30 de maio de 2011

Papai tem orgulho

A coisa que mais me impressiona quando vejo vídeos pornôs amadores é a quantidade de gente nos comentários se preocupando com o que o pai da menina em cena está achando da situação. "Papai tá orgulhoso!", coisas assim.

Tenho certeza de que a garota vai aprender a lição depois da censura de um comentário do Redtube e nunca mais vai decepcionar o coroa assim, deixando um malandro desagradável qualquer gravar aquele boquete pela câmera do celular.

Vídeos brasileiros sempre contam com a participação de alguém se lamentando pela decadência moral do nosso povo. "Esse é o meu Brasil!", "É por isso que o Brasil está do jeito que está!". Ufa, e eu aqui pensando que nosso problema era saneamento básico e desemprego.

Caboclo entra em site pornô e quer fazer análise sociológica. Uma análise muito mais interessante seria sobre as razões que levam carolas conservadores a comentários de sites de vídeos pornô.

Esse pessoal é ainda mais incompreensível do que aquela galera que inevitavelmente aparece avaliando o desempenho sexual do cara que está de fato fazendo sexo com uma mulher no vídeo. Pelo menos a gente sabe que esse pessoal está só delirando mesmo.

Exemplo, vejam esse comentário que eu acabei de pescar aqui no Xvideos: "nossa meu, uma mina dessas nao merece um viadinho de pau minusculo e que nao sabe nem comer a mina direito".

Acho que as meninas devem se deixar gravar para aparecer na internet e descobrir que estavam se desperdiçando com os próprios namorados. Elas querem mais emoção, mais prazer, mais tesão. Coisas que só um anônimo tocando uma num site pornô pode proporcionar.

20 de maio de 2011

Reais palavras japonesas de origem portuguesa

Portugal estava precisando que a Finlândia não vetasse uma esmola da União Europeia, então fez um vídeo até interessante sobre o país - o clipe inclusive passou umas semanas atrás no Jornal Nacional.

O problema é que no vídeo dizem que "arigatō" é uma palavra de origem portuguesa, derivada de "obrigado". Nem é (mas "tempura" é). Arigatō vem do japonês antigo mesmo.

Agora, eu não entendo por que ninguém presta atenção em outra óbvia palavra de origem portuguesa, bishōnen.

Na moral, o negócio é ÓBVIO. A primeira coisa que eu imagino são os jesuítas chegando no Japão em mil seiscentos e lá vai bolinha, vendo um cara desses e exclamando "OW ISSO EH UMA BISHONEN???", nas imortais palavras do porteiro Severino, interpretado por Paulo Silvino.

15 de maio de 2011

Elas nunca gozam

Não sei se isso acontece na realidade, mas vou acreditar que Hollywood retrata fielmente o comportamento das mulheres quando elas tentam terminar o relacionamento e humilhar os parceiros.

"Eu nunca gozei!", elas dizem.

Pô, que palha, eu gozei em todas as vezes que a gente fez sexo. Talvez você já devesse ter procurado uma companhia sexual que te satisfizesse melhor há algum tempo, hein?

Sei lá, pode ser um problema fisiológico também. Não tem um Boston Medical Group para mulher?

É uma tentativa estranha de tentar humilhar os homens, sério. O relacionamento está terminando mesmo, querem afetar meu orgulho? Elas que se fuderam, eu tô tranquilão.

Agora, imagina que sua namorada tá lá morrendo de ódio de você, prestes a terminar o namoro, e diz:

- VOCÊ NUNCA GOZOU.
- Não acredito! Achei que tivesse gozado! :-O
- Ilusão, você nunca gozou. Em todas as vezes que a gente fez sexo, você nunca chegou ao clímax.
- M-m-mas...
- Nada de "mas", você nunca gozou e ponto final. Suas bolas sempre ficavam doendo porque você estava sempre prestes a gozar e não gozava. Isso aconteceu em todas as vezes que fizemos sexo. Todas.

É, meu amigo, aí sim a coisa assusta.

Insensato Coração

Olha, eu normalmente reluto em dar o meu ENDOSSO OFICIAL a qualquer obra de entretenimento, porque eu tô ligado que a galera leva a sério qualquer coisa que leve o selo Manipulação.

Dito isso, tenho que confessar que Insensato Coração vem me deixando com as emoções à flor da pele.

Para quem não sabe, o Henrique tinha informações comprometedoras sobre o banqueiro Cortez. As informações eram tão comprometedoras que ele gravou todas em um só DVD e não manteve nenhum backup.

Em vez de fazer CÓPIAS, ele decidiu que seria mais eficiente colocar o único DVD num cofre. Foi uma sacada de GÊNIO perceber que o ÚNICO DVD COM INFORMAÇÕES DE GRANDE IMPORTÂNCIA devia ser mantido À DISTÂNCIA, num cofre longínquo, sem qualquer possibilidade de recuperar o conteúdo em caso de perda.

O cofre foi assaltado, ele perdeu o DVD e morreu quando tentou recuperá-lo. LOL

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Procurei saber quanto custa alugar um cofre desses em banco, apesar de o Henrique ter alugado um cofre num navio, o que deve sair por um precinho maior.

O Google só conseguiu me dar estimativas do valor na Europa, que é tipo 50 euros por ano para o menor cofre, que é o que eu acho que ele alugou, embora a RACIONALIDADE TRANSBORDANTE do personagem torne bastante possível que ele tenha alugado um cofre do tamanho de um apartamento de dois quartos.

Pesquisei também quanto custa um DVD virgem. A unidade aqui perto de casa sai por uns 80 centavos. Beleza, digamos que você não queira um DVD fubeca da Multilaser ou Ridata. Vamos chutar uns R$2 por um DVD da Sony (o negócio deve vir folheado a ouro por esse preço).

Fazendo o cálculo de custos-benefícios:

DVD virgem: R$2, mais uma cópia, maior segurança contra perda de dados.
Cofre: 50€/ano, zero cópias a mais, mesma segurança contra perda de dados.

Só colocando tudo na ponta do lápis que a gente consegue ver como foi lúcida a decisão do cara.

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Ah, falando nisso, nada a ver, ontem na novela jogaram no PlayStation 2 um jogo chamado VINGANÇA FATAL.

Será que é outra versão hackeada do PES, tipo o Bomba Patch?

I am become Death, the destroyer of worlds

Peguei o SBP e matei um monte de formiga na cozinha. No final, sobrou uma, cambaleante. Fui clemente, deixei a pequena ir-se. Minha vitória fora esmagadora.

Agora não consigo mais dormir. Será que a formiga sobrevivente vai retornar no futuro com sede de vingança? Será que vai ter apurado todos os instintos e será que seu poder vai ter se crescido exponencialmente? É possível que ela seja a formiga lendária que vai derrotar o opressor humano?

Fui leviano, devia ter aniquilado toda a população quando tive a chance, agora sou consumido pelo medo.

Se a formiga renegada realmente for voltar para pegar minha cabeça, eu devo esperar que ela apareça num período de mais ou menos quanto tempo, dada a esperança de vida média de formigas de cozinha? Uma, duas semanas?

13 de maio de 2011

3 de maio de 2011

Sou parte da internet brasileira agora

Como eu posso provar por este tweet, e também por este, até alguns dias atrás eu não fazia a menor ideia de quem era Felipe Neto. Vi o vídeo dele sobre diminuir impostos das coisas, e graças ao Chico Barney, descobri que a ideia radical dele de diminuir impostos está atraindo oposição ferrenha da internet brasileira.

"Impostos altos 4eva", "Eu <3 Impostos", "É 50% do PIB ou mais!" são os gritos que a gente ouve nos quatro cantos do país. Essa foi uma semana de descobertas, porque descobri também a a existência de um SITE NA INTERNET chamado "Papo de Homem". De acordo com ele, esse negócio de baixar impostos das coisas não tá com nada, o maneiro é instalar fábricas dentro do país, porque comprar coisas de outros países não gera dinheiro pro Brasil.

Se a gente produzir nosso Xbox nacional (Zeebo?), a gente vai gerar divisas para o país, e não vai financiar esses ianques malditos. Nas palavras do Papo de Homem: "Sem individualismos, sempre pensando na sociedade como um todo."

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Acho que a galera anti-anti-impostos podia mudar seu slogan para "GOVERNO, ME POSSUA, YOU BIG LUMMOX".

Porque protecionismo não é bacana. Sério. Sei que os brasileiros não tiveram muito tempo para absorver esse argumento, o argumento pró-livre comércio só está rolando desde Adam Smith e David Ricardo, tem só uns 200 anos.

Mas esse negócio de instalar fábricas no país porque comprar fora só dá dinheiro pros estrangeiros sujos é o mesmo que eu dar a doida aqui e falar "Ah, vou produzir meu pão aqui em casa, comprar na padaria só dá dinheiro pra esse português nojento".

É uma noção meio bizarra, mas a gente não fica mais rico quando tem menos coisa.