Tem uma loja de tapetes perto daqui, Adroaldo é o nome, até bem chique, que está com uma placa enorme do lado de fora dizendo: "High concept em tapetes e carpetes".
Estou pensando nisso há dias. Não consigo dormir. Como será que isso funciona? Os tapetes têm nomes como "Losangos em padrões repetidos bordados em tecido grosso"?
High concept em tapetes, pô.
10 de novembro de 2009
5 de outubro de 2009
Outro projeto inacabado também inspirado em anime. I see a pattern here
Ano passado eu estava viciado em Death Note e, espertalhão, decidi fazer uma história na qual todos misteriosamente, em vez de morrer, começassem a se apaixonar uns pelos outros. Eu contaria a coisa toda num estilo meio Saramago, mostrando as conseqüências bizarras de tudo aquilo acontecendo.
Mas, como sempre, também fiquei com preguiça de completar o projeto. Por outro lado, escrevi um começo até bem legal, e para que ele não se perca num arquivo .txt aqui nos meus documentos, vou postá-lo aqui e eternizá-lo; talvez a Glória Perez termine a história um dia.
***
I
Ser escritor não é das profissões mais atrativas financeiramente, mas se você perguntar a um jovem por que ele quer seguir essa carreira, provavelmente o gajo responderá que o motivo é o poder que ela lhe proporciona. Qual seria esse poder? Nada mais nem menos que o poder da onisciência, obtido quando se tornam narradores de histórias. E como conhecimento é poder, pode-se dizer que, ao menos enquanto põem suas idéias em papel, os autores são os seres mais poderosos de todo o universo, tipo o Freeza.
Eu sou o narrador onisciente desta história, e não fosse pela minha onisciência, que enquanto eu escrevo me permite saber exatamente quais folhas caem das árvores em qualquer parte do mundo, eu não saberia a razão pela qual todos respeitaram a decisão daquele presidente.
Ele foi eleito com algumas promessas bem absurdas, e sua estratégia para ganhar a simpatia dos eleitores era um tanto sórdida; quer dizer, ele aparecia na TV, fazia uma promessa qualquer e soltava o sorriso mais reluzente que as câmeras já captaram, um sorriso tão branco que faria crianças japonesas caírem no chão em ataques epiléticos, com espuma na boca, e que deixava os espectadores assim: @_@
Os eleitores ficavam tão assim @_@ que acabaram comprando a idéia do candidato de que todas as pessoas deveriam passar a se declarar a seus amados. Ninguém mais poderia guardar um amor para si, no fundo do seu coração, mesmo que o considerasse impossível, um delírio, e teria que dizer ao seu objeto de desejo que ele é desejado.
O sorriso brilhante do presidenciável agia de forma estranhíssima, inexplicável até para um ser etéreo e onisciente como eu, e o fato é que ele foi eleito impingindo um landslide sobre o outro candidato, cujo plano de saúde dentário não cobria operações para transformar sorrisos comuns em sorrisos altamente reluzentes.
Eleito, o quase presidente anunciou que a Lei do Amor entraria em vigor assim que ele assumisse o cargo, no 1º de março seguinte, e as pessoas estavam tão @_@ que bastou que ele recebesse a faixa de Excelentíssimo para que a medida entrasse em vigor, respeitada imediatamente por todos, sem exceção, sem necessidade de passar pelo Congresso.
II
O evento que estou prestes a narrar poderia ter acontecido num cinema em que passasse De Volta para o Futuro, assim como num cinema em que passasse Os Caça-Fantasmas, ou até mesmo enquanto estivesse sendo exibido Homem de Ferro, mas não se estivesse em exibição 2001: Uma Odisséia no Espaço, posso jurar a vocês. De qualquer maneira, aconteceu numa sessão de Juno, na cena em que a própria diz ao Paulie Bleeker que ele é tão legal e nem mesmo tenta ser, momentos antes do beijo, porque foi nesse momento que o novo presidente assumiu o cargo e suas promessas entraram automaticamente em vigor.
(LMAO, vocês não vão saber o que aconteceu, só escrevi até aqui.)
Mas, como sempre, também fiquei com preguiça de completar o projeto. Por outro lado, escrevi um começo até bem legal, e para que ele não se perca num arquivo .txt aqui nos meus documentos, vou postá-lo aqui e eternizá-lo; talvez a Glória Perez termine a história um dia.
***
LOVE NOTE
I
Ser escritor não é das profissões mais atrativas financeiramente, mas se você perguntar a um jovem por que ele quer seguir essa carreira, provavelmente o gajo responderá que o motivo é o poder que ela lhe proporciona. Qual seria esse poder? Nada mais nem menos que o poder da onisciência, obtido quando se tornam narradores de histórias. E como conhecimento é poder, pode-se dizer que, ao menos enquanto põem suas idéias em papel, os autores são os seres mais poderosos de todo o universo, tipo o Freeza.
Eu sou o narrador onisciente desta história, e não fosse pela minha onisciência, que enquanto eu escrevo me permite saber exatamente quais folhas caem das árvores em qualquer parte do mundo, eu não saberia a razão pela qual todos respeitaram a decisão daquele presidente.
Ele foi eleito com algumas promessas bem absurdas, e sua estratégia para ganhar a simpatia dos eleitores era um tanto sórdida; quer dizer, ele aparecia na TV, fazia uma promessa qualquer e soltava o sorriso mais reluzente que as câmeras já captaram, um sorriso tão branco que faria crianças japonesas caírem no chão em ataques epiléticos, com espuma na boca, e que deixava os espectadores assim: @_@
Os eleitores ficavam tão assim @_@ que acabaram comprando a idéia do candidato de que todas as pessoas deveriam passar a se declarar a seus amados. Ninguém mais poderia guardar um amor para si, no fundo do seu coração, mesmo que o considerasse impossível, um delírio, e teria que dizer ao seu objeto de desejo que ele é desejado.
O sorriso brilhante do presidenciável agia de forma estranhíssima, inexplicável até para um ser etéreo e onisciente como eu, e o fato é que ele foi eleito impingindo um landslide sobre o outro candidato, cujo plano de saúde dentário não cobria operações para transformar sorrisos comuns em sorrisos altamente reluzentes.
Eleito, o quase presidente anunciou que a Lei do Amor entraria em vigor assim que ele assumisse o cargo, no 1º de março seguinte, e as pessoas estavam tão @_@ que bastou que ele recebesse a faixa de Excelentíssimo para que a medida entrasse em vigor, respeitada imediatamente por todos, sem exceção, sem necessidade de passar pelo Congresso.
II
O evento que estou prestes a narrar poderia ter acontecido num cinema em que passasse De Volta para o Futuro, assim como num cinema em que passasse Os Caça-Fantasmas, ou até mesmo enquanto estivesse sendo exibido Homem de Ferro, mas não se estivesse em exibição 2001: Uma Odisséia no Espaço, posso jurar a vocês. De qualquer maneira, aconteceu numa sessão de Juno, na cena em que a própria diz ao Paulie Bleeker que ele é tão legal e nem mesmo tenta ser, momentos antes do beijo, porque foi nesse momento que o novo presidente assumiu o cargo e suas promessas entraram automaticamente em vigor.
(LMAO, vocês não vão saber o que aconteceu, só escrevi até aqui.)
27 de agosto de 2009
Um roteiro que talvez eu use algum dia para o começo de um mangá shonen
Estava andando na rua ontem e pensei num roteiro pro começo de um mangá de ação. Se eu tivesse mais talento e menos preguiça, provavelmente desenharia a história. Como eu não tenho mais nem menos de nenhum dos dois, respectivamente, vou postar aqui a ceninha.
Disclaimer: provavelmente o meu pensamento está excessivamente contaminado por Bleach. Sou fã.
Capítulo 1
Estão dois adversários no meio de uma rua movimentada, impedindo a passagem dos carros. Um, o herói da história, usa camisa larga, bermuda e tênis. E uma espada. O seu inimigo usa calça jeans, camisa larga, tênis. E uma espada também. Os carros buzinam exigindo que eles saiam do caminho, mas eles acabam cortando o asfalto e abrindo um buraco enorme entre eles e os carros, impedindo-os de seguir.
O herói, da bermuda, então começa a reclamar do sapato:
- Ah, não dá pra lutar com esse tênis. Espera um minuto.
Ele joga a espada no chão e senta para tirar o tênis. Tira os dois, joga as meias no chão, um dos tênis também, mas fica com um deles na mão. Ele pega a espada de volta, olha pro tênis, olha pro inimigo:
- Hm. Se eu jogasse este tênis na sua cara, contaria como chute ou ataque projétil?
- Não acertaria, não importa.
- Supondo que acertasse.
- Podemos estipular que contasse como chute.
O protagonista então fica olhando atentamente para o tênis, mira o inimigo, faz movimentos de arremesso com a mão, mas sem de fato jogar o tênis que tem na mão.
- Você disse que eu não ia acertar, posso saber por quê?
- Eu desviaria ou me defenderia.
- Mesmo se eu jogasse com toda a força?
- Óbvio.
- E se eu jogar com metade da minha força?
- Pior.
Ele olha para o tênis que tem na mão e imediatamente joga na cara do outro maluco, que fica despreocupado e levanta a mão pra se defender. O herói some e aparece do lado do inimigo antes de o tênis percorrer todo o caminho. Dá um chutaço na cara do sujeito, que voa, bate e destrói um muro com o impacto. O tênis vem voando com força na direção e o herói tira a própria cara do caminho, desviando por pouco. O adversário fica todo estourado:
- Joguei com metade da força. Parece que você não conseguiu se defender.
- ...
- Se eu jogasse com toda a força, não ia conseguir chegar antes do tênis na sua frente.
- E você o jogou pra desviar minha atenção. Nada mau.
- Em retrospecto, acho que eu deveria ter cortado a sua garganta com a espada. Mas aí o tema do chute na nossa conversa não ia fazer sentido.
Disclaimer: provavelmente o meu pensamento está excessivamente contaminado por Bleach. Sou fã.
Capítulo 1
Estão dois adversários no meio de uma rua movimentada, impedindo a passagem dos carros. Um, o herói da história, usa camisa larga, bermuda e tênis. E uma espada. O seu inimigo usa calça jeans, camisa larga, tênis. E uma espada também. Os carros buzinam exigindo que eles saiam do caminho, mas eles acabam cortando o asfalto e abrindo um buraco enorme entre eles e os carros, impedindo-os de seguir.
O herói, da bermuda, então começa a reclamar do sapato:
- Ah, não dá pra lutar com esse tênis. Espera um minuto.
Ele joga a espada no chão e senta para tirar o tênis. Tira os dois, joga as meias no chão, um dos tênis também, mas fica com um deles na mão. Ele pega a espada de volta, olha pro tênis, olha pro inimigo:
- Hm. Se eu jogasse este tênis na sua cara, contaria como chute ou ataque projétil?
- Não acertaria, não importa.
- Supondo que acertasse.
- Podemos estipular que contasse como chute.
O protagonista então fica olhando atentamente para o tênis, mira o inimigo, faz movimentos de arremesso com a mão, mas sem de fato jogar o tênis que tem na mão.
- Você disse que eu não ia acertar, posso saber por quê?
- Eu desviaria ou me defenderia.
- Mesmo se eu jogasse com toda a força?
- Óbvio.
- E se eu jogar com metade da minha força?
- Pior.
Ele olha para o tênis que tem na mão e imediatamente joga na cara do outro maluco, que fica despreocupado e levanta a mão pra se defender. O herói some e aparece do lado do inimigo antes de o tênis percorrer todo o caminho. Dá um chutaço na cara do sujeito, que voa, bate e destrói um muro com o impacto. O tênis vem voando com força na direção e o herói tira a própria cara do caminho, desviando por pouco. O adversário fica todo estourado:
- Joguei com metade da força. Parece que você não conseguiu se defender.
- ...
- Se eu jogasse com toda a força, não ia conseguir chegar antes do tênis na sua frente.
- E você o jogou pra desviar minha atenção. Nada mau.
- Em retrospecto, acho que eu deveria ter cortado a sua garganta com a espada. Mas aí o tema do chute na nossa conversa não ia fazer sentido.
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