30 de setembro de 2005
Sobre Luana Piovani
Sobre o belíssimo comentário de Luana Piovani sobre o desarmamento, tenho a dizer que concordo plenamente, acrescentando que, além das armas, o voto também não deveria existir, pois ele só alimenta a gana por poder político, e o dinheiro também não deveria existir, pois este só alimenta a doença pelo poder econômico. Deixe-me estender o raciocínio da invenção da pólvora para a comida, que, ao ser inventada, só potencializou a doença da gula. As pessoas se tornaram muito mais gulosas com a invenção da comida, inegavelmente, então a comida não deveria ter sido criada, digo eu. Como a televisão só alimentou a doença por maratonas de Smallville, criando exércitos de zumbis, ela não deveria existir. E, e, vejamos, como o Mal é inerente ao Universo, a criação do Universo só permitiu a manifestação do Mal, logo, o Universo não deveria existir.
26 de setembro de 2005
Depoimento
"As armas de fogo não deveriam existir, elas só servem para alimentar a doença pelo poder. Não se deveria ter descoberto a pólvora."
Luana Piovani, atriz
Luana Piovani, atriz
12 de setembro de 2005
Lição numero um para blogueiros: ser processado é ruim
Blogueiros parecem ter se esquecido desta elementar noção do mundo moderno: ser processado é ruim. De verdade, ser processado não é nada legal, não dá status, ao contrário do que os blogueiros acreditam, e você perde um dinheirão com essas coisas. Ops, olha só para esta porcaria, acabo de derramar Coca-Cola no meu mouse pad, maldição. Vou puxar o mouse para cima do refrigerante que caiu, para esconder. Um momento, por favor. Pronto, agora sim. Droga, não sei se posso mexer o mouse sem espalhar refrigerante, creio que terei que conviver para sempre com essa dúvida. Refrigerantes são ruins por isso, eles caem, emporcalham tudo e sempre dá para ver as manchas. Eu devia ter comprado Sprite, penso que esconderia melhor. Pelo menos quando as migalhas deste sanduíche caem no teclado, elas rapidamente se escondem entre as teclas, mas Coca-Cola nãããão, ela se acha muito importante, tem que dar trabalho, é um inferno.
10 de setembro de 2005
Ah, não faço mais templates
Qual o problema do orkut? Eu lhes explico e dou a solução, porque é assim que um profissional de opinião tem que proceder: apontar os problemas e mostrar saídas viáveis. Do contrário, não passa de uma crítica inócua e sem sentido. Bolas!, não adianta simplesmente falar para um doente "você está resfriado", nada mais fútil, é necessário dizer "você está resfriado, logo, deve descansar e tomar muito líquido".
Pois bem, o problema do orkut não são os brasileiros, e até é legal o jeito como os brasileiros se orgulham de serem maioria lá. Brasileiros são assim mesmo, e é bom que sejam, têm um estilo de vida bonito, vêem alegria em todas as pequenas coisas: estar em maioria no orkut, construir castelinhos de areia na praia, ganhar a Copa Sul-Americana. Não, não, o problema do orkut é outro. O problema do orkut são as discussões, não exatamente o que se discute, mas a forma como se discute. Uma prática que tem se difundido pelo orkut nas discussões é a de colocar "Fulano disse:" antes da citação de alguém e "Eu:" após a citação da própria pessoa, tal como represento abaixo, com aquela vergonhinha de franzir o cenho:
Note que foi uma crítica construtiva, sadia, indicando saídas, provando que não estou aqui apenas para me alimentar de polêmicas fáceis, manifestando minha vontade de ajudar na construção de uma sociedade mais justa. Os próximos temas de discussões no orkut a serem abordados serão: 1) gente que deixa "abraços cordiais" no fim dos posts; 2) gente que coloca "saudações 'alguma-coisa'" no fim dos posts ("saudações libertárias", "saudações comunistas", "saudações masoquistas" etc).
Pois bem, o problema do orkut não são os brasileiros, e até é legal o jeito como os brasileiros se orgulham de serem maioria lá. Brasileiros são assim mesmo, e é bom que sejam, têm um estilo de vida bonito, vêem alegria em todas as pequenas coisas: estar em maioria no orkut, construir castelinhos de areia na praia, ganhar a Copa Sul-Americana. Não, não, o problema do orkut é outro. O problema do orkut são as discussões, não exatamente o que se discute, mas a forma como se discute. Uma prática que tem se difundido pelo orkut nas discussões é a de colocar "Fulano disse:" antes da citação de alguém e "Eu:" após a citação da própria pessoa, tal como represento abaixo, com aquela vergonhinha de franzir o cenho:
Joãozinho Pé-de-Mesa disse: "As focas são peixes."Para quê, meu Deus, para quê? E eu juro que isso acontece, gente, juro mesmo. Gente colocando "Fulano disse:" antes do argumento de outrem e depois, pior ainda, colocando "Eu:" para indicar que começou a enunciar a própria opinião. É como se você fosse conversar com alguém e esse alguém, antes de responder, dissesse "Você disse: Oi, tudo bem? Eu: Tudo bem". É claro que em tópicos do orkut muitas pessoas opinam, às vezes é necessário esse tipo de coisa, colar o que o outro disse e pararã, mas, diabos, por que "Fulano disse:" e "Eu:"? As pessoas que usam esse artifício são o mesmo tipo de gente que mija na rua, atrás da muretinha, a ligação entre as duas coisas, para mim, é clara como a água. Solução para o problema: as pessoas pararem de usar "Fulano disse:" e "Eu:".
Eu: As focas não são peixes nem mamíferos, são seres mágicos, que nascem com uma bola no focinho para brincar.
Note que foi uma crítica construtiva, sadia, indicando saídas, provando que não estou aqui apenas para me alimentar de polêmicas fáceis, manifestando minha vontade de ajudar na construção de uma sociedade mais justa. Os próximos temas de discussões no orkut a serem abordados serão: 1) gente que deixa "abraços cordiais" no fim dos posts; 2) gente que coloca "saudações 'alguma-coisa'" no fim dos posts ("saudações libertárias", "saudações comunistas", "saudações masoquistas" etc).
9 de setembro de 2005
Faço templates a 40 reais, uma pechincha, promoção e pra mocinha, aproveite, o estoque é limitado
Comemoro hoje o aniversário do meu diarinho, o Manipulação, acrescentando que não sei se hoje é o aniversário do blog, porque nunca comemorei o aniversário dele e nem sei quando postei pela primeira vez. Portanto, hoje é só uma data figurativa, não sei a idade do blog na verdade. Não é nada improvável, inclusive, que ele, o blog, já seja um homem feito, pronto para casar - talvez também, não dá para precisar, o blog também seja uma moça já formada, com os peitinhos grandes e redondinhos, que enchem uma mão. (Ele nunca me confidencia essas coisas de sexualidade, o(a) Manipulação é muito reservado(a), mas o(a) amo mesmo assim.)
Para presentear o blog, além de ter mudado a cor do blog daquele divertido verde-luzinha-de-computador para este elegante azul-turquesa, como muito bem definiu um leitor nos comentários de algum post anterior, preparei uma festinha para ele, com bexigas e saborosos beijinhos (vocês sabem, aquelas bolinhas de leite, amarelinhas, gostosas. Na festinha do meu blog, elas não têm aqueles cravos horríveis em cima, coitados dos beijinhos, não fizeram nada para ter uma coisa daquelas enterrada neles), e todos os amiguinhos.
Um presente que não fiz para meu blog foi um brasão, que é um plano antigo. Quero desde tempos remotos fazer um brasão para este blog, para que o reconheçam na rua somente pelas cores que traja, mas desisti porque ia dar muito trabalho, Deus está de prova. Sou um admirador da parassematografia, a arte de confeccionar brasões, nada mais natural, então, que querer um emblema para o Manipulação. Tenho até o emblema na minha mente, ele seria assim: azul-turquesa e verde-luzinha-de-computador seriam suas cores principais, óbvio, são cores familiares; li no site da monarquia brasileira que o losango presente na bandeira brasileira é uma homenagem heráldica às mulheres - pois bem, no brasão de meu blog, mesmo que fosse errado misturar bandeira com brasão e tal, não sei e não me importo, também queria homenagear as mulheres, então no emblema deveria haver um losango, digamos, um cinto de castidade em volta e uma vassoura no interior dele, para demonstrar a estima que nutro por elas neste território; e também tinha que ter golfinhos pulando em volta do símbolo, porque golfinhos são maneiros. No resto do brasão eu não pensei, mas já deu para ter uma idéia, eu acho. Poderia, quem sabe, colocar um livro representando os dez mandamentos em algum lugar, só que, veja, já está dando trabalho, deixa para lá. Não vou fazer nada, e nessas festinhas só tem muquirana, lamento, blog.
Para presentear o blog, além de ter mudado a cor do blog daquele divertido verde-luzinha-de-computador para este elegante azul-turquesa, como muito bem definiu um leitor nos comentários de algum post anterior, preparei uma festinha para ele, com bexigas e saborosos beijinhos (vocês sabem, aquelas bolinhas de leite, amarelinhas, gostosas. Na festinha do meu blog, elas não têm aqueles cravos horríveis em cima, coitados dos beijinhos, não fizeram nada para ter uma coisa daquelas enterrada neles), e todos os amiguinhos.
Um presente que não fiz para meu blog foi um brasão, que é um plano antigo. Quero desde tempos remotos fazer um brasão para este blog, para que o reconheçam na rua somente pelas cores que traja, mas desisti porque ia dar muito trabalho, Deus está de prova. Sou um admirador da parassematografia, a arte de confeccionar brasões, nada mais natural, então, que querer um emblema para o Manipulação. Tenho até o emblema na minha mente, ele seria assim: azul-turquesa e verde-luzinha-de-computador seriam suas cores principais, óbvio, são cores familiares; li no site da monarquia brasileira que o losango presente na bandeira brasileira é uma homenagem heráldica às mulheres - pois bem, no brasão de meu blog, mesmo que fosse errado misturar bandeira com brasão e tal, não sei e não me importo, também queria homenagear as mulheres, então no emblema deveria haver um losango, digamos, um cinto de castidade em volta e uma vassoura no interior dele, para demonstrar a estima que nutro por elas neste território; e também tinha que ter golfinhos pulando em volta do símbolo, porque golfinhos são maneiros. No resto do brasão eu não pensei, mas já deu para ter uma idéia, eu acho. Poderia, quem sabe, colocar um livro representando os dez mandamentos em algum lugar, só que, veja, já está dando trabalho, deixa para lá. Não vou fazer nada, e nessas festinhas só tem muquirana, lamento, blog.
7 de setembro de 2005
Faço templates por 50 reais
Pensei em acabar com esse blog e me tornar tão baixo quanto, bem, quanto pessoas que acabam blogs por aí o tempo todo, mas pensei que não ia ter tantos comentários dizendo "oh, frost, por favor, volte, precisamos de você", então desisti. O único motivo razoável para se acabar com um blog é fazer os outros pedirem para você voltar, assim como o único motivo razoável para ter um blog e não ganhar dinheiro é receber comentários elogiosos. Pensei em fazer várias coisas idiotas nesta semana, não apenas acabar com o blog. Pensei, por exemplo, em praticar Tai Chi Chuan, porque vi na TV gente fazendo isso - eram pessoas comemorando os 130 anos do Mercado de São José, um mercado popular de Recife. Praticar Tai Chi Chuan é um jeito muito pitoresco de comemorar alguma coisa, mas, sabe-se lá, provavelmente o Tai Chi Chuan fosse o que melhor representasse a alegria do povo por tal data marcante.
(Claro que abandonei a idéia de praticar Tai Chi Chuan, claro, claro, quer dizer, sou muito influenciável pela TV, mas logo me volta o senso do ridículo. Deixe-me contar-lhes uma coisa, muito confidencial, sei que provavelmente vocês são leitores de bom gosto, que não gostam de dar tapas nas outras pessoas, principalmente na nuca, mas hoje pensei nisso, me parece divertidíssimo; já pensaram em dar um "Pedala, Robinho!" em alguém praticando Tai Chi Chuan? Assim, dar um bofetão na nuca do praticante, para que ele caia em slowmotion, com aquela baba voando lentamente de sua boca, gritando numa voz grave "nããããããooooooo". Poderiam considerar, pensar nisso me diverte, vocês nem sabem.)
Acho que é a segunda vez que falo de Tai Chi Chuan neste blog, devo ser a pessoa que mais despendeu tempo falando disso na história mundial, tirando os mestres chineses, que, dizem por aí, escreveram livros sobre como se movimentar lentamente. Porém, acho que eles não contam, porque o tempo no mundo dos praticantes de Tai Chi Chuan passa umas cinqüenta vezes mais lentamente. Pois, devo ter garantido um espacinho no próximo Guiness.
(Claro que abandonei a idéia de praticar Tai Chi Chuan, claro, claro, quer dizer, sou muito influenciável pela TV, mas logo me volta o senso do ridículo. Deixe-me contar-lhes uma coisa, muito confidencial, sei que provavelmente vocês são leitores de bom gosto, que não gostam de dar tapas nas outras pessoas, principalmente na nuca, mas hoje pensei nisso, me parece divertidíssimo; já pensaram em dar um "Pedala, Robinho!" em alguém praticando Tai Chi Chuan? Assim, dar um bofetão na nuca do praticante, para que ele caia em slowmotion, com aquela baba voando lentamente de sua boca, gritando numa voz grave "nããããããooooooo". Poderiam considerar, pensar nisso me diverte, vocês nem sabem.)
Acho que é a segunda vez que falo de Tai Chi Chuan neste blog, devo ser a pessoa que mais despendeu tempo falando disso na história mundial, tirando os mestres chineses, que, dizem por aí, escreveram livros sobre como se movimentar lentamente. Porém, acho que eles não contam, porque o tempo no mundo dos praticantes de Tai Chi Chuan passa umas cinqüenta vezes mais lentamente. Pois, devo ter garantido um espacinho no próximo Guiness.
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