23 de agosto de 2004

Pátria olímpica

E agora, fiquem vocês com os resultados olímpicos do Brasil, uma bela apresentação do nosso país.

Atletismo: Perdeu em tudo.
Boxe: Perdeu.
Canoagem: Perdeu.
Handebol: Perdeu.
Judô: Perdeu.
Nado sincronizado: Perdeu.
Natação: Perdeu.
Pentatlo: Perdeu.
Remo: Perdeu.
Saltos Ornamentais: Perdeu.
Tênis: Perdeu.
Tênis de mesa: Perdeu.
Tiro: Perdeu.
Vela: Ganhou! Uhul, bicampeão!

Agora, como sou um comentarista isento, tecerei meus comentários comprados pela Globo e que não têm nenhum compromisso com a verdade.

100 metros rasos
Ótima participação de Vicente Lenílson na corrida. Chegou em sétimo na final, excepcional. Quase chega em oitavo! Exemplo de raça e determinação do atletismo brasileiro. Deve ser difícil você sair da sua favela aqui no Nordeste para ser humilhado por atletas mutantes americanos.

É possível que Lenílson tenha alguma outra vocação. Para servente de pedreiro, quem sabe. Também né, imagine só, deve ser difícil você encontrar algum Lenílson que não seja um servente de pedreiro ou, com sorte, um pedreiro. Talvez você encontre um Lenílson vereador. Quer dizer, ele pode ser vereador atualmente, mas ele deve ter conseguido ser eleito graças à simpatia que conseguiu com anos ajudando a levantar lajes para a comunidade. Então, quando acabar o mandato de quatro anos, Lenílson voltará a ser servente de pedreiro. Ou pedreiro, graças ao prestígio.

Ginástica artística
Hoje, infelizmente a gauchinha Daiane dos Santos perdeu a final do solo, graças a Deus. Mas vocês sabem que não foi culpa dela a derrota. Foi culpa da romena que ganhou.

Ficou em quinto, mas poderia ter ficado em sexto, claro. Olha, gente, tenho certeza que a Daiane poderia ter ganho se não houvesse dado uma sambadinha do lado de fora da linha. Aliás, uma sambadinha bem sem atitude, a de Daiane. Ela tem que tomar aulas com um profissional como eu. Mas, alegria, a romena gostosa Catalina Pornô venceu:



E, dados os resultados brasileiros nos Jogos, pensei numa camisa para a delegação brasileira vestir na abertura das Olimpíadas de Pequim em 2008:



E já superamos a marca de duas pratas e quatro bronzes de Sidney! Pra frente, Brasil! Vai ganhar todas no vôlei, no outro vôlei e também no vôlei!

20 de agosto de 2004

A Empresa Motivacional

Semana passada um perdedor ministrou uma palestra motivacional - e eu vi. Ele disse que foi gordo, feio, burro, mas que hoje é magro, bonito, inteligente e trabalha na Petrobras. E, ah, ele montou uma empresa de motivação. Já imaginou o que faz uma empresa de motivação? Imagino que eles te arranjem uma namorada(o), façam uma lipoaspiração em você e paguem cursos técnicos de pesca esportiva.

Eu ficaria muito motivado se soubesse pescar. Lembro-me dos grandes anos que morei no Espírito Santo. Nunca fisguei um marlim na temporada de pesca na orla de Vitória. Também nunca tentei, mas tenho certeza de que é difícil. Se eu tivesse uma firma motivacional, colocaria marlins nos anzóis de todas as pessoas do mundo, fazendo-as ficarem felizes, alegres e, quem sabe, contentes. E mandaria um fotógrafo tirar uma foto da pessoa recém-feliz enquanto ela segura o marlim pela boca. Se fizessem isso comigo, eu guardaria a foto realizado e jogaria o peixe de volta no mar. Odeio peixe.

Mas acho que o operário da Petrobras que nos ensinava a ser motivado não faz esse tipo de coisa legal na firma dele. Ele te ensina a memorizar palavras. Um método tão eficiente quanto tentar quebrar uma jaca com a cabeça. Digo, uma cabeça normal. Rapaz, minha cabeça até quebraria uma jaca.

O motivado segurava um microfone enquanto falava. Ele girava a cabeça mas o microfone não acompanhava o movimento. Houve um momento em que o microfone ficou na orelha dele. Claro, aquilo me motivou muito a ser um vencedor magro, bonito, inteligente e servidor público da Petrobras. Quando eu estivesse no auge, usaria microfones como cotonetes!

Não tenho dinheiro para ficar limpando meu ouvido com um microfone, mas se isso faz daquele rapaz um vencedor, eu não sei mais o que é um perdedor. Duvido que ele já pescou um marlim. Se já o tivesse feito, não fundaria uma empresa motivacional dessas. Andaria pela rua com o nariz empinado, ignorando os outros seres inferiores que nunca fisgaram um. É, é, aí sim ele seria auto-confiante, aí sim.

19 de agosto de 2004

Eu odeio jornalistas

Sabe qual é o problema dos jornalistas? Mau hálito.

Sempre quis começar um texto assim, incitando a expectativa no leitor para então quebrar o efeito com alguma estupidez. Mas não, não. Não é por isso que eu odeio jornalistas. Apesar de haver muitos que adoram se alimentar de alho, cebola e derivados do petróleo. Se fosse dar um motivo desses para odiar alguém, deveria odiar os advogados também. Advogados peidam demais. Enfim.

Sabe qual é o problema dos jornalistas? Eles acham que todos se importam com a profissão deles. Fazem blogs informativos. Colocam trocentos links de sites de notícias (todos os sites de notícias), sites de partidos políticos, sites de advocacia, sites do governo (do Brasil e dos Estados Unidos), sites de jornalismo, sites de imprensa marrom, sites de imprensa cor-de-rosa, sites do exército, sites de ética no jornalismo, sites de como se portar no jornalismo e até sites de comportamento jornalístico.

E dão a opinião deles. Os jornalistas adoram opinar. Opinam porque se acham os mais informados do mundo, por isso são capazes de discorrer sobre qualquer coisa. Opinam sobre as cotas na universidade pública para os pretos. Se falassem sobre o conselho de jornalismo que o governo vai criar, tudo bem, eu aceito. Mas, nããão. Eles são jornalistas.

E eu, como todo o resto do mundo, não me importo com a opinião de um jornalista. E os blogs de jornalistas são tão divertidos quanto uma injeção com seringa contaminada. Todos fazem questão de escrever em seus perfis: Marildo Santos, 21 anos, Jornalista, gosta de picles.

Para equacionar essa superlotação de blogs por jornalistas, sugiro que outras profissões comecem a criar blogs e demonstrar suas opiniões - que ninguém vai dar a mínima também, mas pelo menos vai ser mais engraçado, como eu demonstro abaixo:

Tijolo Doido
Toninho Bate-Laje, um blog de um pedrero de 26 anos.
Post: Criassão do concelho de jornalismo
Esse negóço de concelho é que nem levantar um muro.... nóis coloca lajota por lajota e construímos uma coisa melhor pra todos mundo. E as pessoa merece que seje criado um jornal de concelhos pra concelhar todo mundo. Amanham vo bater outra laje. T+

Jornalistas não têm uma opinião muito interessante. Definitivamente.

14 de agosto de 2004

Kill Bill vol. 2

Sou um capitalista vendido aos ianques. Vi Kill Bill umas 8 vezes e não vi Pelé, Eterno. Aliás, me disseram que o filme do Pelé tem 15 minutos. Dez o trailer, quinze o filme. Mostra a carreira, as mulheres e de relance o relacionamento sexual dele com Garrincha.

Mas Kill Bill Vol. 2 eu vi, de relance, umas três vezes. E descobri por que ele era tão odiado pela loirinha noiva, Beatrix Kiddo - nome que estou revelando aqui e que só é dito no segundo volume, se você leu, acabou a graça do filme, vá fazer crochê.

Eis, Bill - que também só aparece no segundo filme, mas, como sou sádico, estrago a diversão da película:


Alvo


Bill é odiado por ser um Pataxó e Beatrix era apenas uma brasiliense preconceituosa que taca fogo em índios dormindo em pontos de ônibus. Certa vez Beatrix tentou atear fogo em Bill, mas este escapou do atentado contra sua vida e jurou vingança. Foi então que durante o casamento dela com um Pitboy filho de político, Bill e sua gangue invadem a igreja que ficava na Luziânia (Texas) e metem uma bala na cabeça da noiva, que não morre, porque tem um esqueleto de adamantium - apenas fica em coma.


Patricinha preconceituosa brasiliense


E este é o motivo pelo qual Kiddo quer matar Bill. Destaque para a participação do mestre de Kung-Fu no filme: Hermeto Pascoal.


Hermeto Pascoal ensina Kung Fu em Kill Bill 2

12 de agosto de 2004

Novidades antigas

Adivinhem qual bloguxo fofo e virtual - que não é real, pois é virtual, claro - mudou de servidor e nunca, nunca mais vai deixar seus visitantes infelizes e sem uma leitura diária de qualidade enquanto comem aquele pão com ovo no café da manhã?

E fecharei os comentários porque esse post é muito ruim e não merece sua atenção. Comente no de baixo. Ou no de cima.

Ps.: os comentários antigos não foram perdidos. Eles ainda moram no meu coração da haloscan.

Serviço social

Seu Alcir, o zelador aqui do prédio, falou que todos devemos ser amiguinhos e ajudarmos o próximo. Então, como Seu Alcir é muito gente boa, vou seguir o conselho dele e passar a adicionar alguma coisa à sua vida com meu diário fofo.

Então, portanto, por consegüinte e até em vista disso, anuncio aqui a contratação de dois funcionários elegantes e charmosos para informá-lo com as mais recentes atualidadades novas.

E, garotas, Jeorge está solteiro! E procurando!



Morre baleia jubarte na praia de Niterói

Uma baleia jubarte morreu anteontem (10/08) às 14h40 na praia do Forte Imbuhy Niterói, o que causou uma comoção generalizada em todo mundo daqui de casa que ama esses peixinhos que são mamíferos.

A baleia havia deixado o oceano a procura de uma melhor condição de vida na cidade grande, mas como era uma retirante do nordeste do oceano sem instrução que sempre trabalhou de bóia-fria, o mamífero não conseguiu arranjar emprego e atolou na areia da praia, de onde ficava pedindo esmolas para comprar comida para os baleinhos.

A baleia acabou sendo atingida por uma bala perdida e faleceu. A família não quis se manifestar sobre a morte do ente querido.



Ontem, o time de futebol feminino do Brasil venceu por 1 a 0 a seleção australiana e assumiu a liderança do grupo G juntamente com os Estados Unidos - que venceram a Grécia por 3 a 0. O jogo foi na cidade de Salônica a 530 km de Atenas.

O gol aconteceu aos 35 minutos do primeiro tempo em jogada individual de Marta. O Brasil poderia ter conseguido um placar mais elástico, porém desperdiçou muitas chances. Destaque para a atuação de Formiga que jogou muito bem, já que não tinha nenhum tamanduá em campo.


- Hahahahahahahahahahahahahahahahahaha!

É sempre bom começar com uma piada que agrada ao público.

10 de agosto de 2004

Da época de Cavaleiro

Certa vez eu quis jogar uma judoca grega pela varanda do meu apartamento. Então, a polícia me perseguiria e eu me jogaria da mesma varanda, arrependido pelo que havia feito. Mas logo desisti dessa idéia.

Desisti porque percebi que me machucaria muito. Covarde não morre cedo. Teria que descobrir uma alternativa para poder me jogar da janela. Pensei bastante até achar uma alternativa viável: tornar-me um Cavaleiro do Zodíaco.

Uma coisa que sempre me deixou intrigado foi o fato de tirarmos o gesso após concluírmos o tratamento de uma fratura ou luxação. É um grande contrassenso da medicina atual. Devíamos ficar com o gesso para sempre. Inclusive se não tivéssemos nenhum tipo de deficiência. Gessos nos deixam muito mais fortes.

Lembro de quando eu quebrei um braço, durante a infância. Tirando a dor e o sofrimento, usar um suporte de gesso enfaixado extremamente pesado foi maravilhoso. Aumentou bastante meu poder de ataque e defesa. Toda vez que ia bater uma pelada com aquele braço enfaixado, eu chegava empurrando todo mundo e, ah, ninguém - ninguém - conseguia me vencer no jogo de corpo. Meu braço deficiente servia como uma armadura. Avançava para cima de um moleque do time rival e ele era derrubado pelo meu vigor corporal do braço deficiente.

E aquela época com o braço desgraçadamente fodido foi minha época de Cavaleiro do Zodíaco. E as faixas e o gesso eram minha armadura. E isso não é brincadeira, não. Eu era bem mais poderoso com o braço enrolado. Se pudesse, usaria até hoje aquelas fenomenais gazes para destruir qualquer inimigo em potencial.

É claro que se usássemos a nosso bel prazer o poder do gesso terapêutico, teríamos uma série de incompetências, já que não moveríamos nossos membros direito. Provavelmente não estaria escrevendo este texto, já que meus dedos atrofiar-se-iam pelo desuso.

Em compensação, eu seria muito mais forte e atrairia muito mais mulheres com minha força monumental. Meus sonhos seriam realizados e eu não teria mais vontades. Jogaria muitas namoradas judocas da varanda, para me jogar em seguida.

Mas, droga, não usei gessos durante toda a minha vida e não tenho força. Só tenho essas inúteis habilidades manuais de precisão - escrita, digitação, desenho, origami, boxe tailandês. Não sou o que eu sonho. Se usasse um maravilhoso gesso, tudo seria diferente.

*Estala os dedos em expressão de desapontamento*

9 de agosto de 2004

A história das guitarras malígnas

Recebi vários emails, cartas e pedidos de casamento perguntando como pôde o guitarrista do Dance of Days ter a cabeça degolada com sua própria guitarra. Até no Conselho de Amigo me perguntaram como se matar usando apenas um desses instrumentos. De fato, todos desacreditaram. Ninguém poderia conceber uma guitarra voando de encontro com o crânio do seu músico de uma forma tão destruidora.

- Como o guitarrista conseguiu se machucar com a guitarra?

A resposta é muito simples e está diante de seus olhos, pessoa que não acreditou em mim quando eu disse que a guitarra rasgou o rosto de Tyello. As guitarras são instrumentos musicais pesados, feitos de fibra ou madeira, com partes de aço e cromadas. Partes em metal e cordas cromadas garantem ainda mais massa para o instrumento.

Ou seja, imagine que o Axl Rose está cantando como uma bicha histérica e uma Stratocaster vôe na direção da cabeça dele:


Então, a Stratocaster o antingirá - e não sofrerá nenhum dano - e sua cabeça será destruída:


Como vêem, é muito fácil para uma guitarra mal-intencionada deliberadamente voar e matar alguém. Agora, os meios como elas fazem isso são um mistério (se bem que essa guitarra tinha bom gosto para atacar o Axl).

O número de crimes de instrumentos musicais tem aumentado vertiginosamente e é nosso dever conter esse avanço. A Stratocaster meliante de hoje pode ser a Les Paul malígna do futuro.

E é assim que uma guitarra pode machucar uma pessoa. Estamos entendidos?

7 de agosto de 2004

Desculpas e mais desculpas

Estive ausente esta semana do blog porque estava me preparando para o campeonato mundial de Dança de Gafieira. Muito treino com minha parceira e já conseguimos fazer um giro duplo na boquinha da garrafa.

Com um pouco de prática, poderemos fazer em breve um 360º Heelflip e, quiçá, poderemos andar sobre monociclos enquanto sambamos.

E, como eu me importo muito com meus leitores, vim aqui com toda a boa vontade dizer que os posts estão de volta, assim como toda a ginga deste blog! Ligue seu radinho no Jorge Aragão e acompanhe a segunda temporada de posts do Lixão.

Sim, este post foi só para dizer que eu voltei. Podem me sacrificar.

Amo vocês. =*

1 de agosto de 2004

Emorte

Este post é, de fato, longo, mas peço que não desanime e leia, afinal hoje é domingo e não está um dia lindo lá fora. É uma belíssima fábula cheia de intrigas e suspense. E também é um post moderno que requer o Flash Player 7.


Domingo passado, fui no show do Dance of Days, uma banda de hardcore muito conhecida nos shows que faz. Várias bandas emotivas tocaram com letras emotivas, emotivando a platéia de 38 pessoas emotivas. Creio que apresentaram-se cerca de 16 bandas em 4 horas com nomes muito criativos, como N.emo e... Bem, na verdade, só lembro de N.emo, que, apesar de ser uma bela porcaria, tinha um trocadilho no nome.

Diga-se de passagem, uma beleza de trocadilho. Comparável ao nome do grupinho dos menininhos maus de malhação, a Vagabanda.

Enfim, eu estava lá. Foi colocado um telão no local para que pudéssemos acompanhar a belíssima final de Brasil e Argentina, torcer e tomar cerveja, atrasando o show. E aumentando o consumo de álcool. Poderia jurar que os emo-corers ficam horas bolando essas fórmulas para que bebamos mais e que, graças à completa falta de noção da realidade, pensemos estar gostando do show.

Quando acabou o jogo, estávamos - eu e todo o público presente - entorpecidos de álcool e não tivemos saco para sermos emotivos. Começaram a tocar bandas que não faço idéia do nome, mas que também isso não faz a mínima diferença, já que eram emos e todas as bandas emos são iguais. Lembro de uma letra. Se não me engano, era assim:

"Por que você me deixou?
Você é meu amor
Eu gosto de guaraná Kuat com laranja"


Essa foi uma das belas músicas tocadas no evento. As outras canções falavam que alguma mulher deixou alguém e que eles gostavam de Sprite com limão. Aquela coisa bem emo. Demorando muito, começou o show do Dance of Days, uma maravilha.

Aliás, devo dizer que o show do DoD é ótimo, um dos mais excelentes shows de hardcore que eu havia visto naquele fim de semana. A apresentação deles causou reações na platéia, tais como o movimento. As pessoas começaram a pular! Sim, não minto. O público, antes apático, começou a pular, a dançar na boquinha da garrafa, a mostrar seu molejo, a remexer a cinturinha e a se jogar das escadas.

Assim, eu, como sempre, joguei o chapéu no chão e mostrei para todos meu sambinha no pé. Muita gente jogou moedas dentro do chapéu, mas não muito porque punk é tudo pobre. Teve um cara que me deu uma voadora, dizendo que era um show de rock e não se podia sambar. Não entendi muito bem, mas ele disse algo sem sentido como isso. Não se pode sambar? Francamente. Em qualquer lugar pode-se sambar.

Como eu sei que os leitores do lixao são pagodeiros e sambistas como eu, devo dizer que os shows do Dance of Days são conhecidos pelos músicos fazendo malabarismos, cuspindo fogo, executando saltos mortais e se jogando de escadas. Mas uma coisa que eles não faziam e praticaram exclusivamente para este concerto foi o Auto-flagelo de si mesmo por si próprio.

O guitarrista estava tocando quando ele conseguiu destruir-se com a guitarra, desta forma:


Primeiramente ele pulou e abaixou o rosto. Depois, abaixou o braço da guitarra, o que fez o corpo dela erguer-se e com o impulso pela volta do pulo, o instrumento choca-se violentamente contra a cabeça do guitarrista Marcelo Tyello - talvez fosse o outro Marcelo, nunca se sabe, já que essa banda tem uns seis marcelos.

O choque explodiu o encéfalo do músico que caiu agonizante no chão e foi retirado do palco. Isto causou várias reações de surpresa na platéia, que começou a se mobilizar para pagar o tratamento dele. O roadie da banda foi até o microfone e anunciou:


- Infelizmente o show não vai poder continuar, galera. Foi mal aí. Desculpa mesmo!

Este anúncio não causou muita comoção nas pessoas. Na verdade, ocasionou até bastante raiva no público:


- Caralho! Essa merda tocou menos que N.emo! Desgraça!


- Não dá pra continuar mesmo, pessoal!

Com isso as pessoas começaram a pegar ódio do show, do local, da banda e cabeças começaram a rodar pelo descontrole:

- Mermão, tô ficando puto!

- Palma! Palma! Não priemos cânico!

Quando a insegurança dominava o lugar, Marcelo se recuperou magicamente do ferimento mortal e o roadie anunciou que teria show. Todas as cabeças pararam de rodar e Nenê Altro começou a cantar outra música.

Todos voltaram a se bater e a se jogar das escadas felizes e contentes. Joguei meu chapéu no chão e voltei a sambar com desenvoltura e desinibidamente, enquanto todos olhavam com aquela cara de espanto por minha soberba habilidade.

Tyello não entrou em coma e se casou 3 anos depois com uma menina que estava no show. Nenê Atro, o vocalista do DoD, faz poesias. Frost saiu sambando pelo mundo e nunca mais foi visto.

E eles viveram felizes para sempre, se jogando de umas belas escadas de um lindo palácio depois do bonito baile do Dance of Days.