Tenho uma teoria, e ela é facilmente comprovável, totalmente factual, de forma que eu espero que os fundamentalistas cristãos americanos não tentem impedi-la de ser ensinada nas salas de aula. Basicamente é uma teoria que se propõe a explicar o fenômeno das pessoas que trocam de MSN para que você seja obrigado a adicioná-las de novo em outro email, o que não fará absolutamente nenhuma diferença, mas elas insistem em fazer isso só para dar trabalho.
Minha teoria é a seguinte. Essas pessoas querem chamar a atenção. Sei, não é uma teoria muito inovadora, mas ela funciona em vários níveis. Primeiro a pessoa, com quem você provavelmente não fala, muda o MSN. Ela coloca uma mensagem no próprio nome alertando para o destino terrível de quem não adicionar seu novo email -- perdê-la. Você se dá ao trabalho de adicioná-la e não apaga o endereço antigo, porque você está fazendo outra coisa, tipo procurar um wallpaper maneiro de Final Fantasy Advent Children.
Toda vez que passar olhando aleatoriamente pelo seu MSN, seu subconsciente captará o nome da pessoa duas vezes (ou mais, dependendo do quão psico ela for pra ficar mudando repetidamente o email). Assim, você eventualmente vai falar com a pessoa que mudou o email, que havia ardilosamente tramado tudo anteriormente.
Eu posso até, como o Parkman de Heroes, reproduzir com riqueza de detalhes os pensamentos do ser humano que faz esse tipo de coisa: "Como ninguém pode ler meus pensamentos, vou pensar algo moralmente ultrajante, hihi. Eu vou mudar meu endereço de MSN, o que obrigará as pessoas a adicionarem um novo endereço meu. Elas me notarão tanto! I kick ass."
Como sempre as attention whores dominam o mundo e obrigam pessoas inocentes (eu) a adicioná-las em milhares de novos MSNs, o que eu notei agora quando limpava a minha lista de contatos.
Agora, o que é realmente incompreensível é quem apaga a própria conta no orkut para logo em seguida criar outra. É quase como esses vocalistas de certas bandas que saem em carreira solo para fazer músicas iguaizinhas às que faziam em seus grupos (mas pelo menos eles ganham mais dinheiro, menos a Nicole Sherzinger).
20 de novembro de 2007
18 de novembro de 2007
Mawble cawlums
Colunas gregas são legais, tantos estilos, formas, talvez cores, não sei. O problema é que os gregos faziam prédios inteiros de colunas, rodeados de colunas, lotados de colunas. Você coloca duas colunas na entrada de um lugar, aquilo parece imponente. Você coloca quinhetas e trinta e aquilo fica parecendo um estacionamento. Mas em estacionamentos, obviamente, os gregos eram imbatíveis.
14 de novembro de 2007
E as camisas agridem meus olhos
Nos jogos do Palmeiras com essa camisa fluorescente, eu sempre penso que tem um monte de juízes correndo pelo campo.
19 de outubro de 2007
Não é porque vão saltar no próximo ponto
Eu não sei o que as pessoas que usam o transporte público buscam no fim do ônibus, principalmente naqueles bem lotados, mas deve ser algo muito maneiro, um pote de ouro, um trevo de quatro folhas, a fonte da juventude, candy mountain. Porque elas realmente querem ir para o fundo do ônibus. E farão qualquer coisa para chegar lá.
13 de outubro de 2007
Da série: Perguntas que eu faria à Mel Lisboa caso ela fosse ao Altas Horas e eu por acaso estivesse na platéia #1
Eu não entendi o final de Presença de Anita, você poderia me explicar?
9 de outubro de 2007
Thom Yorke deveria parar de novo de tocar porque seus instrumentos emitem muito dióxido de carbono
Radiohead já colocou o próprio disco de graça na internet e o Jamiroquai e o Oasis vão fazer o mesmo. Essas bandas me permitem testar o ditado "não aceito nem de graça".
5 de outubro de 2007
Tropa de Elite
Eu ia postar esta resenha no Roliudi, mas o site é .com.br, tem uma política meio estrita quanto a falar de filmes que ainda não foram lançados. Como neste blog é tudo liberado e eu não arrisco a vida nem o dinheiro de ninguém além de mim, vou postá-la aqui.
***
Eu não tenho lido nada sobre Tropa de Elite, então é possível que eu esteja falando algo que já foi dito por algum ligeirinho na Terra, mas, de qualquer forma, quem diz que esse filme é fascista, francamente, é dumb as fuck.
Não, sério. Porque, parece, um filme não pode mostrar que quem comete atos bárbaros, policiais, também tem sentimentos, não gosta do que faz e, quem sabe, pode ser, talvez tenha um pouco de razão. Se mostrar, é fascista. Tropa de Elite mostra policiais fazendo tudo de ruim: executando sumariamente, torturando, coisa e tal. O problema é que ele mostra que os policiais têm famílias, são normais, também têm a própria visão das coisas -- muito embora façam o que façam. E um filme não poderia mostrar essas coisas. Tem que haver um lado bom e um lado mau, e a divisão entre os dois lados deve ser nítida. Os policiais não deviam ter problemas existenciais, deviam ter risadas maléficas, deviam usar sobretudos de gola alta -- afinal eles são THE EVAL.
Os críticos que dizem que o filme é fascista, me parece, querem que todos os filmes sejam uma luta dos Ursinhos Carinhosos contra o Coração Gelado. Isso me lembra o William Waack, do Jornal da Globo, quando noticiou o início de uma exposição de fotos dos nazistas nos campos de concentração, onde apareciam sorrindo e fazendo coisas normais. O tom da coisa parecia querer passar algo como "Como se atrevem a fazer coisas normais?! Estas estão reservadas a nós, seus monstros malignos! Agora voltem a fazer planos de extermínio e a beber sangue humano!". Todo mundo sabe que os nazistas eram como a Família Addams, que ama a tristeza e odeia a bondade, as comidas gostosas e as reuniões familiares.
Agora, o filme, propriamente, como vocês já devem ter notado pelo meu tom de defesa incondicional, eu achei sensacional. Isso na versão não-editada que pegamos no Mininova.org. Podemos supor que, na versão final, está ainda mais badass. (Inclusive, a música do Tihuana, já velha e que nem parecia tão legal, ficou uma beleza com o filme.)
Wagner Moura, em sua primeira experiência no cinema sem a companhia do Lázaro Ramos, se mostrou bastante confiante, apesar de estar presumivelmente inseguro (um relacionamento de tantos anos...). Ele convenceu (gostaram deste termo? Avalio muito tecnicamente os filmes). Não há como não gostar do Capitão Nascimento, autor de tantas quotes que vão rechear o IMDb, futuro pai e torturador simpático.
Ah, Tropa de Elite também vai agradar todos aqueles que odeiam as discussões em suas faculdades. É um filme extremamente anti-debates em faculdade, este, sim, um rótulo justo. Porque todos os debates em faculdades são estúpidos e todos os temas de faculdade são estúpidos. Eu teria vergonha de discutir Foucault, ou, para dizer a verdade, qualquer autor ou livro em faculdade, depois de ver este filme. Quer dizer, eu já fico com vergonha de estar matriculado numa faculdade depois de ver este filme. Deve ser por isso que é fascista. Boo, intolerante.
De qualquer maneira, a coisa toda é ótima e vale a pena gastar uma noite de download no BitComet (apesar de eu preferir o Azureus, pega lá no Superdownloads pra ver). Ok, eu diria que vale até uma entrada no cinema para ver a versão finalizada e sem títulos em inglês. Só não baixe se você tiver muita consciência social.
Eu não tenho lido nada sobre Tropa de Elite, então é possível que eu esteja falando algo que já foi dito por algum ligeirinho na Terra, mas, de qualquer forma, quem diz que esse filme é fascista, francamente, é dumb as fuck.
Não, sério. Porque, parece, um filme não pode mostrar que quem comete atos bárbaros, policiais, também tem sentimentos, não gosta do que faz e, quem sabe, pode ser, talvez tenha um pouco de razão. Se mostrar, é fascista. Tropa de Elite mostra policiais fazendo tudo de ruim: executando sumariamente, torturando, coisa e tal. O problema é que ele mostra que os policiais têm famílias, são normais, também têm a própria visão das coisas -- muito embora façam o que façam. E um filme não poderia mostrar essas coisas. Tem que haver um lado bom e um lado mau, e a divisão entre os dois lados deve ser nítida. Os policiais não deviam ter problemas existenciais, deviam ter risadas maléficas, deviam usar sobretudos de gola alta -- afinal eles são THE EVAL.
Os críticos que dizem que o filme é fascista, me parece, querem que todos os filmes sejam uma luta dos Ursinhos Carinhosos contra o Coração Gelado. Isso me lembra o William Waack, do Jornal da Globo, quando noticiou o início de uma exposição de fotos dos nazistas nos campos de concentração, onde apareciam sorrindo e fazendo coisas normais. O tom da coisa parecia querer passar algo como "Como se atrevem a fazer coisas normais?! Estas estão reservadas a nós, seus monstros malignos! Agora voltem a fazer planos de extermínio e a beber sangue humano!". Todo mundo sabe que os nazistas eram como a Família Addams, que ama a tristeza e odeia a bondade, as comidas gostosas e as reuniões familiares.
Agora, o filme, propriamente, como vocês já devem ter notado pelo meu tom de defesa incondicional, eu achei sensacional. Isso na versão não-editada que pegamos no Mininova.org. Podemos supor que, na versão final, está ainda mais badass. (Inclusive, a música do Tihuana, já velha e que nem parecia tão legal, ficou uma beleza com o filme.)
Wagner Moura, em sua primeira experiência no cinema sem a companhia do Lázaro Ramos, se mostrou bastante confiante, apesar de estar presumivelmente inseguro (um relacionamento de tantos anos...). Ele convenceu (gostaram deste termo? Avalio muito tecnicamente os filmes). Não há como não gostar do Capitão Nascimento, autor de tantas quotes que vão rechear o IMDb, futuro pai e torturador simpático.
Ah, Tropa de Elite também vai agradar todos aqueles que odeiam as discussões em suas faculdades. É um filme extremamente anti-debates em faculdade, este, sim, um rótulo justo. Porque todos os debates em faculdades são estúpidos e todos os temas de faculdade são estúpidos. Eu teria vergonha de discutir Foucault, ou, para dizer a verdade, qualquer autor ou livro em faculdade, depois de ver este filme. Quer dizer, eu já fico com vergonha de estar matriculado numa faculdade depois de ver este filme. Deve ser por isso que é fascista. Boo, intolerante.
De qualquer maneira, a coisa toda é ótima e vale a pena gastar uma noite de download no BitComet (apesar de eu preferir o Azureus, pega lá no Superdownloads pra ver). Ok, eu diria que vale até uma entrada no cinema para ver a versão finalizada e sem títulos em inglês. Só não baixe se você tiver muita consciência social.
24 de setembro de 2007
Sobre o amor e seus caprichos
(Eu estava com a idéia deste conto há um tempo já e pretendia postá-lo inteiro. Mas se eu fosse esperar completar o texto para depois postá-lo, eu só ia terminar em 2019. Assim, decidi postar o que já tenho pronto e ir postando à medida que eu for escrevendo. Dessa forma eu fico com aquela sensação de que realmente estou progredindo, mais próximo do fim, coisa e tal. Então lá vão as duas primeiras partes.)
***
I
A experiência nos ensina que só há uma forma cem por cento segura de se apaixonar. Ela consiste no seguinte: uma pessoa deve esbarrar na outra, de forma que esta derrube acidentalmente no chão os livros, as revistas, os cadernos, ou coisa que o valha, que carregava. As duas, então, agacham-se para recolher o material derrubado, balbuciando desculpas, até que os olhares de ambas se cruzam. A paixão é imediata. Elas levantam e sabem que se amam mutuamente. Não se conhece um caso na história em que o esbarrão e subseqüente recolhimento de material do chão não tenha resultado numa fulminante paixão e, em certos casos, por que não, num amor duradouro.
II
Apesar de, atualmente, imaginarmos que esse tipo de paixão só ocorre em séries de TV como Dawson's Creek e Veronica Mars, a detetive adolescente, há registros de esbarrões e recolhimentos de materiais em todas as épocas da história humana. Manuscritos apócrifos contam que Moisés só se casou com Ziporá quando os dois se chocaram e fizeram com que o profeta largasse as duas tábuas dos Dez Mandamentos. Quando foram recolhê-las no chão, seus olhares se cruzaram e nada mais foi como antes.
Uma passagem omitida por copistas tardios do Livro das Mil e Uma Noites, por preocupação com a coerência, dá conta que o rei Sharyah na verdade não mata Sharazad por conta da paixão fulminante que tem por ela, que lhe acometeu após eles se esbarrarem e se agacharrem para pegar alguns palimpsestos do chão.
(Continua — como o episódio de House da semana passada na Record, que adiou a conclusão para esta semana e me deixou com muita raiva.)
I
A experiência nos ensina que só há uma forma cem por cento segura de se apaixonar. Ela consiste no seguinte: uma pessoa deve esbarrar na outra, de forma que esta derrube acidentalmente no chão os livros, as revistas, os cadernos, ou coisa que o valha, que carregava. As duas, então, agacham-se para recolher o material derrubado, balbuciando desculpas, até que os olhares de ambas se cruzam. A paixão é imediata. Elas levantam e sabem que se amam mutuamente. Não se conhece um caso na história em que o esbarrão e subseqüente recolhimento de material do chão não tenha resultado numa fulminante paixão e, em certos casos, por que não, num amor duradouro.
Apesar de, atualmente, imaginarmos que esse tipo de paixão só ocorre em séries de TV como Dawson's Creek e Veronica Mars, a detetive adolescente, há registros de esbarrões e recolhimentos de materiais em todas as épocas da história humana. Manuscritos apócrifos contam que Moisés só se casou com Ziporá quando os dois se chocaram e fizeram com que o profeta largasse as duas tábuas dos Dez Mandamentos. Quando foram recolhê-las no chão, seus olhares se cruzaram e nada mais foi como antes.
Uma passagem omitida por copistas tardios do Livro das Mil e Uma Noites, por preocupação com a coerência, dá conta que o rei Sharyah na verdade não mata Sharazad por conta da paixão fulminante que tem por ela, que lhe acometeu após eles se esbarrarem e se agacharrem para pegar alguns palimpsestos do chão.
(Continua — como o episódio de House da semana passada na Record, que adiou a conclusão para esta semana e me deixou com muita raiva.)
18 de setembro de 2007
Eu as vi naquela situação e fiquei tocado
Acabo de voltar do Rio. Lá eu vi pessoas em estado terminal de sotaque do Rio. Uma coisa triste de se ver, é dali pra pior. A pessoa pode estar saudável num momento, mas em outro começa a falar com o sotaque do Rio e vai definhando, não dá pra parar o processo.
21 de agosto de 2007
Uma nota sobre a fragrância suave Brut
Ironicamente, no meu desodorante, o Brut, tem escrito na parte de trás que ele é uma "fragrância suave para homens modernos e seguros". Sério, Brut é para homens modernos. Fico meio triste pelos homens antiquados e inseguros quando vejo esses slogans de desodorante, penso no triste destino deles, que são obrigados a ficar para sempre com CC (haha, acho engraçado escrever isso).
(E não admira que sejam inseguros. Ficam lá, fedendo o tempo todo — embora este seja um raciocínio um tanto circular.)
(E não admira que sejam inseguros. Ficam lá, fedendo o tempo todo — embora este seja um raciocínio um tanto circular.)
12 de agosto de 2007
Olá, visitantes advindos do mapa da blogosfera brasileira
Só hoje fui ver que André Dahmer fez um mapa do mundo dos blogs brasileiro, e lá estou eu, perto do Soares Silva, do Leite de Pato, do Liberal, Libertário, Libertino e do Cláudio Humberto. Estou feliz com o meu continente, apesar de que deles eu só leio o Soares Silva mesmo. Mas respeitarei a opinião dos outros se eles não gostarem da minha companhia.
Então, se alguém tiver alguma objeção a fazer fronteira comigo, eu faço questão de espalhar no Manipulação umas quinhentas e seis propagandas (mais aquele script que coloca um link em todas as palavras dos textos para uma busca no Mercado Livre) e fazer o meu país migrar para o continente do Interney. Como naquele livro do Saramago.
Então, se alguém tiver alguma objeção a fazer fronteira comigo, eu faço questão de espalhar no Manipulação umas quinhentas e seis propagandas (mais aquele script que coloca um link em todas as palavras dos textos para uma busca no Mercado Livre) e fazer o meu país migrar para o continente do Interney. Como naquele livro do Saramago.
24 de julho de 2007
Carta aberta a todos os segundos e terceiros colocados de todas as modalidades nos Jogos Pan-americanos
Caros,
Venho por meio deste dar meus sinceros parabéns àqueles brasileiros que ganharam medalhas de prata ou bronze nestes Jogos Pan-americanos, em todas as modalidades. Vocês são um orgulho para o país ao prestarem um serviço tão nobre como o de critério de desempate no quadro de medalhas. Vejam que, caso o Brasil venha a empatar com Cuba nas medalhas de ouro, aqueles que ganharam medalhas de prata vão prestar um enorme serviço à pátria, desempatando a competição, colocando o país no segundo lugar geral das Américas.
A importância de suas medalhas é análoga à do número de vitórias ou ao saldo de gols de um time do Brasileirão; isto é, no caso das medalhas de prata. No caso das de bronze, elas não são mais que o número de empates ou, talvez, os gols pró. Não quero que pensem que estou desmerecendo suas conquistas ao dizer isso — longe de mim. Elas são grandes façanhas, uma medalha de prata a mais e o Fluminense passaria do Goiás na tabela do campeonato, um bronze e o Figueirense superaria o Internacional. Suas conquistas são importantes, é necessário haver segundos colocados, sustentáculos, apêndices, vice-escolhidos, critérios de desempate, para que se destaquem aqueles que realmente merecem.
Para demonstrar meu apreço por seus serviços, pretendo inclusive confeccionar-lhes, não gratuitamente, mas a um módico custo, não maior que o incorrido para que chegassem onde chegaram — a saber, no máximo no segundo lugar —, algumas camisetas com mensagens edificantes, como por exemplo "Sou critério de desempate, mas sou feliz", "Fiquei em segundo/terceiro, mas vou virar comentarista da Globo no próximo Pan" e "Prata não conta, mas é mais bonita". Espero que gostem.
Sem mais.
Yours sincerely,
Venho por meio deste dar meus sinceros parabéns àqueles brasileiros que ganharam medalhas de prata ou bronze nestes Jogos Pan-americanos, em todas as modalidades. Vocês são um orgulho para o país ao prestarem um serviço tão nobre como o de critério de desempate no quadro de medalhas. Vejam que, caso o Brasil venha a empatar com Cuba nas medalhas de ouro, aqueles que ganharam medalhas de prata vão prestar um enorme serviço à pátria, desempatando a competição, colocando o país no segundo lugar geral das Américas.
A importância de suas medalhas é análoga à do número de vitórias ou ao saldo de gols de um time do Brasileirão; isto é, no caso das medalhas de prata. No caso das de bronze, elas não são mais que o número de empates ou, talvez, os gols pró. Não quero que pensem que estou desmerecendo suas conquistas ao dizer isso — longe de mim. Elas são grandes façanhas, uma medalha de prata a mais e o Fluminense passaria do Goiás na tabela do campeonato, um bronze e o Figueirense superaria o Internacional. Suas conquistas são importantes, é necessário haver segundos colocados, sustentáculos, apêndices, vice-escolhidos, critérios de desempate, para que se destaquem aqueles que realmente merecem.
Para demonstrar meu apreço por seus serviços, pretendo inclusive confeccionar-lhes, não gratuitamente, mas a um módico custo, não maior que o incorrido para que chegassem onde chegaram — a saber, no máximo no segundo lugar —, algumas camisetas com mensagens edificantes, como por exemplo "Sou critério de desempate, mas sou feliz", "Fiquei em segundo/terceiro, mas vou virar comentarista da Globo no próximo Pan" e "Prata não conta, mas é mais bonita". Espero que gostem.
Sem mais.
Yours sincerely,
21 de julho de 2007
Roliudi IV
Depois de mais de duas semanas, voltei ao Roliudi, numa resenha um tanto afetada aqui e numa notícia atrasada aqui.
15 de julho de 2007
Coisas que não têm graça, mas que continuam a ser tratadas como se tivessem #2
Chamar o Lula de apedeuta, de Lulla, de Mula, ou mesmo do combo Mulla, com ou sem os ll em verde e amarelo, para espertamente aludir a Collor: Lulla — de fato, qualquer apelido inventado para o Lula é estúpido (não que eu goste do Lula; poucos o devem odiar mais do que eu, mas eu tenho consciência de que ele se fortalece sempre que um seu adversário o apelida de alguma coisa).
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