22 de maio de 2008

Por que rejeitar total e completamente o vegetarianismo

Eu estava conversando com o Gustavo sobre o vegetarianismo, ele me dizia que é ultrajante existir um estilo alimentício que te obrigue a trocar provolone por tofu. Eu não apenas concordo como vou mais além e digo que é ultrajante existir um estilo alimentício que te obrigue a trocar provolone por um personagem de Resident Evil 2:


Tofu nos esgotos de Raccoon City.

Está na minha declaração (secreta) de princípios: "Jamais comerei personagens de Resident Evil 2 (Ok, talvez a Claire)". [Aponta para o leitor vegetariano.] Isso deveria te fazer pensar por um minuto, amigo vegetariano.

20 de maio de 2008

Lagoa Azul

Sou como aqueles caras que analisam a consistência lógica de cada trecho de cada obra de ficção já produzida pela humanidade, e assim vocês podem me pegar direto falando mal de Guerra nas Estrelas porque o som não se propaga no vácuo, dentre outros motivos.

Agora, há um trecho em A Lagoa Azul que eu nunca entendi, que é aquele em que o maluquinho fica puto porque a doidinha não quer dar pra ele. Fica aquela tensão no ar, clima pesado, até que a Brooke Shields decide fazer as pazes com sexo. Qual a lógica disso? O sexo era o próprio ponto em disputa. Vamos trocar "fazer sexo" por "comer spaghetti" para vermos como a coisa toda é nonsensical:

- Irmã, vamos comer spaghetti!
- Jamais.
[Clima tenso]
- ...
- Ok, vamos comer spaghetti.

Fazer sexo funciona para fazer as pazes em todas as brigas cujos motivos não sejam o próprio sexo. Se ela concorda em fazer sexo/comer spaghetti, ela já admitiu que estava errada e que é burra. Todo mundo sabe que sexo é um compromise entre as duas partes ("Ok, nos achamos mutuamente idiotas, mas isso não significa que não podemos trepar").

Você pode ser smart-ass e dizer "Mas ela mudou de idéia, doh!", caso no qual a briga perde todo o sentido no filme. A maluquinha só queria suspender aquele clima chato, os dois sem se falar, o que deve ser meio palha numa ilha deserta. Evidentemente é possível que ela tenha mudado de idéia, mas eu não quero nem contemplar o quão infinitamente retardado seria se esse fosse o caso.

8 de maio de 2008

Freudian worries

Estou sem computador, e em decorrência disso, decidi fazer um desenho do Afro Samurai na tarde do último sábado. Peguei então o encarte do DVD do anime e, inocente eu, escolhi uma das ilustrações do personagem, esta, na qual me basear.

Fui desenhando até me deparar com a posição pouco ortodoxa do cabo da espada, veja a imagem de novo, e percebi que era uma posição bem pouco católica para um cabo de espada, especialmente em se tratando de um desenho em P&B. Fiquei chocado com aquilo e falei "Nossa, isso é um piru!", o que foi basicamente o oposto da minha reação ("Caralho, ele não tem piru!") a quando o Freeza se transformou pela terceira vez em Dragon Ball Z. Mas ignoremos por ora esses supervilões trolhaless.

Fui até consultar minha mãe para ver se ela concordava com minhas impressões falicistas a respeito da ilustração, e a risada dela aparentemente confirmou meus temores. Comecei então a tentar apagar o que já havia desenhado do cabo da espada, o que me obrigou a colocar a espada na outra mão do Afro, o que me obrigou também a apagar o baseado daquela mão do personagem, o que, tudo somado, deixou o desenho duplamente cristão.

No final, tentei até colocar o logo da série para esconder os vestígios manjubais da figura, mas sem sucesso. Veja. E, por sinal, só agora notei como o scan ficou enorme, mas não posso fazer nada quanto a isto nesta lan house fubanga, e você vai abrir o arquivo mesmo assim, você sabe que quer.