Falei sobre o assunto uns três anos atrás, mas pensei um pouco mais na coisa, que eu agora acho ser de suma importância na medicina ocidental.
Acho muito palha que uma pessoa estude por tanto tempo uma doença, a descreva num artigo científico, inicie todo um movimento para o reconhecimento dos problemas que essa condição causa e o melhor que a tradição ocidental consegue para essa galera é dar o nome dos pesquisadores PARA A DOENÇA.
Doença de Alzheimer, de Huntington, de Chagas, de Kawasaki, de Parkinson, síndrome de Down, daltonismo, tem um monte.
Olha, no mínimo, no mínimo, deveriam dar o nome do cara para a cura.
Aposto que o sr. Cláudio Aids ficou muito decepcionado quando, tentando ajudar a humanidade, descreveu a síndrome de imunodeficiência e colocaram o nome dela de "aids". Falta de consideração total.
Imagino que emprestar o nome para doenças já tenha desestimulado muitas pesquisas médicas ao longo dos séculos. O sujeito pensa que vai ser para sempre lembrado como uma doença, já fica com pé atrás, pensa se realmente vale a pena todo aquele esforço. Milhares de doenças já devem ter deixado de ser catalogadas por esse sistema injusto e desumano de honrarias.
Sei também que existe um movimento hoje em dia para não se dar mais nome de ninguém para doenças, mas isso não resolve o problema.
Vou dar aqui de graça uma solução para a questão. Talvez ela possa ser chamada de Solução de Vasconcelos.
Se não for possível dar o nome do pesquisador para a cura da doença que ele descreveu, que ele possa usar o nome do inimigo.
Haveria um estímulo muito maior para a pesquisa das doenças. Pensa bem, tem o cara lá vendo uma multiplicação anormal das células de uma determinada região do corpo, vê que aquilo é um problema e fala "Hahaha! Vou trollar esse cretino do meu vizinho, o Otávio Câncer".
A comunidade médica instantaneamente ficaria menos inibida e isso estimularia as pessoas a não serem babacas, para não acabarem emprestando o nome para uma causa de morte qualquer por aí.
21 de agosto de 2011
17 de agosto de 2011
Gays: arautos da repressão moral
Meu texto sobre adoção gay, grande sucesso de público e crítica, inspiração para legislações mundo afora, acirrou os ânimos de diversos comentaristas anônimos.
Apesar de todos os comentários anônimos terem vaga garantida no meu coração, o que mais me chamou a atenção foi esse, o que disse que homens gays, que cometeram o erro de achar que são mulheres (será que eles têm mesmo essa crise de identidade?) não devem induzir outro ser humano inocente a fazer o mesmo.
Achei válida a observação.
Quer dizer, em casa de gay, todo mundo fica induzindo os filhos a serem gays direto. É o que acontece. É a vida real, meu amigo.
Em lar de casal gay, os filhos meninos já são condicionados desde a mais tenra idade a brincar de boneca, usar vestidos, brincar de casinha; meninas são estimuladas a comer areia, bater nos amiguinhos e jogar aquele futiba.
Já ouvi histórias lamentáveis de um casal gay amigo meu pegando o filho dando aquela sacada em site pornô hétero. Foi a maior decepção da vida deles, uma crise que abalou os alicerces da casa, o filho ficou sem falar com os pais por semanas.
Lembro de outro caso em que o filho teve que deixar a casa da família por ter ousado entrar no armário! Sério! Um filho de gay decidiu virar hétero! Queria que a coisa acabasse bem?
Triste essa situação que vigora nos lares homossexuais; deviam aprender uma coisinha ou outra com as casas dos hétero, que são ninhos de tolerância, onde ninguém induz ninguém a erro nenhum, qualquer escolha é recebida com o mais absoluto respeito.
Apesar de todos os comentários anônimos terem vaga garantida no meu coração, o que mais me chamou a atenção foi esse, o que disse que homens gays, que cometeram o erro de achar que são mulheres (será que eles têm mesmo essa crise de identidade?) não devem induzir outro ser humano inocente a fazer o mesmo.
Achei válida a observação.
Quer dizer, em casa de gay, todo mundo fica induzindo os filhos a serem gays direto. É o que acontece. É a vida real, meu amigo.
Em lar de casal gay, os filhos meninos já são condicionados desde a mais tenra idade a brincar de boneca, usar vestidos, brincar de casinha; meninas são estimuladas a comer areia, bater nos amiguinhos e jogar aquele futiba.
Já ouvi histórias lamentáveis de um casal gay amigo meu pegando o filho dando aquela sacada em site pornô hétero. Foi a maior decepção da vida deles, uma crise que abalou os alicerces da casa, o filho ficou sem falar com os pais por semanas.
Lembro de outro caso em que o filho teve que deixar a casa da família por ter ousado entrar no armário! Sério! Um filho de gay decidiu virar hétero! Queria que a coisa acabasse bem?
Triste essa situação que vigora nos lares homossexuais; deviam aprender uma coisinha ou outra com as casas dos hétero, que são ninhos de tolerância, onde ninguém induz ninguém a erro nenhum, qualquer escolha é recebida com o mais absoluto respeito.
15 de agosto de 2011
Histórias da mendicância recifense
Aqui em Boa Viagem (é Recife, gente) tem um mendigo razoavelmente conhecido. Quer dizer, não sei realmente se o homem é mendigo, porque ele só fica vagando pelo bairro, e se você adotar a definição de mendigo como esmoléu, acho que ele não encaixa. Enfim, é um maluco pobraço e sujo que fica perambulando por aí.
Minha mãe chegou pra mim outro dia e falou que a fofoca recifense diz que o pobre coitado é, na verdade, de família muito rica. Renunciou à riqueza.
Eu concordei, claro. Quem não abriria mão da sujeira do dinheiro em favor da sujeira por baixo da unha? Ninguém! É tudo um grande experimento sociológico.
Até vejo algum mérito em pensar que ele virou flagelado por opção. Quer dizer, olhando no Peixe Urbano hoje, a Lúcia Helena Estética oferece 95% OFF (em maiúsculas, deve ser abreviação) em limpeza de pele + peeling com vitamina C + máscara revitalizadora, de R$310 por R$15. E eu lembro que umas semanas atrás o Groupon arranjou Whoppers no Burger King por um centavo.
Então, lógico, só dá pra pensar que uma pessoa desgraçada e faminta está vivendo assim por opção. Era só arranjar um cartão de crédito e uma conexão de internet! Com tão pouco seria possível se tornar uma "sereia com rostinho encantador", é o que diz na página da oferta.
A pior parte de achar que o cara é miserável por opção é que ninguém deve querer dar coisas realmente úteis para ele, como comida, provavelmente todo mundo fica direto oferecendo conselhos familiares:
"Não vou te dar pão, amigo, sei que você tem berço. Sei que você quis seguir carreira na música e seu pai o obrigou a assumir os negócios da família. Mas volte para casa, o rancor só deixa um rastro de destruição."
Seguido do que o mendigo deve começar a desejar arduamente se viciar em crack e destruir a própria vida pra parar de ouvir a mongolice.
Minha mãe chegou pra mim outro dia e falou que a fofoca recifense diz que o pobre coitado é, na verdade, de família muito rica. Renunciou à riqueza.
Eu concordei, claro. Quem não abriria mão da sujeira do dinheiro em favor da sujeira por baixo da unha? Ninguém! É tudo um grande experimento sociológico.
Até vejo algum mérito em pensar que ele virou flagelado por opção. Quer dizer, olhando no Peixe Urbano hoje, a Lúcia Helena Estética oferece 95% OFF (em maiúsculas, deve ser abreviação) em limpeza de pele + peeling com vitamina C + máscara revitalizadora, de R$310 por R$15. E eu lembro que umas semanas atrás o Groupon arranjou Whoppers no Burger King por um centavo.
Então, lógico, só dá pra pensar que uma pessoa desgraçada e faminta está vivendo assim por opção. Era só arranjar um cartão de crédito e uma conexão de internet! Com tão pouco seria possível se tornar uma "sereia com rostinho encantador", é o que diz na página da oferta.
A pior parte de achar que o cara é miserável por opção é que ninguém deve querer dar coisas realmente úteis para ele, como comida, provavelmente todo mundo fica direto oferecendo conselhos familiares:
"Não vou te dar pão, amigo, sei que você tem berço. Sei que você quis seguir carreira na música e seu pai o obrigou a assumir os negócios da família. Mas volte para casa, o rancor só deixa um rastro de destruição."
Seguido do que o mendigo deve começar a desejar arduamente se viciar em crack e destruir a própria vida pra parar de ouvir a mongolice.
13 de agosto de 2011
The HORROR
Fui na padaria comprar porcaria pra comer e, esperando na fila do caixa, localizei, como uma águia localiza sua presa, o verso de um maço de cigarros no qual havia o aviso do Ministério da Saúde dizendo que fumar causa HORROR.
A figurinha, como dá pra ver ali no link, mostra a mulher totalmente destruída pelo vício. Provavelmente viciada em heroína, crack, metanfetamina, porque, pra ficar acabada daquele jeito fumando cigarro, minha filha, precisa de muito, viu.
Tenho astigmatismo, que não foi causado pelo cigarro, então precisei chegar mais perto pra conseguir ler que, na verdade, o aviso alertava que cigarro causa envelhecimento da pele. Isso é HORROR.
Então, estamos combinados, ficar velho é HORROR. Leblon e Copacabana, pelo que eu pude perceber pelos meus poucos dias no Rio, tinham aquele monte de velho tomando sol no meio da rua. Ali era praticamente o apocalipse zumbi, e eu imagino um funcionário do Ministério da Saúde entrando em pânico com aquele monte de gente de pele enrugada.
Eu não tenho nada contra, minha posição pró-zumbis está bem documentada.
Mas deve ser meio palha para a população idosa, que tem que lidar diariamente com o mundo NORMAL e preconceituoso, e fica HORRORIZANDO todo mundo. Imagina, vovó chegando na padaria e o balconista já acha que aquilo é filme do George Romero e recebe a velhinha com dois tiros na cabeça.
A figurinha, como dá pra ver ali no link, mostra a mulher totalmente destruída pelo vício. Provavelmente viciada em heroína, crack, metanfetamina, porque, pra ficar acabada daquele jeito fumando cigarro, minha filha, precisa de muito, viu.
Tenho astigmatismo, que não foi causado pelo cigarro, então precisei chegar mais perto pra conseguir ler que, na verdade, o aviso alertava que cigarro causa envelhecimento da pele. Isso é HORROR.
Então, estamos combinados, ficar velho é HORROR. Leblon e Copacabana, pelo que eu pude perceber pelos meus poucos dias no Rio, tinham aquele monte de velho tomando sol no meio da rua. Ali era praticamente o apocalipse zumbi, e eu imagino um funcionário do Ministério da Saúde entrando em pânico com aquele monte de gente de pele enrugada.
Eu não tenho nada contra, minha posição pró-zumbis está bem documentada.
Mas deve ser meio palha para a população idosa, que tem que lidar diariamente com o mundo NORMAL e preconceituoso, e fica HORRORIZANDO todo mundo. Imagina, vovó chegando na padaria e o balconista já acha que aquilo é filme do George Romero e recebe a velhinha com dois tiros na cabeça.
10 de agosto de 2011
Solução para o problema da adoção gay
Pensei num sistema infalível para acabar com o debate sobre a adoção gay. Digamos que um casal gay queira adotar uma criança e aparece, como sempre, algum conservador sendo contra. Esse conservador, então, ao argumentar contra a adoção, deverá ser legalmente obrigado a adotar a criança.
Sob pena de prisão, talvez. Ou multa.
Se mesmo depois da pena o conservador e sua família não quiserem adotar a criança, ele deverá comparecer ao orfanato onde se encontra a criança e dizer a ela "Eu te rejeitei. Por minha causa você vai continuar vivendo sem uma família".
Se a criança for jovem demais para entender, um porta-retrato com fotos da família que a rejeitou deverá ser mantido próximo a cama dela, com uma nota dizendo "Família que te privou da felicidade". Meios para contato (email, telefone, endereço) deverão ser mantidos à disposição da criança, para o caso de ela querer se vingar depois de adulta.
Sob pena de prisão, talvez. Ou multa.
Se mesmo depois da pena o conservador e sua família não quiserem adotar a criança, ele deverá comparecer ao orfanato onde se encontra a criança e dizer a ela "Eu te rejeitei. Por minha causa você vai continuar vivendo sem uma família".
Se a criança for jovem demais para entender, um porta-retrato com fotos da família que a rejeitou deverá ser mantido próximo a cama dela, com uma nota dizendo "Família que te privou da felicidade". Meios para contato (email, telefone, endereço) deverão ser mantidos à disposição da criança, para o caso de ela querer se vingar depois de adulta.
27 de julho de 2011
Minha professora da auto-escola diria que eu não sou um motorista defensivo
Videogames me tornaram inapto para o trânsito. Pelo menos para o trânsito atual.
Alguém bate no carro do outro, ninguém consegue ver o dano, mas é possível ver um descasque leve da tinta, dependendo da posição da luz. Isso já é motivo para sair do carro, parar o trânsito, discutir por horas, entrar em contato com o seguro, periciar o veículo, perder dia de trabalho.
Ah, véi, se baterem no meu carro e arrancarem o porta-mala, eu vou sair, olhar e dizer "Opa, ainda anda".
É assim que videogames funcionam. Você bate o carro e vai batendo até o life acabar. Arranhão não é motivo pra parar, ainda dá pra completar a fase.
Se você joga GTA e o carro da frente não anda, você acelera e vai empurrando o outro carro pra ele sair do caminho. Se o cara sair pra discutir, você atropela.
A vida real é tão superficial. É uma questão de desprendimento: as pessoas não deviam ficar querendo a perfeição nos seus carros. Qualquer coisa é motivo pra escarcéu. Um arranhão, um retrovisor quebrado, um farol estilhaçado, escapamento vazando.
Se tocarem no parachoque do seu carro, sem stress. Passe a chave no carro do cretino e complete a missão.
Alguém bate no carro do outro, ninguém consegue ver o dano, mas é possível ver um descasque leve da tinta, dependendo da posição da luz. Isso já é motivo para sair do carro, parar o trânsito, discutir por horas, entrar em contato com o seguro, periciar o veículo, perder dia de trabalho.
Ah, véi, se baterem no meu carro e arrancarem o porta-mala, eu vou sair, olhar e dizer "Opa, ainda anda".
É assim que videogames funcionam. Você bate o carro e vai batendo até o life acabar. Arranhão não é motivo pra parar, ainda dá pra completar a fase.
Se você joga GTA e o carro da frente não anda, você acelera e vai empurrando o outro carro pra ele sair do caminho. Se o cara sair pra discutir, você atropela.
A vida real é tão superficial. É uma questão de desprendimento: as pessoas não deviam ficar querendo a perfeição nos seus carros. Qualquer coisa é motivo pra escarcéu. Um arranhão, um retrovisor quebrado, um farol estilhaçado, escapamento vazando.
Se tocarem no parachoque do seu carro, sem stress. Passe a chave no carro do cretino e complete a missão.
3 de junho de 2011
There's a huge dildo, we might as well bend over
Todos os domingos no Fantástico, Max Gehringer nos ensina a ser melhores empregados submissos. Querendo ter emprego no Brasil, é melhor seguir à risca todas as orientações dele.
Tenha espírito de liderança, mas não tanto, pode amedrontar o chefe. Tenha fluência em cinco línguas, mínimo. Seja pontual, dinâmico, proativo, confiante, comunicativo, responsável, discreto, experiente, interessado, organizado, motivado, disponível, bonito, elegante, sensato, bem relacionado.
Na dinâmica de grupo, seja líder, mas ouça. Obedeça, mas dê ideias. Adapte-se e acate. Não ligue para sugestões contraditórias, odeie sugestões contraditórias. Se puder, leve um cafezinho para o chefe durante a entrevista.
Enfim, é complicado.
Estou meio cansado de ter que ficar implorando para me contratarem. O idioma corporativo também não cai bem com pessoas que têm algum amor próprio. E tem dias que eu acordo e pronto, estou com amor próprio.
Acho que as relações trabalhistas têm que mudar. Está muito fácil para os empregadores. Muito pouca concorrência.
Se depender de mim, o governo implode amanhã. Zero impostos, zero regulamentações. Qualquer um pode concorrer com o mundo todo. Agora eu quero ver. Sem o governo segurando as empresas no colo, elas que vão ter que ficar correndo atrás da minha mão de obra.
A partir de então, os prospectivos empregados seriam aqueles a ditar as regras.
Me entreguem seus currículos, empresas, talvez eu aceite que vocês me paguem. Se seus sites forem ruins, já era. Se a emissão de carbono for excessiva, nem tentem. Se o portfólio for ruim, sem chance.
E essas empresas que colaboraram com nazismo que se acham tão boas, vivem julgando todo mundo? It's go time. Não têm a menor chance comigo: IBM, Volkswagen, Siemens, Coca-Cola, Hugo Boss, Kodak. Esse pessoal colaborando com a censura chinesa, não esperem muita simpatia também, certo, Google, Microsoft?
A entrevista vai ser na minha casa. Não vou ficar me deslocando mais para poupar seus recursos, empresas.
Quando chegarem aqui, eu que vou entrevistar o RH de vocês, não o contrário. Se eu pedir um cafezinho, vocês têm que trazer. Se eu mandar dançar, vocês dançam. Não vou aceitar representante homem de RH também. Tem que ser mulher. Os trajes têm que ser sérios with a hint of slutty.
Minha entrevista será composta por perguntas como "Quais são suas maiores qualidades e defeitos?", "O que tem feito ultimamente que demonstre sua capacidade de tomar iniciativa?" e "Você se considera uma empresa líder?".
Suas respostas estarão sempre erradas, não se preocupem.
Ao final, eu vou colocar os nomes das empresas numa caixinha e sortear quem vai ser contemplado com o meu trabalho.
Tenha espírito de liderança, mas não tanto, pode amedrontar o chefe. Tenha fluência em cinco línguas, mínimo. Seja pontual, dinâmico, proativo, confiante, comunicativo, responsável, discreto, experiente, interessado, organizado, motivado, disponível, bonito, elegante, sensato, bem relacionado.
Na dinâmica de grupo, seja líder, mas ouça. Obedeça, mas dê ideias. Adapte-se e acate. Não ligue para sugestões contraditórias, odeie sugestões contraditórias. Se puder, leve um cafezinho para o chefe durante a entrevista.
Enfim, é complicado.
Estou meio cansado de ter que ficar implorando para me contratarem. O idioma corporativo também não cai bem com pessoas que têm algum amor próprio. E tem dias que eu acordo e pronto, estou com amor próprio.
Acho que as relações trabalhistas têm que mudar. Está muito fácil para os empregadores. Muito pouca concorrência.
Se depender de mim, o governo implode amanhã. Zero impostos, zero regulamentações. Qualquer um pode concorrer com o mundo todo. Agora eu quero ver. Sem o governo segurando as empresas no colo, elas que vão ter que ficar correndo atrás da minha mão de obra.
A partir de então, os prospectivos empregados seriam aqueles a ditar as regras.
Me entreguem seus currículos, empresas, talvez eu aceite que vocês me paguem. Se seus sites forem ruins, já era. Se a emissão de carbono for excessiva, nem tentem. Se o portfólio for ruim, sem chance.
E essas empresas que colaboraram com nazismo que se acham tão boas, vivem julgando todo mundo? It's go time. Não têm a menor chance comigo: IBM, Volkswagen, Siemens, Coca-Cola, Hugo Boss, Kodak. Esse pessoal colaborando com a censura chinesa, não esperem muita simpatia também, certo, Google, Microsoft?
A entrevista vai ser na minha casa. Não vou ficar me deslocando mais para poupar seus recursos, empresas.
Quando chegarem aqui, eu que vou entrevistar o RH de vocês, não o contrário. Se eu pedir um cafezinho, vocês têm que trazer. Se eu mandar dançar, vocês dançam. Não vou aceitar representante homem de RH também. Tem que ser mulher. Os trajes têm que ser sérios with a hint of slutty.
Minha entrevista será composta por perguntas como "Quais são suas maiores qualidades e defeitos?", "O que tem feito ultimamente que demonstre sua capacidade de tomar iniciativa?" e "Você se considera uma empresa líder?".
Suas respostas estarão sempre erradas, não se preocupem.
Ao final, eu vou colocar os nomes das empresas numa caixinha e sortear quem vai ser contemplado com o meu trabalho.
Decorações
Casas de praia são invariavelmente decoradas como casas de praia. Elas não são decoradas como casas que acontece de serem localizadas na praia. Elas têm que gritar "SOU UMA CASA DE PRAIA E NÃO ME ENVERGONHO DISSO". Aí penduram na parede um peixe de madeira, uma vara de pescar, uns panos coloridos, redes se entrecruzando. Quartos têm beliches. Praias aparentemente têm uma fixação com beliches.
Deve haver um número desproporcional de coisas feitas de palha. Cadeiras? Palha. Estofados? Nunca. Substituir por trançados de palha. Tons pastéis, cores quentes em vez de azuis e roxos.
É um tanto bizarro, eu não vejo ninguém que mora aqui na Avenida Beira-Mar em Recife colocando folhas de coqueiro na parede e tomando seus drinks em copos de madeira envernizados. Mas mudou para uma cidade estritamente litorânea, a casa tem que refletir essa mudança.
Casas que não estão na praia não são decoradas como "casas de cidade". São decoradas como casas. Se fôssemos aplicar esse padrão de decoração de acordo com o ambiente, como ficaria a cidade?
Cadeiras de concreto? Faixas de trânsito no chão? Se você morar perto da favela, é melhor substituir a piscina por um pouco de esgoto a céu aberto.
Casas na zona rural vão ter que se virar com chão de terra batida. Casa no sertão tem que ser completamente vazia por dentro. Se bem que eu acho que isso não é lá muito longe da realidade, né.
Deve haver um número desproporcional de coisas feitas de palha. Cadeiras? Palha. Estofados? Nunca. Substituir por trançados de palha. Tons pastéis, cores quentes em vez de azuis e roxos.
É um tanto bizarro, eu não vejo ninguém que mora aqui na Avenida Beira-Mar em Recife colocando folhas de coqueiro na parede e tomando seus drinks em copos de madeira envernizados. Mas mudou para uma cidade estritamente litorânea, a casa tem que refletir essa mudança.
Casas que não estão na praia não são decoradas como "casas de cidade". São decoradas como casas. Se fôssemos aplicar esse padrão de decoração de acordo com o ambiente, como ficaria a cidade?
Cadeiras de concreto? Faixas de trânsito no chão? Se você morar perto da favela, é melhor substituir a piscina por um pouco de esgoto a céu aberto.
Casas na zona rural vão ter que se virar com chão de terra batida. Casa no sertão tem que ser completamente vazia por dentro. Se bem que eu acho que isso não é lá muito longe da realidade, né.
30 de maio de 2011
Papai tem orgulho
A coisa que mais me impressiona quando vejo vídeos pornôs amadores é a quantidade de gente nos comentários se preocupando com o que o pai da menina em cena está achando da situação. "Papai tá orgulhoso!", coisas assim.
Tenho certeza de que a garota vai aprender a lição depois da censura de um comentário do Redtube e nunca mais vai decepcionar o coroa assim, deixando um malandro desagradável qualquer gravar aquele boquete pela câmera do celular.
Vídeos brasileiros sempre contam com a participação de alguém se lamentando pela decadência moral do nosso povo. "Esse é o meu Brasil!", "É por isso que o Brasil está do jeito que está!". Ufa, e eu aqui pensando que nosso problema era saneamento básico e desemprego.
Caboclo entra em site pornô e quer fazer análise sociológica. Uma análise muito mais interessante seria sobre as razões que levam carolas conservadores a comentários de sites de vídeos pornô.
Esse pessoal é ainda mais incompreensível do que aquela galera que inevitavelmente aparece avaliando o desempenho sexual do cara que está de fato fazendo sexo com uma mulher no vídeo. Pelo menos a gente sabe que esse pessoal está só delirando mesmo.
Exemplo, vejam esse comentário que eu acabei de pescar aqui no Xvideos: "nossa meu, uma mina dessas nao merece um viadinho de pau minusculo e que nao sabe nem comer a mina direito".
Acho que as meninas devem se deixar gravar para aparecer na internet e descobrir que estavam se desperdiçando com os próprios namorados. Elas querem mais emoção, mais prazer, mais tesão. Coisas que só um anônimo tocando uma num site pornô pode proporcionar.
Tenho certeza de que a garota vai aprender a lição depois da censura de um comentário do Redtube e nunca mais vai decepcionar o coroa assim, deixando um malandro desagradável qualquer gravar aquele boquete pela câmera do celular.
Vídeos brasileiros sempre contam com a participação de alguém se lamentando pela decadência moral do nosso povo. "Esse é o meu Brasil!", "É por isso que o Brasil está do jeito que está!". Ufa, e eu aqui pensando que nosso problema era saneamento básico e desemprego.
Caboclo entra em site pornô e quer fazer análise sociológica. Uma análise muito mais interessante seria sobre as razões que levam carolas conservadores a comentários de sites de vídeos pornô.
Esse pessoal é ainda mais incompreensível do que aquela galera que inevitavelmente aparece avaliando o desempenho sexual do cara que está de fato fazendo sexo com uma mulher no vídeo. Pelo menos a gente sabe que esse pessoal está só delirando mesmo.
Exemplo, vejam esse comentário que eu acabei de pescar aqui no Xvideos: "nossa meu, uma mina dessas nao merece um viadinho de pau minusculo e que nao sabe nem comer a mina direito".
Acho que as meninas devem se deixar gravar para aparecer na internet e descobrir que estavam se desperdiçando com os próprios namorados. Elas querem mais emoção, mais prazer, mais tesão. Coisas que só um anônimo tocando uma num site pornô pode proporcionar.
20 de maio de 2011
Reais palavras japonesas de origem portuguesa
Portugal estava precisando que a Finlândia não vetasse uma esmola da União Europeia, então fez um vídeo até interessante sobre o país - o clipe inclusive passou umas semanas atrás no Jornal Nacional.
O problema é que no vídeo dizem que "arigatō" é uma palavra de origem portuguesa, derivada de "obrigado". Nem é (mas "tempura" é). Arigatō vem do japonês antigo mesmo.
Agora, eu não entendo por que ninguém presta atenção em outra óbvia palavra de origem portuguesa, bishōnen.
Na moral, o negócio é ÓBVIO. A primeira coisa que eu imagino são os jesuítas chegando no Japão em mil seiscentos e lá vai bolinha, vendo um cara desses e exclamando "OW ISSO EH UMA BISHONEN???", nas imortais palavras do porteiro Severino, interpretado por Paulo Silvino.
O problema é que no vídeo dizem que "arigatō" é uma palavra de origem portuguesa, derivada de "obrigado". Nem é (mas "tempura" é). Arigatō vem do japonês antigo mesmo.
Agora, eu não entendo por que ninguém presta atenção em outra óbvia palavra de origem portuguesa, bishōnen.
Na moral, o negócio é ÓBVIO. A primeira coisa que eu imagino são os jesuítas chegando no Japão em mil seiscentos e lá vai bolinha, vendo um cara desses e exclamando "OW ISSO EH UMA BISHONEN???", nas imortais palavras do porteiro Severino, interpretado por Paulo Silvino.
15 de maio de 2011
Elas nunca gozam
Não sei se isso acontece na realidade, mas vou acreditar que Hollywood retrata fielmente o comportamento das mulheres quando elas tentam terminar o relacionamento e humilhar os parceiros.
"Eu nunca gozei!", elas dizem.
Pô, que palha, eu gozei em todas as vezes que a gente fez sexo. Talvez você já devesse ter procurado uma companhia sexual que te satisfizesse melhor há algum tempo, hein?
Sei lá, pode ser um problema fisiológico também. Não tem um Boston Medical Group para mulher?
É uma tentativa estranha de tentar humilhar os homens, sério. O relacionamento está terminando mesmo, querem afetar meu orgulho? Elas que se fuderam, eu tô tranquilão.
Agora, imagina que sua namorada tá lá morrendo de ódio de você, prestes a terminar o namoro, e diz:
- VOCÊ NUNCA GOZOU.
- Não acredito! Achei que tivesse gozado! :-O
- Ilusão, você nunca gozou. Em todas as vezes que a gente fez sexo, você nunca chegou ao clímax.
- M-m-mas...
- Nada de "mas", você nunca gozou e ponto final. Suas bolas sempre ficavam doendo porque você estava sempre prestes a gozar e não gozava. Isso aconteceu em todas as vezes que fizemos sexo. Todas.
É, meu amigo, aí sim a coisa assusta.
"Eu nunca gozei!", elas dizem.
Pô, que palha, eu gozei em todas as vezes que a gente fez sexo. Talvez você já devesse ter procurado uma companhia sexual que te satisfizesse melhor há algum tempo, hein?
Sei lá, pode ser um problema fisiológico também. Não tem um Boston Medical Group para mulher?
É uma tentativa estranha de tentar humilhar os homens, sério. O relacionamento está terminando mesmo, querem afetar meu orgulho? Elas que se fuderam, eu tô tranquilão.
Agora, imagina que sua namorada tá lá morrendo de ódio de você, prestes a terminar o namoro, e diz:
- VOCÊ NUNCA GOZOU.
- Não acredito! Achei que tivesse gozado! :-O
- Ilusão, você nunca gozou. Em todas as vezes que a gente fez sexo, você nunca chegou ao clímax.
- M-m-mas...
- Nada de "mas", você nunca gozou e ponto final. Suas bolas sempre ficavam doendo porque você estava sempre prestes a gozar e não gozava. Isso aconteceu em todas as vezes que fizemos sexo. Todas.
É, meu amigo, aí sim a coisa assusta.
Insensato Coração
Olha, eu normalmente reluto em dar o meu ENDOSSO OFICIAL a qualquer obra de entretenimento, porque eu tô ligado que a galera leva a sério qualquer coisa que leve o selo Manipulação.
Dito isso, tenho que confessar que Insensato Coração vem me deixando com as emoções à flor da pele.
Para quem não sabe, o Henrique tinha informações comprometedoras sobre o banqueiro Cortez. As informações eram tão comprometedoras que ele gravou todas em um só DVD e não manteve nenhum backup.
Em vez de fazer CÓPIAS, ele decidiu que seria mais eficiente colocar o único DVD num cofre. Foi uma sacada de GÊNIO perceber que o ÚNICO DVD COM INFORMAÇÕES DE GRANDE IMPORTÂNCIA devia ser mantido À DISTÂNCIA, num cofre longínquo, sem qualquer possibilidade de recuperar o conteúdo em caso de perda.
O cofre foi assaltado, ele perdeu o DVD e morreu quando tentou recuperá-lo. LOL
***
Procurei saber quanto custa alugar um cofre desses em banco, apesar de o Henrique ter alugado um cofre num navio, o que deve sair por um precinho maior.
O Google só conseguiu me dar estimativas do valor na Europa, que é tipo 50 euros por ano para o menor cofre, que é o que eu acho que ele alugou, embora a RACIONALIDADE TRANSBORDANTE do personagem torne bastante possível que ele tenha alugado um cofre do tamanho de um apartamento de dois quartos.
Pesquisei também quanto custa um DVD virgem. A unidade aqui perto de casa sai por uns 80 centavos. Beleza, digamos que você não queira um DVD fubeca da Multilaser ou Ridata. Vamos chutar uns R$2 por um DVD da Sony (o negócio deve vir folheado a ouro por esse preço).
Fazendo o cálculo de custos-benefícios:
DVD virgem: R$2, mais uma cópia, maior segurança contra perda de dados.
Cofre: 50€/ano, zero cópias a mais, mesma segurança contra perda de dados.
Só colocando tudo na ponta do lápis que a gente consegue ver como foi lúcida a decisão do cara.
***
Ah, falando nisso, nada a ver, ontem na novela jogaram no PlayStation 2 um jogo chamado VINGANÇA FATAL.
Será que é outra versão hackeada do PES, tipo o Bomba Patch?
Dito isso, tenho que confessar que Insensato Coração vem me deixando com as emoções à flor da pele.
Para quem não sabe, o Henrique tinha informações comprometedoras sobre o banqueiro Cortez. As informações eram tão comprometedoras que ele gravou todas em um só DVD e não manteve nenhum backup.
Em vez de fazer CÓPIAS, ele decidiu que seria mais eficiente colocar o único DVD num cofre. Foi uma sacada de GÊNIO perceber que o ÚNICO DVD COM INFORMAÇÕES DE GRANDE IMPORTÂNCIA devia ser mantido À DISTÂNCIA, num cofre longínquo, sem qualquer possibilidade de recuperar o conteúdo em caso de perda.
O cofre foi assaltado, ele perdeu o DVD e morreu quando tentou recuperá-lo. LOL
Procurei saber quanto custa alugar um cofre desses em banco, apesar de o Henrique ter alugado um cofre num navio, o que deve sair por um precinho maior.
O Google só conseguiu me dar estimativas do valor na Europa, que é tipo 50 euros por ano para o menor cofre, que é o que eu acho que ele alugou, embora a RACIONALIDADE TRANSBORDANTE do personagem torne bastante possível que ele tenha alugado um cofre do tamanho de um apartamento de dois quartos.
Pesquisei também quanto custa um DVD virgem. A unidade aqui perto de casa sai por uns 80 centavos. Beleza, digamos que você não queira um DVD fubeca da Multilaser ou Ridata. Vamos chutar uns R$2 por um DVD da Sony (o negócio deve vir folheado a ouro por esse preço).
Fazendo o cálculo de custos-benefícios:
DVD virgem: R$2, mais uma cópia, maior segurança contra perda de dados.
Cofre: 50€/ano, zero cópias a mais, mesma segurança contra perda de dados.
Só colocando tudo na ponta do lápis que a gente consegue ver como foi lúcida a decisão do cara.
Ah, falando nisso, nada a ver, ontem na novela jogaram no PlayStation 2 um jogo chamado VINGANÇA FATAL.
Será que é outra versão hackeada do PES, tipo o Bomba Patch?
I am become Death, the destroyer of worlds
Peguei o SBP e matei um monte de formiga na cozinha. No final, sobrou uma, cambaleante. Fui clemente, deixei a pequena ir-se. Minha vitória fora esmagadora.
Agora não consigo mais dormir. Será que a formiga sobrevivente vai retornar no futuro com sede de vingança? Será que vai ter apurado todos os instintos e será que seu poder vai ter se crescido exponencialmente? É possível que ela seja a formiga lendária que vai derrotar o opressor humano?
Fui leviano, devia ter aniquilado toda a população quando tive a chance, agora sou consumido pelo medo.
Se a formiga renegada realmente for voltar para pegar minha cabeça, eu devo esperar que ela apareça num período de mais ou menos quanto tempo, dada a esperança de vida média de formigas de cozinha? Uma, duas semanas?
Agora não consigo mais dormir. Será que a formiga sobrevivente vai retornar no futuro com sede de vingança? Será que vai ter apurado todos os instintos e será que seu poder vai ter se crescido exponencialmente? É possível que ela seja a formiga lendária que vai derrotar o opressor humano?
Fui leviano, devia ter aniquilado toda a população quando tive a chance, agora sou consumido pelo medo.
Se a formiga renegada realmente for voltar para pegar minha cabeça, eu devo esperar que ela apareça num período de mais ou menos quanto tempo, dada a esperança de vida média de formigas de cozinha? Uma, duas semanas?
13 de maio de 2011
Site dos game
Meu novo empreendimento (na verdade é mais do Alê, hehehe, não conta): http://sitedosgame.wordpress.com
3 de maio de 2011
Sou parte da internet brasileira agora
Como eu posso provar por este tweet, e também por este, até alguns dias atrás eu não fazia a menor ideia de quem era Felipe Neto. Vi o vídeo dele sobre diminuir impostos das coisas, e graças ao Chico Barney, descobri que a ideia radical dele de diminuir impostos está atraindo oposição ferrenha da internet brasileira.
"Impostos altos 4eva", "Eu <3 Impostos", "É 50% do PIB ou mais!" são os gritos que a gente ouve nos quatro cantos do país. Essa foi uma semana de descobertas, porque descobri também a a existência de um SITE NA INTERNET chamado "Papo de Homem". De acordo com ele, esse negócio de baixar impostos das coisas não tá com nada, o maneiro é instalar fábricas dentro do país, porque comprar coisas de outros países não gera dinheiro pro Brasil.
Se a gente produzir nosso Xbox nacional (Zeebo?), a gente vai gerar divisas para o país, e não vai financiar esses ianques malditos. Nas palavras do Papo de Homem: "Sem individualismos, sempre pensando na sociedade como um todo."
:~~~~~~~~
Acho que a galera anti-anti-impostos podia mudar seu slogan para "GOVERNO, ME POSSUA, YOU BIG LUMMOX".
Porque protecionismo não é bacana. Sério. Sei que os brasileiros não tiveram muito tempo para absorver esse argumento, o argumento pró-livre comércio só está rolando desde Adam Smith e David Ricardo, tem só uns 200 anos.
Mas esse negócio de instalar fábricas no país porque comprar fora só dá dinheiro pros estrangeiros sujos é o mesmo que eu dar a doida aqui e falar "Ah, vou produzir meu pão aqui em casa, comprar na padaria só dá dinheiro pra esse português nojento".
É uma noção meio bizarra, mas a gente não fica mais rico quando tem menos coisa.
"Impostos altos 4eva", "Eu <3 Impostos", "É 50% do PIB ou mais!" são os gritos que a gente ouve nos quatro cantos do país. Essa foi uma semana de descobertas, porque descobri também a a existência de um SITE NA INTERNET chamado "Papo de Homem". De acordo com ele, esse negócio de baixar impostos das coisas não tá com nada, o maneiro é instalar fábricas dentro do país, porque comprar coisas de outros países não gera dinheiro pro Brasil.
Se a gente produzir nosso Xbox nacional (Zeebo?), a gente vai gerar divisas para o país, e não vai financiar esses ianques malditos. Nas palavras do Papo de Homem: "Sem individualismos, sempre pensando na sociedade como um todo."
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Acho que a galera anti-anti-impostos podia mudar seu slogan para "GOVERNO, ME POSSUA, YOU BIG LUMMOX".
Porque protecionismo não é bacana. Sério. Sei que os brasileiros não tiveram muito tempo para absorver esse argumento, o argumento pró-livre comércio só está rolando desde Adam Smith e David Ricardo, tem só uns 200 anos.
Mas esse negócio de instalar fábricas no país porque comprar fora só dá dinheiro pros estrangeiros sujos é o mesmo que eu dar a doida aqui e falar "Ah, vou produzir meu pão aqui em casa, comprar na padaria só dá dinheiro pra esse português nojento".
É uma noção meio bizarra, mas a gente não fica mais rico quando tem menos coisa.
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