21 de fevereiro de 2005

Elegância

É preciso muita elegância para uma mulher peituda sair correndo por aí com seus peitos balançando. Por isso, gostaria de pedir para as peitudas não correrem por aí se não tiverem a expressividade necessária, a elegância, a técnica precisa para balançar os seios em público enquanto corre. O balançar de seios é uma arte que não deve ser profanada, não pode ser blasfemada da forma que vem sendo, neste mundo onde toda mulher peituda não tem o mínimo de pudor ao correr.

Para provar minha tese, cito duas cenas. Uma é do primeiro filme de Tomb Raider, quando Angelina Jolie começa a correr do desmoronamento da caverna onde estava. Não sei se vocês já viram, mas eu lhes digo que é uma corrida com elegância, em câmera lenta, em que os seios de Angelina postam-se na posição perfeita, sincronizados - sem falar da expressividade da atriz, que não apenas preocupa-se em correr e balançar os peitos de forma exemplar, mas também preocupa-se em salvar a própria vida. A outra cena, a ruim, é de Malhação, de quando Joana Balaguer ouve seu namorado dizer a um amigo que gosta de outra. Grávida, Joana começa a correr desengonçadamente, balançando os peitos sem cuidado nenhum (certas vezes eles iam para direções diametralmente opostas), sem câmera lenta, mostrando a falta de experiência da atriz em correr, em balançar peito e em atuar de forma geral. Comparando as cenas, percebemos que Angelina Jolie pode correr por aí e Joana Balauguer, infelizmente, ainda tem que comer muito arroz com feijão.

Isso mostra que a humanidade é intrinsecamente errada pois mulheres com peitos grandes que não sabem correr acabam correndo, ofendendo as pessoas de bem, que nada fizeram para merecer aquilo. Portanto, leitora de seios grandes, nunca corra, nem que seja muito necessário, se você não quiser ferir a alma de quem te observa. Vai uma sugestão: treine um pouco em casa para quando precisar correr numa situação de emergência, algum dia.

Se você já sabe correr, por favor, saia na rua, correndo e saltitando, para encher os olhos de gente como eu, que cresceu vendo Baywatch.

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