco. Tentei associar a Nona Sinfonia a Los Hermanos, mas concluí que ela já estava associada a Beethoven. Tentei, em vão, associar La Primavera a Los Hermanos, mas já estava associada a Vivaldi. Num esforço derradeiro, tentei associar The Only a Los Hermanos, só que The Only, infelizmente, estava associada ao Static X. Ainda estou tentando desassociar Na Boquinha da Garrafa da Companhia do Pagode, para poder associá-la ao Los Hermanos.
Só não vejo o que há de depreciativo associar em uma música ruim a uma banda ruim (que, por acaso, fez a música ruim. É uma ligação natural banda-música). Ora, não estou maldizendo nada. Dizem-me que avaliar Los Hermanos por Anna Julia é um engodo, porque eles produzem coisa muito melhor, são os artistas da nova geração, estão revivendo o samba brasileiro - que, curiosamente, estava morto e eu nem sabia (creio que nem os sambistas sabiam).
Los Hermanos é a Xuxa do meio musical. Quando acusam-na de ser uma atriz pornô, ela diz que já passou, que aquela fase ficou para trás, que seu passado negro não deve ser remexido, que o filme Amor Estranho Amor foi um lapso de consciência. A propósito, fãs de Los Hermanos, o Metallica também mudou o estilo, ganhou mais público e foi acusado de ser vendido. Porque o Los Hermanos não é vendido? Eles são comprados? Alguém, por favor, explique para mim, porque eu não estou entendendo mais nada.
No post anterior, eu disse que queria falar algo sobre pernil fora do prazo de validade e naftalina no mesmo post de Los Hermanos. Porém, já me esqueci do que ia escrever. Provavelmente era uma analogia do pernil mofado às barbas ridículas dos integrantes do LH. You'll never know.
Só não vejo o que há de depreciativo associar em uma música ruim a uma banda ruim (que, por acaso, fez a música ruim. É uma ligação natural banda-música). Ora, não estou maldizendo nada. Dizem-me que avaliar Los Hermanos por Anna Julia é um engodo, porque eles produzem coisa muito melhor, são os artistas da nova geração, estão revivendo o samba brasileiro - que, curiosamente, estava morto e eu nem sabia (creio que nem os sambistas sabiam).
Los Hermanos é a Xuxa do meio musical. Quando acusam-na de ser uma atriz pornô, ela diz que já passou, que aquela fase ficou para trás, que seu passado negro não deve ser remexido, que o filme Amor Estranho Amor foi um lapso de consciência. A propósito, fãs de Los Hermanos, o Metallica também mudou o estilo, ganhou mais público e foi acusado de ser vendido. Porque o Los Hermanos não é vendido? Eles são comprados? Alguém, por favor, explique para mim, porque eu não estou entendendo mais nada.
No post anterior, eu disse que queria falar algo sobre pernil fora do prazo de validade e naftalina no mesmo post de Los Hermanos. Porém, já me esqueci do que ia escrever. Provavelmente era uma analogia do pernil mofado às barbas ridículas dos integrantes do LH. You'll never know.
Pobres e feios
Eu tinha algo para dizer sobre Los Hermanos, naftalina e pernil fora do prazo de validade, mas estou desconcentrado demais pensando na indiazinha do Big Brother Brasil e não poderei falar nada. Esse é o tipo de inconveniente que a Globo me traz: sonhos pornográficos.
Paradoxalmente, hoje entrou no programa uma pobrinha feiosa, por sorteio de cartas. Acho que ela conseguirá equilibrar toda a formosura da indiazinha (de quem desconheço o nome completamente), mas isso me deixou meio triste: vou ter que ligar a TV e ver gente feia de hoje em diante. O que será de mim? Que tipo de emissora é a Rede Globo? Uma emissora que coloca gente feia num programa de TV? Ora, por favor! (Digo isso e chuto a quina da mesa, ferindo-me mortalmente.)
A pobre também ganhou imunidade para a votação da próxima semana, por votação popular, sabe como é, com aquela carinha de pobre, não tinha como o povo não ficar comovido. O brasileiro olhava para aquele rostinho de matuta e dizia "Óuuunnn! Deve até comer de colher e faca!", e ficou com pena.
Paradoxalmente, hoje entrou no programa uma pobrinha feiosa, por sorteio de cartas. Acho que ela conseguirá equilibrar toda a formosura da indiazinha (de quem desconheço o nome completamente), mas isso me deixou meio triste: vou ter que ligar a TV e ver gente feia de hoje em diante. O que será de mim? Que tipo de emissora é a Rede Globo? Uma emissora que coloca gente feia num programa de TV? Ora, por favor! (Digo isso e chuto a quina da mesa, ferindo-me mortalmente.)
A pobre também ganhou imunidade para a votação da próxima semana, por votação popular, sabe como é, com aquela carinha de pobre, não tinha como o povo não ficar comovido. O brasileiro olhava para aquele rostinho de matuta e dizia "Óuuunnn! Deve até comer de colher e faca!", e ficou com pena.
7 de janeiro de 2005
Colchonismo e dissidências
Aconteceram vários milagres depois do maremoto na Ásia: dois gêmeos de nove anos sobreviveram graças a uma mulher que os carregou nas costas e chegou à terra firme seguindo uma serpente; um bebê de um mês foi encontrado vivo no telhado de uma casa na Indonésia; um menino de cinco anos sobreviveu por dois dias boiando sobre um colchão.
Eu acredito em qualquer asneira que me falam, mas essa serpente não me engana, deve ser armação. Ao contrário do telhado, que é santo mesmo, e do colchão que, claro, é o Deus vivo. Glória ao colchão, aleluia! Muito me admira que ninguém ainda tenha aderido ao colchonismo - do qual sou adepto desde antes do desastre na Ásia.
Na religião do Rodolfo ex-Raimundos, o pastor ministra o culto de bermuda, sandália e camiseta, e o altar é uma prancha de surfe. O colchonismo vai mais longe, permitindo que os fiéis fiquem dormindo, vestidos ou nus, em casa em vez de perder tempo indo a um templo. Eu, por exemplo, quando vi a notícia dos maremotos na TV, calmamente virei para o lado, me cobri e dormi. Foi uma forma de rezar ao colchão e acreditar na sua benevolência.
Ouvi dizer que tem um grupinho de pessoas na Índia tentando criar o telhadismo, dissidência do colchonismo que acredita que o telhado que salvou o bebê é Deus. Uma tolice, lógico. Todo mundo sabe que Deus é o colchão e que o telhado é seu profeta.
Eu acredito em qualquer asneira que me falam, mas essa serpente não me engana, deve ser armação. Ao contrário do telhado, que é santo mesmo, e do colchão que, claro, é o Deus vivo. Glória ao colchão, aleluia! Muito me admira que ninguém ainda tenha aderido ao colchonismo - do qual sou adepto desde antes do desastre na Ásia.
Na religião do Rodolfo ex-Raimundos, o pastor ministra o culto de bermuda, sandália e camiseta, e o altar é uma prancha de surfe. O colchonismo vai mais longe, permitindo que os fiéis fiquem dormindo, vestidos ou nus, em casa em vez de perder tempo indo a um templo. Eu, por exemplo, quando vi a notícia dos maremotos na TV, calmamente virei para o lado, me cobri e dormi. Foi uma forma de rezar ao colchão e acreditar na sua benevolência.
Ouvi dizer que tem um grupinho de pessoas na Índia tentando criar o telhadismo, dissidência do colchonismo que acredita que o telhado que salvou o bebê é Deus. Uma tolice, lógico. Todo mundo sabe que Deus é o colchão e que o telhado é seu profeta.
4 de janeiro de 2005
Cartinha
Papai Noel,
Pensei em escrever isso hoje e dei um tapão na cabeça de tanto descontentamento. Crap!, eu pensei, pois deveria ter escrito isso antes do Natal. O tapão foi tão forte que, então, eu cambaleei da direita para a esquerda. Depois, cambaleei da diagonal superior direita para a diagonal inferior esquerda. Só então caí.
Tive preguiça de levantar, então estou aqui no chão, olhando para o teto e escrevendo numa posição desconfortavelmente ruim - e eu juro que já escrevi numa posição desconfortavelmente boa (que foi quando eu estava sentado desconfortavelmente numa cadeira, escrevendo, mas estava comendo nachos, que são bons).
Oh, sim, não me deixe desvirtuar do assunto, Papai Noel. Eu ia dizer que as pessoas perderam o espírito natalino. Todas dizem que odeiam o Natal - aquele inconveniente todo da propaganda anti-capitalista, você sabe. Dizem que o Natal é uma hipocrisia. Como se isso fosse ruim! Parece até que não gostam de receber presentinhos, de comer aquele galetinho com farofa esperto, de luzinhas piscantes!
Isso é culpa dos comunistas, Papai Noel. Aqueles que querem instalar a ditadura do proletariado. Apesar de eu não saber a quem se refere esse negócio de "proletariado". Quem vai governar o país? O gari ou o pedreiro? Outra coisa que me ocorre é que a maioria dos comunistas não fazem nada - como Marx, que vivia às custas de Engels. Serão eles proletários?
Vou me levantar. Ah, uma posição confortável, finalmente. Numa posição tão confortável desse jeito eu não consigo desfiar nenhum argumento vagabundo. Estou até com medo de enviar essa cartinha. Ficou muito ruim. Mas tudo bem, filme brasileiro é sempre ruim e eles exibem nos cinemas. Por que não mandar essa cartinha, então?
Pensei em escrever isso hoje e dei um tapão na cabeça de tanto descontentamento. Crap!, eu pensei, pois deveria ter escrito isso antes do Natal. O tapão foi tão forte que, então, eu cambaleei da direita para a esquerda. Depois, cambaleei da diagonal superior direita para a diagonal inferior esquerda. Só então caí.
Tive preguiça de levantar, então estou aqui no chão, olhando para o teto e escrevendo numa posição desconfortavelmente ruim - e eu juro que já escrevi numa posição desconfortavelmente boa (que foi quando eu estava sentado desconfortavelmente numa cadeira, escrevendo, mas estava comendo nachos, que são bons).
Oh, sim, não me deixe desvirtuar do assunto, Papai Noel. Eu ia dizer que as pessoas perderam o espírito natalino. Todas dizem que odeiam o Natal - aquele inconveniente todo da propaganda anti-capitalista, você sabe. Dizem que o Natal é uma hipocrisia. Como se isso fosse ruim! Parece até que não gostam de receber presentinhos, de comer aquele galetinho com farofa esperto, de luzinhas piscantes!
Isso é culpa dos comunistas, Papai Noel. Aqueles que querem instalar a ditadura do proletariado. Apesar de eu não saber a quem se refere esse negócio de "proletariado". Quem vai governar o país? O gari ou o pedreiro? Outra coisa que me ocorre é que a maioria dos comunistas não fazem nada - como Marx, que vivia às custas de Engels. Serão eles proletários?
Vou me levantar. Ah, uma posição confortável, finalmente. Numa posição tão confortável desse jeito eu não consigo desfiar nenhum argumento vagabundo. Estou até com medo de enviar essa cartinha. Ficou muito ruim. Mas tudo bem, filme brasileiro é sempre ruim e eles exibem nos cinemas. Por que não mandar essa cartinha, então?
2 de janeiro de 2005
Aula de hardware
Série Grandes Posts do Passado Que Ninguém Leu
Outro dia, estava eu perguntando a um amigo técnico em informática por que meu computador travava enquanto eu jogava meu belíssimo game Worms 3D®. Pois bem, perguntando isso, o por que do meu belíssimo game Worms 3D® travar meu computador, transcorre-se o diálogo:
Frost: Amigo técnico em informática, por que meu computador trava enquanto jogo meu belíssimo game Worms 3D®?
Amigo técnico em informática: Não faço idéia, deve ser algum problema de hardware.
Frost: Pois bem, amigo técnico em informática, não pode me indicar nada a fazer neste caso para que o problema seja solucionado e para que eu possa jogar meu belíssimo game Worms 3D®?
Amigo técnico em informática: Compre uma Magnum e dê 3 tiros em seu processador, 10 em seu HD, 10 na placa de vídeo, 50 na sua placa mãe e perfure todo o computador com tiros. Ligue-o novamente.
Frost: Perfeitamente.
Até aí tudo bem eu fui fazer o que o meu amigo técnico em informática mandou para que eu pudesse jogar meu belíssimo game Worms 3D®. Magnum já estava em minhas mãos quando eu percebi que não poderia disparar tiros com aquilo:

Como eu poderia atirar com este delicioso sorvete? E pior de tudo, ele nem especificou o sabor, ao menos se era da série clássica, special ou 7 pecados capitais! Assim fica difícil. Como poderei jogar meu belíssimo game Worms 3D® assim? Francamente.
Outro dia, estava eu perguntando a um amigo técnico em informática por que meu computador travava enquanto eu jogava meu belíssimo game Worms 3D®. Pois bem, perguntando isso, o por que do meu belíssimo game Worms 3D® travar meu computador, transcorre-se o diálogo:
Frost: Amigo técnico em informática, por que meu computador trava enquanto jogo meu belíssimo game Worms 3D®?
Amigo técnico em informática: Não faço idéia, deve ser algum problema de hardware.
Frost: Pois bem, amigo técnico em informática, não pode me indicar nada a fazer neste caso para que o problema seja solucionado e para que eu possa jogar meu belíssimo game Worms 3D®?
Amigo técnico em informática: Compre uma Magnum e dê 3 tiros em seu processador, 10 em seu HD, 10 na placa de vídeo, 50 na sua placa mãe e perfure todo o computador com tiros. Ligue-o novamente.
Frost: Perfeitamente.
Até aí tudo bem eu fui fazer o que o meu amigo técnico em informática mandou para que eu pudesse jogar meu belíssimo game Worms 3D®. Magnum já estava em minhas mãos quando eu percebi que não poderia disparar tiros com aquilo:
Como eu poderia atirar com este delicioso sorvete? E pior de tudo, ele nem especificou o sabor, ao menos se era da série clássica, special ou 7 pecados capitais! Assim fica difícil. Como poderei jogar meu belíssimo game Worms 3D® assim? Francamente.
1 de janeiro de 2005
Réveillon
Lula disse que temos que tratar bem a natureza, porque se tratamos mal, às vezes, ela manda um maremoto para se vingar. Jogamos um monte de porcaria no mar durante o réveillon, o que me leva a acreditar que 2005 no Brasil vai ser uma maravilha.
***
Eu nunca entendi muito bem qual era o significado simbólico de jogar flores e garrafas no mar durante o réveillon. Sempre interpretei como sendo um aviso ao mar. "Estamos jogando flor agora e é para você se preparar, mar, porque durante o ano vamos jogar esgoto."
Segundo a Umbanda e o Candomblé, Iemanjá é a rainha das duas águas salgadas: das lágrimas da mãe que chora pela vida do filho e do mar, onde ela mora. A Umbanda e o Candomblé também dizem que Iemanjá aceita oferendas que jogamos na praia.
A julgar pela quantidade de garrafas e flores que havia hoje na praia, suponho que Iemanjá não aceitou muitos presentes. Achou tudo muito barato e jogou de volta para a areia. "O quê? Garrafa de sidra? Bando de pobre!" "Outra rosa de jardim? As pessoas estão a cada dia mais avarentas!"
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Eu nunca entendi muito bem qual era o significado simbólico de jogar flores e garrafas no mar durante o réveillon. Sempre interpretei como sendo um aviso ao mar. "Estamos jogando flor agora e é para você se preparar, mar, porque durante o ano vamos jogar esgoto."
Segundo a Umbanda e o Candomblé, Iemanjá é a rainha das duas águas salgadas: das lágrimas da mãe que chora pela vida do filho e do mar, onde ela mora. A Umbanda e o Candomblé também dizem que Iemanjá aceita oferendas que jogamos na praia.
A julgar pela quantidade de garrafas e flores que havia hoje na praia, suponho que Iemanjá não aceitou muitos presentes. Achou tudo muito barato e jogou de volta para a areia. "O quê? Garrafa de sidra? Bando de pobre!" "Outra rosa de jardim? As pessoas estão a cada dia mais avarentas!"
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