Estou aqui, sem nada para fazer e sem dormir. Só durmo quando tenho coisas importantes para fazer, a gente esquece as coisas importantes quando dorme. Então, decidi postar, pois uma semana se passou e nenhum texto foi escrito - mas vocês me entendem, foi culpa do Carnaval, apontem para ele. Escrevi então este post, sobre o declínio da civilização e caldas de cereja.
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Pois bem, caldas de cereja são muito gostosas. Isso é tudo o que tenho que dizer sobre caldas de cereja, vamos agora falar sobre o declínio da civilização. Chutarei uma previsão, o que é algo que muito me deixa contente, porque adoro previsões, mesmo que estupidamente burras, e também adoro chutar, mesmo quando não tenho embasamento algum. Chuto convictamente que o Galvão Bueno ficará careca, pois acho que a testa dele tem aumentado vários centímetros nos últimos anos. E chuto que daqui a 500 anos a humanidade não terá evoluído absolutamente nada, digo, em escala global, a economia minguará, a humanidade emburrecerá.
Tenho uma teoria, que considero superior a qualquer outra que já existe (e na verdade eu chuto que realmente seja): as pessoas se tornaram complexas demais para evoluirem. Ninguém mais responde uma pergunta de sim ou não com sim ou não, sempre somos deparados com fatores muito mais complexos. "Mas veja só, cara, as coisas não são tão simples quanto parecem." Ficaram complexos demais para um sim, um não, quem sabe até um talvez.
Se a gente inocentemente pergunta se a pessoa quer um copo d'água, o sim ou não (duas opções tão bonitinhas e que ficam tristes quando as esquecemos), são esquecidos e dão lugar aos fatores muito mais complexos que fogem à nossa compreensão simplista.
Outro dia, perguntei a um amigo como ele estava, se estava bem ou mal, uma pergunta de fácil resposta, bastava escolher uma opção, mas ele não escolheu nenhuma, ele é uma pessoa complexa. Disse-me que estava "atordoado com aquela enchente de sentimentos contraditórios e intensos". Seu empenho em explicar-me como ele estava não respondeu à pergunta, continuei sem saber se ele estava bem ou mal. Perguntei-lhe se aquilo significava que ele estava bem, então. Ele me disse que não sabia ao certo e que "a alma humana não pode ser resumida nesses reles parâmetros".
Meu bom Deus.
É por isso que acho que daqui a quinhentos anos estaremos de mal a pior, acho até que estaremos extintos.
E o dia do apocalipse chegará quando o DOS perguntar a alguém:
- Format C:? (y/n)
- Veja bem, essa questão é mais complexa do que parece...
We're all dead.
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