25 de dezembro de 2006

Dude, I'm so smort

O natal deste ano passou tão rápido que eu quase não vi nenhum espertão falando "O natal não tem nada a ver com Cristo, era só a data em que os romanos comemoravam o solstício de inverno! LOLOL".

19 de dezembro de 2006

Breve observação

Hoje, num parachoque de caminhão, vi escrito "Não me inveje. Trabalhe" (na verdade, não tinha esse ponto no meio da mensagem, era tudo direto, "Não me inveje trabalhe", mas eu pensei que "inveje trabalhe" não faria muito sentido como locução verbal e modifiquei. Acho que vocês aprovam a mudança, certo?).

Ou seja, todas essas meninas que escrevem "Sua inveja é a velocidade do meu sucesso!" (de forma menos compreensível, claro) nos títulos de seus fotologs, se tivessem nascido um pouco mais pobres, seriam caminhoneiras.

Que ironia, não?

16 de dezembro de 2006

Uma História Verdadeira

A árvore de Natal da minha casa, que tem dois metros de altura, está montada na frente da janela, num lado da sala, e do outro lado, em frente à árvore, montamos um presépio, colocamos um candelabro de velas vermelhas e uma Bíblia enorme aberta sobre um suporte em cima de uma mesinha. Uma típica e bonita decoração de Natal. Os bonecos do presépio eram, eu não sei qual o nome daquele material, acho que de porcelana, ou algo aparentemente tão resistente quanto. Eram, como de costume, os três Reis Magos, José, Maria e Jesus. Estavam sobre uma espécie de ninho de palha, como os ninhos de passarinhos, precisamente.

O fato é que todos os dias deixamos, eu e minha mãe, a janela aberta quando saímos de casa, porque se a fechamos fica tão abafado quanto uma estufa - o ambiente ia ficar tão quente que as plantas iam crescer como as raizes que ocupam a mansão em Jumanji. Pois então. Ao voltarmos para casa à noite, sempre estávamos encontrando pedaços de palha no chão, mas pensamos que era culpa do vento, que podia estar derrubando os bonecos do presépio e espalhando as partes do ninho. Mas era recorrente. Mesmo quando não deixávamos a janela inteiramente aberta, encontrávamos pedaços de palha no chão. De tanto caírem todos os dias, dois Reis Magos do presépio quebraram; Jesus agora vai ter que se contentar somente com ouro ou mirra ou incenso.

Foi no domingo passado, quando acordei, que vi que, na verdade, era um passarinho salafrário (ou melhor, um casal de passarinhos salafrários) que estava roubando os pedaços de palha do presépio. Não eram pardais, mas eu não entendo nada de passarinhos, de qualquer forma, se os interessa, eram uns passarinhos com barriga amarela. Decidimos começar a fechar a janela para não termos mais que dividir a palha da manjedoura do Filho de Deus com o filho de dois passarinhos. De qualquer forma, desistimos da idéia de deixar o presépio sobre um ninho de palha, pois de qualquer jeito os bonecos ficavam mal equilibrados nele.

Mas mesmo assim, sem ninho e sem janela para passarinhos entrarem, continuávamos encontrando pedaços de coisas no chão. Dessa vez eram pedaços da nossa própria árvore de Natal, fiapos dos galhos, espalhados pelo chão. Noutro dia, eu e minha mãe notamos que os passarinhos ainda estavam entrando no apartamento, a partir da cozinha, e de lá seguindo para nossa sala. A cozinha fica no lado oposto do apartamento, de modo que se deve entrar pelo outro lado do prédio pelas basculantes de lá, ou pela janela da área de serviço, para entrar na nossa sala-de-estar. Imagino que esse seja um esforço hercúleo para passarinhos minúsculos com cérebros do tamanho de um amendoim, porém o que mais perturbava era a obsessão daqueles passarinhos em arrancar pedaços das nossas coisas para montar seu ninho. Por que nos haviam escolhido? Há tantas porcarias na rua de acesso mais fácil!

O motivo de tanto esforço era simples: eles já haviam montado um ninho enorme na nossa árvore e nós não havíamos percebido (é uma árvore bem grande, afinal). Era quase que totalmente constituído das palhas roubadas do presépio, mas também contava com pedaços da própria árvore e com as falsas penas das pombinhas brancas que servem de enfeite. Ah, e não, não havia nenhum ovo lá dentro.

Sei que essa não é uma história impressionante ou nada do tipo, mas eu achei bem interessante o esforço de dois passarinhos para montar um ninho e, depois, para ter acesso a ele. Ah, e também nós não deixamos os dois passarinhos consumar seu casamento dentro da nossa casa: tiramos o ninho de dentro da árvore. Afinal, não podemos permitir que dois passarinhos ladrões tenham um filho, passando para o filhote todos aspectos de suas personalidades vilanescas; nós já vivemos num mundo corrupto demais.

4 de dezembro de 2006

Três escritores que desistiram de mim

O meme para falar de três escritores de que eu desisti chegou até mim, via Gustavo. Mas não acho que seja acurado dizer que eu desisti desses escritores; eles é que desistiram de mim. O que se pode esperar de um escritor que desistiu de me ter como leitor senão a mais completa mediocridade?

Um dos que desistiram de mim foi J. R. R. Tolkien. Depois de ler as mil e trezentas páginas de O Senhor dos Anéis, eu já não agüentava mais atravessar mentalmente a ponte do Brandevin. As descrições que ele faz dos mapas que existem na cabeça dele são enfadonhas e cansativas e minaram qualquer chance de Tolkien de me ter como leitor. Dizem que O Hobbit é melhor, e eu o leria, mas Tolkien não me quer.

Flaubert também desistiu de mim, mas foi só porque não fez com que Madame Bovary me apetecesse desde o início. Não consegui passar do começo do livro, então acho que o autor ainda não desistiu completamente de mim, só está esperando que eu o leia novamente para me cativar. Devia estar testando minha persistência, vai saber.

E, por último, e de fato menos importante, para não dizer que acho que só grandes escritores conspiram contra mim, Dan Brown. Ele desistiu de todos os leitores do mundo. Não passei nem das 40 primeiras páginas de O Código da Vinci, mas ouvi dizer que teve gente que leu até o final para depois ser abandonada por Brown.

A propósito, o meme encontra seu dead end em mim. Não sei para quem passá-lo e nem acho que eu tenha intimidade com tantos blogueiros para sair mandando coisas para eles assim.

29 de novembro de 2006

Discurso sobre a origem da cabeça de Angélica

A cabeça da Angélica está enorme, umas três vezes o tamanho do corpo dela. Algo aconteceu para que ela ficasse tão deformada. Na minha cadernetinha, anotei as possíveis causas para a mudança repentina no tipo físico da loura: a) efeitos colaterais da gravidez; b) ela ficou inteligente demais, como o Macaco Louco, das Meninas Superpoderosas, e ela deveria começar a usar um capacete tapando metade da cabeça; c) a cabeça dela está inchada devido a pancadas no nariz de Luciano Huck. Só existem essas possibilidades.

Hahahaha, só estava brincando, é claro que não há a menor possibilidade de alguma dessas hipóteses absurdas ser a causa real. Doh!

Nós, espectadores do Video Game, sabemos que o verdadeiro motivo de a cabeça de Angélica ter aumentado tanto é seu emagrecimento. Ela está magra demais, com uns ombrinhos de cabide, umas perninhas que parecem umas varetas... Imaginem como está agora a "sexy mancha" (apud Gustavo) da coxa dela? Deve estar cobrindo a perna inteira! - devido ao aumento proporcional de sua área em relação à perna, para os desavisados que não entenderam.

E pensar que em tempos melhores, a apresentadora cantava:
Sou loura romântica da TV
Tenho a sexy mancha na nítida coxa
No meu peito bate um coração de fogo sagitário
Sou loura, loura romântica
A coxa já não é tão nítida, esses bons tempos não voltam mais.

17 de novembro de 2006

C&X ring the bell


Se liga no sistema.

12 de novembro de 2006

Oh, Canadá

Uma das tags que aparecem no Last.fm para a música Build Your Cages do Pulse Ultra é "Canadian music that doesn't suck". Em direta concorrência com o resto da música canadense (Alanis Morissette e o tecladista careca do David Letterman), a tag não deixa de ter certa razão.

8 de novembro de 2006

Sambe para mim, Beyonce

Minha ausência por tanto tempo se deveu ao fato de o meu computador estar quebrado. Meu computador está sempre quebrado. Ele passa quase tanto tempo no conserto quanto nós, humanos, passamos sobre os colchões Ortobom. Quando eu não postar aqui, pode apostar 10 mangos que meu computador quebrou, retorno garantido.

Deve ser o clima da cidade, Recife é muito quente e úmido, não é bom para computadores. E tem feito dias quentes deveras aqui, nos quais eu poderia até fritar ovos com bacon no asfalto, se isso não fosse culinariamente repugnante.

Falando nisso, uma coisa que eu notei foi que bons títulos de livros são freqüentemente cooptados por autores ruins, já perceberam? Jorge Amado tem um livro chamado "A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água". Tinha mesmo que ser do Jorge Amado? E por quê? Só porque ele viu o título voando, como uma andorinha, e o pegou primeiro? Tinha que ter uma lei contra isso.

Esqueçam o que eu disse até aqui, tenho que falar algo mais importante. Alguém de vocês aí, por um acaso, já pensou que o São Paulo parece um daqueles times de Supercampeões onde o goleiro é o melhor jogador do time? Sempre que alguém fala que o Rogério Ceni é o melhor jogador do Brasil, fico esperando que apareça na TV algum Oliver dando uma bicicleta, fazendo o gol e caindo em pé.

1 de novembro de 2006

31 de outubro de 2006

Minha conversa com Champinha

Se a mim me fosse concedida a oportunidade de falar com o baterista do CPM22 e do Hateen, que é o mesmo, a conversa seria assim:

Eu: Champinha...
Ele: Japinha.
Eu: Claro, Champinha, claro... Mas então: por que você, podendo tocar em apenas uma banda, faz questão de tocar em duas exatamente iguais?

28 de setembro de 2006

Quando a realidade é jogada na sua cara

Acabo de notar que vivo num país onde se vendem videogames Dynacom.

25 de setembro de 2006

Mudei de idéia

Proibições podem trazer efeitos positivos, como por exemplo no cinema, onde a Lei Seca ocasionou filmes de gângsteres. No Brasil, no entanto, proibições causam efeitos negativos, e.g. filmes de traficantes e favelas. Certamente que proibir a gordura trans vai nos agraciar com um novo Poderoso Chefão.

21 de setembro de 2006

Por que as entrevistas pioram a cada dia

Nietzsche pensava que Sócrates havia degenerado o caráter do ateniense, mas eu só penso que a proibição das drogas degenerou a qualidade de todas as entrevistas feitas no mundo contemporâneo.

Abra qualquer revista por aí e você vai ver algum artista sendo perguntado se já usou drogas. Ele usou, porque a juventude é rebelde e tem que desrespeitar essas regras que existem por aí. Quanto mais regras há, piores ficam as entrevistas, recheadas de futilidades.

Antes de 1937, algum repórter perguntava se os entrevistados usaram drogas? Baseado na minha própria amostra imaginária de entrevistas pré-1937, eu digo que não. Esse tipo de pergunta idiota só se tornou relevante quando os governos passaram leis que proibiam as drogas.

Com esta simples observação, posso prever qual será o futuro das entrevistas:
Ano 2030:
- Você já ingeriu gordura trans?
- Já, mas só uma vez, pra curtir com a galera.

7 de setembro de 2006

Ominous Parallels

O programa eleitoral do Lula é praticamente a casa da Helena em Páginas da Vida: tem um preto, um branco, um retardado, talvez um índio.

***

Just for the record:
A Austrália perdeu, esta segunda-feira, um ícone nacional. Steve Irwin, conhecido como o «Caçador de Crocodilos», morreu ao ser atingido no coração pela cauda de uma raia venenosa, em Low Islands, na Austrália.

(...)

O acidente aconteceu na grande barreira de coral na Austrália, onde Steve estava a gravar um documentário chamado «Os Mais Mortais do Oceano».

4 de setembro de 2006

Da Teoria e Prática da Democracia Contemporânea: Uma Abordagem Sociológica

A MTV nos aconselha a votar consciente, mas o Gordo Salada concorre para a Câmara Federal.