30 de junho de 2007
Coisas que não têm graça, mas que continuam a ser tratadas como se tivessem #1
Falar como o Marco Bianchi.
23 de junho de 2007
22 de junho de 2007
Quando este era um post sério...
No Ensino Médio, tive um professor que gostava de dizer que certas pessoas haviam deixado de ser sérias. Especificamente, Fernando Henrique e Lula haviam deixado de ser sérios quando foram eleitos para presidente. "Fernando Henrique, durante a ditadura, durante os anos oitenta, era um homem sério. Depois foi eleito para presidente e..." Ás vezes era algo mais sutil: "Lula, durante as greves no ABC, isto é, quando ele ainda era um homem sério...".
Nunca entendi muito bem o que ele queria dizer; eu sempre acabava pensando que Lula e FHC haviam se tornado pessoas mais afáveis, mais brincalhonas, mais calorosas, menos sisudas - quer dizer, tinha havido uma mudança positiva, na qual Lula e FHC, percebendo que não podiam ficar para sempre com aquela cara fechada, descobrindo que haviam prazeres na vida, empreenderam um certo esforço para se tornarem pessoas mais agradáveis. Enfim, viraram pessoas engraçadas. (Mas eu devo dizer que nunca vi a menor graça em qualquer político, é necessário ter um senso de humor muito distorcido para rir desse tipo de coisa.)
Nunca entendi muito bem o que ele queria dizer; eu sempre acabava pensando que Lula e FHC haviam se tornado pessoas mais afáveis, mais brincalhonas, mais calorosas, menos sisudas - quer dizer, tinha havido uma mudança positiva, na qual Lula e FHC, percebendo que não podiam ficar para sempre com aquela cara fechada, descobrindo que haviam prazeres na vida, empreenderam um certo esforço para se tornarem pessoas mais agradáveis. Enfim, viraram pessoas engraçadas. (Mas eu devo dizer que nunca vi a menor graça em qualquer político, é necessário ter um senso de humor muito distorcido para rir desse tipo de coisa.)
15 de junho de 2007
I am all, but what am I?
Se tudo é arte, tudo na vida é contemplação?
Não é questão de achar que é intolerância dizer que quem fala que "tudo é arte" tem um padrão baixo do que é belo - é uma necessidade lógica. Se você pensa que tudo é arte, em termos práticos é impossível que você aprecie a beleza de tudo. Essa impossibilidade de apreciação de todas as coisas o cega para outros tipos de beleza, sua atenção é dispersa e, no fim, sua cabeça explode.
Não é questão de achar que é intolerância dizer que quem fala que "tudo é arte" tem um padrão baixo do que é belo - é uma necessidade lógica. Se você pensa que tudo é arte, em termos práticos é impossível que você aprecie a beleza de tudo. Essa impossibilidade de apreciação de todas as coisas o cega para outros tipos de beleza, sua atenção é dispersa e, no fim, sua cabeça explode.
11 de junho de 2007
The Great Sunday TV Schedule Scam
Quando me dizem que a programação televisiva de domingo é ruim, encaro com incredulidade. Parece-me o mesmo que dizer que este é o pior planeta habitável que existe no universo: qual o parâmetro? Alguém vai dizer que você pode comparar a programação dos domingos com a dos outros dias da semana, mas acredito que essa comparação seja inválida; a programação de domingo aparentemente tem que ser aquela, já está lá há tanto tempo, reclamar disso é como reclamar do passar das estações ou da duração dos dias.
Mas mesmo aceitando que possamos comparar, o "argumento" (repare nas scary quotes desmoralizando sem misericórdia o argumento adversário) é falso. As pessoas pensam que a programação durante a semana é boa, mas essa é só uma ilusão que alimentaram por muito tempo, uma daquelas idéias ridículas que as pessoas mantêm de estimação, porque ninguém realmente vê TV durante a semana. Você pode ver Jornal Nacional, mas o Jornal Nacional não é algo que você realmente assiste, é algo que está lá passando enquanto você está sentado no sofá, não havendo qualquer esforço consciente para manter a atenção - prova cabal do que acabei de dizer é aquela estatística segundo a qual não sei quantos por cento das pessoas dão boa noite para o William e para a Fátima.
Mas além do Jornal Nacional e da novela, que eu admito que alguém pode realmente assistir, isso é tudo o que o brasileiro vê na televisão. No resto do dia, está fora de casa, trabalhando, estudando ou dormindo. Se as pessoas realmente soubessem o que passa na televisão enquanto estão fora de casa, parariam de reclamar da programação de domingo. Você sabe o que passa de tarde na Globo, amigo leitor? Da Cor do Pecado. Sério! Depois passa um filme, digamos, Bud, o cão amigo, e Malhação. Pela manhã, passam desenhos horríveis, como "Avatar". Pois é, eu sabia que você preferiria não ter tomado dessas coisas, mas agora é tarde.
E vocês reclamando do Sérgio Loroza na Dança dos Famosos, hein?
Mas mesmo aceitando que possamos comparar, o "argumento" (repare nas scary quotes desmoralizando sem misericórdia o argumento adversário) é falso. As pessoas pensam que a programação durante a semana é boa, mas essa é só uma ilusão que alimentaram por muito tempo, uma daquelas idéias ridículas que as pessoas mantêm de estimação, porque ninguém realmente vê TV durante a semana. Você pode ver Jornal Nacional, mas o Jornal Nacional não é algo que você realmente assiste, é algo que está lá passando enquanto você está sentado no sofá, não havendo qualquer esforço consciente para manter a atenção - prova cabal do que acabei de dizer é aquela estatística segundo a qual não sei quantos por cento das pessoas dão boa noite para o William e para a Fátima.
Mas além do Jornal Nacional e da novela, que eu admito que alguém pode realmente assistir, isso é tudo o que o brasileiro vê na televisão. No resto do dia, está fora de casa, trabalhando, estudando ou dormindo. Se as pessoas realmente soubessem o que passa na televisão enquanto estão fora de casa, parariam de reclamar da programação de domingo. Você sabe o que passa de tarde na Globo, amigo leitor? Da Cor do Pecado. Sério! Depois passa um filme, digamos, Bud, o cão amigo, e Malhação. Pela manhã, passam desenhos horríveis, como "Avatar". Pois é, eu sabia que você preferiria não ter tomado dessas coisas, mas agora é tarde.
E vocês reclamando do Sérgio Loroza na Dança dos Famosos, hein?
10 de junho de 2007
7 de junho de 2007
Piratas do Caribe, um filme médio
Johnny Depp é um gênio? Não. Possivelmente um bom ator, mas não um gênio. Nem Jack Sparrow nem Piratas do Caribe em geral (nenhum dos três filmes, e eu não vi o terceiro) têm nada que os torne geniais. Piratas do Caribe são filmes comuns, talvez agradáveis, mas não eu não sairia de casa para vê-los no cinema, e possivelmente mudaria de canal se estivesse passando na Globo no horário de Pimp My Ride na MTV. O que dizer de Jack Sparrow? Por que o consideram genial? Por que consideram o Johnny Depp um gênio? Seria porque Jack Sparrow é um personagem engraçadinho? E ele não é nem tão engraçado, o deputado João Plenário da Praça É Nossa já me proporcionou melhores risadas. Alguém poderia me dizer quando foi que o padrão para que um filme (e um personagem) seja considerado genial baixou tanto a ponto de considerarem Piratas do Caribe (e Jack Sparrow) genial?
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