19 de outubro de 2007
Não é porque vão saltar no próximo ponto
Eu não sei o que as pessoas que usam o transporte público buscam no fim do ônibus, principalmente naqueles bem lotados, mas deve ser algo muito maneiro, um pote de ouro, um trevo de quatro folhas, a fonte da juventude, candy mountain. Porque elas realmente querem ir para o fundo do ônibus. E farão qualquer coisa para chegar lá.
13 de outubro de 2007
Da série: Perguntas que eu faria à Mel Lisboa caso ela fosse ao Altas Horas e eu por acaso estivesse na platéia #1
Eu não entendi o final de Presença de Anita, você poderia me explicar?
9 de outubro de 2007
Thom Yorke deveria parar de novo de tocar porque seus instrumentos emitem muito dióxido de carbono
Radiohead já colocou o próprio disco de graça na internet e o Jamiroquai e o Oasis vão fazer o mesmo. Essas bandas me permitem testar o ditado "não aceito nem de graça".
5 de outubro de 2007
Tropa de Elite
Eu ia postar esta resenha no Roliudi, mas o site é .com.br, tem uma política meio estrita quanto a falar de filmes que ainda não foram lançados. Como neste blog é tudo liberado e eu não arrisco a vida nem o dinheiro de ninguém além de mim, vou postá-la aqui.
***
Eu não tenho lido nada sobre Tropa de Elite, então é possível que eu esteja falando algo que já foi dito por algum ligeirinho na Terra, mas, de qualquer forma, quem diz que esse filme é fascista, francamente, é dumb as fuck.
Não, sério. Porque, parece, um filme não pode mostrar que quem comete atos bárbaros, policiais, também tem sentimentos, não gosta do que faz e, quem sabe, pode ser, talvez tenha um pouco de razão. Se mostrar, é fascista. Tropa de Elite mostra policiais fazendo tudo de ruim: executando sumariamente, torturando, coisa e tal. O problema é que ele mostra que os policiais têm famílias, são normais, também têm a própria visão das coisas -- muito embora façam o que façam. E um filme não poderia mostrar essas coisas. Tem que haver um lado bom e um lado mau, e a divisão entre os dois lados deve ser nítida. Os policiais não deviam ter problemas existenciais, deviam ter risadas maléficas, deviam usar sobretudos de gola alta -- afinal eles são THE EVAL.
Os críticos que dizem que o filme é fascista, me parece, querem que todos os filmes sejam uma luta dos Ursinhos Carinhosos contra o Coração Gelado. Isso me lembra o William Waack, do Jornal da Globo, quando noticiou o início de uma exposição de fotos dos nazistas nos campos de concentração, onde apareciam sorrindo e fazendo coisas normais. O tom da coisa parecia querer passar algo como "Como se atrevem a fazer coisas normais?! Estas estão reservadas a nós, seus monstros malignos! Agora voltem a fazer planos de extermínio e a beber sangue humano!". Todo mundo sabe que os nazistas eram como a Família Addams, que ama a tristeza e odeia a bondade, as comidas gostosas e as reuniões familiares.
Agora, o filme, propriamente, como vocês já devem ter notado pelo meu tom de defesa incondicional, eu achei sensacional. Isso na versão não-editada que pegamos no Mininova.org. Podemos supor que, na versão final, está ainda mais badass. (Inclusive, a música do Tihuana, já velha e que nem parecia tão legal, ficou uma beleza com o filme.)
Wagner Moura, em sua primeira experiência no cinema sem a companhia do Lázaro Ramos, se mostrou bastante confiante, apesar de estar presumivelmente inseguro (um relacionamento de tantos anos...). Ele convenceu (gostaram deste termo? Avalio muito tecnicamente os filmes). Não há como não gostar do Capitão Nascimento, autor de tantas quotes que vão rechear o IMDb, futuro pai e torturador simpático.
Ah, Tropa de Elite também vai agradar todos aqueles que odeiam as discussões em suas faculdades. É um filme extremamente anti-debates em faculdade, este, sim, um rótulo justo. Porque todos os debates em faculdades são estúpidos e todos os temas de faculdade são estúpidos. Eu teria vergonha de discutir Foucault, ou, para dizer a verdade, qualquer autor ou livro em faculdade, depois de ver este filme. Quer dizer, eu já fico com vergonha de estar matriculado numa faculdade depois de ver este filme. Deve ser por isso que é fascista. Boo, intolerante.
De qualquer maneira, a coisa toda é ótima e vale a pena gastar uma noite de download no BitComet (apesar de eu preferir o Azureus, pega lá no Superdownloads pra ver). Ok, eu diria que vale até uma entrada no cinema para ver a versão finalizada e sem títulos em inglês. Só não baixe se você tiver muita consciência social.
Eu não tenho lido nada sobre Tropa de Elite, então é possível que eu esteja falando algo que já foi dito por algum ligeirinho na Terra, mas, de qualquer forma, quem diz que esse filme é fascista, francamente, é dumb as fuck.
Não, sério. Porque, parece, um filme não pode mostrar que quem comete atos bárbaros, policiais, também tem sentimentos, não gosta do que faz e, quem sabe, pode ser, talvez tenha um pouco de razão. Se mostrar, é fascista. Tropa de Elite mostra policiais fazendo tudo de ruim: executando sumariamente, torturando, coisa e tal. O problema é que ele mostra que os policiais têm famílias, são normais, também têm a própria visão das coisas -- muito embora façam o que façam. E um filme não poderia mostrar essas coisas. Tem que haver um lado bom e um lado mau, e a divisão entre os dois lados deve ser nítida. Os policiais não deviam ter problemas existenciais, deviam ter risadas maléficas, deviam usar sobretudos de gola alta -- afinal eles são THE EVAL.
Os críticos que dizem que o filme é fascista, me parece, querem que todos os filmes sejam uma luta dos Ursinhos Carinhosos contra o Coração Gelado. Isso me lembra o William Waack, do Jornal da Globo, quando noticiou o início de uma exposição de fotos dos nazistas nos campos de concentração, onde apareciam sorrindo e fazendo coisas normais. O tom da coisa parecia querer passar algo como "Como se atrevem a fazer coisas normais?! Estas estão reservadas a nós, seus monstros malignos! Agora voltem a fazer planos de extermínio e a beber sangue humano!". Todo mundo sabe que os nazistas eram como a Família Addams, que ama a tristeza e odeia a bondade, as comidas gostosas e as reuniões familiares.
Agora, o filme, propriamente, como vocês já devem ter notado pelo meu tom de defesa incondicional, eu achei sensacional. Isso na versão não-editada que pegamos no Mininova.org. Podemos supor que, na versão final, está ainda mais badass. (Inclusive, a música do Tihuana, já velha e que nem parecia tão legal, ficou uma beleza com o filme.)
Wagner Moura, em sua primeira experiência no cinema sem a companhia do Lázaro Ramos, se mostrou bastante confiante, apesar de estar presumivelmente inseguro (um relacionamento de tantos anos...). Ele convenceu (gostaram deste termo? Avalio muito tecnicamente os filmes). Não há como não gostar do Capitão Nascimento, autor de tantas quotes que vão rechear o IMDb, futuro pai e torturador simpático.
Ah, Tropa de Elite também vai agradar todos aqueles que odeiam as discussões em suas faculdades. É um filme extremamente anti-debates em faculdade, este, sim, um rótulo justo. Porque todos os debates em faculdades são estúpidos e todos os temas de faculdade são estúpidos. Eu teria vergonha de discutir Foucault, ou, para dizer a verdade, qualquer autor ou livro em faculdade, depois de ver este filme. Quer dizer, eu já fico com vergonha de estar matriculado numa faculdade depois de ver este filme. Deve ser por isso que é fascista. Boo, intolerante.
De qualquer maneira, a coisa toda é ótima e vale a pena gastar uma noite de download no BitComet (apesar de eu preferir o Azureus, pega lá no Superdownloads pra ver). Ok, eu diria que vale até uma entrada no cinema para ver a versão finalizada e sem títulos em inglês. Só não baixe se você tiver muita consciência social.
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