Todos sabem que se a Madonna é bonita, a avó do Paulo Francis é uma bicicleta. Mas o que você está prestes a descobrir é que, se a Sasha Grey é brasileira, de Fortaleza/CE, eu zerei Street Fighter 4 do PS3 no hard com o Zangief. (Haha, e todo mundo sabe que eu nem tenho Playstation 3! E SF4 nem saiu! Então é *óbvio* que a Sasha Grey não é brasileira!)
Sasha Grey, atriz dos filmes mais recatados da indústria pornô, vai estrelar um filme do Steven Soderbergh agora. Sendo a próxima Julia Roberts, ela está recebendo um bocado de atenção de veículos de mídia que não são o Redtube, a Viceland (que é massa, sem zoação) ou o programa da Tyra Banks, onde ela descobriu que é pecadora por estrelar esses filmes lascivos.
Isto é, ela também está recebendo bastante atenção de veículos midiáticos tradicionais do Brasil, como o Pravda (pura brasilidade, como a da Sasha), o Omelete, o Globo, o Tudo Agora, o Verdes Mares (admito que estes dois últimos não são tão tradicionais, ok), e muitos outros, consulte "sasha grey" + "soderbergh" e selecione páginas em português no Google.
Um problema que passa meio despercebido pelo público em geral é o fato de se veicular em absolutamente todos os sites que a moça nasceu em Fortaleza, no Ceará. Em alguns estão dizendo que ela nasceu em Quixadá. Quixadá. Não estou de brincadeira. Quixadá.
Não ignoro que o corpo dela seja estereotipicamente cearense, mas além disso, sinto informar que não há nenhuma prova ou indicação de que ela seja brasileira. Ou seja, tiraram a informação do cu. Parem de repeti-la, it's fucking pissing me off. (Quer dizer: você, você, você, você e vocês, outros resultados do Google para "sasha grey brasileira", calem a boca.)
A informação é tão conspicuamente fake que o Omelete ficou até com vergonha e admitiu que confiou num Zé Neguinho qualquer que editou a Wikipedia PT (não foi nem a Wikipedia em inglês, hein). Verificando o artigo atual da Wikipedia em português, vejo que até lá o local de nascimento da Sasha já foi alterado. E, no entanto, O Globo ainda insiste que a mulher é produto nacional.
Pesquisando algo em inglês sobre o assunto, não encontrei uma referência sobre o cabeça-chatismo da Sasha. Por outro lado, a mídia estrangeira regularmente reporta que ela nasceu em Gary, Indiana, e foi criada em Sacramento, Califórnia. E por mais que Fortaleza ou Quixadá se pareçam com Gary ou Sacramento, acho que ainda há uma diferença geográfica leve entre os locais.
As únicas referências que eu consegui encontrar a respeito do surgimento do hype SASHA É BRASIL NO EXTERIOR foram este comentário de um dos blogs que eu linkei ali em cima e o artigo da Encyclopedia Dramatica (confiável). Aparentemente alguém da revista Ele&Ela inventou que a Sasha era brasileira para que os editores publicassem suas fotos.
A imprensa brasileira é tão ridícula que hoje em dia eu me recrimino por já ter achado que os boatos que o Cocadaboa emplacava na mídia eram grandes feitos. C'mon. Engolem qualquer merda no Brasil.
Todos sabem que o único motivo pelo qual a Sasha Grey viria para o Nordeste brasileiro seria para me ver. Ela chegaria aqui e andaria na minha direção assim, dizendo "Oh, Frost, você me excita tanto com esses posts entupidos de links". Porque estes posts são irresistíveis mesmo.
26 de outubro de 2008
25 de outubro de 2008
Também acho que eu devia postar a quote de The Office em que o Dwight diz que a Angela o introduziu ao monoteísmo
- And you know the worst part? I liked my job. I hurt people. I tied them up and hung them from the arms until... you hear their tendons rip.Don "Timebomb", No Heroics
- Jesus Christ.
- Then I went home and cracked a bottle of vodka, maybe smoked a little smack, and it felt good. So, you know, I guess I'm trying to figure out whether chopping off a super villain's fingers and making him eat them in a cheese baguette is really heroic anymore.
17 de outubro de 2008
E o episódio em que o Pinky monta um museu de ostras e acaba recebendo a chave da cidade e mudando o nome dela para "Calças Reluzentes", hein?
Vou ser polêmico, a polêmica está nas minhas veias, passo meus dias antagonizando geral, como na vez em que eu falei que era palha o episódio de O Pinky e o Cérebro em que o Cérebro constrói um mundo de papel machê e atrai toda a população da Terra para o novo planeta oferecendo camisetas grátis (eu só queria causar certo atrito, deixar aquele climão, o episódio era muito awesome).
Desta vez o meu alvo é você, que acha que não deve ter medo de errar, aquela coisa de palestra motivacional. Mentiram para você, e alguém precisava dizer isso. Você precisa ter medo de errar. Se não tiver, você vai sair errando por aí, destemidamente, se sentindo orgulhoso, e essa não é uma boa base sobre a qual se firmar uma civilização.
Não dá para entender quem acha que as pessoas devem ignorar os próprios erros. Por que elas quereriam acertar então? "Vou tentar uma estratégia estúpida e errar, mas não me importa, porque grandes homens erraram muito antes de chegarem onde chegaram." Mas grandes homens erraram acidentalmente, e o medo deles de errar eventualmente fez com que eles fizessem, tipo, coisas certas.
Então, você está sendo enganado. Tenha medo de errar e faça umas coisas direitas no processo. Já pensou se o Cérebro não ligasse pros próprios erros? Oh, wait.
Desta vez o meu alvo é você, que acha que não deve ter medo de errar, aquela coisa de palestra motivacional. Mentiram para você, e alguém precisava dizer isso. Você precisa ter medo de errar. Se não tiver, você vai sair errando por aí, destemidamente, se sentindo orgulhoso, e essa não é uma boa base sobre a qual se firmar uma civilização.
Não dá para entender quem acha que as pessoas devem ignorar os próprios erros. Por que elas quereriam acertar então? "Vou tentar uma estratégia estúpida e errar, mas não me importa, porque grandes homens erraram muito antes de chegarem onde chegaram." Mas grandes homens erraram acidentalmente, e o medo deles de errar eventualmente fez com que eles fizessem, tipo, coisas certas.
Então, você está sendo enganado. Tenha medo de errar e faça umas coisas direitas no processo. Já pensou se o Cérebro não ligasse pros próprios erros? Oh, wait.
15 de outubro de 2008
Terminei de ler Death Note, o mangá é melhor que o anime, sério. O epílogo também é massa.
Hoje eu estava falando com umas pessoas sobre o fato de os estudantes terem que trocar seus cartões de meia passagem de ônibus de chip por cartões magnéticos aqui no Recife. E disse que não faria nenhuma diferença, porque as roletas continuarão no lugar, então o processo de entrar no ônibus vai continuar igual (colocar um cartão numa maquininha, esperar aprovação, girar a roleta).
Perguntaram o que eu queria no lugar. Na verdade, eu não quero nada no lugar. Couldn't care less se os ônibus têm ou não roleta. Se tivessem todos ar-condicionado, podem colocar três roletas mais caminho de pneus para atravessarmos antes de chegar nos assentos.
Mas eu ingenuamente citei o fato de que, nas cidades em que eu estive no exterior, não havia roletas nem cobradores nos ônibus.
Ouvindo isso, as pessoas entram em estado berserk, começam a me atacar, como se eu fosse o maior militante anti-roletas do país, presidente da ONG Roletas Nunca Mais, pós-graduado em sociologia do transporte coletivo.
Uma menina disse que o Brasil teria que evoluir uns 200 anos para que as roletas sejam dispensáveis. O que talvez seja verdade, embora eu sinceramente não tenha calculado o tempo tão precisamente e desconfie da metodologia adotada. Ficou dizendo que as pessoas nunca respeitariam ônibus sem roletas e cobradores, ninguém ia pagar, o caos reinaria.
O que eu acho mais curioso é que as pessoas sempre acham que elas próprias são civilizadas e capazes de respeitar um sistema que, digamos, não use roletas (ou mesmo caixas de auto-atendimento em supermercados), mas os outros são bárbaros demais. Não sei de onde tiraram essa noção, e me parece que a diferença de honestidade em geral não é muito grande (e, me parece ainda, que no passado as pessoas eram ainda mais honestas, e o mundo contava com menos mecanismos eletrônicos de vigilância, o que levanta dúvidas acerca da "evolução" necessária ao país - parece que seria necessário justamente o contrário, um regresso).
Na moral, acho que eu respeitaria mais essas pessoas se elas dissessem: "Sabe por que isso não funcionaria? Porque eu ia sabotar o sistema. Hehehe. *rindo, esfregando as mãos e olhando para os lados*"
Perguntaram o que eu queria no lugar. Na verdade, eu não quero nada no lugar. Couldn't care less se os ônibus têm ou não roleta. Se tivessem todos ar-condicionado, podem colocar três roletas mais caminho de pneus para atravessarmos antes de chegar nos assentos.
Mas eu ingenuamente citei o fato de que, nas cidades em que eu estive no exterior, não havia roletas nem cobradores nos ônibus.
Ouvindo isso, as pessoas entram em estado berserk, começam a me atacar, como se eu fosse o maior militante anti-roletas do país, presidente da ONG Roletas Nunca Mais, pós-graduado em sociologia do transporte coletivo.
Uma menina disse que o Brasil teria que evoluir uns 200 anos para que as roletas sejam dispensáveis. O que talvez seja verdade, embora eu sinceramente não tenha calculado o tempo tão precisamente e desconfie da metodologia adotada. Ficou dizendo que as pessoas nunca respeitariam ônibus sem roletas e cobradores, ninguém ia pagar, o caos reinaria.
O que eu acho mais curioso é que as pessoas sempre acham que elas próprias são civilizadas e capazes de respeitar um sistema que, digamos, não use roletas (ou mesmo caixas de auto-atendimento em supermercados), mas os outros são bárbaros demais. Não sei de onde tiraram essa noção, e me parece que a diferença de honestidade em geral não é muito grande (e, me parece ainda, que no passado as pessoas eram ainda mais honestas, e o mundo contava com menos mecanismos eletrônicos de vigilância, o que levanta dúvidas acerca da "evolução" necessária ao país - parece que seria necessário justamente o contrário, um regresso).
Na moral, acho que eu respeitaria mais essas pessoas se elas dissessem: "Sabe por que isso não funcionaria? Porque eu ia sabotar o sistema. Hehehe. *rindo, esfregando as mãos e olhando para os lados*"
12 de outubro de 2008
Filler
Três meses sem posts? Não vou deixar isso acontecer. Eu queria modificar o layout do blog, mas ainda não tive paciência para parar e fazer isso. Eu tive tantas boas idéias nesse meio tempo, não utilizei nenhuma delas. Algumas estão em arquivo ainda, então vocês, que visitam este blog, ainda não estão perdidos.
Uma das idéias que eu tive era justificar aqui por que a antiga Manchete foi a pioneira em animes no Brasil, e isso me ocorreu ao assistir Pantanal. A Manchete gostava de animes porque era uma emissora especializada em FILLER.
Do mesmo jeito que colocavam a mesma animação do Meteoro de Pégaso repetidamente durante os 22 minutos de um episódio dos Cavaleiros do Zodíaco, eu já conheço cada uma das imagens de apoio usadas como filler em Pantanal: a cobra, o joão-de-barro, as palmeiras, a visão aérea dos charcos, o jacaré...
A Manchete é exatamente o contrário de mim. Eles mantinham (e agora o SBT mantém) a audiência cativa com imagens externas repetidas. Eu, ao contrário, não coloco nem um tuiuiú voando para entreter os meus leitores em três meses sem posts.
Uma das idéias que eu tive era justificar aqui por que a antiga Manchete foi a pioneira em animes no Brasil, e isso me ocorreu ao assistir Pantanal. A Manchete gostava de animes porque era uma emissora especializada em FILLER.
Do mesmo jeito que colocavam a mesma animação do Meteoro de Pégaso repetidamente durante os 22 minutos de um episódio dos Cavaleiros do Zodíaco, eu já conheço cada uma das imagens de apoio usadas como filler em Pantanal: a cobra, o joão-de-barro, as palmeiras, a visão aérea dos charcos, o jacaré...
A Manchete é exatamente o contrário de mim. Eles mantinham (e agora o SBT mantém) a audiência cativa com imagens externas repetidas. Eu, ao contrário, não coloco nem um tuiuiú voando para entreter os meus leitores em três meses sem posts.
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