A antiga capital do Japão se chama Kyoto.
A nova se chama Tokyo.
Depois reclamam do estereótipo do japonês bom em matemática.
22 de novembro de 2011
21 de novembro de 2011
Momento Jimmy Carr
Teve um guri em Goiás que morreu depois de se masturbar 42 vezes seguidas. Supostamente.
Vou presumir que seja verdade. Isso dá ensejo pra tantos comentários curtos!
Imagino ele depois da 41ª gozada, agonizando: "Só... mais... uma..." *splurt* *dies*
Depois da 42ª, sentindo o toque da morte, grita "NO REGRETS!".
Acho que foi um jeito deliberado de morrer também. Se você pode morrer tocando uma, porque arriscar morrer afogado? Ou num atropelamento? Ou atingido por um raio? Ou de câncer?
Morrer via punheta é caminho garantido pra morte feliz.
Pensa o guri decidindo que ia bater non-stop naquela noite: "Tive uma vida feliz. Estou pronto para partir."
Amigas disseram ter feito homenagem após a morte do cara. Twitcam.
Vou presumir que seja verdade. Isso dá ensejo pra tantos comentários curtos!
Imagino ele depois da 41ª gozada, agonizando: "Só... mais... uma..." *splurt* *dies*
Depois da 42ª, sentindo o toque da morte, grita "NO REGRETS!".
Acho que foi um jeito deliberado de morrer também. Se você pode morrer tocando uma, porque arriscar morrer afogado? Ou num atropelamento? Ou atingido por um raio? Ou de câncer?
Morrer via punheta é caminho garantido pra morte feliz.
Pensa o guri decidindo que ia bater non-stop naquela noite: "Tive uma vida feliz. Estou pronto para partir."
Amigas disseram ter feito homenagem após a morte do cara. Twitcam.
20 de novembro de 2011
Essas muletas que a gente usa para não encarar a realidade
Conheço uns ateus por aí que comparam a fé religiosa a uma muleta. O negócio que te ajuda a segurar a onda, porque a realidade é horrível. Como se neguinho fosse um fraco por precisar de uma muleta.
Como eu já escrevi aqui, eu não vejo nada de errado em ser fraco.
Mas o ponto é: qual é o problema de precisar de muletas?
Assim, tem gente que é deficiente, né. Se você sai por aí rindo de amputados andando de muleta, você é meio babaca.
Imagina, você lá, infeliz, acabou de sofrer um acidente, perna enfaixada e tudo, chega um ateu chutando a sua muleta e falando, enquanto você cai de bunda no chão "Seu fraco, você precisa de muletas!". Coisa triste, todo mundo há de concordar.
***
Sem sacanagem, essa história é 100% verdade (normalmente eu conto um monte de mentira aqui, mas dessa vez shit's real), uma vez eu estava andando na rua, perto daqui de casa, e passei perto de um deficiente físico daqueles que tem o corpo todo atrofiado.
Aqui em Recife principalmente, talvez pelas condições mais precárias de saúde, parece ter muita gente que teve paralisia infantil ou outras complicações no parto e tal. Esse cara, em particular, era daqueles que fica sentado num skate remando pra lá e pra cá, pedindo umas moedas no sinal.
Dessa vez o cara não tava num skate, ele estava se arrastando pelo asfalto mesmo e resmungando. Fiquei prestando atenção no que ele tava falando, sem falar muita coisa e tal. Long story short, ele disse que tinham roubado o skate dele.
Dá pra pensar uma hora dessas se não foi um ateu estressado com alguma discussão no Facebook que chegou no pobre coitado e arrancou o skate dele. "O skate é só uma muleta que você usa para não encarar a realidade!"
Lógico que é, mas quem disse que muletas são ruins?
Como eu já escrevi aqui, eu não vejo nada de errado em ser fraco.
Mas o ponto é: qual é o problema de precisar de muletas?
Assim, tem gente que é deficiente, né. Se você sai por aí rindo de amputados andando de muleta, você é meio babaca.
Imagina, você lá, infeliz, acabou de sofrer um acidente, perna enfaixada e tudo, chega um ateu chutando a sua muleta e falando, enquanto você cai de bunda no chão "Seu fraco, você precisa de muletas!". Coisa triste, todo mundo há de concordar.
***
Sem sacanagem, essa história é 100% verdade (normalmente eu conto um monte de mentira aqui, mas dessa vez shit's real), uma vez eu estava andando na rua, perto daqui de casa, e passei perto de um deficiente físico daqueles que tem o corpo todo atrofiado.
Aqui em Recife principalmente, talvez pelas condições mais precárias de saúde, parece ter muita gente que teve paralisia infantil ou outras complicações no parto e tal. Esse cara, em particular, era daqueles que fica sentado num skate remando pra lá e pra cá, pedindo umas moedas no sinal.
Dessa vez o cara não tava num skate, ele estava se arrastando pelo asfalto mesmo e resmungando. Fiquei prestando atenção no que ele tava falando, sem falar muita coisa e tal. Long story short, ele disse que tinham roubado o skate dele.
Dá pra pensar uma hora dessas se não foi um ateu estressado com alguma discussão no Facebook que chegou no pobre coitado e arrancou o skate dele. "O skate é só uma muleta que você usa para não encarar a realidade!"
Lógico que é, mas quem disse que muletas são ruins?
13 de setembro de 2011
O melhor programa de sócios-torcedores do Brasil
Eu sou muito vascaíno. Não fico me gabando, apesar de isso me fazer superior a vocês mesmo; meu nível de vascainismo é altaço.
Então, eu estava comentando com um amigo vascaíno que o programa de sócios do Vasco é horroroso. Pra quem é de fora do Rio, nego paga 30 conto pra ganhar uma revista lá podrona que ninguém quer, ainda paga a carteirinha por fora e depois de um ano ganha o privilégio magnânimo de pagar 90 reais na camisa do time por tempo determinado. (Os planos para residentes no Rio são coisas tristes de se ver também.) Só não é pior que o programa da mulambada, óbvio.
Mas claro que nosso programa é bisonho, são 47 mil inadimplentes de 57 mil inscritos. Um completo fracasso para uma gestão que se disse a sinistra no marketing e tal.
Comecei a considerar alternativas mais inclusivas para o Vasco. Trinta barões não dá. Vamos fazer um programa decente pro Gigante da Colina. O São Paulo tem um monte de planos maneiros, apesar de que eles nem precisavam, porque sabe-se que a comunidade gay tem maior poder aquisitivo (LOL, sacanagem, acho gays legais pra caramba, podem clicar aí).
Vamos então listar os novos preços e benefícios para o sócio-torcedor Vasco da Gama:
Falando com esse meu amigo, notei ainda que os planos tavam meio elite ainda, coisa da burguesia. Faltam os planos populares mesmo, coisa povão, ralé.
E como nós estamos na era digital, pobre usa orkut e email em LAN house, o Vasco deveria ser vanguardista, assim como foi em 1924 aceitando os desfavorecidos no time, e lançar o:
E eu só tô meio zoando. Na moral.
Então, eu estava comentando com um amigo vascaíno que o programa de sócios do Vasco é horroroso. Pra quem é de fora do Rio, nego paga 30 conto pra ganhar uma revista lá podrona que ninguém quer, ainda paga a carteirinha por fora e depois de um ano ganha o privilégio magnânimo de pagar 90 reais na camisa do time por tempo determinado. (Os planos para residentes no Rio são coisas tristes de se ver também.) Só não é pior que o programa da mulambada, óbvio.
Mas claro que nosso programa é bisonho, são 47 mil inadimplentes de 57 mil inscritos. Um completo fracasso para uma gestão que se disse a sinistra no marketing e tal.
Comecei a considerar alternativas mais inclusivas para o Vasco. Trinta barões não dá. Vamos fazer um programa decente pro Gigante da Colina. O São Paulo tem um monte de planos maneiros, apesar de que eles nem precisavam, porque sabe-se que a comunidade gay tem maior poder aquisitivo (LOL, sacanagem, acho gays legais pra caramba, podem clicar aí).
Vamos então listar os novos preços e benefícios para o sócio-torcedor Vasco da Gama:
Sócio Silver: R$5,00Claro que essas são só ideias preliminares, e a gente teria que incluir o boneco do Juninho Pernambucano em algum lugar aí em algum momento.
Dá direito à carteirinha do clube.
Sócio Gold: R$7,00
Dá direito a carteirinha do clube + lancheira.
Sócio Master Gold: R$7,00
Dá direito a carteirinha do clube + copo de plástico do Vasco.
Sócio Platinum: R$8,00
Carteirinha + copo de vidro com o escudo do Vascão.
Sócio Master Platinum: R$10,00
Carteirinha + mini-bandeira + bandana do time.
Sócio Gold Master Platinum Extreme: R$12,00
Carteirinha + Havaianas do Vasco.
Falando com esse meu amigo, notei ainda que os planos tavam meio elite ainda, coisa da burguesia. Faltam os planos populares mesmo, coisa povão, ralé.
E como nós estamos na era digital, pobre usa orkut e email em LAN house, o Vasco deveria ser vanguardista, assim como foi em 1924 aceitando os desfavorecidos no time, e lançar o:
Programa Sócio DigitalPronto, é isso. Acho que preparei o melhor programa de sócio-torcedor do Brasil. Agora é só o Vasco aprová-lo e ir coletar a Libertadores 2012, porque o tanto de grana que vai entrar não vai ser brincadeira. Vai ser Messi em São Januário em dois tempos.
Sócio Digital Plus: R$2,00
Dá direito a um email de agradecimento do Roberto Dinamite, dizendo "Obrigado, Fulano! Seu apoio é muito importante para o Vasco da Gama! Att., Roberto Dinamite"
Sócio Digital Plus 2.0: R$2,50
Dá direito ao email de agradecimento do Roberto Dinamite + imagem da cruz de malta anexada para o torcedor imprimir, recortar e colocar na carteira.
Sócio Digital Online: R$3,00
Email de agradecimento do Roberto Dinamite + boneco em papercraft do Juninho Pernambucano para o torcedor imprimir e montar em casa.
Sócio Digital Online 2.0: R$3,50
Email de agradecimento do Roberto Dinamite + boneco do Juninho em papercraft + vídeo que alguém colocou no Youtube anexado do gol do Juninho no River Plate em 1998.
(Alguns amigos sugeriram que deveria ser feito um vídeo bem produzido sobre o time e tal, mas vascaíno fica mais feliz com esse gol aí, e a gente não ia gastar nada.)
Sócio Banda-Larga: R$4,00
Email do Roberto Dinamite com vídeo anexado com o presidente falando "Obrigado, Fulano! Seu apoio é muito importante para o Vasco da Gama!". Já teríamos vários vídeos pré-produzidos com nomes comuns, como Rafael, Felipe. Assim não teríamos que gravar vídeo toda hora. Se o sujeito tiver nome muito feio, vai ter que ser efetuado pagamento único adicional de R$5,00 para o presidente falar o nome dele para o vídeo.
E eu só tô meio zoando. Na moral.
21 de agosto de 2011
Doenças epônimas e o impacto delas na história da medicina
Falei sobre o assunto uns três anos atrás, mas pensei um pouco mais na coisa, que eu agora acho ser de suma importância na medicina ocidental.
Acho muito palha que uma pessoa estude por tanto tempo uma doença, a descreva num artigo científico, inicie todo um movimento para o reconhecimento dos problemas que essa condição causa e o melhor que a tradição ocidental consegue para essa galera é dar o nome dos pesquisadores PARA A DOENÇA.
Doença de Alzheimer, de Huntington, de Chagas, de Kawasaki, de Parkinson, síndrome de Down, daltonismo, tem um monte.
Olha, no mínimo, no mínimo, deveriam dar o nome do cara para a cura.
Aposto que o sr. Cláudio Aids ficou muito decepcionado quando, tentando ajudar a humanidade, descreveu a síndrome de imunodeficiência e colocaram o nome dela de "aids". Falta de consideração total.
Imagino que emprestar o nome para doenças já tenha desestimulado muitas pesquisas médicas ao longo dos séculos. O sujeito pensa que vai ser para sempre lembrado como uma doença, já fica com pé atrás, pensa se realmente vale a pena todo aquele esforço. Milhares de doenças já devem ter deixado de ser catalogadas por esse sistema injusto e desumano de honrarias.
Sei também que existe um movimento hoje em dia para não se dar mais nome de ninguém para doenças, mas isso não resolve o problema.
Vou dar aqui de graça uma solução para a questão. Talvez ela possa ser chamada de Solução de Vasconcelos.
Se não for possível dar o nome do pesquisador para a cura da doença que ele descreveu, que ele possa usar o nome do inimigo.
Haveria um estímulo muito maior para a pesquisa das doenças. Pensa bem, tem o cara lá vendo uma multiplicação anormal das células de uma determinada região do corpo, vê que aquilo é um problema e fala "Hahaha! Vou trollar esse cretino do meu vizinho, o Otávio Câncer".
A comunidade médica instantaneamente ficaria menos inibida e isso estimularia as pessoas a não serem babacas, para não acabarem emprestando o nome para uma causa de morte qualquer por aí.
Acho muito palha que uma pessoa estude por tanto tempo uma doença, a descreva num artigo científico, inicie todo um movimento para o reconhecimento dos problemas que essa condição causa e o melhor que a tradição ocidental consegue para essa galera é dar o nome dos pesquisadores PARA A DOENÇA.
Doença de Alzheimer, de Huntington, de Chagas, de Kawasaki, de Parkinson, síndrome de Down, daltonismo, tem um monte.
Olha, no mínimo, no mínimo, deveriam dar o nome do cara para a cura.
Aposto que o sr. Cláudio Aids ficou muito decepcionado quando, tentando ajudar a humanidade, descreveu a síndrome de imunodeficiência e colocaram o nome dela de "aids". Falta de consideração total.
Imagino que emprestar o nome para doenças já tenha desestimulado muitas pesquisas médicas ao longo dos séculos. O sujeito pensa que vai ser para sempre lembrado como uma doença, já fica com pé atrás, pensa se realmente vale a pena todo aquele esforço. Milhares de doenças já devem ter deixado de ser catalogadas por esse sistema injusto e desumano de honrarias.
Sei também que existe um movimento hoje em dia para não se dar mais nome de ninguém para doenças, mas isso não resolve o problema.
Vou dar aqui de graça uma solução para a questão. Talvez ela possa ser chamada de Solução de Vasconcelos.
Se não for possível dar o nome do pesquisador para a cura da doença que ele descreveu, que ele possa usar o nome do inimigo.
Haveria um estímulo muito maior para a pesquisa das doenças. Pensa bem, tem o cara lá vendo uma multiplicação anormal das células de uma determinada região do corpo, vê que aquilo é um problema e fala "Hahaha! Vou trollar esse cretino do meu vizinho, o Otávio Câncer".
A comunidade médica instantaneamente ficaria menos inibida e isso estimularia as pessoas a não serem babacas, para não acabarem emprestando o nome para uma causa de morte qualquer por aí.
17 de agosto de 2011
Gays: arautos da repressão moral
Meu texto sobre adoção gay, grande sucesso de público e crítica, inspiração para legislações mundo afora, acirrou os ânimos de diversos comentaristas anônimos.
Apesar de todos os comentários anônimos terem vaga garantida no meu coração, o que mais me chamou a atenção foi esse, o que disse que homens gays, que cometeram o erro de achar que são mulheres (será que eles têm mesmo essa crise de identidade?) não devem induzir outro ser humano inocente a fazer o mesmo.
Achei válida a observação.
Quer dizer, em casa de gay, todo mundo fica induzindo os filhos a serem gays direto. É o que acontece. É a vida real, meu amigo.
Em lar de casal gay, os filhos meninos já são condicionados desde a mais tenra idade a brincar de boneca, usar vestidos, brincar de casinha; meninas são estimuladas a comer areia, bater nos amiguinhos e jogar aquele futiba.
Já ouvi histórias lamentáveis de um casal gay amigo meu pegando o filho dando aquela sacada em site pornô hétero. Foi a maior decepção da vida deles, uma crise que abalou os alicerces da casa, o filho ficou sem falar com os pais por semanas.
Lembro de outro caso em que o filho teve que deixar a casa da família por ter ousado entrar no armário! Sério! Um filho de gay decidiu virar hétero! Queria que a coisa acabasse bem?
Triste essa situação que vigora nos lares homossexuais; deviam aprender uma coisinha ou outra com as casas dos hétero, que são ninhos de tolerância, onde ninguém induz ninguém a erro nenhum, qualquer escolha é recebida com o mais absoluto respeito.
Apesar de todos os comentários anônimos terem vaga garantida no meu coração, o que mais me chamou a atenção foi esse, o que disse que homens gays, que cometeram o erro de achar que são mulheres (será que eles têm mesmo essa crise de identidade?) não devem induzir outro ser humano inocente a fazer o mesmo.
Achei válida a observação.
Quer dizer, em casa de gay, todo mundo fica induzindo os filhos a serem gays direto. É o que acontece. É a vida real, meu amigo.
Em lar de casal gay, os filhos meninos já são condicionados desde a mais tenra idade a brincar de boneca, usar vestidos, brincar de casinha; meninas são estimuladas a comer areia, bater nos amiguinhos e jogar aquele futiba.
Já ouvi histórias lamentáveis de um casal gay amigo meu pegando o filho dando aquela sacada em site pornô hétero. Foi a maior decepção da vida deles, uma crise que abalou os alicerces da casa, o filho ficou sem falar com os pais por semanas.
Lembro de outro caso em que o filho teve que deixar a casa da família por ter ousado entrar no armário! Sério! Um filho de gay decidiu virar hétero! Queria que a coisa acabasse bem?
Triste essa situação que vigora nos lares homossexuais; deviam aprender uma coisinha ou outra com as casas dos hétero, que são ninhos de tolerância, onde ninguém induz ninguém a erro nenhum, qualquer escolha é recebida com o mais absoluto respeito.
15 de agosto de 2011
Histórias da mendicância recifense
Aqui em Boa Viagem (é Recife, gente) tem um mendigo razoavelmente conhecido. Quer dizer, não sei realmente se o homem é mendigo, porque ele só fica vagando pelo bairro, e se você adotar a definição de mendigo como esmoléu, acho que ele não encaixa. Enfim, é um maluco pobraço e sujo que fica perambulando por aí.
Minha mãe chegou pra mim outro dia e falou que a fofoca recifense diz que o pobre coitado é, na verdade, de família muito rica. Renunciou à riqueza.
Eu concordei, claro. Quem não abriria mão da sujeira do dinheiro em favor da sujeira por baixo da unha? Ninguém! É tudo um grande experimento sociológico.
Até vejo algum mérito em pensar que ele virou flagelado por opção. Quer dizer, olhando no Peixe Urbano hoje, a Lúcia Helena Estética oferece 95% OFF (em maiúsculas, deve ser abreviação) em limpeza de pele + peeling com vitamina C + máscara revitalizadora, de R$310 por R$15. E eu lembro que umas semanas atrás o Groupon arranjou Whoppers no Burger King por um centavo.
Então, lógico, só dá pra pensar que uma pessoa desgraçada e faminta está vivendo assim por opção. Era só arranjar um cartão de crédito e uma conexão de internet! Com tão pouco seria possível se tornar uma "sereia com rostinho encantador", é o que diz na página da oferta.
A pior parte de achar que o cara é miserável por opção é que ninguém deve querer dar coisas realmente úteis para ele, como comida, provavelmente todo mundo fica direto oferecendo conselhos familiares:
"Não vou te dar pão, amigo, sei que você tem berço. Sei que você quis seguir carreira na música e seu pai o obrigou a assumir os negócios da família. Mas volte para casa, o rancor só deixa um rastro de destruição."
Seguido do que o mendigo deve começar a desejar arduamente se viciar em crack e destruir a própria vida pra parar de ouvir a mongolice.
Minha mãe chegou pra mim outro dia e falou que a fofoca recifense diz que o pobre coitado é, na verdade, de família muito rica. Renunciou à riqueza.
Eu concordei, claro. Quem não abriria mão da sujeira do dinheiro em favor da sujeira por baixo da unha? Ninguém! É tudo um grande experimento sociológico.
Até vejo algum mérito em pensar que ele virou flagelado por opção. Quer dizer, olhando no Peixe Urbano hoje, a Lúcia Helena Estética oferece 95% OFF (em maiúsculas, deve ser abreviação) em limpeza de pele + peeling com vitamina C + máscara revitalizadora, de R$310 por R$15. E eu lembro que umas semanas atrás o Groupon arranjou Whoppers no Burger King por um centavo.
Então, lógico, só dá pra pensar que uma pessoa desgraçada e faminta está vivendo assim por opção. Era só arranjar um cartão de crédito e uma conexão de internet! Com tão pouco seria possível se tornar uma "sereia com rostinho encantador", é o que diz na página da oferta.
A pior parte de achar que o cara é miserável por opção é que ninguém deve querer dar coisas realmente úteis para ele, como comida, provavelmente todo mundo fica direto oferecendo conselhos familiares:
"Não vou te dar pão, amigo, sei que você tem berço. Sei que você quis seguir carreira na música e seu pai o obrigou a assumir os negócios da família. Mas volte para casa, o rancor só deixa um rastro de destruição."
Seguido do que o mendigo deve começar a desejar arduamente se viciar em crack e destruir a própria vida pra parar de ouvir a mongolice.
13 de agosto de 2011
The HORROR
Fui na padaria comprar porcaria pra comer e, esperando na fila do caixa, localizei, como uma águia localiza sua presa, o verso de um maço de cigarros no qual havia o aviso do Ministério da Saúde dizendo que fumar causa HORROR.
A figurinha, como dá pra ver ali no link, mostra a mulher totalmente destruída pelo vício. Provavelmente viciada em heroína, crack, metanfetamina, porque, pra ficar acabada daquele jeito fumando cigarro, minha filha, precisa de muito, viu.
Tenho astigmatismo, que não foi causado pelo cigarro, então precisei chegar mais perto pra conseguir ler que, na verdade, o aviso alertava que cigarro causa envelhecimento da pele. Isso é HORROR.
Então, estamos combinados, ficar velho é HORROR. Leblon e Copacabana, pelo que eu pude perceber pelos meus poucos dias no Rio, tinham aquele monte de velho tomando sol no meio da rua. Ali era praticamente o apocalipse zumbi, e eu imagino um funcionário do Ministério da Saúde entrando em pânico com aquele monte de gente de pele enrugada.
Eu não tenho nada contra, minha posição pró-zumbis está bem documentada.
Mas deve ser meio palha para a população idosa, que tem que lidar diariamente com o mundo NORMAL e preconceituoso, e fica HORRORIZANDO todo mundo. Imagina, vovó chegando na padaria e o balconista já acha que aquilo é filme do George Romero e recebe a velhinha com dois tiros na cabeça.
A figurinha, como dá pra ver ali no link, mostra a mulher totalmente destruída pelo vício. Provavelmente viciada em heroína, crack, metanfetamina, porque, pra ficar acabada daquele jeito fumando cigarro, minha filha, precisa de muito, viu.
Tenho astigmatismo, que não foi causado pelo cigarro, então precisei chegar mais perto pra conseguir ler que, na verdade, o aviso alertava que cigarro causa envelhecimento da pele. Isso é HORROR.
Então, estamos combinados, ficar velho é HORROR. Leblon e Copacabana, pelo que eu pude perceber pelos meus poucos dias no Rio, tinham aquele monte de velho tomando sol no meio da rua. Ali era praticamente o apocalipse zumbi, e eu imagino um funcionário do Ministério da Saúde entrando em pânico com aquele monte de gente de pele enrugada.
Eu não tenho nada contra, minha posição pró-zumbis está bem documentada.
Mas deve ser meio palha para a população idosa, que tem que lidar diariamente com o mundo NORMAL e preconceituoso, e fica HORRORIZANDO todo mundo. Imagina, vovó chegando na padaria e o balconista já acha que aquilo é filme do George Romero e recebe a velhinha com dois tiros na cabeça.
10 de agosto de 2011
Solução para o problema da adoção gay
Pensei num sistema infalível para acabar com o debate sobre a adoção gay. Digamos que um casal gay queira adotar uma criança e aparece, como sempre, algum conservador sendo contra. Esse conservador, então, ao argumentar contra a adoção, deverá ser legalmente obrigado a adotar a criança.
Sob pena de prisão, talvez. Ou multa.
Se mesmo depois da pena o conservador e sua família não quiserem adotar a criança, ele deverá comparecer ao orfanato onde se encontra a criança e dizer a ela "Eu te rejeitei. Por minha causa você vai continuar vivendo sem uma família".
Se a criança for jovem demais para entender, um porta-retrato com fotos da família que a rejeitou deverá ser mantido próximo a cama dela, com uma nota dizendo "Família que te privou da felicidade". Meios para contato (email, telefone, endereço) deverão ser mantidos à disposição da criança, para o caso de ela querer se vingar depois de adulta.
Sob pena de prisão, talvez. Ou multa.
Se mesmo depois da pena o conservador e sua família não quiserem adotar a criança, ele deverá comparecer ao orfanato onde se encontra a criança e dizer a ela "Eu te rejeitei. Por minha causa você vai continuar vivendo sem uma família".
Se a criança for jovem demais para entender, um porta-retrato com fotos da família que a rejeitou deverá ser mantido próximo a cama dela, com uma nota dizendo "Família que te privou da felicidade". Meios para contato (email, telefone, endereço) deverão ser mantidos à disposição da criança, para o caso de ela querer se vingar depois de adulta.
27 de julho de 2011
Minha professora da auto-escola diria que eu não sou um motorista defensivo
Videogames me tornaram inapto para o trânsito. Pelo menos para o trânsito atual.
Alguém bate no carro do outro, ninguém consegue ver o dano, mas é possível ver um descasque leve da tinta, dependendo da posição da luz. Isso já é motivo para sair do carro, parar o trânsito, discutir por horas, entrar em contato com o seguro, periciar o veículo, perder dia de trabalho.
Ah, véi, se baterem no meu carro e arrancarem o porta-mala, eu vou sair, olhar e dizer "Opa, ainda anda".
É assim que videogames funcionam. Você bate o carro e vai batendo até o life acabar. Arranhão não é motivo pra parar, ainda dá pra completar a fase.
Se você joga GTA e o carro da frente não anda, você acelera e vai empurrando o outro carro pra ele sair do caminho. Se o cara sair pra discutir, você atropela.
A vida real é tão superficial. É uma questão de desprendimento: as pessoas não deviam ficar querendo a perfeição nos seus carros. Qualquer coisa é motivo pra escarcéu. Um arranhão, um retrovisor quebrado, um farol estilhaçado, escapamento vazando.
Se tocarem no parachoque do seu carro, sem stress. Passe a chave no carro do cretino e complete a missão.
Alguém bate no carro do outro, ninguém consegue ver o dano, mas é possível ver um descasque leve da tinta, dependendo da posição da luz. Isso já é motivo para sair do carro, parar o trânsito, discutir por horas, entrar em contato com o seguro, periciar o veículo, perder dia de trabalho.
Ah, véi, se baterem no meu carro e arrancarem o porta-mala, eu vou sair, olhar e dizer "Opa, ainda anda".
É assim que videogames funcionam. Você bate o carro e vai batendo até o life acabar. Arranhão não é motivo pra parar, ainda dá pra completar a fase.
Se você joga GTA e o carro da frente não anda, você acelera e vai empurrando o outro carro pra ele sair do caminho. Se o cara sair pra discutir, você atropela.
A vida real é tão superficial. É uma questão de desprendimento: as pessoas não deviam ficar querendo a perfeição nos seus carros. Qualquer coisa é motivo pra escarcéu. Um arranhão, um retrovisor quebrado, um farol estilhaçado, escapamento vazando.
Se tocarem no parachoque do seu carro, sem stress. Passe a chave no carro do cretino e complete a missão.
3 de junho de 2011
There's a huge dildo, we might as well bend over
Todos os domingos no Fantástico, Max Gehringer nos ensina a ser melhores empregados submissos. Querendo ter emprego no Brasil, é melhor seguir à risca todas as orientações dele.
Tenha espírito de liderança, mas não tanto, pode amedrontar o chefe. Tenha fluência em cinco línguas, mínimo. Seja pontual, dinâmico, proativo, confiante, comunicativo, responsável, discreto, experiente, interessado, organizado, motivado, disponível, bonito, elegante, sensato, bem relacionado.
Na dinâmica de grupo, seja líder, mas ouça. Obedeça, mas dê ideias. Adapte-se e acate. Não ligue para sugestões contraditórias, odeie sugestões contraditórias. Se puder, leve um cafezinho para o chefe durante a entrevista.
Enfim, é complicado.
Estou meio cansado de ter que ficar implorando para me contratarem. O idioma corporativo também não cai bem com pessoas que têm algum amor próprio. E tem dias que eu acordo e pronto, estou com amor próprio.
Acho que as relações trabalhistas têm que mudar. Está muito fácil para os empregadores. Muito pouca concorrência.
Se depender de mim, o governo implode amanhã. Zero impostos, zero regulamentações. Qualquer um pode concorrer com o mundo todo. Agora eu quero ver. Sem o governo segurando as empresas no colo, elas que vão ter que ficar correndo atrás da minha mão de obra.
A partir de então, os prospectivos empregados seriam aqueles a ditar as regras.
Me entreguem seus currículos, empresas, talvez eu aceite que vocês me paguem. Se seus sites forem ruins, já era. Se a emissão de carbono for excessiva, nem tentem. Se o portfólio for ruim, sem chance.
E essas empresas que colaboraram com nazismo que se acham tão boas, vivem julgando todo mundo? It's go time. Não têm a menor chance comigo: IBM, Volkswagen, Siemens, Coca-Cola, Hugo Boss, Kodak. Esse pessoal colaborando com a censura chinesa, não esperem muita simpatia também, certo, Google, Microsoft?
A entrevista vai ser na minha casa. Não vou ficar me deslocando mais para poupar seus recursos, empresas.
Quando chegarem aqui, eu que vou entrevistar o RH de vocês, não o contrário. Se eu pedir um cafezinho, vocês têm que trazer. Se eu mandar dançar, vocês dançam. Não vou aceitar representante homem de RH também. Tem que ser mulher. Os trajes têm que ser sérios with a hint of slutty.
Minha entrevista será composta por perguntas como "Quais são suas maiores qualidades e defeitos?", "O que tem feito ultimamente que demonstre sua capacidade de tomar iniciativa?" e "Você se considera uma empresa líder?".
Suas respostas estarão sempre erradas, não se preocupem.
Ao final, eu vou colocar os nomes das empresas numa caixinha e sortear quem vai ser contemplado com o meu trabalho.
Tenha espírito de liderança, mas não tanto, pode amedrontar o chefe. Tenha fluência em cinco línguas, mínimo. Seja pontual, dinâmico, proativo, confiante, comunicativo, responsável, discreto, experiente, interessado, organizado, motivado, disponível, bonito, elegante, sensato, bem relacionado.
Na dinâmica de grupo, seja líder, mas ouça. Obedeça, mas dê ideias. Adapte-se e acate. Não ligue para sugestões contraditórias, odeie sugestões contraditórias. Se puder, leve um cafezinho para o chefe durante a entrevista.
Enfim, é complicado.
Estou meio cansado de ter que ficar implorando para me contratarem. O idioma corporativo também não cai bem com pessoas que têm algum amor próprio. E tem dias que eu acordo e pronto, estou com amor próprio.
Acho que as relações trabalhistas têm que mudar. Está muito fácil para os empregadores. Muito pouca concorrência.
Se depender de mim, o governo implode amanhã. Zero impostos, zero regulamentações. Qualquer um pode concorrer com o mundo todo. Agora eu quero ver. Sem o governo segurando as empresas no colo, elas que vão ter que ficar correndo atrás da minha mão de obra.
A partir de então, os prospectivos empregados seriam aqueles a ditar as regras.
Me entreguem seus currículos, empresas, talvez eu aceite que vocês me paguem. Se seus sites forem ruins, já era. Se a emissão de carbono for excessiva, nem tentem. Se o portfólio for ruim, sem chance.
E essas empresas que colaboraram com nazismo que se acham tão boas, vivem julgando todo mundo? It's go time. Não têm a menor chance comigo: IBM, Volkswagen, Siemens, Coca-Cola, Hugo Boss, Kodak. Esse pessoal colaborando com a censura chinesa, não esperem muita simpatia também, certo, Google, Microsoft?
A entrevista vai ser na minha casa. Não vou ficar me deslocando mais para poupar seus recursos, empresas.
Quando chegarem aqui, eu que vou entrevistar o RH de vocês, não o contrário. Se eu pedir um cafezinho, vocês têm que trazer. Se eu mandar dançar, vocês dançam. Não vou aceitar representante homem de RH também. Tem que ser mulher. Os trajes têm que ser sérios with a hint of slutty.
Minha entrevista será composta por perguntas como "Quais são suas maiores qualidades e defeitos?", "O que tem feito ultimamente que demonstre sua capacidade de tomar iniciativa?" e "Você se considera uma empresa líder?".
Suas respostas estarão sempre erradas, não se preocupem.
Ao final, eu vou colocar os nomes das empresas numa caixinha e sortear quem vai ser contemplado com o meu trabalho.
Decorações
Casas de praia são invariavelmente decoradas como casas de praia. Elas não são decoradas como casas que acontece de serem localizadas na praia. Elas têm que gritar "SOU UMA CASA DE PRAIA E NÃO ME ENVERGONHO DISSO". Aí penduram na parede um peixe de madeira, uma vara de pescar, uns panos coloridos, redes se entrecruzando. Quartos têm beliches. Praias aparentemente têm uma fixação com beliches.
Deve haver um número desproporcional de coisas feitas de palha. Cadeiras? Palha. Estofados? Nunca. Substituir por trançados de palha. Tons pastéis, cores quentes em vez de azuis e roxos.
É um tanto bizarro, eu não vejo ninguém que mora aqui na Avenida Beira-Mar em Recife colocando folhas de coqueiro na parede e tomando seus drinks em copos de madeira envernizados. Mas mudou para uma cidade estritamente litorânea, a casa tem que refletir essa mudança.
Casas que não estão na praia não são decoradas como "casas de cidade". São decoradas como casas. Se fôssemos aplicar esse padrão de decoração de acordo com o ambiente, como ficaria a cidade?
Cadeiras de concreto? Faixas de trânsito no chão? Se você morar perto da favela, é melhor substituir a piscina por um pouco de esgoto a céu aberto.
Casas na zona rural vão ter que se virar com chão de terra batida. Casa no sertão tem que ser completamente vazia por dentro. Se bem que eu acho que isso não é lá muito longe da realidade, né.
Deve haver um número desproporcional de coisas feitas de palha. Cadeiras? Palha. Estofados? Nunca. Substituir por trançados de palha. Tons pastéis, cores quentes em vez de azuis e roxos.
É um tanto bizarro, eu não vejo ninguém que mora aqui na Avenida Beira-Mar em Recife colocando folhas de coqueiro na parede e tomando seus drinks em copos de madeira envernizados. Mas mudou para uma cidade estritamente litorânea, a casa tem que refletir essa mudança.
Casas que não estão na praia não são decoradas como "casas de cidade". São decoradas como casas. Se fôssemos aplicar esse padrão de decoração de acordo com o ambiente, como ficaria a cidade?
Cadeiras de concreto? Faixas de trânsito no chão? Se você morar perto da favela, é melhor substituir a piscina por um pouco de esgoto a céu aberto.
Casas na zona rural vão ter que se virar com chão de terra batida. Casa no sertão tem que ser completamente vazia por dentro. Se bem que eu acho que isso não é lá muito longe da realidade, né.
30 de maio de 2011
Papai tem orgulho
A coisa que mais me impressiona quando vejo vídeos pornôs amadores é a quantidade de gente nos comentários se preocupando com o que o pai da menina em cena está achando da situação. "Papai tá orgulhoso!", coisas assim.
Tenho certeza de que a garota vai aprender a lição depois da censura de um comentário do Redtube e nunca mais vai decepcionar o coroa assim, deixando um malandro desagradável qualquer gravar aquele boquete pela câmera do celular.
Vídeos brasileiros sempre contam com a participação de alguém se lamentando pela decadência moral do nosso povo. "Esse é o meu Brasil!", "É por isso que o Brasil está do jeito que está!". Ufa, e eu aqui pensando que nosso problema era saneamento básico e desemprego.
Caboclo entra em site pornô e quer fazer análise sociológica. Uma análise muito mais interessante seria sobre as razões que levam carolas conservadores a comentários de sites de vídeos pornô.
Esse pessoal é ainda mais incompreensível do que aquela galera que inevitavelmente aparece avaliando o desempenho sexual do cara que está de fato fazendo sexo com uma mulher no vídeo. Pelo menos a gente sabe que esse pessoal está só delirando mesmo.
Exemplo, vejam esse comentário que eu acabei de pescar aqui no Xvideos: "nossa meu, uma mina dessas nao merece um viadinho de pau minusculo e que nao sabe nem comer a mina direito".
Acho que as meninas devem se deixar gravar para aparecer na internet e descobrir que estavam se desperdiçando com os próprios namorados. Elas querem mais emoção, mais prazer, mais tesão. Coisas que só um anônimo tocando uma num site pornô pode proporcionar.
Tenho certeza de que a garota vai aprender a lição depois da censura de um comentário do Redtube e nunca mais vai decepcionar o coroa assim, deixando um malandro desagradável qualquer gravar aquele boquete pela câmera do celular.
Vídeos brasileiros sempre contam com a participação de alguém se lamentando pela decadência moral do nosso povo. "Esse é o meu Brasil!", "É por isso que o Brasil está do jeito que está!". Ufa, e eu aqui pensando que nosso problema era saneamento básico e desemprego.
Caboclo entra em site pornô e quer fazer análise sociológica. Uma análise muito mais interessante seria sobre as razões que levam carolas conservadores a comentários de sites de vídeos pornô.
Esse pessoal é ainda mais incompreensível do que aquela galera que inevitavelmente aparece avaliando o desempenho sexual do cara que está de fato fazendo sexo com uma mulher no vídeo. Pelo menos a gente sabe que esse pessoal está só delirando mesmo.
Exemplo, vejam esse comentário que eu acabei de pescar aqui no Xvideos: "nossa meu, uma mina dessas nao merece um viadinho de pau minusculo e que nao sabe nem comer a mina direito".
Acho que as meninas devem se deixar gravar para aparecer na internet e descobrir que estavam se desperdiçando com os próprios namorados. Elas querem mais emoção, mais prazer, mais tesão. Coisas que só um anônimo tocando uma num site pornô pode proporcionar.
20 de maio de 2011
Reais palavras japonesas de origem portuguesa
Portugal estava precisando que a Finlândia não vetasse uma esmola da União Europeia, então fez um vídeo até interessante sobre o país - o clipe inclusive passou umas semanas atrás no Jornal Nacional.
O problema é que no vídeo dizem que "arigatō" é uma palavra de origem portuguesa, derivada de "obrigado". Nem é (mas "tempura" é). Arigatō vem do japonês antigo mesmo.
Agora, eu não entendo por que ninguém presta atenção em outra óbvia palavra de origem portuguesa, bishōnen.
Na moral, o negócio é ÓBVIO. A primeira coisa que eu imagino são os jesuítas chegando no Japão em mil seiscentos e lá vai bolinha, vendo um cara desses e exclamando "OW ISSO EH UMA BISHONEN???", nas imortais palavras do porteiro Severino, interpretado por Paulo Silvino.
O problema é que no vídeo dizem que "arigatō" é uma palavra de origem portuguesa, derivada de "obrigado". Nem é (mas "tempura" é). Arigatō vem do japonês antigo mesmo.
Agora, eu não entendo por que ninguém presta atenção em outra óbvia palavra de origem portuguesa, bishōnen.
Na moral, o negócio é ÓBVIO. A primeira coisa que eu imagino são os jesuítas chegando no Japão em mil seiscentos e lá vai bolinha, vendo um cara desses e exclamando "OW ISSO EH UMA BISHONEN???", nas imortais palavras do porteiro Severino, interpretado por Paulo Silvino.
15 de maio de 2011
Elas nunca gozam
Não sei se isso acontece na realidade, mas vou acreditar que Hollywood retrata fielmente o comportamento das mulheres quando elas tentam terminar o relacionamento e humilhar os parceiros.
"Eu nunca gozei!", elas dizem.
Pô, que palha, eu gozei em todas as vezes que a gente fez sexo. Talvez você já devesse ter procurado uma companhia sexual que te satisfizesse melhor há algum tempo, hein?
Sei lá, pode ser um problema fisiológico também. Não tem um Boston Medical Group para mulher?
É uma tentativa estranha de tentar humilhar os homens, sério. O relacionamento está terminando mesmo, querem afetar meu orgulho? Elas que se fuderam, eu tô tranquilão.
Agora, imagina que sua namorada tá lá morrendo de ódio de você, prestes a terminar o namoro, e diz:
- VOCÊ NUNCA GOZOU.
- Não acredito! Achei que tivesse gozado! :-O
- Ilusão, você nunca gozou. Em todas as vezes que a gente fez sexo, você nunca chegou ao clímax.
- M-m-mas...
- Nada de "mas", você nunca gozou e ponto final. Suas bolas sempre ficavam doendo porque você estava sempre prestes a gozar e não gozava. Isso aconteceu em todas as vezes que fizemos sexo. Todas.
É, meu amigo, aí sim a coisa assusta.
"Eu nunca gozei!", elas dizem.
Pô, que palha, eu gozei em todas as vezes que a gente fez sexo. Talvez você já devesse ter procurado uma companhia sexual que te satisfizesse melhor há algum tempo, hein?
Sei lá, pode ser um problema fisiológico também. Não tem um Boston Medical Group para mulher?
É uma tentativa estranha de tentar humilhar os homens, sério. O relacionamento está terminando mesmo, querem afetar meu orgulho? Elas que se fuderam, eu tô tranquilão.
Agora, imagina que sua namorada tá lá morrendo de ódio de você, prestes a terminar o namoro, e diz:
- VOCÊ NUNCA GOZOU.
- Não acredito! Achei que tivesse gozado! :-O
- Ilusão, você nunca gozou. Em todas as vezes que a gente fez sexo, você nunca chegou ao clímax.
- M-m-mas...
- Nada de "mas", você nunca gozou e ponto final. Suas bolas sempre ficavam doendo porque você estava sempre prestes a gozar e não gozava. Isso aconteceu em todas as vezes que fizemos sexo. Todas.
É, meu amigo, aí sim a coisa assusta.
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